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quarta-feira, 28 de julho de 2010

Luiz Carlos Merten comenta O Grande Cerimonial (São Paulo, SP)


O Espetáculo O Grande Cerimonial encerrou sua primeira temporada na capital Paulista neste ultimo final de semana, dias 24 e 25, com a casa lotada é uma pena não termos conseguido comportar todo mundo, afinal eram só 50 lugares. Nós do Grupo Teatro Kaus, agradecemos a todos os amigos, parceiros e ao público em geral pela ótima acolhida que recebemos nestes três meses de apresentações. A Peça segue sua jornada, dia 25 de Agosto estaremos no XVII FENTEPP – Festival Nacional de Teatro de Presidente Prudente, em outubro no Festival Nacional de Vitória-ES, entre outras apresentações que estão se acertando. Aguardem as Novidades!!!


Para fechar com Chave de Ouro nossa temporada paulista de O Grande Cerimonial confira o Artigo escrito pelo Crítico de cinema Luiz Carlos Merten e publicado domingo dia 25 de julho em seu blog. http://blogs.estadao.com.br/luiz-carlos-merten/gostei-nao-gostei-2/

Gracias amigos!!!!

Abraços a Todos

Reginaldo Nascimento

Teatro Kaus

Gostei, não gostei

por :Luiz Merten

25.julho.2010

Há dias estou para escrever alguma coisa sobre ‘O Grande Cerimonial’. Fui ver a montagem de Reginaldo Nascimento para a peça de Fernando Arrabal na sala experimental do Teatro Augusta. Adorei. ‘O Grande Cerimonial’ despede-se hoje e, portanto, é sua última chance de ver o espetáculo, que achei muito interessante. Confesso que não conheço Arrabal tanto quanto gostaria. Não gosto de ler teatro – ainda não li a adaptação que meu amigo Dib Carneiro fez de ‘Crônica da Casa Assassinada’, de Lúcio Cardoso, a pedido de Gabriel Villela e que o próprio Gabriel e Antônio Gonçalves Filho consideraram sensacional –, como, no fundo, também não gosto de ler roteiros.
 
Michelangelo Antonioni dizia que eram páginas mortas, ferramentas para que o diretor construa todo um universo. Enfim… Não vi a célebre montagem de Victor Garcia para ‘Cemitério de Automóveis’ e acho que a única peça que vi montada de Arrabal foi ‘O Imperador da Assíria’. Mas sempre me interessei pelo conceito do teatro pânico – que o próprio Arrabal dizia não saber do que se trata – e admirava a independência do dramaturgo, que esculhambou com todo mundo (a esquerda, Fidel, o PC espanhol, mas também a direita). Há essa ligação forte entre Arrabal e o cinema de Alejandro Jodorowski – que adaptou ‘Fando y Liz’ – e, assistindo a ‘O Grande Cerimonial’, eu tinha a impressão de estar revendo um fragmento de ‘Santa Sangre’, que permanece como meu Jodorowski favorito.
 
Um homem cercado de bonecas do tamanho de mulheres adultas. Um corcunda que se considera horrível e que ama e odeia com igual intensidade, usando essas bonecas para exorcizar sua relação doentia com a mãe manipuladora – tudo a ver com o ‘Santo Sangue’. Delírio psicótico ou sexual, ‘O Grande Cerimonial’ remete ao surrealismo, e não só. Me impressionou especialmente a preparação do elenco, tanto física quanto verbal, e o tour de force de Alessandro Hernandez merece todos os elogios. O cara é f… Segura a onda física, a corcunda monstruosa, mas o domínio da voz não é menos impressionante.
 
Tudo bem que a sala é pequena, cria um clima íntimo, mas a montagem é vigorosa e eu, pelo menos, viajei nas fantasias de amor e ódio entre mãe e filho e na possibilidade de superação proporcionada por essa outra mulher, que vai desconhecer o mal e a feiúra, oferecendo uma alternativa a Cavanosa (o protagonista). É muito mais do que posso dizer sobre ‘Anatomia Frozen’. Fui ontem ao Teatro Imprensa e tomei um susto. Nunca vi a sala principal daquele teatro tão cheia. Sentei lá atrás, e o sujeito na minha frente, ao dormir, caía para a esquerda. Duas fileiras à frente, outro cara também dormia e caía para a direita, o que fazia com que as cabeças dos dois fechassem meu ângulo de visão e obrigassem a verdadeiros contorcionismos para conseguir enxergar o palco.
 
Por um lado, foi bom, porque em momento algum sequer pisquei, que dirá dormir, mas detesto ficar me mexendo na poltrona (exceto no cinema, quando me projeto nas cenas de lutas e brigo com a tela, mas aí é diferente). Havia adorado o ‘Agreste’ do Márcio Aurélio, mas confesso que não tive o mesmo encantamento com este ‘Agreste 2’, que papou os prêmios mais importantes de teatro em São Paulo, inclusive da APCA. Emprego ‘Agreste 2’ num sentido muito particular. O texto de Bryony Lavery, diz o programa, faz a anatomia da violência e discute a psicopatia social por meio de três narrativas que se entrelaçam. Uma psquiatra que escreve uma tese sobre assassinatos em série, um pedófilo condenado à prisão e a mãe de uma de suas vítimas.
 
