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segunda-feira, 2 de maio de 2011

Morre José Renato, do Arena


Morre aos 85 anos o ator e diretor José Renato Pécora


O ator e diretor de teatro José Renato Pécora, 85, morreu de um infarto na madrugada desta segunda-feira (2) em São Paulo. Ele tinha acabado de sair de uma apresentação da peça "Doze Homens e Uma Sentença".

Pécora foi fundador e idealizador do Teatro de Arena de São Paulo e responsável pela montagem de "Eles não Usam Black-Tie", peça que marcou os anos 50.

O velório será realizado às 17h desta segunda, no Teatro de Arena. Já o enterro será na manhã da terça-feira, no cemitério Morumbi.

Para o diretor do espetáculo, Eduardo Tolentino, Pécora teve um "ótimo fechar de cortinas".

"Foi um privilégio ter convivido com ele nesse período. A gente se conhecia de ver o trabalho um do outro. Quando apareceu essa oportunidade, lembramos dele e aceitou. Para ele, acho que foi um belíssimo fechar de cortinas, com enorme sucesso pessoal. Brincávamos que havia uma geração que o descobriu com essa peça ele estava muito feliz. Anteontem mesmo ele disse que essa peça tinha que ficar um ano em cartaz", disse Tolentino.

Já o ator Oswaldo Mendes, amigo de Pécora, também lembrou que a peça o fazia feliz.

"O sucesso de '12 Homens e Uma Sentença' é, especialmente, o sucesso dele que, por ter feito a sua trajetória no teatro como diretor, desde que criou o Arena, não tinha provado o reconhecimento das plateias. Reconhecimento que agora ele experimentou com uma alegria juvenil que nós, que dividíamos o camarim com ele, testemunhamos nesses sete meses de temporada. O Zé ria, fazia e provocava piadas", lembra Mendes.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Santa Joana dos Matadouros, de Brecht, no Denoy (São Paulo, SP)

Bertolt Brecht

“Santa Joana dos Matadouros”


de Brecht, sob direção de José Renato, tem reestreia em 29 de outubro

José Renato, um dos mais importantes diretores em atividade no país, traz de volta ao palco do Teatro Denoy de Oliveira a peça “Santa Joana dos Matadouros”, que retrata a grande depressão do início do século 20, mas que em tudo lembra a crise econômica desta primeira década do século 21. A reestreia de uma das mais instigantes obras de Bertolt Brecht será no dia 29 de outubro, sexta-feira.

O fundador do Teatro de Arena dirige a peça a convite do Centro Popular de Cultura da União Municipal dos Estudantes Secundaristas - CPC-UMES. A encenação teve grande sucesso de público e crítica na primeira temporada, nos meses de junho e julho deste ano.

Com um elenco de 17 atores e atrizes, além de três músicos, a peça trata das tensões entre capitalistas e das agruras vividas pelos trabalhadores de Chicago durante o inverno e no auge da crise econômica de 1929.

A professora de teoria literária, Iná Camargo, pesquisadora da obra de Brecht, à saída de uma das encenações destacou: “Dá gosto de ver!” “É a primeira encenação desde que se instaurou a crise e isso mostra uma capacidade de apreensão da realidade que é impressionante”, prosseguiu a professora Iná, para quem “a peça mantém sua atualidade diante das necessidades de saída justa para a crise que enfrentamos nos dias de hoje”.

O autor coloca em cena os mecanismos que levam à degradação da economia: superprodução, falta de mercado para escoá-la com os principais empresários tentando compensar a queda nos lucros através da especulação e do aumento da exploração, o que, por sua vez, leva à exacerbação das tensões com mais quebradeira, mais fome e produz seu oposto; os movimentos operários contra as duras condições impostas aos trabalhadores.

Ao receber informações de “seus amigos de Nova Iorque”, sobre a iminência de um baque nos preços e vendas, Jack Pierpoint (Alexandre Krug), o rei da carne de Chicago, busca jogar o prejuízo nas costas de seu desavisado sócio Ambrósio (João Ribeiro).

