Mostrando postagens com marcador William Berger. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador William Berger. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Teatro Alegórico, Teatro da Alma . . . (por William Berger)
No Teatro Alegórico encontramos a palavra perdida, que muitos sábios em épocas diversas guardaram para si. Mais que um pérola, essa palavra se torna ação em gestos e sons.
Não há uma fórmula, nem repetição. A palavra manifesta e desmascara. Ator desnudo, poeta de si.
Praticamos um teatro por muitos desejado. Vivemos a poesia de nosso corpo nessa e em outras realidades. Em um sonho somos ao mesmo tempo o escritor da trama, o diretor da cena, o ator, o sonoplasta, o iluminador e o espectador. Integrar vida e símbolo é uma ambição antiga. Carl Gustav Jung na psicanálise; Calderón de La Barca, William Shakespeare, William Butler Yates na dramaturgia; Waldo Motta e Jorge Luís Borges na poesia ; Akira Kurosawa no cinema, especialmente em seu famoso filme “Sonhos” exemplo, penetram fundo nesse campo e nos dão uma ostra do que podemos ao unir o real e o simbólico, o onírico ao político, a vida e a arte.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Sobre o ator, por William Berger
Cuidado ator . . .
William Berger
IN: http://www.williambergerator.blogspot.com/
BIBLIOGRAFIA:
FERRACINI, Renato. A Arte de Não Interpretar como Poesia Corpórea do Ator. Campinas.: Editora da Unicamp, 2003. 300 p.
"Um corpo - em - vida é um corpo em constante comunicação com os recantos mais escondidos, secretos, belos, demoníacos e líricos de nossa alma. É o receptáculo da poesia do teatro. O ator é um 'atleta afetivo', como diz Artaud" (FERRACINI, 2003).
cena de "O Capote"
Na concepção de Artaud, o corpo comporta todos os símbolos de uma geografia cósmica: montanhas, céus e mares estão todos aqui na nossa carne. Isso lembra a relação holística do "Tao da Física" de Frijtof Capfra de que nosso corpo é o espelho do universo, e a esse todo devemos nos integrar para transformar. Ao transformar somos transformados, dizia Marx. Harold Bloom também menciona que em nosso corpo estão céus, infernos, anjos, deuses e demônios. Hércules descobre, realizando seus 12 trabalhos, que o que nos torna divinos e humanos é a capacidade de saber que somos deuses, o DEUS está em nós.
Pierre Fatumbi Verger ao falar da magia yorubana, destaca o poder da palavra em todas as formas de feitiço. Mas não a palavra cotidiana, antes ritualizada, ressignificada, que é capaz de transformar o curso de uma realidade. Em Artaud, a palavra cria e recria novas realidades. O simbólico se torna concreto e vice-versa. Somos produto de nossas palavras. Isso lembra também Jung em "O Segredo da Flor de Ouro", quando fala dos egrégoras, filhos que geramos com nossos desejos, pensamentos, palavras e ações. Shiva em sua dança transforma o universo.
cena de "In On It"
Atenção ator: muito cuidado ao abrir a boca e evocar o gesto , você lida com símbolos, anjos, deuses, demônios, graais. Você é o mago, o profeta de um novo tempo. Criemos uma nova realidade com nossas palavras, nossos corpos e ações, busquemos o equilíbio e a comunhão dos seres humanos para viver aí a capacidade inata de sermos deuses.
É esse teatro que me proponho fazer! Teatro e magia, teatro e bruxaria! Arte, Ciência e Religião! Saravá Dioniso!
William Berger
IN: http://www.williambergerator.blogspot.com/
BIBLIOGRAFIA:
FERRACINI, Renato. A Arte de Não Interpretar como Poesia Corpórea do Ator. Campinas.: Editora da Unicamp, 2003. 300 p.
Marcadores:
arte do ator,
Renato Ferracini,
William Berger
Assinar:
Postagens (Atom)