O texto é árido e a montagem, naquele ambiente asséptico, cirúrgico, todo branco, acentua essa aridez, daí o ‘Agreste 2’. Gostaria de ter gostado, mas achei mais respeitável do que propriamente denso. As cenas da psiquiatra com o pedófilo não me interessaram minimamente e acho que só as da mãe com o assassino da filha me produziram alguma emoção. Se buscasse a fundo, até creio que conseguiria encontrar certas conexões entre as duas montagens. Só quero dizer que achei toda essa premiação de ‘Anatomia Frozen’ excessiva. Inversamente, pela excelência de seu trabalho, gostaria de ter visto Alessandro Hernandez reconhecido, pelo menos com uma indicação para o Shell.

terça-feira, 13 de julho de 2010

O Grande Cerimonial, de Arrabal, segue no Teatro Augusta (São Paulo, SP)


Para Roteiro


O GRANDE CERIMONIAL – A partir do dia 3 de julho, aos sábados e domingos. Texto: Fernando Arrabal. Direção: Reginaldo Nascimento. Com o Teatro Kaus Cia Experimental. Elenco: Alessandro Hernandez, Amália Pereira, Deborah Scavone e Alessandro Hanel. Duração: 100 minutos. Recomendação: 14 anos. Ingressos: R$30,00 (Estudantes, maiores de 60 anos e classe teatral têm 50% de desconto). Sábados, às 21. Domingos, às 19h. Até 25 de julho.

OBS: Estreou dia 12 de maio de 2010, quarta-feira, às 21h. Até 1 de julho, as quartas e quintas, às 21h.

Crédito das fotos: Fotógrafa Viviani Leite

ESPETÁCULO O GRANDE CERIMONIAL PRORROGA TEMPORADA NO TEATRO AUGUSTA

Texto inédito, do dramaturgo espanhol Fernando Arrabal, narra a história de Cavanosa e suas relações contraditórias com sua mãe, mulheres e bonecas. Montagem do Teatro Kaus, tem direção de Reginaldo Nascimento

Texto inédito no Brasil, a peça O GRANDE CERIMONIAL, do dramaturgo espanhol Fernando Arrabal, prorroga temporada no TEATRO AUGUSTA, Sala Experimental. A partir do dia 3 de julho, espetáculo (que está em cartaz às quartas e quintas) será apresentado aos sábados e domingos, até o dia 25 de julho. Peça narra a história de Cavanosa e suas relações contraditórias com sua mãe, mulheres e bonecas. Montagem do Teatro Kaus, tem direção de Reginaldo Nascimento, que em agosto passado trouxe a São Paulo o dramaturgo Fernando Arrabal.

O GRANDE CERIMONIAL narra a história de Cavanosa, um Casanova as avessas que todas as noites seduz uma mulher e a leva a seu quarto onde estabelece o cerimonial: um rito tresloucado de amor, que não passa de um projeto, uma fantasia extraída de seus sonhos. O Cerimonial acontece quando Cavanosa encontra a Mulher-menina, a pureza profana que com ele irá desbravar o mundo. Uma história de amor às avessas, levada às últimas conseqüências.

A peça traz para cena o mundo claustrofóbico do autor e estabelece um jogo permanente entre o belo e o grotesco, a vida e a morte, o sonho e a realidade, a fantasia e os pesadelos, de cinco personagens: Cavanosa, A Mãe, Sil, O Amante e Lis. “Revelamos na montagem um pouco do universo de Arrabal, vestido com as cores da ciência, da filosofia, da rebelião, do humor, do sofrimento, do amor e da imaginação sem limites”, afirma o diretor Reginaldo Nascimento.

“Na concepção do espetáculo optamos por uma linguagem híbrida que transita com o teatro da absurdidade, o surrealismo e o expressionismo. Procurei despertar no trabalho com os atores um estado absurdo, busquei construir interpretações fortes, trabalhadas numa partitura física que apresenta uma gestualidade bem definida para ampliar as possibilidades de comunicação num espetáculo onde o não olhar amplia a capacidade de ver de fato quem somos e para onde vamos”, finaliza o diretor.

Reginaldo Nascimento assina o cenário, sonoplastia e figurino, este último em parceria com Anelise Drake. A cenografia delimita o espaço do sonho surrealista com signos como o carrinho de criança e outros objetos. As bonecas que compõem o cenário foram criadas pela artista plástica Suzy Gheler. A trilha sonora é composta de melodias desconexas que desenham as nuances da peça. Os figurinos transitam com a fantasia, com cores fortes, nos remetendo as histórias infantis. A iluminação, de Vanderlei Conte, aposta nas penumbras e sombras, criando uma atmosfera expressionista. A preparação corporal é de Mônica Granndo.