Vem o fechamento de fábricas e o desemprego em massa. Tentando salvar a alma dos demitidos, aparece Joana (Érika Coracini), jovem pregadora dos Chapéus Negros. O encontro da inocência útil de Joana e da consciência ao mesmo tempo pesada e esperta de Pierpoint condensa as contradições sociais em meio a uma ciranda de especulação e desemprego.

Essa obra, pelas elucidações que é capaz de propor com precisão poética e dramática, demonstra plena atualidade diante de uma crise cuja profundidade se observa em seu pleno andamento. A realidade, já não nos deixa mais acreditar que “a desgraça vem como a chuva”, como a bispa Bárbara empenha-se em dizer aos operários, mas ao contrário, como ressalta Brecht, autor da instigante obra teatral: “Só poderemos descrever o mundo atual para o homem atual na medida em que descrevermos um mundo passível de modificação”.

Teatro Denoy de Oliveira

R. Rui Barbosa, 323 - Bela Vista - Centro. Telefone: 3289-7475.

100 lugares

Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (estudantes, terceira idade, classe artística e professores da rede estadual com carteira da APEOESP, associados do Sindpd e Sindicato dos Bancários).

QuandoMais informação

sexta e sábado: 21h.

domingo: 20h.

Até 12/12. Tem ar condicionado

Aceita cheques. Aceita reservas.

Não vende ingresso pelo telefone..

Não tem área para fumantes

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Peça de Brecht com direção de José Renato no Denoy (São Paulo, SP)

José Renato

"Santa Joana dos Matadouros", de Brecht, sob direção de José Renato, tem reestreia em 29 de outubro


José Renato, um dos mais importantes diretores em atividade no país, traz de volta ao palco do Teatro Denoy de Oliveira a peça "Santa Joana dos Matadouros", que retrata a grande depressão do início do século 20, mas que em tudo lembra a crise econômica desta primeira década do século 21. A reestreia de uma das mais instigantes obras de Bertolt Brecht será no dia 29 de outubro, sexta-feira.

O fundador do Teatro de Arena dirige a peça a convite do Centro Popular de Cultura da União Municipal dos Estudantes Secundaristas - CPC-UMES. A encenação teve grande sucesso de público e crítica na primeira temporada, nos meses de junho e julho deste ano.

Com um elenco de 17 atores e atrizes, além de três músicos, a peça trata das tensões entre capitalistas e das agruras vividas pelos trabalhadores de Chicago durante o inverno e no auge da crise econômica de 1929.

A professora de teoria literária, Iná Camargo, pesquisadora da obra de Brecht, à saída de uma das encenações destacou: "Dá gosto de ver!" "É a primeira encenação desde que se instaurou a crise e isso mostra uma capacidade de apreensão da realidade que é impressionante", prosseguiu a professora Iná, para quem "a peça mantém sua atualidade diante das necessidades de saída justa para a crise que enfrentamos nos dias de hoje".

O autor coloca em cena os mecanismos que levam à degradação da economia: superprodução, falta de mercado para escoá-la com os principais empresários tentando compensar a queda nos lucros através da especulação e do aumento da exploração, o que, por sua vez, leva à exacerbação das tensões com mais quebradeira, mais fome e produz seu oposto; os movimentos operários contra as duras condições impostas aos trabalhadores.

Ao receber informações de "seus amigos de Nova Iorque", sobre a iminência de um baque nos preços e vendas, Jack Pierpoint (Alexandre Krug), o rei da carne de Chicago, busca jogar o prejuízo nas costas de seu desavisado sócio Ambrósio (João Ribeiro).

Vem o fechamento de fábricas e o desemprego em massa. Tentando salvar a alma dos demitidos, aparece Joana (Érika Coracini), jovem pregadora dos Chapéus Negros. O encontro da inocência útil de Joana e da consciência ao mesmo tempo pesada e esperta de Pierpoint condensa as contradições sociais em meio a uma ciranda de especulação e desemprego.

Essa obra, pelas elucidações que é capaz de propor com precisão poética e dramática, demonstra plena atualidade diante de uma crise cuja profundidade se observa em seu pleno andamento. A realidade, já não nos deixa mais acreditar que "a desgraça vem como a chuva", como a bispa Bárbara empenha-se em dizer aos operários, mas ao contrário, como ressalta Brecht, autor da instigante obra teatral: "Só poderemos descrever o mundo atual para o homem atual na medida em que descrevermos um mundo passível de modificação".

