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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Esconderijo, de Leo Charcra, estreia no Teatro Augusta (São Paulo)



Esconderijo, peça de Leo Chacra,
fala de amor, poder e intrigas

Com texto e direção do jovem dramaturgo Leo Chacra o espetáculo inédito Esconderijoestreia dia 10 de fevereiro, sexta-feira, na Sala Experimental do Teatro Augusta, em São Paulo, às 21 horas. O enredo desta montagemtransita pelas paixões em suas diversas manifestações e pelas relações amorosas: três histórias de amor são marcadas por desencontros e afetos perdidos. O elenco é formado por Aline Abovsky, Renato Bisoni eLívia Prestes.

A história se passa na São Paulo de 1969, época do regime militar no Brasil. Esse momento político é somente o pano de fundo para contar a história de Juliana, uma jovem ativista política que, após uma traição e a queda de seu “aparelho”, busca refúgio na casa de Marina, ex-mulher de seu namorado Pedro (personagem que não aparece fisicamente em cena). Elas amam o mesmo homem! Confinada no mesmo espaço com a rival, a protagonista vive um clima de suspense e mistério.

Esconderijo propõe  uma reflexão sobre o amor, o poder e  as intrigas. A relação forçada entre as mulheres faz com que o passado de ambas venha à tona. Segredos e desejos, assim como antigas disputas, vão se revelando à medida que elas vão se compreendendo. Juliana luta apaixonadamente pela liberdade e pelo seu amor. A convivência com Marina muda o rumo de suas desconfianças sobre a traição política e provoca nela o desejo de vingança. O traidor seria Fred, o jornalista com quem ela teve um romance? E quem seria Fred, este homem que luta pelo amor de Juliana até as últimas consequências?

Segundo Leo Chacra, a referência aos “anos de chumbo” é apenas o fio que conduz as personagens à convivência forçada. “A história poderia ser em outro contexto, em qualquer época, em qualquer lugar do mundo. Esconderijo está mais para a linha freudiana que marxista; fala mais de amor que de socialismo, de sentimento humano que nacionalista”.Chacra ainda explica que o texto traz uma visão pessoal sua da época de repressão política, de forma distanciada, sem levantar bandeiras.  “Falo do amor livre, da relação aberta, da resistência às causas e às pessoas”. O foco da peça está no âmbito privado, na intimidade de Juliana, Marina, Pedro e Fred.

O diretor/autor salienta que a encenação brinca com os sentimentos das personagens, aplicando uma lente de aumento no âmbito privado de suas vidas. No cenário, três poltronas são dispostas aleatoriamente representando tanto a casa de Marina como o apartamento de Fred. De forma nada conceitual, folhas de papel, jornais e livros são jogados pelo cenário, compondo uma atmosfera literária. Também um aparelho de telefone e uma máquina de escrever ajudam a simbolizar a liberdade tão ansiada. “O ambiente lembra um jovem que saiu da casa dos pais, um jovem país em formação ou a desconstrução das coisas, nos anos 60”. Justifica o diretor. 

O figurino remete, sutilmente, à moda do final dos anos 60 e traz para a peça uma atmosfera de nouvelle vague, de tropicalismo. “Quero pincelar o mundo antes do eletrônico, antes da internet”, diz Leo. A trilha sonora passa pelo instrumental, folk music, rock clássico e tropicalismo. O diretor busca a força da sonoridade e dos acordes, para pontuar a simplicidade da vida ou a complexidade dos sentimentos. “Estou muito feliz dirigindo. Acho que o trabalho fica ainda mais autoral”. Finaliza Leo Chacra.