Fernando Arrabal:

Escritor, dramaturgo e cineasta, nascido no Marrocos espanhol em 1932, atualmente mora em Paris. Controvertido, cultiva uma estética irreverente tanto na sua obra como nas suas aparições públicas. Recebeu o reconhecimento internacional pela sua obra narrativa (onze novelas), poética (numerosos livros ilustrados por Amat, Dalí, Magritte, Miotte, Saura, entre outros), dramática (numerosas obras de teatro publicadas em dezenove volumes) e cinematográfica (seis longas-metragens). Autor de mais de 70 peças teatrais, entre elas: Fando e Lis, Guernica, A Bicicleta do condenado, O triciclo, O cemitério de automóveis, O Arquiteto e o Imperador da Assíria, A Oração, Uma Tartaruga chamada Dostoiëwsky, O Jardim das Delícisa, O labirinto, entre outras. Arrabal não é só o autor espanhol mais encenado no mundo, quanto também um dos poucos autores do chamado Teatro do Absurdo que ainda vivem e produzem. Na década de Sessenta, depois de permanecer três anos no grupo surrealista, Arrabal, juntamente com Roland Topor e Jodorowsky, cria o Movimento Pânico, cujo manifesto expressava a intenção de conciliar o absurdo com o cruel, identificar a arte com o vivido e adotar a cerimônia como forma de expressão. Seu Teatro Pânico, que ele mesmo qualifica como presidido pela confusão, o humor, o terror, o azar e a euforia, está baseado na busca formal, tanto espacial como gestual, e na incorporação de elementos surrealistas na linguagem.

Reginaldo Nascimento:

Ator e Diretor Teatral em constante atividade desde 1990. É fundador e diretor há 11 anos do TEATRO KAUS CIA EXPERIMENTAL.Participou de diversos cursos de formação e aprimoramento com diversos e importantes profissionais. Desde 1993 se dedica especificamente a Direção Teatral e a pesquisa do teatro de grupo, tendo assinado a direção de mais de 20 espetáculos entre eles: Infiéis, de Marco Antonio de la Parra, A Revolta, de Santiago Serrano, El Chingo, de Edílio Peña, Pigmaleoa, de Millôr Fernandes, Cala a Boca Já Morreu, de Luís Alberto de Abreu, A Boa, de Aimar Labaki, Vereda da Salvação, de Jorge Andrade, Homens de Papel e Oração para um pé de chinelo, ambas de Plínio Marcos, entre outros. Vêm realizando desde 1994, várias oficinas e cursos em prefeituras, secretarias de cultura e instituições privadas pelo interior do Estado, na capital e outros estados. Organizou e Editou o Livro CADERNOS DO KAUS “O Teatro na América Latina”. Em agosto de 2009 idealizou e executou juntamente com o Grupo Kaus e em parceria com o Instituto Cervantes a Mesa de Debates Um Certo Arrabal, evento que trouxe a São Paulo o Dramaturgo Fernando Arrabal, um dos mais importantes da cena Mundial.

Teatro Kaus Cia. Experimental:

Radicado em São Paulo desde outubro de 2001, o Teatro Kaus Cia Experimental da Cooperativa Paulista de Teatrofoi criado em dezembro de 1998, na cidade de São José dos Campos, pelo ator e diretor Reginaldo Nascimento e pela atriz e jornalista Amália Pereira. Na capital paulista, a Cia. encenou as peças A Revolta, do argentino Santiago Serrano (2007), El Chingo, do venezuelano Edilio Peña (2007), Infiéis, do chileno Marco Antonio de la Parra (2006/2009), Vereda da Salvação, de Jorge Andrade (2005/2004) e Oração para um pé de chinelo,de Plínio Marcos (2002). Em fevereiro de 2007, o Teatro Kaus estreou o Repertório do Kaus, no Centro Cultural São Paulo, onde ficou em cartaz com os espetáculos El Chingo, A Revolta e Infiéis. Participou em Julho de 2007 como convidado do XVIII Temporales Internacionales de Teatro, em Puerto Montt e da Lluvia de Teatro de Valdivia, ambas no Chile, apresentando o Espetáculo A Revolta,realizando três apresentações, com o texto original em espanhol. Em novembro de 2007, lançou o livro Cadernos do Kaus – O Teatro na América Latina, um registro documental sobre todas as ações do projeto Fronteiras – O Teatro na América Latina, realizado pelo grupo durante o ano de 2006 e 2007, em parceria com o Instituto Cervantes e beneficiado pela Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo. Em 2008, fez temporadas no Centro Cultural da Juventude com as peças El Chingo e Infiéis. Em 2009, realizou temporada da peça Infiéis, no Teatro X, onde participou também do evento Festa do Teatro. Em novembro de 2009, participou no SESC SANTANA, do evento Experiência Cênica, que teve como foco a obra do dramaturgo e cineasta espanhol Fernando Arrabal. A Programação contou com leitura de textos, exibição de filme, palestras com Alexandre Mate e Jefferson Del Rios e oficina com Reginaldo Nascimento, idealizador do evento, além de ensaio Aberto da peça O Grande Cerimonial.

Para Roteiro

O GRANDE CERIMONIAL – A partir do dia 3 de julho, aos sábados e domingos. Texto: Fernando Arrabal. Direção: Reginaldo Nascimento. Com o Teatro Kaus Cia Experimental. Elenco: Alessandro Hernandez, Amália Pereira, Deborah Scavone e Alessandro Hanel. Duração: 100 minutos. Recomendação: 14 anos. Ingressos: R$30,00 (Estudantes, maiores de 60 anos e classe teatral têm 50% de desconto). Sábados, às 21. Domingos, às 19h. Até 25 de julho.

OBS: Estreou dia 12 de maio de 2010, quarta-feira, às 21h. Até 1 de julho, as quartas e quintas, às 21h.

TEATRO AUGUSTA - SALA EXPERIMENTAL – Rua Augusta, 943 – Cerqueira César, tel: 3151-4141. Capacidade 50 lugares. Bilheteria funciona de quarta a domingo, a partir das 15 horas. Acesso para deficientes. Ar condicionado. Estacionamento ao lado. Café.

