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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Doze Homens e uma Sentença em cartaz no CCBB (São Paulo)


12 Homens e uma Sentença


Adaptação para os palcos do clássico filme homônimo dos anos 1950, narra o impasse de 12 homens trancados numa claustrofóbica sala de júri. Está nas mãos deles a sorte de um jovem e, se houver um veredicto unânime, o rapaz pode ser condenado à morte. (Drama)

Direção: Eduardo Tolentino

Com: José Renato, Norival Rizzo, Brian Penido e outros

Duração: 100 minutos

Classificação: Não recomendado para menores de 12 anos.

Texto: Reginald Rose

Centro Cultural Banco do Brasil Teatro

R. Álvares Penteado, 112 - Centro - Centro. Telefone: 3113-3651.

Ingresso: R$ 15.

Quando Mais informação

quinta a sábado: 19h30.

domingo: 18h.

Até 19/12. Não tem área para fumantes. Não aceita cheques. Não aceita reservas. Tem ar condicionado. Vende ingresso pelo telefone. Tem acesso para deficiente. Tem local para comer. 125 lugares. Estac. (R$ 10 p/ 5 h mais h adicional, na r. da Consolação, 228 c/ serviço de van grátis até o CCBB).

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Doze Homens e uma Sentença estreia em novembro, no CCBB (São Paulo)


Doze Homens e uma Sentença


O que vem por aí.

Em novembro estreia em São Paulo a peça Doze Homens e uma Sentença. O texto de Reginald Rose é muito conhecido por duas versões cinematográficas: a primeira foi filmada por Sidney Lumet e estrelada por Henry Fonda em 1957, a outra, feita originalmente para TV em 1997, com Jack Lemmon no elenco.

No teatro, destaca-se a versão dirigida pelo diretor e dramaturgo Harold Pinter no Bristol Old Vick, em 1996. Curiosamente, a peça só foi levada na Broadway em 2004.

A montagem brasileira, além de inédita, tem no elenco um personagem importante na história do teatro brasileiro: o ator e diretor Zé Renato (jurado n.º 9), um dos fundadores do Teatro de Arena, responsável pela montagem histórica de Eles Não Usam Black-Tie. Dedicado à direção desde o início da carreira, ele não “pisava num palco” como ator desde 1955.

Doze Homens e uma Sentença

Estreia dia 18 de novembro no CCBB/São Paulo

Direção: Eduardo Tolentino de Araújo

Elenco: Brian Penido, Ricardo Dantas, Genézio de Barros, Oswaldo Mendes, Augusto Cesar, Marcelo Pacífico, André Garolli, Norival Rizzo, Zé Renato, Riba Carlovich, Eduardo Semerjian e Ivo Müller.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Crítica da peça "CLOACA", por Ricardo Agueiros (São Paulo, SP)


CLOACA - Tragédias e Alegrias na Vida dos Homens


Ricardo Rocha Aguieiras

aguieiras2002@yahoo.com.br

http://dividindoatubaina.wordpress.com/

O mundo masculino é ainda um grande mistério. Para um homossexual como eu, então, que vivenciou a trágica experiência da exclusão, esse viril mundo é ainda mais escuro e sem portas. A peça CLOACA, da holandesa Maria Goos, teve reestréia no Teatro Imprensa no dia l6 último e foi para mim uma grata surpresa que acendeu algumas luzes e abriu algumas portas. Por onde, um pouco mais iluminados, mas ainda feridos, a gente vai passando.

Quero ampliar minha percepção sobre o espetáculo, tentando enxergá-lo mais dentro do prisma da amizade de um homossexual perante seus amigos heterossexuais, mesmo que isso pareça primário, torna-se fundamental para percebermos como há e como se desenvolve a igualdade entre amigos tão diferentes, todos problemáticos. Confesso que não tinha lido nada sobre a peça, o que realça o meu espanto com tanta qualidade. Chamei o jornalista Gustavo Miranda, do importante blog Bota Dentro (http://www.botadentro.com.br/), que veio com seu namorado Tiago, que estuda Teatro e lá fomos nós.

Quatro velhos amigos, quarentões e ainda bonitos, mais de vinte anos de conhecimento, se encontram pra pensar em possíveis soluções para uma questão séria de um deles, Pieter, o homossexual vivido por Tony Giusti, que está sendo pressionado para devolver presentes e quadros ganhos meio que na malandragem, em seu trabalho de 25 anos na Prefeitura de Amsterdã. Ele não quer devolver os quadros de um pintor que, no correr dos anos, ganhou muito valor e nem pode por que não tem mais a metade deles, vendeu para manter um bom e caro estilo de vida.

