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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Duas atrizes confirmadas no musical Cabaret, com Claudia Raia (RJ)

Atelier de Cultura confirma duas atrizes no musical Cabaret
Kátia Barros e Fabi Bang integram o elenco do musical que estréia em outubro

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Kátia Barros (créditos: Lion Melo) e Fabi Bang (créditos: Cassiano Grandi)

Mais uma grande produção internacional em terras brasileiras, o musical “Cabaret” - protagonizado nos cinemas em 1972 por Liza Minnelli – já confirmou em seu elenco duas atrizes da agência Atelier de Cultura, líder dos profissionais de teatro musical no Brasil, Kátia Barros e Fabi Bang. Com estréia prevista para outubro no Teatro Procópio Ferreira, Cabaret terá no papel principal a atriz Claudia Raia.
Kátia, que atuou em grandes espetáculos como “Victor ou Victoria”, “A Bela e a Fera”, “Chicago”, Miss Saigon e “Sweet Charity”, também compôs a equipe de criativos dos musicais “Jekyll & Hyde – O Médico e o Monstro” e “Baby Musical” como diretora de movimento, sempre trabalhando ao lado de Fred Hanson, americano radicado no Brasil e diretor associado da Cameron Mackintosh.
Fabi Bang dedica-se ao teatro musical desde 2006 e atualmente segue com as últimas apresentações de “Evita, o Musical”. Antes desse, a atriz já brilhou nos espetáculos “A Bela e a Fera”, “Cats”, “O Fantasma do Teatro” (direção de Claudio Botelho e Charles Muller), “O Fantasma da Ópera” e “Miss Saigon”, onde, além de swing, também foi assistente de coreografia.
Marcello Boffat, que recentemente cumpriu temporada em “O Soldadinho de Chumbo” ao lado de Luana Piovani, foi convidado pelo próprio Gabriel Villela, um dos diretores mais talentosos e requisitados de sua geração, para integrar o elenco da tragédia grega “Hécuba” de Eurípedes. Marcello já atuou em diversas produções e graças ao seu timbre de barítono e contratenor e ao estudo da música eletroacústica, gravou inúmeras trilhas para teatro, entre elas “À Margem da Vida”, que levou o Prêmio Shell em 1999.
Além dessas novidades, mais de 10 agenciados do Atelier de Cultura estão atualmente em projetos como o musical Mamma Mia!, HAIR, a novela “Amor e Revolução”, o curta “Os Olhos da Janela”, entre outros.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Chico Rosa estreia no CCSP juntando Buarque e Noel (São Paulo, SP)


O médico que conseguiu reunir Noel Rosa e Chico Buarque


Escrito por um médico-dramaturgo, musical mineiro chega hoje a São Paulo

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Há alguns anos em cartaz em Belo Horizonte, o musical Chico Rosa desembarca hoje em São Paulo. Chega, aliás, em momento propício: justamente quando se comemora o centenário do sambista da Vila Isabel. Em suas três apresentações no CCSP, o público poderá presenciar um improvável encontro entre Noel e Chico Buarque.

Bastante improvável, se consideramos que Noel já estava morto havia mais de 30 anos, quando o autor de A Banda começou a compor. No espetáculo, porém, eles não só aparecem juntos, como são amigos de botequim. Discorrem sobre a vida, falam de mulheres, do samba, do carnaval. E para regar a conversa, como não poderia deixar de ser, os atores Luiz Rocha e Daniel Maia recorrem à cerveja e a mais de 40 canções. Entre elas, as onipresentes Palpite Infeliz (Noel Rosa) e Homenagem ao Malandro (Chico Buarque).

Levada ao palco pela primeira vez em 2003, Chico Rosa foi escrita muita antes: em 1987. Mas para entender por que o texto levou tanto tempo para sair do papel é preciso vasculhar um pouco a trajetória de seu autor.

Vida dupla. Jair Raso já escreveu mais de 20 peças. É dramaturgo do grupo mineiro Cara de Palco. E, na trupe, também faz as vezes de diretor e iluminador. Uma rotina trivial para um homem de teatro. Mas um pouco mais complicada de equacionar se ele também é médico. Um neurocirurgião dividido entre o consultório e o hospital, onde opera regularmente. "Durante muito tempo foi um conflito: como conciliar as duas profissões", diz ele, que encontrou exemplo não apenas em Chekhov - o caso mais notável de um médico dramaturgo -, mas também em outros colegas. "Descobri que no Brasil inteiro há médicos dedicados ao teatro."

Foi só quando resolveu se profissionalizar e deixar o teatro amador para trás que a carreira como dramaturgo deslanchou, conta o dr. Jair durante um domingo à tarde - um dos poucos horários que tem disponíveis para entrevistas. "É possível conciliar. Só preciso tirar licença do trabalho uns 15 dias antes da estreia", diz ele, já às voltas com a direção de mais um musical.

Mas musicais não são a regra na carreira desse médico teatrólogo. Aparecem com mais frequência nessa trajetória os dramas - caso de A Corda e o Livro, obra de 2006 em que um mendigo tenta demover um jovem do suicídio recorrendo a argumentos da ética de Spinoza. Descobrimos nesse ponto mais uma faceta de Raso, que também se formou em filosofia. "Um artista é sempre um formador de opinião. Sentia uma lacuna. Por isso, fui buscar a filosofia." Mas, na hora em que se senta para escrever, ele prefere acreditar que não mudou muita coisa: prefere deixar as teorias de lado e continua a usar apenas a intuição.

CHICO ROSA

Centro Cultural São Paulo. Rua Vergueiro, 1.000, tel. 3397-4002, metrô Vergueiro.

R$ 20. 4ª, às 21 h. Até 15/12.

A Viúva Alegre é apresentada no Teatro São Pedro (São Paulo, SP)


Teatro São Pedro estreia montagem de 'A Viúva Alegre'


AE - Agência Estado

Uma montagem da célebre opereta de Franz Lehár, A Viúva Alegre, encerra a partir de hoje a temporada lírica do Teatro São Pedro. Com dois elencos que reúnem novos nomes da ópera brasileira, a produção tem concepção cênica de William Pereira e direção musical de Emiliano Patarra.

A Viúva Alegre estreou em 1905 e desde então é presença constante nos principais palcos do mundo. Entrecortando textos falados e cenas musicais, a opereta narra a história do embaixador de um país europeu que, em Paris, tenta fazer com que a rica viúva Ana se case com um compatriota seu, a fim de que sua fortuna não precise deixar o país.

Nas récitas de hoje, sexta e domingo, compõem o elenco as sopranos Gabriella Pace (Hanna Glawari) e Edna D?Oliveira (Valencienne), o barítono Pedro Ometto (Conde Danilo Danilowitsch) e o tenor Miguel Geraldi (Camille de Rosillon); amanhã e sábado, sobem ao palco as sopranos Gabriella Rossi (Hanna) e Manuela Freua (Valencienne), o barítono Sebastião Teixeira (Conde Danilo Danilowitsch), e o tenor Sergio Wernec (Camille de Rosillon). Marcos Liesenberg (Raoul de Saint-Brioche), Flavio Leite (Vicomte Cascada), Saulo Javan (Baron Mirko Zeta) e Johnny França (Bogdanowitsch) completam o elenco. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Viúva Alegre - Teatro São Pedro (R. Barra Funda, 171). Tel. (011) 3667-0499. 4ª a 6ª, 20h30; sáb. e dom., 17 h. R$ 20. Até 5/12.