Vale à pena assistir ao que o diretor José Renato considera "um espetáculo vivo, criado, em sua maioria, por atores jovens e motivados, e, por isso mesmo, polêmico e sujeito a alterações criativas". Aos que já assistiram à peça na primeira temporada vale a pena revê-la e comparar as alterações criativas encenadas pelo renovado elenco e os aportes ao trabalho já levado a cabo na primeira etapa.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Santa Joana dos Matadouros, de Brecht, no Teatro Denoy (São Paulo, SP)

Aos amigos,


estaremos em cartaz somente mais 2 semanas com o espetáculo "Santa Joana dos

Matadouros" de Brecht - direção José Renato, no Teatro Denoy de Oliveira em

SP capital...apareçam!!!!

"SANTA JOANA DOS MATADOUROS" de Bertolt Brecht - Direção José Renato

4 a 27 de junho

Sextas e Sábados às 21h; Domingos às 19h

Teatro Denoy de Oliveira

Rua Rui Barbosa, 323, Bela Vista

Tel: (11) 3289-7475

Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (estudantes, terceira idade, classe artística e professores da rede estadual com carteira da APEOESP)

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CPC-UMES encena Santa Joana dos Matadouros de Bertolt Brecht

Estreou no dia 4 de junho com direção de José Renato, o fundador do Teatro de Arena, e um dos mais importantes diretores em atividade no Brasil, leva ao palco do Teatro Denoy de Oliveira um espetáculo vibrante, que retrata a grande depressão do início do século 20, mas que em tudo lembra a crise desta primeira década de século 21. A produção é do Centro Popular de Cultura da União Municipal dos Estudantes Secundaristas (CPC-UMES).

Com um elenco de 15 atores e atrizes, além de três músicos, a peça trata das tensões entre capitalistas e das agruras vividas pelos trabalhadores de Chicago durante o inverno e no auge da crise econômica de 1929.

O autor coloca em cena os mecanismos que produzem a crise: superprodução, falta de mercado para escoá-la e os principais empresários tentando compensar queda nos lucros através da especulação e do aumento da exploração, o que, por sua vez, leva a mais quebradeira, mais fome e produz seu oposto: os movimentos operários contra o fechamento das fábricas.

O CPC-UMES já levou a cartaz, em 1999, também com direção de José Renato, outra obra de Brecht, Turandot, que teve três indicações ao prêmio Shell daquele ano e venceu o de trilha musical.

A peça fica de 4 a 27 de junho todas as sextas, sábados (21h) e domingos (19h ). Ela será apresentada no Teatro Denoy de Oliveira, rua Rui Barbosa, 323, Bela Vista – Tel: (11) 3289-7475

Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (estudantes, terceira idade, classe artística e professores da rede estadual com carteira da APEOESP)

Ficha Técnica

Direção: José Renato

Tradução / Adaptação: Valério Bemfica

Direção Musical / Assistência de Direção: Luciano Carvalho

Cenografia: Cris Cortilio

Figurinos: Magê Blanques

Vídeos: Bernardo Torres

Operação Som / Luz / Vídeo: Ana Cristina Bezerra, Luz Lopes, Thiago Prates

Projeto Gráfico: Janaína Torres

Fotos: Marcelo Kahn

Cenotécnico: Cleyton Caetano

Maquinistas: Bruno Oliveira, Leandro Paneque, Luiz Aparecido do Carmo

Produção: CPC-UMES

Apoio de Produção: Forte Casa Teatro

Elenco (em ordem alfabética):

