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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

A Cripta de Poe, da Cia. Nova de Teatro, no Ademar Guerra (São Paulo)



 Um espetáculo “multimídia” inspirado no universo do poeta e escritor *Edgar
Allan Poe*, possui uma estrutura fragmentada onde faz um mergulho no
desconhecido da alma humana, através de histórias sobre personagens
neuróticas e o duplo de cada homem utilizando obras desse autor - *“O
Retrato Oval”*, *“Berenice”*,*“O Espectro”*, “*Ligéia”* o *“O Corvo”*,
dentre outras. A peça, concebida em formato de “palco-instalação” aliada a
intervenções videográficas, concepção e dramaturgia de Lenerson Polonini,
ressalta elementos de suspense e fantasmagoria onde personagens/figuras
criam jogos neuróticos obsessivos.
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O fatalismo e o mergulho no desconhecido da alma humana revelam a vivência
pessoal de Poe, um dos principais escritores “malditos” da literatura
universal. A influência do autor estendeu-se à poesia simbolista, à ficção
científica, ao romance policial moderno e psicológico, ao cinema e às
artes, além dos costumes, por diversas épocas, encontrando reverberações no
comportamento dos jovens pelo mundo afora, nos estilos “dark” e “emo”, por
exemplo. Sua obra se baseia nas exacerbações da natureza humana:
alucinações, cuja lógica ultrapassa a da consciência habitual; mentes
irrequietas e febris; personagens neuróticas; o duplo de cada homem. Busca
refletir sobre questões que assombram o homem contemporâneo - conflitos
psicológicos, seus medos e fantasmas, o “desconhecido” da alma humana e
seus reflexos no comportamento e nas relações interpessoais.

Seu elenco é pelos atores, *Omero Affede*, um italiano discípulo de mestres
como Antônio Fava e o russo Anatoli Vassiliev; Carmen Chimienti; Carina
Casuscelli; Rosa Freitas; e Daniel Sommerfeld. A peça conta ainda com a
participação em vídeo do ator, Paulo César Peréio, sólido colaborador do
grupo, como o “Velho Poe”.

*SERVIÇO*

*- Espetáculo:* “A Cripta de Poe” - Baseado na obra, de Edgar Allan Poe.
- Companhia Nova de Teatro - participação especial da Cia. Teatro Del
Contagio (Itália)
- *Direção*, dramaturgia e iluminação: Lenerson Polonini
- Direção de Arte, figurinos e maquiagem: Carina Casuscelli
- *Elenco:* Omero Affede, Carina Casuscelli, Carmen Chimienti, Rosa Freitas
e Daniel Sommerfeld
- Participação especial (em vídeo) de Paulo César Peréio
- Videocenários e fotos: Acauã Fonseca
- Assistente de imagem: Henrique Oda
- Música: Wilson Sukorski.
- *Realização:* Companhia Nova de Teatro - 10 anos
- Temporada: 01 a 18 de dezembro
- Dias: quintas, sextas e sábados, às 21h e domingos, às 20h
- Classificação: 14 anos
- *Local:* Centro Cultural São Paulo - Espaço Cênico Ademar Guerra
- *Endereço:* Rua Vergueiro, 1.000 - Liberdade/SP (Tel:11 3397-4002
- Capacidade do Teatro: 80 lugares
- Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia) - venda pela Internet

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

As Três Velhas, de Jodorowsky, no Centro Cultural São Paulo (SP)



 
 “As Três Velhas”, de Alejandro Jodorowsky,
no CCSP

Após sucesso de público e de crítica no Espaço Galpão do Folias, a montagem que conta com Maria Alice Vergueiro, Luciano Chirolli, Danilo Grangheia e Marco Luz, continua temporada na capital paulista no CCSP.

 “Noite escura da alma/ Não peço uma estrela / Somente um vagalume”
Trecho da peça “As Três Velhas”, de Alejandro Jodorowsky

Tudo começou há três anos, quando Maria Alice Vergueiro e Luciano Chirolli decidiram retomar uma antiga parceria e fundaram a companhia Teatro Pândega. Em 2010, pisaram juntos nos palcos paulistanos, ao lado de Pascoal da Conceição, e trouxeram pela primeira vez ao Brasil o original de “As Três Velhas”, do chileno Alejandro Jodorowsky.
A estreia deu início a uma turnê de sucesso que levou o universo peculiar de Jodorowsky não só ao público de São Paulo em 2011, como também ao Rio de Janeiro, Brasília, Londrina (FILO), Florianópolis e, recentemente no Galpão do Folias, (SP). 
Após turnê nas quatro cidades brasileiras, o Teatro Pândega presenteia o público de SP, cidade de origem do grupo, com o retorno de “As Três Velhas”. Desta vez, o teatro escolhido foi a intimista e experimental Sala Jardel Filho do Centro Cultural São Paulo (CCSP). A nova temporada traz o premiado na categoria de ator, pelo APCA 2010, Danilo Grangheia, no papel da personagem Graça, contracenando com Luciano Chirolli (Melissa), prêmio Shell de Melhor Ator no ano de 2010, com “As Três Velhas”.


