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quinta-feira, 10 de maio de 2012

A Idade da Ameixa, dir.: Luiz Valcazaras, no TUSP (São Paulo, SP)



Três gerações de uma família através das lembranças de duas irmãs
O espetáculo A Idade da Ameixa do grupo N.I.Te. (Núcleo de Investigação Teatral) entra em cartaz no Teatro da USP a partir de 04 de maio e será apresentado às sextas e sábados, às 21h, e aos domingos, às 20h, até o dia 27 do mesmo mês.
O processo de criação da peça, escrita pelo dramaturgo argentino Arístides Vargas, vem ao encontro da pesquisa do N.I.Te. que explora a oralidade como instrumentalização do ator, fundamentando-se, principalmente, nas técnicas de contar histórias.
Essa metodologia já foi desenvolvida pelo seu diretor e fundador, Luiz Valcazaras, em montagens anteriores: “Anjo Duro”, “Dança Lenta no Local do Crime” e “Abre as Asas Sobre Nós”.
A Idade da Ameixa dá continuidade à investigação que propõe um salto em queda livre tanto para o diretor, em sua concepção, quanto para as atrizes, que arriscam-se na criação de oito personagens que vivem entre realidades mágicas e lembranças sólidas de duas irmãs separadas pelo tempo.
Nessa montagem o tempo e a memória são tratados de uma forma onírica e poética, porém sem ser entregue incondicionalmente à melancolia, afinal as visões das irmãs Celina e Eleonora são plenas de poesia e humor.
Veja o vídeo do espetáculo
A idade da ameixa

Sinopse

Duas atrizes (Gabriela Elias e Nathalia Lorda) dão vida a oito personagens que habitam as memórias femininas de um casarão rodeado pelas sombras das ameixeiras.
“A Idade da Ameixa” conta a história de três gerações de uma família através das lembranças de duas irmãs que se correspondem por cartas.
A memória funciona como o campo lúdico para esse reencontro com o passado. Ao recordar oito mulheres de uma velha casa com suas histórias, são revelados medos, alegrias e anseios dos personagens que brincam com o tempo, vasculhando a lembrança impregnada pelo cheiro avinagrado do vinho de ameixa elaborado outrora pelas avós.
Sustentado pelo jogo entre as atrizes e a utilização de poucos elementos cênicos, a concepção segue uma estrutura fragmentada, mantendo um fluxo de consciência vazado por uma linguagem poética.

Ficha Técnica

Grupo| N.I.Te. (Núcleo de Investigação Teatral)
Autor| Arístides Vargas
Direção| Luiz Valcazaras
Assistente de Direção| Janaina Ribeiro
Tradução| Mario Viana
Elenco| Gabriela Elias e Nathalia Lorda
Cenário| Carlos Sato
Trilha Original| Kalau
Figurino| Kleber Montanheiro
Iluminação| Luiz Valcazaras
Diretor Técnico| Guilherme Freitas
Fotos| Luigi Bricoli
Produção| NG-Produtores Associados
Direção de Produção| Palipalan Arte e Cultura

Serviço

Espetáculo A Idade da Ameixa
Quando| De 04 a 27 de maio.
Sextas e sábados, às 21h, e domingos, às 20h.
Duração| 55min
Classificação| 14 anos
Capacidade| 98 lugares
Preços| R$ 20,00 (Inteira) e R$ 10,00 (Meia)
A bilheteria abre 2 horas antes
O estacionamento Mariauto, no número 176, tem acordo com o teatro e cobra preço fixo de R$ 12,00, no período de 3 horas, mediante apresentação de carimbo (do TUSP) no comprovante de entrada.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Trate-me Leão, de Vaz Pereira, em leitura dramática no Tusp (São Paulo)



Tusp fez leitura da peça 'Trate-me Leão'

AE - Agência Estado

O Tusp (teatro da USP) dá continuidade ao 6º Ciclo do Programa de Leituras Públicas promoveu hoje, 28/11, às 15 horas, a leitura da peça "Trate-me Leão", de Hamilton Vaz Pereira. A obra inaugurou uma nova linguagem na cena brasileira, ao propor um teatro que falasse a língua da juventude carioca de Ipanema dos anos 1970. Escrito a partir de um processo colaborativo, é o trabalho de maior êxito do grupo carioca Asdrúbal Trouxe o Trombone, tendo revelado, entre outros, a atriz Regina Casé. A peça baseou-se na própria experiência dos atores para falar dos problemas, dos rituais e do comportamento dos jovens da zona sul do Rio do Janeiro.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Corra com um Coelho em sessões finais no TUSP (São Paulo, SP)


Última semana da comédia
“Corra como um Coelho” no TUSP

Após percorrer seis cidades do país, peça cult se despede da cidade com sessões lotadas

Parte do espetáculo no Youtube; http://www.youtube.com/watch?v=6jyTu0A2SME

Chega ao final a temporada de Corra Como um Coelho, no TUSP, em São Paulo.Com direção de Fernanda Camargo, o espetáculo estreou em outubro de 2009 no SESC Avenida Paulista e foi contemplado com o Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz para circular pelo Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Curitiba e Campinas. A temporada em São Paulo vai até 14 de novembro de 2010.