(Amália Pereira – junho/2010)

Assessoria de Imprensa

Amália Pereira - MTB: 28545

(11) 3159-1822 / (11) 9762-5340

amaliapereira@terra.com.br

quarta-feira, 30 de junho de 2010

O Grande Cerimonial continua em cartaz no Augusta (São Paulo, SP)

Para Roteiro



O GRANDE CERIMONIAL

– A partir do dia 3 de julho, aos sábados e domingos. Texto: Fernando Arrabal. Direção: Reginaldo Nascimento. Com o Teatro Kaus Cia Experimental. Elenco: Alessandro Hernandez, Amália Pereira, Deborah Scavone e Alessandro Hanel. Duração: 100 minutos. Recomendação: 14 anos. Ingressos: R$30,00 (Estudantes, maiores de 60 anos e classe teatral têm 50% de desconto). Sábados, às 21. Domingos, às 19h. Até 25 de julho.

OBS: Estreou dia 12 de maio de 2010, quarta-feira, às 21h. Até 1 de julho, as quartas e quintas, às 21h.

Crédito das fotos: Fotógrafa Viviani Leite

ESPETÁCULO O GRANDE CERIMONIAL PRORROGA TEMPORADA NO TEATRO AUGUSTA

Texto inédito, do dramaturgo espanhol Fernando Arrabal, narra a história de Cavanosa e suas relações contraditórias com sua mãe, mulheres e bonecas. Montagem do Teatro Kaus, tem direção de Reginaldo Nascimento

Texto inédito no Brasil, a peça O GRANDE CERIMONIAL, do dramaturgo espanhol Fernando Arrabal, prorroga temporada no TEATRO AUGUSTA, Sala Experimental. A partir do dia 3 de julho, espetáculo (que está em cartaz às quartas e quintas) será apresentado aos sábados e domingos, até o dia 25 de julho. Peça narra a história de Cavanosa e suas relações contraditórias com sua mãe, mulheres e bonecas. Montagem do Teatro Kaus, tem direção de Reginaldo Nascimento, que em agosto passado trouxe a São Paulo o dramaturgo Fernando Arrabal.

O GRANDE CERIMONIAL narra a história de Cavanosa, um Casanova as avessas que todas as noites seduz uma mulher e a leva a seu quarto onde estabelece o cerimonial: um rito tresloucado de amor, que não passa de um projeto, uma fantasia extraída de seus sonhos. O Cerimonial acontece quando Cavanosa encontra a Mulher-menina, a pureza profana que com ele irá desbravar o mundo. Uma história de amor às avessas, levada às últimas conseqüências.

A peça traz para cena o mundo claustrofóbico do autor e estabelece um jogo permanente entre o belo e o grotesco, a vida e a morte, o sonho e a realidade, a fantasia e os pesadelos, de cinco personagens: Cavanosa, A Mãe, Sil, O Amante e Lis. “Revelamos na montagem um pouco do universo de Arrabal, vestido com as cores da ciência, da filosofia, da rebelião, do humor, do sofrimento, do amor e da imaginação sem limites”, afirma o diretor Reginaldo Nascimento.

“Na concepção do espetáculo optamos por uma linguagem híbrida que transita com o teatro da absurdidade, o surrealismo e o expressionismo. Procurei despertar no trabalho com os atores um estado absurdo, busquei construir interpretações fortes, trabalhadas numa partitura física que apresenta uma gestualidade bem definida para ampliar as possibilidades de comunicação num espetáculo onde o não olhar amplia a capacidade de ver de fato quem somos e para onde vamos”, finaliza o diretor.

Reginaldo Nascimento assina o cenário, sonoplastia e figurino, este último em parceria com Anelise Drake. A cenografia delimita o espaço do sonho surrealista com signos como o carrinho de criança e outros objetos. As bonecas que compõem o cenário foram criadas pela artista plástica Suzy Gheler. A trilha sonora é composta de melodias desconexas que desenham as nuances da peça. Os figurinos transitam com a fantasia, com cores fortes, nos remetendo as histórias infantis. A iluminação, de Vanderlei Conte, aposta nas penumbras e sombras, criando uma atmosfera expressionista. A preparação corporal é de Mônica Granndo.

Fernando Arrabal:

Escritor, dramaturgo e cineasta, nascido no Marrocos espanhol em 1932, atualmente mora em Paris. Controvertido, cultiva uma estética irreverente tanto na sua obra como nas suas aparições públicas. Recebeu o reconhecimento internacional pela sua obra narrativa (onze novelas), poética (numerosos livros ilustrados por Amat, Dalí, Magritte, Miotte, Saura, entre outros), dramática (numerosas obras de teatro publicadas em dezenove volumes) e cinematográfica (seis longas-metragens). Autor de mais de 70 peças teatrais, entre elas: Fando e Lis, Guernica, A Bicicleta do condenado, O triciclo, O cemitério de automóveis, O Arquiteto e o Imperador da Assíria, A Oração, Uma Tartaruga chamada Dostoiëwsky, O Jardim das Delícisa, O labirinto, entre outras. Arrabal não é só o autor espanhol mais encenado no mundo, quanto também um dos poucos autores do chamado Teatro do Absurdo que ainda vivem e produzem. Na década de Sessenta, depois de permanecer três anos no grupo surrealista, Arrabal, juntamente com Roland Topor e Jodorowsky, cria o Movimento Pânico, cujo manifesto expressava a intenção de conciliar o absurdo com o cruel, identificar a arte com o vivido e adotar a cerimônia como forma de expressão. Seu Teatro Pânico, que ele mesmo qualifica como presidido pela confusão, o humor, o terror, o azar e a euforia, está baseado na busca formal, tanto espacial como gestual, e na incorporação de elementos surrealistas na linguagem.