O universo Melodramático Grotesco de Alejandro Jodorowsky

Duas marquesas decadentes, octogenárias, Melissa (Luciano Chirolli) e Graça (Danilo Grangheia), vivem em uma mansão em ruínas, devastadas pela fome e pelo abandono, sempre vigiadas pela centenária criada Garga (Maria Alice Vergueiro). Como numa fábula, uma única noite de assombrosas revelações familiares transformará para sempre a história dessas estranhas figuras. Riso e tragédia se misturam em um gênero inesperado, batizado pelo próprio autor, Alejandro Jodorowsky, de melodrama grotesco.

O Teatro Pândega, companhia fundada há três anos por Maria Alice Vergueiro, Fábio Furtado e Luciano Chirolli, será o primeiro grupo a encenar “As Três Velhas”. “Até hoje só a Bélgica fez uma montagem desse texto, utilizando marionetes. O que estamos realizando é inédito mundialmente”.  – afirma Maria Alice Vergueiro.

A peça une os históricos de Maria Alice Vergueiro e Jodorowsky, ambos da mesma geração e com atuações no teatro de vanguarda.


Alejandro Jodorowsky

Nascido em 1929, em Tocopilla, no Chile, Alejandro Jodorowsky, artista da contracultura, começou a ganhar reconhecimento internacional nos contestadores anos 1960 e 1970 e foi apontado como um dos precursores da arte multimídia. Artista de múltiplos talentos, além de cineasta e dramaturgo, também se consagrou como quadrinista após o sucesso de “Incal”, em parceria com Moebius.

Autor de seis longas-metragens, seu primeiro filme “Fando e Lis”, apresentado durante o Festival de Acapulco, México, causou enorme alvoroço. “El Topo”, sua segunda película, utiliza o western norte-americano como ponto de partida para o desenrolar da viagem espiritual humana. Graças à admiração expressa de Yoko Ono e John Lennon, “El Topo” alcançou enorme repercussão no cinema não-comercial.

Uma das inspirações para a presente montagem de “As Três Velhas” foi o cult “Santa Sangre”, um de seus filmes mais recentes e prestigiados.

Ficha Técnica:

Realização e Produção: Luciano Chirolli Produções Artísticas
Texto: Alejandro Jodorowsky
Idealização: Teatro Pândega
Direção: Maria Alice Vergueiro
Elenco: Maria Alice Vergueiro, Luciano Chirolli, Danilo Grangheia e Marco Luz
Tradução: Fábio Furtado
Assistência de Direção: Carolina Splendore, Aila Rodrigues e Viviane Palandi
Direção de Produção e Administração: Marcio Gallacci
Produção Executiva: Elisete Jeremias
Assistente de Produção e Direção de Palco: Tiago Miranda
Direção de Arte: Simone Mina e Carol Bertier
Desenho de Luz: Alessandra Domingues
Programação Visual: Simone Mina e Carolina Bertier
Design Gráfico: Natália Zapella
Fotógrafo: Fábio Furtado
Desenhos: Ricardo Reis
Trilha Sonora Original: Otavio Ortega
Cenotécnia Artística: Cenotech Cenografia


SERVIÇO:
“As Três Velhas”, de Alejandro Jodorowsky
Com Maria Alice Vergueiro, Luciano Chirolli e Danilo Grangheia
Direção: Maria Alice Vergueiro
Período: de 24 de novembro a 18 de dezembro
Duração: 60min
Local: CCSP (Centro Cultural SP) – Sala Jardel Filho
Horários e Dias: sempre de quinta a sábado às 21hs e domingos às 20hs
Valores dos Ingressos: R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia)
Endereço: Rua Vergueiro, 1000. 
Número de lugares: 321 lugares
Desaconselhável para menores de 18 anos
Venda de ingressos: na bilheteria (terça a domingo, das 10h às 22h), pelo tel. 4003-2050 (Ingresso Rápido) ou pelo site www.ingressorapido.com.br.

Possui acesso e facilidades para portadores de necessidades especiais
 Café
Estacionamento ao lado.  
Somente dinheiro


                                                 Assessoria de Imprensa “As Três Velhas”:
Assessoria de Imprensa: Baobá Comunicação
11 3482-2510 | 11 3482-6908

Brunno Almeida Maia
Baobá Comunicação, Cultura e Conteúdo
Rua Porangaba, nº 149, Bosque da Saúde
04136-020 - São Paulo - SP
(11) 3482-2510 | 3482-6908

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Caminos Invisibles, com a Cia. Nova, no CCSP (São Paulo, SP)

 

