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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

peça de Mário Bortolotto estreia no Espaço Parlapatões (São Paulo, SP)

Mario Bortolotto (à dir.)

Peça de Bortolotto faz retrospectiva de história recente do Brasil


DE SÃO PAULO  / Folha On Line

Os bebês Jesse (Fábio Espósito) e Billy (Henrique Stroeter) nasceram no mesmo dia em 1950 e começaram uma amizade ainda no berçário. "À Meia-Noite Um Solo de Sax na Minha Cabeça", do dramaturgo Mario Bortolotto, conta a história dessa relação, usando como pano de fundo a história recente do Brasil.

Um telão projeta imagens dos fatos mais importantes. Os temas são os mais diversos, como conquistas das Copas do Mundo e exílio político dos refugiados da ditadura. "A projeções situam o espectador na época em os personagens estão. São imagens históricas".

Ao todo, a peça cobre 34 anos de história, e acaba no Réveillon de 1984.

À Meia-Noite Um Solo de Sax na Minha Cabeça

Onde: Espaço Parlapatões. Pça Roosevelt, 158, Centro, tel.: 0/xx/11 3258-4449

Quando: Ter. e qua., às 21h.

Quanto: R$ 30

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Peça de Mário Bortolotto estreia no Espaço Parlapatões (São Paulo, SP)


"À Meia-Noite Um Solo de Sax sobre a Minha Cabeça" estreia nesta terça-feira


AE - Agência Estado

Mário Bortolotto tem alma de rebelde. Nas dezenas de peças que escreveu, convoca à cena figuras à margem da sociedade, sempre prontas a escapar à regra. Filhos da burguesia inconformados, inaptos para a vida usual e banal a que estariam inevitavelmente destinados. É a esse mesmo sentimento de revolta - tão costumeiro em sua dramaturgia - que reencontramos em "À Meia-Noite Um Solo de Sax sobre a Minha Cabeça", montagem que estreia hoje no Espaço Parlapatões, em São Paulo.

Há uma diferença, contudo, que sobressai nessa peça produzida em 1983: seu sentido político. Uma política que não aparece sugerida, mas escancarada. A marcar todas as passagens e reviravoltas da obra. "É minha única peça que fala de política de maneira tão explícita. Acho que depois aprendi a tratar disso de outra maneira", observa o autor, que também se encarrega da direção.

Concebida nos estertores do regime militar, o texto atravessa as décadas de 1960 e 70 para pontuar os acontecimentos que marcaram o País no período. E, a conduzir a trama, coloca em relevo as trajetórias antagônicas de dois amigos.

Billy e Jesse, interpretados pelos parlapatões Fabio Espósito e Henrique Stroeter, conhecem-se no berçário. As diferenças se estabelecem desde o início. Billy (Henrique Stroeter) é filho de prostituta e logo enfrenta dificuldades. Cresce sempre pronto a questionar o estabelecido. Torna-se ativista político. Jesse é seu oposto. Filho da classe média, é cioso das comodidades e da estabilidade.

Ao longo do espetáculo, a dupla encontra-se em 13 momentos - instantâneos das décadas que o texto atravessa. Nesses encontros, as conversas miram quase sempre as estripulias sexuais de ambos, mas deixam entrever as transformações na política e no comportamento do Brasil daqueles anos. Um tom que, conforme lembra Bortolotto, levou o texto a sofrer várias censuras à época de seu lançamento.

Não é a primeira vez que "À Meia-Noite Um Solo de Sax sobre a Minha Cabeça" é montado. O texto mereceu algumas versões, entre elas uma encenação conduzida por Cibele Forjaz que trazia Raul Cortez como protagonista, em 2004. Em todas elas, porém, fica evidente que o mais importante - para além das discussões ideológicas - é o sentido que as relações de amizade adquirem na ficção de Bortolotto. As diferenças entre Billy e Jesse só se aprofundam conforme os anos passam. Mas existe a promessa de que esse afeto perdure. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

À Meia-Noite Um Solo de Sax... - Espaço Parlapatões (Pça. Roosevelt, 158). Tel. (011) 3258-4449. 3ª e 4ª, 21 h. R$ 30. Até 16/3.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Peça de Mário Bortolotto no Centro Cultural São Paulo (SP)


Só essa semana, quarta e quinta!!!