Ficha técnica
Espetáculo: Esconderijo
Texto e direção: Leo Chacra
Elenco: Aline Abovsky (Marina), Lívia Prestes (Juliana) e Renato Bisoni (Fred)
Cenário: Leo Chacra
Iluminação: Fábio Ferretti
Figurino: Geondes Antonio e grupo
Programação visual: Suzy Suzuki
Produção executiva: Geondes Antonio
Fotos: Fábio Ghrun
Serviço:
Estreia: 10 de fevereiro – sexta-feira – às 21h30 - Até 25/02
Local: Teatro Augusta (Sala Experimental)
Rua Augusta, 943 – Cerqueira César/SP - Tel: (11) 3151- 4141
Horários: sexta (21h30), sábado (21 horas) e domingo (19 horas)
Ingressos: R$ 30,00 (meia: R$ 15,00) – Gênero: Drama
Duração: 75 min – Classificação etária: 12 anos - Capacidade: 55 lugares
Bilheteria: 4ª a 5ª (14h às 21h), 6ª (14h às 21h30), sáb. (15h às 21h) e dom. (15h às 19h).
Reservas por telefone: 4ª a sab. (15h às 19h) e dom. (15h às 17h) – Aceita dinheiro e cartões (MC, D, V, RS e VE). Ingressos antecipados: www.ingressorapido.com.br (tel 4003-1212). Acesso universal.
Ar condicionado. Estacionamento conveniado no local – Site: www.teatroaugusta.com.br

Leo Chacra – autor e diretor

Leo Chacra é autor do romance Road Movie Doméstico. Com mais de 10 anos de carreira, além de ator, Leo é o palhaço Leleco, faz stand up comedy, sendo um dos fundadores do grupo Clownbaret. Atuou em Estado de Sítio (direção de Marcello Lazaratto) e dirigiu o Grupo Sete em Seis Atrizes em Busca de Um Diretor (De Felipe Sant’Ângelo). Como dramaturgo, assina os textos România (peça que também dirigiu), Sessão da Tarde (na qual atuou e dirigiu), Falecida Senhora Sua Mãe (de GeorgesFeydeau; dirigiu e atuou), Comédia dos Esquemas (também foi ator sob direção de Antonio Rocco) e a inédita Epidemia Franciscana, que será encenada por Roney Facchini, em 2012.

Aline Abovsky – atriz

Aline Abovsky, 38 anos, formou-se atriz pelo Teatro-Escola Célia Helena e já participou de mais de 20 espetáculos de teatro ao lado de diretores como Jairo Mattos, Nilton Bicudo, Marcos Loureiro, Walter Stein, Nelson Baskerville e Mário Bortolotto. Junto com o grupo Cemitério de Automóveis foram várias peças, entre elas Nossa Vida não Vale um Chevrolet, E Éramos Todos Thunderbirds, Postcards deAtacama, Tempo de Trégua, Faroestes e outras. No cinema, atuou em Carro de Paulista, o Filme(telefilme de Ricardo Pinto e Silva), Desde o Fim Até o Começo (curta de Jarbas Capusso Filho), Jardim Europa SP (longa de Mauro Baptista) e O Friso da Vida (curta de Ricardo de Oliveira). Aline também atua como dublê de ação em novelas e filmes.

Renato Bisoni – ator

O ator Renato Bisoni, 36 anos, estudou interpretação no Stúdio Fátima Toledo, Lee Strasberg Institute(EUA) e na Oficina de Atores da Rede Globo. Bisoni participou das novelas globais A Cor do Pecado, como Guilherme, e Pé na Jaca, na qual interpretou um jogador de pólo aquático. No teatro, integrou o elenco da peça Noturno, de Oswaldo Montenegro,  Terminal Patient, de Lee Strasberg, e Rodrigueanas, de Nilton Travesso. Também viveu a personagem James no filme American Hero, além de trabalhar em filmes publicitários, entre eles um comercial para a Revista Época (da agência W/Brasil).

Lívia Prestes - atriz

A paulistana Lívia Prestes, 28 anos, estudou teatro na Faculdade Paulista de Artes, além de ter feito vários cursos de interpretação para cinema e vídeo. Como atriz participou de curtas-metragens e de vários filmes publicitários. Entre os anos de 2004 e 2008, ela foi apresentadora do Canal Sony, à frente do programa de variedades Estilo Sony. Lívia também trabalha com locutora de peças publicitárias para mídia radiofônica.