Cada amigo que chega carrega consigo também seus problemas e procuram um no outro soluções que não existem, temperados pelas desilusões e esperanças frágeis, que beiram o abismo de cada. Pieter precisa de um advogado, poderá perder tudo e o amigo Jan – André Garolli, cheio de nuances na composição do marido imaturo e bonachão – chega por que foi expulso de casa pela ex-mulher e precisa urgente de um lugar para ficar. Jan sugere Tom- interpretado com surpreendente força por Dalton Vigh- é advogado e vem com a promessa de defender judicialmente o amigo. Viciado em drogas e recém saído de uma clinica, não parece preocupado com suas (muitas) esquisitices ou paranóias, elas não interferem na proposta generosa de amizade e numa tentativa de todos de, ao menos, tentarem lidar com as diferenças. Aí chega o Maarten (Brian Penido Ross, igualmente muito competente), diretor de teatro que está tendo caso com a filha de um deles. Enfim, estão todos cheios de questões para se procurarem, mas aí entra a grande questão.

Falando assim, parece uma grande tragédia. E é! Mas só que você ri sem parar, ora com um humor negro, ora com um humor corrosivo encontrado por eles para tentarem atingir um ao outro. Me surpreende na peça é justamente essa contradição, onde o riso pode revelar muita dor por trás. E os atores, todos magníficos, não deixam a peteca cair em nenhum momento, a entrega é tanta e a confiança um no outro que, caso a peteca caia o espetáculo desmorona inteirinho. É onde entra e forte e certeira direção de Eduardo Tolentino Araújo, que sempre priorizou a direção de atores, vide seus belos trabalhos anteriores, no Grupo Tapa.

O que pega mesmo, pega de machucar é mesmo a Amizade. Num mundo tão virtual onde ninguém mais liga para ninguém, onde somos meras imagens dentro de uma sociedade imagética, controlada, onde as pessoas vivem para as suas empresas, sem pensar que “empresa” é essa, onde a empatia pelo próximo ficou perdida bem lá trás; empresariamos nosso trabalho profissional, mas não o amor nem a amizade em nossas vidas, não mais. Construímos a armadilha e ajudamos na manutenção dela, essa é a nossa “empresa”? A mesma armadilha que irá nos corroer lá adiante, a curto, médio ou longo prazo.

Por isso essa peça mexeu tanto comigo e surpreende: ela fala dessas coisas que esquecemos hoje, chamamos de “amigos” quem nunca vimos na vida, no Orkut, no Facebook e no MSN. E o que está do nosso lado, verdadeiramente possível amigo, é deixado de lado e esquecido. Na peça, há um resgate de tudo isso, são homens egoístas, brincalhões, solidários, bêbados, impotentes, drogados, autoconfiança totalmente abalada e reduzida a pó, amorosos, buscando uma, às vezes impossível honestidade; contraditórios e falsos, mas estão lá olhando no olho do outro, tentando e se abraçando. Estão lá. Não atrás de um monitor, mas lá, na frente um do outro mesmo que tentando se esconderem. Nesse mundo tão “risonho”, tão gargalhativo com o excesso de peças teatrais stand-ups tão na moda, que só provocam o riso fácil e tudo é esquecido 5 minutos depois que a peça acaba, que falta nos faz um teatro que fala mais, que cutuca e até deixa a gente meio que no êxtase.

Não acredito nesse papo de “olhar feminino sobre o mundo masculino”, já que a peça foi escrita por uma mulher; que li em algumas críticas na mídia sobre CLOACA. O tal “universo masculino” tá bem abalado hoje, com muitos vulcões em erupção. Agora, quero acreditar que essa questão de “masculino” e “feminino” são meras construções sociais, as coisas se misturam, um autor homem poderia muito bem ter escrito essa peça, se também carregar em si o talento e a sensibilidade de Maria Goss. Ah, os atores são lindos! Se bem que o Tony Giusti é meu preferido e ainda a gente é presenteado por que ele aparece de cuecas, todo magrinho e definido… risos… não falei que colocaria um olhar gay neste meu texto? Quem sabe um dia não posso colocar uma foto do Tony, peladão, aqui, como um presente?

RICARDO AGUIEIRAS

http://dividindoatubaina.wordpress.com/

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Tapa, 30 anos de Teatro em mostra (SP)

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Tapa comemora 30 anos exibindo panorama de seu teatro

Cia. abre nesta quinta, 21, o 'Panorama - 2.ª Geração' em que as peças são dirigidas por seus atores

Valsa No. 6

AE - Agencia Estado

fonte:
http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,tapa-comemora-30-anos-exibindo-panorama-de-seu-teatro,499185,0.htm

SÃO PAULO - O Grupo Tapa abre hoje a mostra Panorama do Teatro Brasileiro - 2ª Geração, no Viga Espaço Cênico, em São Paulo. Sete peças serão exibidas até o dia 24 de fevereiro. "Mão na Luva", de Oduvaldo Vianna Filho, inaugura a programação, que terá autores de diferentes épocas: Arthur Azevedo, Nelson Rodrigues, Jorge Andrade, Oduvaldo Viana Filho e Mario Viana.