Alessandro Moura – Don Salvatore / Líder Operário

Alexandre Krug – Jack Pierpoint

Bruna Amado – Chapéu Negro / Operária

Daniel Rodríguez – Jovem Operário / Criador / Policial

Érika Coracini - Joana

Felipe Ormeni – Big Joe / Policial

João Ribeiro – Don Ambrosio

Luiza Maia – Chapéu Negro / Gazeteiro / Secretária / Operária

Magê Blanques – Dona Abiggail / Chapéu Negro

Mário Zanca – Don Giuseppe

Natália Grisi – Chapéu Negro / Dona Sarah / Operário

Rafael Marques – Chapéu Negro / Contramestre / Operário

Rebeca Braia – Bispa Bárbara / Chapéu Negro / Operária

Rogério Nagai – Operário / Criador / Policial

Wilson Mandri – Tommaso

Músicos:

André Teles – Músico / Segurança / Operário

Adriana Mioni – Músico / Operário

Luciano Carvalho – Músico / Narrador / Jornalista

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Chapetuba Futebol Clube, de Vianinha, dir.: José Renato (São Paulo, SP)

Vianinha

Em ano de Copa do Mundo, quem entra em campo é o Grupo Arena, com o espetáculo

Chapetuba Futebol Clube

no Centro Cultural Arte em Construção, no bairro Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo.

Texto: Oduvaldo Vianna Filho

Direção: José Renato

Elenco: Fábio Pinheiro, Pedro Monticelli, Fernando Prata, Flávio Kenna, Luiz

Fernando Albertoni, Fernanda Sanches, João Ribeiro, Emerson Natividade,

Vinícius Meloni e Álvaro Gomes

A entrada é gratuita. Venha!

Abraços com asas

Pombas Urbanas

http://www.pombasurbanas.org.br/

Santa Joana dos Matadouros, de Brecht, no Teatro Denoy (São Paulo, SP)


CPC-UMES encena Santa Joana dos Matadouros de Bertolt Brecht


Estréia hoje dia 4 de junho às 21h, com direção de José Renato, o fundador do Teatro de Arena, e um dos mais importantes diretores em atividade no Brasil, leva ao palco do Teatro Denoy de Oliveira um espetáculo vibrante, que retrata a grande depressão do início do século 20, mas que em tudo lembra a crise desta primeira década de século 21. A produção é do Centro Popular de Cultura da União Municipal dos Estudantes Secundaristas (CPC-UMES).

Com um elenco de 15 atores e atrizes, além de três músicos, a peça trata das tensões entre capitalistas e das agruras vividas pelos trabalhadores de Chicago durante o inverno e no auge da crise econômica de 1929. O autor coloca em cena os mecanismos que produzem a crise: superprodução, falta de mercado para escoá-la e os principais empresários tentando compensar queda nos lucros através da especulação e do aumento da exploração, o que, por sua vez, leva a mais quebradeira, mais fome e produz seu oposto: os movimentos operários contra o fechamento das fábricas.

Na trama, Jack Pierpoint (Alexandre Krug), o rei da carne de Chicago, recebe informações de “seus amigos de Nova Iorque”, sobre a iminência da crise. Tenta safar-se, jogando o prejuízo nas costas de seu sócio Ambrósio (João Ribeiro). O resultado será o fechamento das fábricas e o desemprego em massa. Tentando salvar a alma dos demitidos, aparece Joana (Érika Coracini), jovem pregadora dos Chapéus Negros. O encontro da inocência útil de Joana e da consciência ao mesmo tempo pesada e esperta de Pierpoint resultará em um agravamento ainda maior da crise.

Em Santa Joana as emoções estão a serviço do entendimento de como a crise pode propiciar diferentes desfechos e de como estes desfechos dependem da ação, das decisões de cada agente social em enfrentamento. É um desafio, um texto complexo em que a pena arguta de Brecht trata destes mecanismos, das multidões que eles colocam em movimento.

Um desafio muito bem ilustrado pelas palavras do diretor José Renato: “Considero, pela minha experiência, esta encenação um espetáculo vivo, criado, em sua maioria, por atores jovens e motivados, e, por isso mesmo, polêmico e sujeito a alterações criativas”.

Essa obra, pelas elucidações que é capaz de encaminhar com precisão e profundidade poética e dramática, demonstra plena atualidade – mesmo depois de 80 anos de sua conclusão. Num momento em que uma crise – talvez a mais profunda da história do capitalismo – é caracterizada pela montanha de derivativos sem lastro, engendrados nos EUA, a realidade, já não nos deixa mais acreditar que “a desgraça vem como a chuva” – como a bispa Bárbara empenha-se em dizer aos operários.