Em setembro, porão do Centro Cultural São Paulo
será palco do espetáculo: “Caminos Invisibles... La partida”
moda, sustentabilidade, imigração...
Peça/performance terá confecção de roupas em cena, feitas com pelo de cachorro que foram tosados na cidade; poesia latina se mistura com linguagem multimídia e música ancestral com sonoridades contemporâneas. A Cia. Nova, depois de dez anos pesquisando a contemporaneidade e multimídia na forma, imagem e interpretação, cria sua própria dramaturgia depois de uma pesquisa de cinco anos com a moda popular em São Paulo. O espetáculo é Gratuito.
Moda, imigração e sustentabilidade são alguns dos ingredientes do espetáculo, dirigido e interpretado pela multiartista Carina Casuscelli. A problemática das grandes metrópoles, com o enfoque nos imigrantes irregulares versus mão de obra escrava e consequentes condições subumanas, restam como saída de sobrevivência e artificio da indústria da moda.
O porão do Centro Cultural São Paulo será palco, em setembro, de “Caminos Invisibles ... La partida”, espetáculo da Cia. Nova de Teatro que este ano comemora seus 10 anos de existência. As comemorações ainda incluem um ciclo de palestras, workshops e oficinas.
O repertório abrange o início da trajetória de imigrantes sul-americanos, com destaque para os povos andinos, que deixam seus países em busca de melhores condições de vida e chegam à grande metrópole paulistana. Este cenário se funde com as ilegalidades na luta pela sobrevivência. A moda mobiliza a problemática social que de forma hilária satiriza o mercado de massa, abastecido pela mão de obra escrava do imigrante.
Casuscelli comenta que tudo em sua peça é autossustentável, um paralelo que faz com a atual sociedade, onde tudo é comercializado e ser sustentável é condição de sobrevivência, ou seja, em direção a estes passos a peça apresentará produtos de moda, frutos do trabalho de imigrantes. Bolsas e t-shirts serão confeccionadas no espetáculo e serão comercializadas para garantir seu auto sustento. “Produtos sustentáveis em favor de seu auto sustento”.
A estilista é idealizadora do movimento “A democracia dos corpos”; e criadora da primeira grife para mulheres com nanismo e para pessoas fora dos padrões. Carina buscou na metrópole um paralelo ao demando pelo da Llama dos andes: o pelo de cães, hoje abundantes na cidade repleta de Pet Shops.
Outro aspecto abordado que merece atenção são os teasers criados por Casuscelli, que utiliza de sua vivência como artista multimídia, com o mix do contexto das irregularidades a realidade das redes sociais e sua consequente intervenção na vida das pessoas, a criação de um vídeo em uma das redes sociais mais populares será alvo de comentários sobre todos os questionamentos desta trama.
Para Lenerson Polonini, diretor artístico da Companhia Nova de Teatro,  Caminos Invisibles se configura como um esforço de romper com os esteriótipos, revelando a riqueza e  beleza de uma cultura de 15.000 anos  e ao mesmo tempo, marca um novo momento no trabalho de pesquisa da Cia, investindo em uma dramaturgia própria, desconstruindo alguns procedimentos adotados  em trabalhos anteriores, mas sem abrir mão do aspecto performatico, uma das principais caracteristicas  nos trabalhos da Cia.
Uma visão contemporânea e emergente sobre os processos migratórios, mesclando música tradicional andina, canto, dança, textos em quéchua e aymará, teatro documental e vídeos. 
O encontro dessas raízes, ancestralidades e identidades se confrontam com o cotidiano da metrópole, em cenas, algumas vezes, áridas, surreais e até tragicômicas.
Fé, força e perseverança, toda riqueza da cultura andina vem à tona e funde no cenário urbano da grande São Paulo e em forma de ritual xamânico. Toda pesquisa e riqueza da indumentária típica do povo andino estão entre os outros destaques da peça e fazem parte do trabalho de pesquisa da diretora em seus mais de cinco anos de estudo sobre os povos andinos no Brasil, o espetáculo marca o intercâmbio da Cia. Nova de Teatro com um dos grupos mais importantes do teatro latino – o grupo peruano YUYACHKANI – que, em 2011, comemora seus 40 anos. A atriz Ana Correa, do Yuyachkani, ministrará um dos workshops abordando a metodologia utilizada pelo grupo peruano. 

Ficha técnica do Projeto
“Caminos Invisibles”
Direção, dramaturgia, coordenação do projeto: Carina Casuscelli .Direção artística : Lenerson Polonini
Colaboração Dramatúrgica: Eduardo Brito
Vídeos  e documentação audiovisual: Cristian Cancino
Direção musical: Wilson Sukorski
Fotos: Acauã Fonseca e Henrique Oda.
Atores- performers: Carina Casuscelli, Cléo Moraes, Rosa Freitas, Ricardo Gelli, Juan Cusicanki, Camila dos Anjos, Mauro Grillo, Adriana Gaeta e Inti Roman.
Participação especial do Conjunto Autoctono “Jach'a Sicuris de Italaque”
Percussão: Franklin Santos( Cajon)

Serviço:
Temporada: 23 de setembro a 16 de outubro
Centro Cultural São Paulo – Espaço Cênico Ademar Guerra
Rua Vergueiro, 1.000, (11) 3397-4002
Sex. e Sábado: 21h00 e Domingo: 20h00
Entrada Gratuita
Lotação: 80 lugares

Contatos:
11- 7225 3466/ 7322 8625

Fotos de Cristian Cancino

Fotos de Acauã Fonseca

Fotos de Henrique Oda

Informações para a Imprensa:
Mercuccio Casa de Comunicação

Juan Velásquez
(11) 6108-8924

Simone Andrade
(11) 6989-5447