Não se trata de uma sucessão de peças e, sim, de um conjunto escolhido a partir de critérios definidos. Afinal, ao longo de seus 30 anos de existência, o Tapa construiu uma trajetória premiada e reconhecida sobretudo pela qualidade do repertório, boa parte dele dedicado à dramaturgia brasileira. E carrega ainda a experiência de outras mostras.

Esta agora vai tomar também a semana de carnaval, com três peças diferentes por dia, de sábado até Quarta-Feira de Cinzas.O 1º Panorama ocorreu no Rio, no início dos anos 80, e tinha peças como "O Noviço", de Martins Pena; "Caiu o Ministério", de França Júnior; e "Casa de Orates", de Arthur Azevedo. Após a transferência para São Paulo, no fim da década de 80, o projeto ganhou nova dimensão.

"Passamos a ser subvencionados e a ter sede fixa, o Teatro da Aliança Francesa. Isso nos permitiu o 2º Panorama, nos anos 90, com 14 peças", diz o diretor Eduardo Tolentino. Entre elas, grandes produções como "Vestido de Noiva", de Nelson Rodrigues, "Rasto Atrás", de Jorge Andrade, e montagens de câmara como "Corpo a Corpo", de Vianinha, e "Navalha na Carne", de Plínio Marcos.

A extensão no título - 2ª geração - já aponta para o que diferencia a mostra que tem início hoje. Atores que fizeram praticamente toda sua carreira teatral no Tapa, como Clara Carvalho, Sandra Corveloni e Brian Penido, assinam a direção de três espetáculos, "Valsa nº 6", de Nelson Rodrigues; "As Viúvas", de Arthur Azevedo; e "Pedreira das Almas", de Jorge Andrade.

"Desta vez, a maioria é de produções ligadas ao Tapa, mas criadas fora do grupo. Mão na Luva foi montada pelos atores (tem concepção e interpretação da dupla Isabella Lemos e Marcelo Pacífico), o que a gente fez foi só uma supervisão crítica durante o processo." Com exceção de As Viúvas e A Moratória (dirigida por Tolentino), as outras são produções independentes, o grupo deu algum tipo de apoio apenas", diz Tolentino.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Programação

Janeiro

Mão na Luva
Hoje, amanhã e sábado - 21 hDomingo - 20 h

Doroteia
Dias 28, 29 e 30 - 21 hDia 31 - 20h

Valsa n.º 6
Dia 30 - 19h30 Dia 31 - 18h30

Fevereiro

Pedreira das Almas
Dias 5, 6, e 12 - 21 hDia 7 - 20 h

Doroteia
Dias 4 e 11 - 21 h

Natureza Morta
Dia 6 - 19h30Dia 7 - 18h30

As Viúvas
Dias 9 e 10 - 21 h

No Carnaval

Dia 13 - (Sábado)

18 h - Pedreira das Almas
19h30 - Valsa n.º 6
21 h - Doroteia

Dia 14 - (Domingo)
18 h - Pedreira das Almas
19h30 - Natureza Morta
21 h - Mão na Luva

Dia 15 - Segunda
18 h - Mão na Luva
19h30 - Valsa n.º 6
21 h - Pedreira das Almas

Dia 16 - Terça
18 h - As Viúvas
19h30 - Natureza Morta
21 h - Mão na Luva

Dia 17 - Quarta
18 h - As Viúvas
19h30 - Valsa n.º 6
21 h - Mão na Luva

A Moratória
Dias 18, 19 e 20 - 21 h
Dia 21 - 20 h

As Viúvas
Dias 23 e 24 - 21 h

MÃO NA LUVA, de Vianinha (SP)

Mão Na Luva




Peça inspirada em texto de Oduvaldo Vianna Filho trata do rompimento de um casal


EDITORIAL
O Viga Espaço Cênico exibe, até 27 de maio, a peça Mão Na Luva, inspirada em texto de Oduvaldo Vianna Filho. O espetáculo discute amor, infidelidade, confiança e princípios a partir da dolorosa separação de um casal após nove anos de casamento.

Interpretada por Isabella Lemos e Marcelo Pacífico, a montagem do Núcleo de Estudos do Grupo Tapa traz "Ele" e "Ela" na noite do rompimento. A peça não usa de trilha sonora ou cenários, apoiando-se apenas nas discussões ideológicas do casal.

Ficha Técnica

Concepção e Interpretação: Isabella Lemos e Marcelo Pacífico

Iluminação: André Canto

Arte gráfica: Ricardo Dantas

Produção Executiva e Assessoria de Imprensa: Camila Turim

Coordenação do Núcleo de Estudos do TAPA: Guilherme Sant´Anna e Brian Penido Dutt-Ross

Coprodução: Grupo TAPA Foto: Divulgação

INFORMAÇÕES

Local:
Viga Espaço Cênico (INFORMAÇÕES)

Dentro do Panorama do Teatro Brasileiro - 2a. Geração (TAPA)
Preço(s):
R$ 30,00.
Data(s):
21 a 24 de janeiro de 2010.
Horário(s):
Quinta a sábado, 21h e domingo, 20h