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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Curta temporada de Concerto de Ispinho e Fulô no CCSP (São Paulo, SP)

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Serviço:


De 11 de fev a 06 de mar

Sex e Sáb às 20h30 Dom às 20h

Ingressos: R$ 20,00

Bilheteria abre 2h antes do espetáculo. Pagamento somente em dinheiro ou cheque

Duração: 120 min

120 lugares

14 anos

Onde: Centro Cultural São Paulo - Fev 2011

Espaço Cênico Ademar Guerra

Rua Vergueiro, 1000 - Paraíso - Tel: 3397-4002

Ficha Técnica

Direção: Rogério Tarifa

Direção Musical: William Guedes

Elenco: Dinho Lima Flor, Lilian de Lima (Fabiana Vasconcelos Barbosa), Karen Menatti, Rodrigo Mercadante e Thais Pimpão

Músicos: Aloísio Oliver, Jonathan Silva e Maurício Damasceno

Figurino: Silvana Marcondes

Desenho de Luz: Fábio Retti

Composições: Jonathan Silva e Dinho Lima Flor

Coreografia: Jorge Garcia Expressão Corporal Erika Moura

Design Gráfico: Fábio Viana

Produção: Cia do Tijolo

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Chico Rosa estreia no CCSP juntando Buarque e Noel (São Paulo, SP)


O médico que conseguiu reunir Noel Rosa e Chico Buarque


Escrito por um médico-dramaturgo, musical mineiro chega hoje a São Paulo

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Há alguns anos em cartaz em Belo Horizonte, o musical Chico Rosa desembarca hoje em São Paulo. Chega, aliás, em momento propício: justamente quando se comemora o centenário do sambista da Vila Isabel. Em suas três apresentações no CCSP, o público poderá presenciar um improvável encontro entre Noel e Chico Buarque.

Bastante improvável, se consideramos que Noel já estava morto havia mais de 30 anos, quando o autor de A Banda começou a compor. No espetáculo, porém, eles não só aparecem juntos, como são amigos de botequim. Discorrem sobre a vida, falam de mulheres, do samba, do carnaval. E para regar a conversa, como não poderia deixar de ser, os atores Luiz Rocha e Daniel Maia recorrem à cerveja e a mais de 40 canções. Entre elas, as onipresentes Palpite Infeliz (Noel Rosa) e Homenagem ao Malandro (Chico Buarque).

Levada ao palco pela primeira vez em 2003, Chico Rosa foi escrita muita antes: em 1987. Mas para entender por que o texto levou tanto tempo para sair do papel é preciso vasculhar um pouco a trajetória de seu autor.

Vida dupla. Jair Raso já escreveu mais de 20 peças. É dramaturgo do grupo mineiro Cara de Palco. E, na trupe, também faz as vezes de diretor e iluminador. Uma rotina trivial para um homem de teatro. Mas um pouco mais complicada de equacionar se ele também é médico. Um neurocirurgião dividido entre o consultório e o hospital, onde opera regularmente. "Durante muito tempo foi um conflito: como conciliar as duas profissões", diz ele, que encontrou exemplo não apenas em Chekhov - o caso mais notável de um médico dramaturgo -, mas também em outros colegas. "Descobri que no Brasil inteiro há médicos dedicados ao teatro."

Foi só quando resolveu se profissionalizar e deixar o teatro amador para trás que a carreira como dramaturgo deslanchou, conta o dr. Jair durante um domingo à tarde - um dos poucos horários que tem disponíveis para entrevistas. "É possível conciliar. Só preciso tirar licença do trabalho uns 15 dias antes da estreia", diz ele, já às voltas com a direção de mais um musical.

Mas musicais não são a regra na carreira desse médico teatrólogo. Aparecem com mais frequência nessa trajetória os dramas - caso de A Corda e o Livro, obra de 2006 em que um mendigo tenta demover um jovem do suicídio recorrendo a argumentos da ética de Spinoza. Descobrimos nesse ponto mais uma faceta de Raso, que também se formou em filosofia. "Um artista é sempre um formador de opinião. Sentia uma lacuna. Por isso, fui buscar a filosofia." Mas, na hora em que se senta para escrever, ele prefere acreditar que não mudou muita coisa: prefere deixar as teorias de lado e continua a usar apenas a intuição.

CHICO ROSA

Centro Cultural São Paulo. Rua Vergueiro, 1.000, tel. 3397-4002, metrô Vergueiro.

R$ 20. 4ª, às 21 h. Até 15/12.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Teatro de Mário Bortolotto no Centro Cultural São Paulo (São Paulo, SP)

o dramaturgo Mário Bortolotto, em mostra

Mário Bortolotto no centro de mostra teatral


5.ª Mostra de Teatro Cemitério de Automóveis reúne 30 anos de dramaturgia e 14 de 'paulistania'

Guilherme Conte / O Estado de S. Paulo

Corria o ano de 1996 quando uma companhia paranaense aportou no CCSP com o espetáculo ‘Leila Baby’. Os 14 anos que separam aquela estreia da 5ª Mostra de Teatro Cemitério de Automóveis, que começa hoje (3) no mesmo local, parecem pouco para o tanto realizado pela trupe.

A mudança para São Paulo foi fundamental para que o dramaturgo, ator e diretor e músico londrinense Mário Bortolotto se firmasse como um dos principais autores do teatro brasileiro recente. Sua dramaturgia, repleta de personagens de alguma forma à margem do sistema, é associada com frequência à de Plínio Marcos. Esta é uma leitura apressada. Plínio falava de excluídos, pessoas que lutam sem sucesso para entrar no sistema. Os personagens de Bortolotto são ‘outsiders’, gente que não quer se integrar à ‘vida normal’ de classe média padrão.

Esse desajuste não se limita à temática das peças do Cemitério de Automóveis, mas tem a ver também com sua postura como grupo e com um modo ‘artesanal’ de produção. Não estranhe se o próprio Bortolotto estiver vendendo seus livros após as peças. Os 10 textos que integram a programação, a propósito, foram escolhidos por ele. "São textos que têm a ver com esse meu momento, mais melancólicos, amargurados", explica.

Essa melancolia é a ligação mais visível entre as obras, que fazem um arco de quase 30 anos: ‘À Meia-Noite um Solo de Sax na Minha Cabeça’ foi escrita em 1983. Nesta semana, é possível assistir a ‘Música Para Ninar Dinossauros’ (3 a 5), com o próprio Bortolotto em cena, e ‘O Herói Devolvido’ (8 e 9), baseado no livro homônimo de Marcelo Mirisola. Até o dia 17 de outubro, é possível ver alguns dos mais felizes acertos da companhia, como ‘Kerouac’, ‘O Natimorto’ e ‘A Frente Fria que a Chuva Traz’. Não deixa de haver certa poesia no fato de a mostra acontecer no CCSP, a primeira casa deste ‘cidadão honorário’ de São Paulo.

5ª Mostra de Teatro Cemitério de Automóveis -

ONDE: CCSP. Sala Jardel Filho (324 lug.). R. Vergueiro, 1.000, 3397-4002.

QUANDO: 4ª a sáb. 21h; dom., 20h. Começa nesta sexta, 3. Até 17/10.

QUANTO: R$ 10 por peça.