ÚNICAS APRESENTAÇÕES

"Uma Pilha de Pratos na Cozinha"

Texto e Direção: Mário Bortolotto

Elenco: Alex Gruli, Eduardo Chagas, Otávio Martins e Paula Cohen

CENTRO CULTURAL SÃO PAULO

SALA JARDEL FILHO

DIAS 06 E 07 DE OUTUBRO - QUARTA E QUINTA - 21 H.

INGRESSOS: R$ 10,00

“Bortolotto e elenco desenham cerimônia de adeus com beleza e dor” - Valmir Santos

“Enfim, uma peça que tenta agarrar o monstro do teatro pelos chifres. A expressão do vazio, do abandono do amor, da infinita e insuportável tristeza. Não é para qualquer um” - Nelson de Sá

“Um Bortolotto pleno; um elenco de mestres. A cena final daquele "Uma pilha de pratos na cozinha" é das coisas mais deslumbrantes que vi na minha vida.”- Ivam Cabral

“Obrigado por estarem dando mais uma prova de que não se passa a vida à toa... obrigado por deixarem que nós todos desfrutemos desse talento! morri um pouco hoje... mas é preciso estar atento e forte... não temos tempo de temer a morte.” - Alcides Nogueira

“É a mais recente e talvez uma das melhores peças deste que tem mais de 50 no seu currículo (acho que nem ele sabe quantas). O elenco está afinado desde a estréia” - Marcelo Rubens Paiva

“Tem pratos sujos que não quebram nunca. Não desaparecem da nossa cozinha. Despedaçam o nosso estômago vazio. Nos levam a beber da água suja... Turva de sentimentos ruins. Mas, nossos. Vida ruim, mas nossa. Dor ruim, mas nossa. E eu não abro mão. Eu nunca vou abrir mão da minha própria dor. Eu quero olhar de frente pra essa amargura de vida, tanto quanto quero ser feliz. Aliás, sou feliz com tudo o que tenho direito. Amargamente feliz... Eu tenho direito de chorar num canto do Teatro dos Satyros... E ser feliz por isso. Eu tenho direito de me encostar na parede do lado de fora do teatro e chamar o meu amigo Mário Bortolotto de gênio.” - Nelson Peres

“Os quatro personagens da nova peça de Mário Bortolotto são ultra-reais. Eles não cabem no mundo por existirem a partir da radicalização das relações humanas. Eles sofrem mais, riem mais, ironizam mais e morrem muito mais do que os humanos normais. Confira a montagem, no Satyros 1. Mas não espere que o seu fim de semana seja mais feliz por isso.” - Fabrício Muriana

“Um espetáculo imperdível de um dramaturgo que – segundo ouvi dele mesmo, dia desses – não veio ao mundo pra trazer felicidade a ninguém. Talvez seja por isso, acho eu, que alguns insistam em manter um raio confortável de distância de seus coturnos velhos. Humpf... Assisti à estréia. Ao final, aquelas pessoas todas se entreolhando, silenciosas e comovidas, na porta do teatro de uma Praça Roosevelt vazia de início de outono – a tal cumplicidade entre desconhecidos que sobrevivem a um desastre aéreo” - Sérgio Mello

“A única coisa certa na vida é a morte. Isso é indiscutível. Não houve ainda quem inventasse uma solução para isso, e por mais que se tente prolongá-la ainda assim a velha ceifadora pode chegar do modo e no momento mais inesperado. E há também várias formas de morte. Morre-se ainda em vida. Centenas de zumbis passeiam sorridentes pela cidade sem saber que já morreram há anos. Outros trancam-se em seus apartamentos, recusando-se a entender que a existência é tão simples que se torna complexa – como é o amor. E podemos dizer que essa é a base da nova peça de Mário Bortolotto “Uma pilha de pratos na cozinha”, que destroçou a alma de muitos, inclusive a minha” - Paulo F.

“Silêncio. Conheço pouca gente que sabe lidar com o silêncio. Dor. Conheço pouca gente que sabe falar sobre a dor. Morte. Alguém conhece alguém que fale bem sobre morte? Mário Bortolotto. E cara, que elenco, putaqueopariu. Atores são esses seres estranhos, que entram na pele de outras pessoas e fazem você acreditar na estória que eles estão encenando. Decoram falas, marcações. Atores são essas pessoas que me fazem chorar encenando uma estória que me faz afundar nas memórias de amigos que já saíram fora, sem dizer adeus. Emoção pode ser algo subterrâneo, e isso é algo que a maioria das pessoas nunca vai entender.” - Pierre Porpetta