Assessoria de imprensa: VERBENA COMUNICAÇÃO
Tel: (11) 3079-4915 / 9373-0181 - verbena@verbena.com.br

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Essa Moça - Ligando para Tom Waits estreia no Augusta (São Paulo, SP)


ESPETÁCULO ESSA MOÇA - LIGANDO PARA TOM WAITS, AINDA ACORDADO, EM ISTAMBUL ESTRÉIA NO TEATRO AUGUSTA


Texto inédito de Alberto Guiraldelli, é uma fábula contemporânea cheia de mágica e ironia. Na peça, uma mulher está voltando às pressas para o seu país, tem suas malas roubadas e descobre uma cabine telefônica mágica. Com direção de Einat Falbel, montagem é encenada pela Cia do Ator Careca

Texto inédito de Alberto Guiraldelli, o espetáculo ESSA MOÇA - LIGANDO PARA TOM WAITS, AINDA ACORDADO, EM ISTAMBUL, estréia dia 6 de outubro, quarta-feira, às 21h, no Teatro Augusta, Sala Experimental. Peça é uma fábula contemporânea cheia de mágica e ironia. Narra a história de uma mulher que está voltando às pressas para o seu país, tem suas malas roubadas e descobre uma cabine telefônica mágica. Com direção de Einat Falbel, montagem é encenada pela Cia do Ator Careca e traz no elenco os atores Mônica Granndo e Alberto Guiraldelli.

Em ESSA MOÇA, uma mulher que está em Londres de malas prontas para voltar ao Brasil e a caminho do aeroporto, resolve telefonar para um ex-namorado na esperança que ele não se case antes dela chegar. Ao entrar na cabine telefônica suas malas e sua passagem de avião são roubadas, o metrô fecha, ela não tem apartamento para voltar, o telefone não funciona. Descobre que a cabine tem uma característica singular: dela é possível ligar para qualquer pessoa do mundo, basta pensar no nome dessa pessoa.

Ela telefona para policiais, colegas de trabalho, prostitutas, seu pai, sua mãe, Brad Pitt, Johnny Deep, Benício Del Toro e faz longas ligações para o embriagado cantor cult Tom Waits, com quem divide suas angústias. Conversando com cantor, percebe que toda a sua angústia e descompasso com o mundo estão ligados a um episódio da infância: um menino que ela conheceu, que pode ou não ter matado um passarinho. Ela tenta ligar para esse menino, que agora é adulto, só que ela não sabe o nome dele.

“É um texto sobre a comunicação mais profunda entre as pessoas, a começar sobre como nos comunicamos com nós mesmos”, declara o autor Alberto Guiraldelli, que também atua na peça. “Nas peças em que atuei como ator sempre estive muito focado no texto, nas falas e na análise da trajetória do personagem; o corpo era construído a partir daí. Em ESSA MOÇA o trabalho está centrado na composição e nos procedimentos da comédia física e das rotinas de clown”, completa.

A encenação tem como foco a reflexão sobre o terreno movediço e misterioso do inconsciente, a eterna dificuldade do diálogo do mundo interno com o externo. “A atmosfera da peça prima por uma qualidade de estranhamento e sonho, realidade e inconsciência. A encenação desenvolve a ação da narrativa como fragmentos de sonho. Quando o telefone se torna mágico, podemos entender que Essa moça está travando diálogos consigo própria”, afirma a diretora Einat Falbel.

“É um grande prazer voltar aos palcos com este texto, ele me proporciona a possibilidade de me reinventar como atriz e como diretora. A direção de Einat me ajudou muito nesta construção com suas indagações, com as propostas de partituras corporais e vocais que resultaram na encenação do espetáculo”, afirma a atriz Mônica Granndo, que nos últimos anos tem atuado mais na área de direção, ao contrário de Einat Falbel, que após longa carreira como atriz, se aventura agora na direção teatral.

O cenário, de Mônica Granndo e Fábio Jerônimo, tem como proposta ser simples e funcional, sendo fiel na elaboração de uma cabine tipicamente londrina. A trilha sonora de Reinaldo Guiraldelli ambienta este local e busca na sonoridade de Tom Waits sua inspiração. A iluminação, de Denilson Marques, propicia as atmosferas da peça, valorizando as cenas e as imagens do texto. Os figurinos, de Pedro Alcântara Neto, trazem a cena a personalidade de Essa Moça e dos outros personagens por meio das cores e adereços.