Reginaldo Nascimento:

Ator e Diretor Teatral em constante atividade desde 1990. É fundador e diretor há 11 anos do TEATRO KAUS CIA EXPERIMENTAL. Participou de diversos cursos de formação e aprimoramento com diversos e importantes profissionais. Desde 1993 se dedica especificamente a Direção Teatral e a pesquisa do teatro de grupo, tendo assinado a direção de mais de 20 espetáculos entre eles: Infiéis, de Marco Antonio de la Parra, A Revolta, de Santiago Serrano, El Chingo, de Edílio Peña, Pigmaleoa, de Millôr Fernandes, Cala a Boca Já Morreu, de Luís Alberto de Abreu, A Boa, de Aimar Labaki, Vereda da Salvação, de Jorge Andrade, Homens de Papel e Oração para um pé de chinelo, ambas de Plínio Marcos, entre outros. Vêm realizando desde 1994, várias oficinas e cursos em prefeituras, secretarias de cultura e instituições privadas pelo interior do Estado, na capital e outros estados. Organizou e Editou o Livro CADERNOS DO KAUS “O Teatro na América Latina”. Em agosto de 2009 idealizou e executou juntamente com o Grupo Kaus e em parceria com o Instituto Cervantes a Mesa de Debates Um Certo Arrabal, evento que trouxe a São Paulo o Dramaturgo Fernando Arrabal, um dos mais importantes da cena Mundial.

Teatro Kaus Cia. Experimental:

Radicado em São Paulo desde outubro de 2001, o Teatro Kaus Cia Experimental da Cooperativa Paulista de Teatro foi criado em dezembro de 1998, na cidade de São José dos Campos, pelo ator e diretor Reginaldo Nascimento e pela atriz e jornalista Amália Pereira. Na capital paulista, a Cia. encenou as peças A Revolta, do argentino Santiago Serrano (2007), El Chingo, do venezuelano Edilio Peña (2007), Infiéis, do chileno Marco Antonio de la Parra (2006/2009), Vereda da Salvação, de Jorge Andrade (2005/2004) e Oração para um pé de chinelo, de Plínio Marcos (2002). Em fevereiro de 2007, o Teatro Kaus estreou o Repertório do Kaus, no Centro Cultural São Paulo, onde ficou em cartaz com os espetáculos El Chingo, A Revolta e Infiéis. Participou em Julho de 2007 como convidado do XVIII Temporales Internacionales de Teatro, em Puerto Montt e da Lluvia de Teatro de Valdivia, ambas no Chile, apresentando o Espetáculo A Revolta, realizando três apresentações, com o texto original em espanhol. Em novembro de 2007, lançou o livro Cadernos do Kaus – O Teatro na América Latina, um registro documental sobre todas as ações do projeto Fronteiras – O Teatro na América Latina, realizado pelo grupo durante o ano de 2006 e 2007, em parceria com o Instituto Cervantes e beneficiado pela Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo. Em 2008, fez temporadas no Centro Cultural da Juventude com as peças El Chingo e Infiéis. Em 2009, realizou temporada da peça Infiéis, no Teatro X, onde participou também do evento Festa do Teatro. Em novembro de 2009, participou no SESC SANTANA, do evento Experiência Cênica, que teve como foco a obra do dramaturgo e cineasta espanhol Fernando Arrabal. A Programação contou com leitura de textos, exibição de filme, palestras com Alexandre Mate e Jefferson Del Rios e oficina com Reginaldo Nascimento, idealizador do evento, além de ensaio Aberto da peça O Grande Cerimonial.

Para Roteiro

O GRANDE CERIMONIAL – A partir do dia 3 de julho, aos sábados e domingos. Texto: Fernando Arrabal. Direção: Reginaldo Nascimento. Com o Teatro Kaus Cia Experimental. Elenco: Alessandro Hernandez, Amália Pereira, Deborah Scavone e Alessandro Hanel. Duração: 100 minutos. Recomendação: 14 anos. Ingressos: R$30,00 (Estudantes, maiores de 60 anos e classe teatral têm 50% de desconto). Sábados, às 21. Domingos, às 19h. Até 25 de julho.

OBS: Estreou dia 12 de maio de 2010, quarta-feira, às 21h. Até 1 de julho, as quartas e quintas, às 21h.

TEATRO AUGUSTA - SALA EXPERIMENTAL – Rua Augusta, 943 – Cerqueira César, tel: 3151-4141. Capacidade 50 lugares. Bilheteria funciona de quarta a domingo, a partir das 15 horas. Acesso para deficientes. Ar condicionado. Estacionamento ao lado. Café.