“Eles não deixam ninguém na platéia respirar fundo, em nenhum momento. Percebe –se a respiração curta e a tensão. O que mais ouvi foi o barulho das pessoas se mexendo. O barulho da angustia que o silêncio causa. Foi interessante perceber como as pausas do texto incomodavam as pessoas e como os atores e o Marião conseguem orquestrar isso sem desafinar. Puta time” - Jarbas Capusso Filho

“Não há piadas que façam esquecer a morte. Já não é mais tempo de deboche. A geração está madurecendo, e alguém precisa começar a lavar os pratos” - Sérgio Sálvia Coelho

“O público interage desde o primeiro momento com a narrativa – não só pela qualidade da encenação e pelo impacto literário do texto, mas também pelas interpretações muito bem desenhadas e desenvolvidas e pela presença da música na montagem” - Aguinaldo Ribeiro da Cunha

“Alguém me perguntou porque um dramaturgo e escritor como eu, tão apaixonado pela palavra, trabalha tanto com silêncios enormes nas peças de teatro. Eu respondi: "É que pra mim o silêncio é a sofisticação da palavra". Acho mesmo que as pessoas deveriam aprender a ficar mais quietas, a falar menos. A prestar mais atenção e respirar profundamente. A vida é feita de grandes silêncios. A palavra costuma se intrometer. Então quando ela vier, que seja certeira” - Mário Bortolotto

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Teatro de Mário Bortolotto no Centro Cultural São Paulo (São Paulo, SP)

o dramaturgo Mário Bortolotto, em mostra

Mário Bortolotto no centro de mostra teatral


5.ª Mostra de Teatro Cemitério de Automóveis reúne 30 anos de dramaturgia e 14 de 'paulistania'

Guilherme Conte / O Estado de S. Paulo

Corria o ano de 1996 quando uma companhia paranaense aportou no CCSP com o espetáculo ‘Leila Baby’. Os 14 anos que separam aquela estreia da 5ª Mostra de Teatro Cemitério de Automóveis, que começa hoje (3) no mesmo local, parecem pouco para o tanto realizado pela trupe.

A mudança para São Paulo foi fundamental para que o dramaturgo, ator e diretor e músico londrinense Mário Bortolotto se firmasse como um dos principais autores do teatro brasileiro recente. Sua dramaturgia, repleta de personagens de alguma forma à margem do sistema, é associada com frequência à de Plínio Marcos. Esta é uma leitura apressada. Plínio falava de excluídos, pessoas que lutam sem sucesso para entrar no sistema. Os personagens de Bortolotto são ‘outsiders’, gente que não quer se integrar à ‘vida normal’ de classe média padrão.

Esse desajuste não se limita à temática das peças do Cemitério de Automóveis, mas tem a ver também com sua postura como grupo e com um modo ‘artesanal’ de produção. Não estranhe se o próprio Bortolotto estiver vendendo seus livros após as peças. Os 10 textos que integram a programação, a propósito, foram escolhidos por ele. "São textos que têm a ver com esse meu momento, mais melancólicos, amargurados", explica.

Essa melancolia é a ligação mais visível entre as obras, que fazem um arco de quase 30 anos: ‘À Meia-Noite um Solo de Sax na Minha Cabeça’ foi escrita em 1983. Nesta semana, é possível assistir a ‘Música Para Ninar Dinossauros’ (3 a 5), com o próprio Bortolotto em cena, e ‘O Herói Devolvido’ (8 e 9), baseado no livro homônimo de Marcelo Mirisola. Até o dia 17 de outubro, é possível ver alguns dos mais felizes acertos da companhia, como ‘Kerouac’, ‘O Natimorto’ e ‘A Frente Fria que a Chuva Traz’. Não deixa de haver certa poesia no fato de a mostra acontecer no CCSP, a primeira casa deste ‘cidadão honorário’ de São Paulo.

5ª Mostra de Teatro Cemitério de Automóveis -

ONDE: CCSP. Sala Jardel Filho (324 lug.). R. Vergueiro, 1.000, 3397-4002.

QUANDO: 4ª a sáb. 21h; dom., 20h. Começa nesta sexta, 3. Até 17/10.

QUANTO: R$ 10 por peça.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

fotos 9

mais espetáculos.
Liz Reis em "Na Selva das Cidades" (de Brecht) / São Paulo, SP



Lúcia Romano em "Raptada pelo Raio" (dir.: Cibele Forjaz) / São Paulo, SP


Ruy Andrade e Luisa Valente em "A Lua é Minha" (texto: Mário Bortolotto) / São Paulo, SP

"Caroline, or Change" (circuito off-Broadway) / Nova York