Alberto Guiraldelli

 – Dramaturgo e ator, formado pela escola Profissionalizante em Interpretação Recriarte, São Paulo (2001) e em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica/PUC-SP (1992). Traduziu o texto Rosencrantz e Guildenstern Estão Mortos, de Tom Stoppard, com direção de Mônica Granndo, que esteve em cartaz no teatro Ruth Escobar, sala Gil Vicente (2004) e fez adaptação da peça Noite na Taverna, de Alvarez de Azevedo, montada para mostra do Teatro da Escola Macunaíma (2005). Escreveu os textos Onmyoji, montado para a mostra do Teatro Escola Macunaíma (2004) e O Beijo, direção de Mônica Granndo, encenado Companhia do Ator Careca (2005). Além de Rosencrantz e Guildenstern Estão Mortos e O Beijo, atuou também nos espetáculos Noite de Reis, de William Shakespeare, com direção de José Henrique de Paula (2002); O Interrogatório, de Peter Weiss, com adaptação e direção de David Rock (espetáculo apresentado em festivais em território nacional, totalizando 16 prêmios em cinco festivais estaduais e nacionais, entre 2000 e 2002); O Deselogio da Vida, com textos de Lord Byron, Peter Weiss e Domingos Oliveira, adaptados e dirigidos por David Rock (2000). Fez assistência de direção no espetáculo Verdades e Fotografias, com direção de José Henrique de Paula (2001).

Einat Falbel

 – Formou-se em Licenciatura Teatro - Educação na Faculdade de Artes Alcântara Machado em 1992. Formou-se em Artes Cênicas em 1992 pelo Teatro Escola Célia Helena e neste mesmo ano foi convidada para fazer parte do Grupo TAPA, sob a direção e coordenação de Eduardo Tolentino. Fez parte do elenco fixo do Grupo durante sete anos atuando nas seguintes montagens sob direção ou coordenação geral de Eduardo Tolentino de Araújo: Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues, direção de Eduardo Tolentino (1992/93/94); Casa de Orates, de Aluízio e Arthur Azevedo, direção de Brian Penido (1995); Rasto Atrás, de Jorge Andrade, direção Eduardo Tolentino; Moço em estado de Sítio, de Vianinha, direção de André Garolli e Eduardo Tolentino (1996); Ivanov, de Anton Tcheckov, direção de Eduardo Tolentino (1997/ 1998); As Viúvas, de Arthur Azevedo, direção Sandra Corveloni (1999/2000/01). Ingressou na Cia do Feijão atuando nos espetáculos O Ó da viagem Movido a feijão, Antigo 1850, todos com direção de Pedro Pires de 2000 a 2004. Atuou ainda nas peças: Alma sem menino, de Tony Giusti, com o Nosso Grupo (2003-2005); O Califa a rua do sabão, de Arthur Azevedo, direção de Norival Rizzo; Ensaio para Inverno, com direção de Tony Giusti, com a Cia das Pequenas Mentiras (2005-2006); Fracasso, de Alberto Guiraldelli, direção de Mônica Grando, com a Cia Do Ator Careca e Senhora dos Afogados, de Nelson Rodrigues, direção Zé Henrique de Paula, com o Núcleo Experimental. Em cinema atuou nos filmes O Ano em que meus pais saíram de férias, de Cao Hamburguer (2005/2006) e Lula, o filho do Brasil, de Fabio Barreto (2009).