Três personagens beiram o absurdo em uma trama de pistas falsas, recheada de referências como a obra do ilustrador Norman Rockwell, filmes de David Lynch, contos de Dorothy Parker, gags do cinema mudo, músicas do leste europeu e pitadas de humor negro. “CORRA COMO UM COELHO”, espetáculo da Cia.
dos Outros, tem tudo isso e mais um pouco.

Ficha Técnica

Espetáculo: Corra como um Coelho

 Dramaturgia: Cia. dos Outros

Direção: Fernanda Camargo

Interpretação: Carolina Bianchi, Pedro Cameron e Tomás Decina

Orientação de pesquisa: Antônio Araújo e José Fernando Azevedo

Iluminação: Fernanda Camargo

Cenário: Cia. dos Outros

Direção de arte: Antonio Vanfill e Tomás Decina

Figurinos: Antonio Vanfill e Cia.dos Outros

Técnico de luz e som: Luis Gustavo Viggiano

Pesquisa de trilha sonora: Bruno Monteiro e Carolina Bianchi

Produção geral: Carolina Bianchi e Tomás Decina

Assistência de produção: Fernanda Mandagará

Concepção gráfica: Tomás Decina

Fotos: Maria Tuca Fanchin

Serviço

Temporada de 15 de outubro a 14 de novembro de 2010

Sextas e sábados 21 horas, domingos 20 horas

TUSP - Maria Antônia, 294 – Vila Buarque - São Paulo - SP, CEP 01222-010

Fone: 11 3123 5223 Ingressos: R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia-entrada)

Recomendação: 12 anos Duração aproximada: 60 minutos

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Chekhov : O Ruído Branco da Palavra Noite (SP)

"O Ruído Branco da Palavra Noite" une cartas e tipos de Tchékhov

LUCAS NEVES
da Folha de S.Paulo

Mestre do realismo, Anton Tchékhov (1860-1904) se debruçou sobre as dores do homem em duas frentes: como médico rural, na Rússia alquebrada pelo regime czarista e seu anacronismo, e como dramaturgo, a diagnosticar a insatisfação escondida sob o véu da falsa harmonia nas famílias.

Na peça "O Ruído Branco da Palavra Noite", em cartaz no Tusp, impressões do cidadão em franco contato com as mazelas de seu país confundem-se com a ficção criada por ele a partir do que testemunhou.

Assim, a dramaturgia ora se deita sobre as cartas trocadas entre ele e sua mulher, a atriz Olga Knipper, o escritor Máximo Górki, o diretor e dramaturgo Nemiróvitch-Dantchenko e o ator e diretor Konstantin Stanislavski (dupla que, à frente do Teatro de Arte de Moscou, conduziram algumas das montagens mais bem-sucedidas de criações de Tchékhov).

A correspondência foi colhida do livro "O Cotidiano de uma Lenda - Cartas do Teatro de Arte de Moscou", de Cristiane Layher Takeda.

Em outros momentos, o texto se vale de excertos de peças tchecovianas, como "As Três Irmãs", "Tio Vânia" e "O Jardim das Cerejeiras", sempre usando falas dos personagens fictícios para espelhar o estado de espírito dos missivistas.

"Quando começamos a ler, percebemos que as cartas remetiam a crises, construções de ideias e maneiras de dizer as coisas que se aproximavam daquelas dos personagens", diz o ator e codiretor, Caetano Gotardo. "O recorte do livro é o processo criativo no Teatro de Arte. Mas as cartas tangenciam a intimidade, a vida cotidiana."

Como quando, ao responder ao relato hesitante de Olga sobre sua composição da Ielena de "Tio Vânia", Tchékhov lhe tece uma declaração de amor em forma de indicações de atuação. Na vida cotidiana ou na ficção, o escritor não acreditava em problemas insolúveis, em danações inevitáveis.

"Há uma imagem errada que ficou colada às peças do Tchékhov, de uma absoluta inação. Existe uma tentativa, um impulso de vida o tempo todo, ainda que isso não raro resulte em frustração", conclui Gotardo.

O RUÍDO BRANCO DA PALAVRA NOITE
Quando: qua. e qui., às 21h;
até 18/2
Onde: Tusp (r. Maria Antônia, 294, Consolação, tel 3255-7182)
Quanto: R$ 20
Classificação: 14 anos