Ao colocar diante do espectador a percepção de classes em movimento, Brecht põe em prática sua visão de teatro épico em que como diz o dramaturgo. “só poderemos descrever o mundo atual para o homem atual na medida em que descrevermos um mundo passível de modificação”.

O CPC-UMES já levou a cartaz, em 1999, também com direção de José Renato, outra obra de Brecht, Turandot, que teve três indicações ao prêmio Shell daquele ano e venceu o de trilha musical.

Serviço:

A peça estréia no dia 4 de junho e fica em cartaz todos as sextas, sábados (21h) e domingos (19 h ). Ela será apresentada no Teatro Denoy de Oliveira, rua Rui Barbosa, 323, Bela Vista – Tel: (11) 3289-7475

Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (estudantes, terceira idade, classe artística e professores da rede estadual com carteira da APEOESP)

Ficha Técnica

Direção: José Renato

Tradução / Adaptação: Valério Bemfica

Direção Musical / Assistência de Direção: Luciano Carvalho

Cenografia: Cris Cortilio

Figurinos: Magê Blanques

Vídeos: Bernardo Torres

Operação Som / Luz / Vídeo: Ana Cristina Bezerra, Luz Lopes, Thiago Prates

Projeto Gráfico: Janaína Torres

Fotos: Marcelo Kahn

Cenotécnico: Cleyton Caetano

Maquinistas: Bruno Oliveira, Leandro Paneque, Luiz Aparecido do Carmo

Produção: CPC-UMES

Apoio de Produção: Forte Casa Teatro

Elenco (em ordem alfabética):

Alessandro Moura – Don Salvatore / Líder Operário

Alexandre Krug – Jack Pierpoint

Bruna Amado – Chapéu Negro / Operária

Daniel Rodríguez – Jovem Operário / Criador / Policial

Érika Coracini - Joana

Felipe Ormeni – Big Joe / Policial

João Ribeiro – Don Ambrosio

Luiza Maia – Chapéu Negro / Gazeteiro / Secretária / Operária

Magê Blanques – Dona Abiggail / Chapéu Negro

Mário Zanca – Don Giuseppe

Natália Grisi – Chapéu Negro / Dona Sarah / Operário

Rafael Marques – Chapéu Negro / Contramestre / Operário

Rebeca Braia – Bispa Bárbara / Chapéu Negro / Operária

Rogério Nagai – Operário / Criador / Policial

Wilson Mandri – Tommaso

Músicos:

André Teles – Músico / Segurança / Operário

Adriana Mioni – Músico / Operário

Luciano Carvalho – Músico / Narrador / Jornalista

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Santa Joana dos Matadouros, de Brecht, no Teatro Denoy (São Paulo, SP)

Brecht

CPC-UMES encena Santa Joana dos Matadouros, de Bertolt Brecht


Estréia no próximo dia 4 de junho, com direção de José Renato, o fundador do Teatro de Arena, e um dos mais importantes Santa Joana dos Matadouros, de Bertolt Brecht. diretores em atividade no Brasil, leva ao palco do Teatro Denoy de Oliveira um espetáculo vibrante, que retrata a grande depressão do início do século 20, mas que em tudo lembra a crise desta primeira década de século 21. A produção é do Centro Popular de Cultura da União Municipal dos Estudantes Secundaristas (CPC-UMES).

Com um elenco de 15 atores e atrizes, além de três músicos, a peça trata das tensões entre capitalistas e das agruras vividas pelos trabalhadores de Chicago durante o inverno e no auge da crise econômica de 1929. O autor coloca em cena os mecanismos que produzem a crise: superprodução, falta de mercado para escoá-la e os principais empresários tentando compensar queda nos lucros através da especulação e do aumento da exploração, o que, por sua vez, leva a mais quebradeira, mais fome e produz seu oposto: os movimentos operários contra o fechamento das fábricas.