Mônica Granndo

 – Atriz e diretora, formada pela Universidade de Campinas/UNICAMP, em 1992. Fundou, em 1999, o Núcleo Delphys de pesquisa da gestualidade do ator junto à Pontifícia Universidade Católica de São Paulo onde realizou seu mestrado no programa de Comunicação e Semiótica dessa instituição, tendo defendido seu trabalho sobre O Gesto Vocal, a comunicação e gestualidade do ator no teatro físico, em julho de 2002. Atou nos espetáculos Medéia, de Eurípedes e As Criadas, de Jean Genet e dirigiu as peças Os Sete Gatinhos, de Nelson Rodrigues; Homens de Papel, de Plínio Marcos e Cena a Quatro, de Eugène Ionesco, entre outros trabalhos. Trabalha como educadora na área teatral desde 1993 e, desde 2001, ministra aulas de interpretação, expressão corporal e vocal no Teatro Escola Macunaíma, na cidade de São Paulo. Em 2002, fundou A Companhia do Ator Careca que esteve em temporada no grande circuito teatral de São Paulo com os espetáculos Rosencrantz e Guildenstern Estão Mortos, de Tom Stoppard (2003/2004), O Beijo (2005) e Fracasso (2006/2007) ambos com autoria de Alberto Guiraldelli e Algumas Vozes, de Joe Penhall.

Companhia do Ator Careca

 – Formada em 2002, como afirmação de fé no solo fértil de São Paulo para o teatro de grupo. Reunida pelo desejo de um trabalho de colaboração criativa, procura a consistência estética duradoura que apenas o desenvolvimento integrado de atores, técnicos, criadores e produtores pode proporcionar. A Cia trabalha continuamente com processo de treinamento de atores por meio de técnicas corporais, vocais e de interpretação, exercitadas em grupo, até que um novo projeto venha a focar um tipo específico de trabalho. Produziu os espetáculos Rosencrantz e Guildenstern Estão Mortos, de Tom Stoppard, no qual a mímica, pantomima e clown eram as técnicas em destaque (2003/2004) e O Beijo, de Alberto Guiraldelli, baseado na pesquisa de estruturas cômicas de inspirações tão diversas como as estruturas clássicas de Molière e o nonsense contemporâneo de Monty Python (2005). Ambos trabalhos tiveram direção de Mônica Granndo.

Para Roteiro

ESSA MOÇA - LIGANDO PARA TOM WAITS, AINDA ACORDADO, EM ISTAMBUL – Estréia dia 6 de outubro de 2010, quarta-feira, às 21h. Texto: Alberto Guiraldelli. Direção: Einat Falbel. Com a Cia do Ator Careca. Elenco: Mônica Granndo e Alberto Guiraldelli. Duração: 70 minutos. Recomendação: 12 anos. Ingressos: R$30,00 (Estudantes, maiores de 60 anos e classe teatral têm 50% de desconto). Quartas e quintas, às 21h. Até 9 de dezembro.

TEATRO AUGUSTA - SALA EXPERIMENTAL – Rua Augusta, 943 – Cerqueira César, tel: 3151-4141. Capacidade 50 lugares. Bilheteria funciona de quarta a domingo, a partir das 15 horas. Acesso para deficientes. Ar condicionado. Estacionamento ao lado. Café.

(Amália Pereira – agosto/2010)

Assessoria de Imprensa

Amália Pereira

(11) 3159-1822 / (11) 9762-5340

amaliapereira@terra.com.br

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Últimas semanas, O GRANDE CERIMONIAL, T. Augusta (São Paulo, SP)

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ÚLTIMAS SEMANAS PARA VER

O GRANDE CERIMONIAL


EM CARTAZ NO TEATRO AUGUSTA

Texto inédito, do dramaturgo espanhol Fernando Arrabal, narra a história de Cavanosa e suas relações contraditórias com sua mãe, mulheres e bonecas. Montagem do Teatro Kaus, tem direção de Reginaldo Nascimento

A peça O GRANDE CERIMONIAL, do dramaturgo espanhol Fernando Arrabal, esta em cartaz aos Sábado, 21h e Domingos, às 19h. Até 25 de julho no Teatro Augusta - Sala Experimental : A peça narra a história de Cavanosa, um Casanova as avessas que todas as noites seduz uma mulher e a leva a seu quarto onde estabelece o cerimonial: um rito tresloucado de amor, que não passa de um projeto, uma fantasia extraída de seus sonhos.