(Amália Pereira – junho/2010)

segunda-feira, 17 de maio de 2010

O Grande Cerimonial, de Arrabal, em cartaz no Augusta (São Paulo, SP)


UM CERTO ARRABAL ATERRISA NO TEATRO AUGUSTA

Ruy Jobim Neto

O Teatro paulistano tem a sorte e o privilégio da diversidade, onde clássicos modernos e clássicos eternos dividem a cena e traçam suas estratégias múltiplas para acordar um público não menos do que avisado. Em inglês, a palavra moviegoer se aplica muito bem ao cinéfilo que prefere ver seus filmes prediletos na telona. O theatergoer (e essa palavra existe mesmo, não é um neologismo) daqui, de São Paulo, tem, como opções, desde Nelson a Plínio (Marcos), de Neil LaBute a Shakespeare, de Luis Alberto de Abreu a Sade. Mas é um certo Arrabal que dá o cutucão feroz em todo o restante, mexendo com as ideias (agora, sem o acento) e com as plateias (também sem o acento). Arrabal tira o acento.

O (já clássico) Fernando Arrabal (nascido em 1932, no Marrocos espanhol) é o mais recente dramaturgo montado pelo Teatro Kaus Cia. Experimental, grupo que foi trazido de São José dos Campos para a capital pelo diretor Reginaldo Nascimento e pela atriz/jornalista Amália Pereira e que já montou muita coisa boa por essas bandas de cá. Agora eles trazem “O GRANDE CERIMONIAL” para completar o rol e ficar em cartaz na Sala Experimental do Teatro Augusta.

Arrabal não poupa nada, nem ninguém, e o mesmo faz essa montagem do Kaus. Concessão zero. O personagem central de “O GRANDE CERIMONIAL”, o (quase coitado) Cavanosa, um Casanova totalmente às avessas, é o embate em pessoa. Sua alma atormentada luta contra seus fantasmas, suas ilusões e suas sombras. Nascimento aproveita as vertentes do autor de clássicos modernos, como “O Cemitério de Automóveis” e “O Arquiteto e o Imperador da Assíria”, para tecer sua encenação em direção ao bizarro da vida humana. O Teatro Pânico de Arrabal tem, no sangue, a tradição do que há de mais bizarro, por exemplo, em autores como o espanhol Valle-Inclán. Mas segue além.



O diretor extrai de seu elenco a força física e emocional para travar o embate entre as luzes e as trevas da natureza humana e do universo claustrofóbico de Arrabal. Daí, o trabalho monumental dos atores, em corpo e voz, no anti-jogo de não-olhares e não-toques, no texto que desmonta e remonta instantaneamente angústias e desejos, tudo ao mesmo tempo. Haja vulcão na Islândia! A preparação corporal intensa contracena com um texto intenso. É o trunfo dessa montagem.

A música da peça embala insânias, nada de condescendências. As bonecas dispostas em cena, tristes e dóceis títeres caídos, foram criadas pela imaginação da artista plástica Suzy Gheler, e dão ao cenário um pingo de desespero, o que faz imaginar uma coleção de vítimas submissas de um Norman Bates de Hitchcock, que busca a poesia no horror. Não, Cavanosa pode não ser um louco, mas ele certamente está em processo e parece se divertir com isso. Daí, o visceral formalismo com que trabalha o encenador, embora alguns momentos do espetáculo, ainda que por um átimo, pareçam sufocantes, instantes quase arrastados. Mas pode ter sido uma apresentação em si, ou é parte da angústia declarada em cena.

Amália Pereira faz duas personagens antípodas, Sil e Lis (antípodas na mente do protagonista Cavanosa, diga-se de passagem). A candura de uma contrasta com a tensão sexual da outra, ou vice-versa. A atriz elabora corpo e voz com maestria, criando um ar pungente para ambas as personagens. Da mesma forma, o eficiente Alessandro Hernandez nos providencia em cena um Cavanosa atordoado pela mãe (Deborah Scavone, muito bem no papel), pelas bonecas que ele usa como objetos de um não-sexo e, finalmente, pelo conjunto das mulheres de verdade, no caso, vividas por Sil e Lis.

Não, Cavanosa não é um fóbico, não teme as mulheres. É apenas um atormentado, um enjeitado que se delicia com xingamentos e afasta veementemente um elogio, qualquer que seja, venha de onde vier. É dureza, esse personagem. Arrabal não mede nada, ele despeja torrentes, o tempo todo, infatigavelmente. Como um vulcão na Islândia.

Assim, a montagem de Reginaldo Nascimento faz jus a essa vertente do Teatro Pânico criado por Arrabal, por Alejandro Jodorowsky e por Roland Topor, os três papas do lúdico, do gozoso e da mais absoluta modernidade. O Kaus despeja esse universo atormentado para plateias reduzidas, na pequenina Sala Experimental do Teatro Augusta (alguns já a batizaram de “Augustinha”), exatamente para fornecer o desespero sem concessão, em pura claustrofobia. Boa escolha.

A criteriosa iluminação (de Vanderlei Conte) é precisamente parca, com poucos focos gerando sombras distorcidas e gigantes, expressionistas mesmo, e alguns contra-luzes que provocam nossos olhos, para enredar os personagens e os espectadores num mundo distorcido, opaco e sem saída, como prega cada linha de diálogo de “O GRANDE CERIMONIAL”. Mas, afinal, o que é este “grande cerimonial” do título? Melhor a plateia descobrir por si própria, pois cada um vai tecer sua impressão sobre o que não se deve decifrar muito, o que também poderia incorrer num belo desacerto. Melhor assistir à peça.