Na trama, Jack Pierpoint (Alexandre Krug), o rei da carne de Chicago, recebe informações de "seus amigos de Nova Iorque", sobre a iminência da crise. Tenta safar-se, jogando o prejuízo nas costas de seu sócio Ambrósio (João Ribeiro). O resultado será o fechamento das fábricas e o desemprego em massa. Tentando salvar a alma dos demitidos, aparece Joana (Érika Coracini), jovem pregadora dos Chapéus Negros. O encontro da inocência útil de Joana e da consciência ao mesmo tempo pesada e esperta de Pierpoint resultará em um agravamento ainda maior da crise.

Em Santa Joana as emoções estão a serviço do entendimento de como a crise pode propiciar diferentes desfechos e de como estes desfechos dependem da ação, das decisões de cada agente social em enfrentamento. É um desafio, um texto complexo em que a pena arguta de Brecht trata destes mecanismos, das multidões que eles colocam em movimento.

Um desafio muito bem ilustrado pelas palavras do diretor José Renato: "Considero, pela minha experiência, esta encenação um espetáculo vivo, criado, em sua maioria, por atores jovens e motivados, e, por isso mesmo, polêmico e sujeito a alterações criativas".

Essa obra, pelas elucidações que é capaz de encaminhar com precisão e profundidade poética e dramática, demonstra plena atualidade - mesmo depois de 80 anos de sua conclusão. Num momento em que uma crise - talvez a mais profunda da história do capitalismo - é caracterizada pela montanha de derivativos sem lastro, engendrados nos EUA, a realidade, já não nos deixa mais acreditar que "a desgraça vem como a chuva" - como a bispa Bárbara empenha-se em dizer aos operários.

Ao colocar diante do espectador a percepção de classes em movimento, Brecht põe em prática sua visão de teatro épico em que como diz o dramaturgo. "só poderemos descrever o mundo atual para o homem atual na medida em que descrevermos um mundo passível de modificação".

O CPC-UMES já levou a cartaz, em 1999, também com direção de José Renato, outra obra de Brecht, Turandot, que teve três indicações ao prêmio Shell daquele ano e venceu o de trilha musical.

Serviço:

A peça estréia no dia 4 de junho e fica em cartaz todos as sextas, sábados (21h) e domingos (19 h ). Ela será apresentada no Teatro Denoy de Oliveira, rua Rui Barbosa, 323, Bela Vista - Tel: (11) 3289-7475

Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (estudantes, terceira idade, classe artística e professores da rede estadual com carteira da APEOESP)

Ficha Técnica:

Direção: José Renato

Tradução / Adaptação: Valério Bemfica

Direção Musical / Assistência de Direção: Luciano Carvalho

Cenografia: Cris Cortilio

Figurinos: Magê Blanques

Vídeos: Bernardo Torres

Operação Som / Luz / Vídeo: Ana Cristina Bezerra, Luz Lopes, Thiago Prates

Projeto Gráfico: Janaína Torres

Fotos: Marcelo Kahn

Cenotécnico: Cleyton Caetano

Maquinistas: Bruno Oliveira, Leandro Paneque, Luiz Aparecido do Carmo

Produção: CPC-UMES

Apoio de Produção: Forte Casa Teatro

Elenco (em ordem alfabética):

Alessandro Moura - Don Salvatore / Líder Operário

Alexandre Krug - Jack Pierpoint

Bruna Amado - Chapéu Negro / Operária

Daniel Rodríguez - Jovem Operário / Criador / Policial

Érika Coracini - Joana

Felipe Ormeni - Big Joe / Policial

João Ribeiro - Don Ambrosio

Luiza Maia - Chapéu Negro / Gazeteiro / Secretária / Operária

Magê Blanques - Dona Abiggail / Chapéu Negro

Mário Zanca - Don Giuseppe

Natália Grisi - Chapéu Negro / Dona Sarah / Operário

Rafael Marques - Chapéu Negro / Contramestre / Operário

Rebeca Braia - Bispa Bárbara / Chapéu Negro / Operária

Rogério Nagai - Operário / Criador / Policial

Wilson Mandri - Tommaso

Músicos:

André Teles - Músico / Segurança / Operário

Adriana Mioni - Músico / Operário

Luciano Carvalho - Músico / Narrador / Jornalista