Depois de trabalhar autores como Plínio, Jorge Andrade, Millôr, Aimar Labaki, Luis Alberto de Abreu e de trazer e traduzir em workshops, montagens e livros dramaturgos como Santiago Serrano, Marco Antonio de La Parra e Edílio Peña (entre outros, no vitorioso projeto “Fronteiras”, fomentado pela Prefeitura), o Kaus atinge novo patamar. Eles trouxeram também o próprio Arrabal ao Instituto Cervantes, para palestras, e agora submetem São Paulo a um texto inédito do espanhol, cutucando onças com varas curtas, trazendo novidades e não parando um instante sequer. Que venham as novidades, que certamente virão. Por enquanto, o theatergoer paulistano vai decifrando o cerimonial, no Augustinha. Talvez esse cerimonial seja mesmo o próprio teatro, em si, na sua brutalidade de luz, de texto, de atores e uma plateia (agora sem acento).

SERVIÇO

“O GRANDE CERIMONIAL”

Texto: Fernando Arrabal

Direção: Reginaldo Nascimento. Com o Teatro Kaus Cia. Experimental

Sala Experimental do Teatro Augusta - Quartas e Quintas, 21h (100 min.)

Recomendado para: 14 anos

Ingressos a R$ 30 (estudantes, maiores de 60 anos e classe teatral: 50% desconto) – estreou em 12 de maio. Até 1 de julho.

Telefone: (11) 3151-4141

quarta-feira, 12 de maio de 2010

O Grande Cerimonial, de Arrabal, estreia no Augusta (São Paulo, SP)


ESPETÁCULO O GRANDE CERIMONIAL ESTRÉIA NO TEATRO AUGUSTA


Texto inédito, do dramaturgo espanhol Fernando Arrabal, narra a história de Cavanosa e suas relações contraditórias com sua mãe, mulheres e bonecas. Montagem do Teatro Kaus, tem direção de Reginaldo Nascimento

Texto inédito no Brasil, a peça O GRANDE CERIMONIAL, do dramaturgo espanhol Fernando Arrabal, estréia dia 12 de maio, quarta-feira, às 21h, no TEATRO AUGUSTA, Sala Experimental. Peça narra a história de Cavanosa e suas relações contraditórias com sua mãe, mulheres e bonecas. Montagem do Teatro Kaus, tem direção de Reginaldo Nascimento, que em agosto passado trouxe a São Paulo o dramaturgo Fernando Arrabal.



O GRANDE CERIMONIAL narra a história de Cavanosa, um Casanova as avessas que todas as noites seduz uma mulher e a leva a seu quarto onde estabelece o cerimonial: um rito tresloucado de amor, que não passa de um projeto, uma fantasia extraída de seus sonhos. O Cerimonial acontece quando Cavanosa encontra a Mulher-menina, a pureza profana que com ele irá desbravar o mundo. Uma história de amor às avessas, levada às últimas conseqüências.

A peça traz para cena o mundo claustrofóbico do autor e estabelece um jogo permanente entre o belo e o grotesco, a vida e a morte, o sonho e a realidade, a fantasia e os pesadelos, de cinco personagens: Cavanosa, A Mãe, Sil, O Amante e Lis. “Revelamos na montagem um pouco do universo de Arrabal, vestido com as cores da ciência, da filosofia, da rebelião, do humor, do sofrimento, do amor e da imaginação sem limites”, afirma o diretor Reginaldo Nascimento.

“Na concepção do espetáculo optamos por uma linguagem híbrida que transita com o teatro da absurdidade, o surrealismo e o expressionismo. Procurei despertar no trabalho com os atores um estado absurdo, busquei construir interpretações fortes, trabalhadas numa partitura física que apresenta uma gestualidade bem definida para ampliar as possibilidades de comunicação num espetáculo onde o não olhar amplia a capacidade de ver de fato quem somos e para onde vamos”, finaliza o diretor.

Reginaldo Nascimento assina o cenário, sonoplastia e figurino, este último em parceria com Anelise Drake. A cenografia delimita o espaço do sonho surrealista com signos como o carrinho de criança e outros objetos. As bonecas que compõem o cenário foram criadas pela artista plástica Suzy Gheler. A trilha sonora é composta de melodias desconexas que desenham as nuances da peça. Os figurinos transitam com a fantasia, com cores fortes, nos remetendo as histórias infantis. A iluminação, de Vanderlei Conte, aposta nas penumbras e sombras, criando uma atmosfera expressionista. A preparação corporal é de Mônica Granndo.



Fernando Arrabal:

Escritor, dramaturgo e cineasta, nascido no Marrocos espanhol em 1932, atualmente mora em Paris. Controvertido, cultiva uma estética irreverente tanto na sua obra como nas suas aparições públicas. Recebeu o reconhecimento internacional pela sua obra narrativa (onze novelas), poética (numerosos livros ilustrados por Amat, Dalí, Magritte, Miotte, Saura, entre outros), dramática (numerosas obras de teatro publicadas em dezenove volumes) e cinematográfica (seis longas-metragens). Autor de mais de 70 peças teatrais, entre elas: Fando e Lis, Guernica, A Bicicleta do condenado, O triciclo, O cemitério de automóveis, O Arquiteto e o Imperador da Assíria, A Oração, Uma Tartaruga chamada Dostoiëwsky, O Jardim das Delícisa, O labirinto, entre outras. Arrabal não é só o autor espanhol mais encenado no mundo, quanto também um dos poucos autores do chamado Teatro do Absurdo que ainda vivem e produzem. Na década de Sessenta, depois de permanecer três anos no grupo surrealista, Arrabal, juntamente com Roland Topor e Jodorowsky, cria o Movimento Pânico, cujo manifesto expressava a intenção de conciliar o absurdo com o cruel, identificar a arte com o vivido e adotar a cerimônia como forma de expressão. Seu Teatro Pânico, que ele mesmo qualifica como presidido pela confusão, o humor, o terror, o azar e a euforia, está baseado na busca formal, tanto espacial como gestual, e na incorporação de elementos surrealistas na linguagem.

Reginaldo Nascimento:

Ator e Diretor Teatral em constante atividade desde 1990. É fundador e diretor há 11 anos do TEATRO KAUS CIA EXPERIMENTAL. Participou de diversos cursos de formação e aprimoramento com diversos e importantes profissionais. Desde 1993 se dedica especificamente a Direção Teatral e a pesquisa do teatro de grupo, tendo assinado a direção de mais de 20 espetáculos entre eles: Infiéis, de Marco Antonio de la Parra, A Revolta, de Santiago Serrano, El Chingo, de Edílio Peña, Pigmaleoa, de Millôr Fernandes, Cala a Boca Já Morreu, de Luís Alberto de Abreu, A Boa, de Aimar Labaki, Vereda da Salvação, de Jorge Andrade, Homens de Papel e Oração para um pé de chinelo, ambas de Plínio Marcos, entre outros. Vêm realizando desde 1994, várias oficinas e cursos em prefeituras, secretarias de cultura e instituições privadas pelo interior do Estado, na capital e outros estados. Organizou e Editou o Livro CADERNOS DO KAUS “O Teatro na América Latina”. Em agosto de 2009 idealizou e executou juntamente com o Grupo Kaus e em parceria com o Instituto Cervantes a Mesa de Debates Um Certo Arrabal, evento que trouxe a São Paulo o Dramaturgo Fernando Arrabal, um dos mais importantes da cena Mundial.

Teatro Kaus Cia. Experimental:

Radicado em São Paulo desde outubro de 2001, o Teatro Kaus Cia Experimental da Cooperativa Paulista de Teatro foi criado em dezembro de 1998, na cidade de São José dos Campos, pelo ator e diretor Reginaldo Nascimento e pela atriz e jornalista Amália Pereira. Na capital paulista, a Cia. encenou as peças A Revolta, do argentino Santiago Serrano (2007), El Chingo, do venezuelano Edilio Peña (2007), Infiéis, do chileno Marco Antonio de la Parra (2006/2009), Vereda da Salvação, de Jorge Andrade (2005/2004) e Oração para um pé de chinelo, de Plínio Marcos (2002). Em fevereiro de 2007, o Teatro Kaus estreou o Repertório do Kaus, no Centro Cultural São Paulo, onde ficou em cartaz com os espetáculos El Chingo, A Revolta e Infiéis. Participou em Julho de 2007 como convidado do XVIII Temporales Internacionales de Teatro, em Puerto Montt e da Lluvia de Teatro de Valdivia, ambas no Chile, apresentando o Espetáculo A Revolta, realizando três apresentações, com o texto original em espanhol. Em novembro de 2007, lançou o livro Cadernos do Kaus – O Teatro na América Latina, um registro documental sobre todas as ações do projeto Fronteiras – O Teatro na América Latina, realizado pelo grupo durante o ano de 2006 e 2007, em parceria com o Instituto Cervantes e beneficiado pela Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo. Em 2008, fez temporadas no Centro Cultural da Juventude com as peças El Chingo e Infiéis. Em 2009, realizou temporada da peça Infiéis, no Teatro X, onde participou também do evento Festa do Teatro. Em novembro de 2009, participou no SESC SANTANA, do evento Experiência Cênica, que teve como foco a obra do dramaturgo e cineasta espanhol Fernando Arrabal. A Programação contou com leitura de textos, exibição de filme, palestras com Alexandre Mate e Jefferson Del Rios e oficina com Reginaldo Nascimento, idealizador do evento, além de ensaio Aberto da peça O Grande Cerimonial.

Para Roteiro

O GRANDE CERIMONIAL – Estréia dia 12 de maio de 2010, quarta-feira, às 21h. Texto: Fernando Arrabal. Direção: Reginaldo Nascimento. Com o Teatro Kaus Cia Experimental. Elenco: Alessandro Hernandez, Amália Pereira, Deborah Scavone e Alessandro Hanel. Duração: 100 minutos. Recomendação: 14 anos. Ingressos: R$30,00 (Estudantes, maiores de 60 anos e classe teatral têm 50% de desconto). Quartas e quintas, às 21h. Até 1 de julho.

TEATRO AUGUSTA - SALA EXPERIMENTAL – Rua Augusta, 943 – Cerqueira César, tel: 3151-4141. Capacidade 50 lugares. Bilheteria funciona de quarta a domingo, a partir das 15 horas. Acesso para deficientes. Ar condicionado. Estacionamento ao lado. Café.

(Amália Pereira – abril/2010)

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