O GRANDE CERIMONIAL - Texto: Fernando Arrabal. Direção: Reginaldo Nascimento. Com o Teatro Kaus. Elenco: Alessandro Hernandez, Amália Pereira, Deborah Scavone e Alessandro Hanel. Duração: 100 minutos. Recomendação: 14 anos. Ingressos: R$30,00 (Estudantes, maiores de 60 anos e classe teatral têm 50% de desconto). Sábados, 21h e Domingos às 19h. Até 25 de julho.

CONVITE AMIGO R$10,00 : Envie um E-mail para teatrokaus@teatrokaus.com.br  , dizendo o dia que quer assistir para que eu possa colocar na lista de Convite Amigo Ok.

TEATRO AUGUSTA - SALA EXPERIMENTAL – Rua Augusta, 943 – Cerqueira César, tel: 3151-4141. Capacidade 50 lugares.

CRITICAS O GRANDE CERIMONIAL

ESTADO: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100520/not_imp554052,0.php

APLAUSO BRASIL:  http://colunistas.ig.com.br/aplausobrasil/2010/05/20/um-certo-arrabal-aterrisa-no-teatro-augusta/ 

VEJA-SP:  http://vejasp.abril.com.br/teatro/o-grande-cerimonial 

Abraçossssssssssssssssssssssss

Reginaldo Nascimento

http://www.teatrokaus.com.br/

quinta-feira, 1 de julho de 2010

GUARDA-ROUPA DE HISTÓRIAS, no Teatro Augusta (São Paulo, SP)


TEATRO AUGUSTA EM PARCERIA COM A POCILGAS & CIA INAUGURA PROJETO INFANTIL “TEATRO & CONTATO”


Além da apresentação do musical infantil GUARDA ROUPA DE HISTÓRIAS, projeto reúne uma série de atividades voltadas para pais e filhos. Lanche saudável, jogos de aproximação e pocket show são as atrações que vão divertir as crianças

Jogos de aproximação, lanche saudável, pockt shows e a apresentação do musical infantil GUARDA ROUPA DE HISTÓRIAS, são essas as atividades que fazem parte do Projeto Infantil TEATRO & CONTATO que estréia dia 17 de julho, sábado, a partir das 14h30, no TEATRO AUGUSTA. O projeto é uma parceria entre André Ferreiras, diretor do Teatro e Márcio Araújo, diretor da Pocilgas & Cia e pretende aproximar pais e filhos de uma forma divertida, gostosa e inteligente.

Pais e filhos poderão se deliciar com o Lanche Saudável, que traz no cardápio lanches naturais, sucos, pirulitos feitos de frutas, tudo natural e saudável, que serão vendidos a preços módicos, com formatos divertidos e enfeites para atrair às crianças. Com os Jogos de Aproximação, crianças e adultos poderão escolher, o que for mais adequado a faixa etária e ao número de familiares. Todos os jogos de cartas e tabuleiro têm como foco a aproximação entre os pais e filhos.

“Os jogos foram elaborados especialmente para o projeto, e pedem para que os pais falem para seus filhos das crianças que foram, enquanto faz os filhos contarem aos pais curiosidades das crianças que ainda são. É uma maneira de sensibilizar os adultos e crianças, e assim, aproximar pais e filhos”, afirma Márcio Araújo, idealizador do projeto, que conta também com Pockets Shows, intervenções musicais, dos atores-cantores da Cia, tocadas ao vivo no saguão do teatro, antes da apresentação da peça.

A apresentação da peça O GUARDA ROPUPA DE HISTÓRIAS fecha a programação do projeto, que acontecerá todo o sábado e domingo até o final do mês de outubro. “Todas as atividades do projeto são independentes. O pai pode vir somente assistir a peça. Escolher lanchar e ver a peça. Lanchar, jogar e ir embora, ou comprar o pacote completo, tendo descontos. Vai da escolha do pai e das crianças”, completa Márcio Araújo.

A peça GUARDA-ROUPA DE HISTÓRIAS, indicada a 05 prêmios FEMSA (Melhor Espetáculo, Autor, Música, Figurino e Cenário) conta sete histórias de roupas que falam e sentem, fazendo metáforas à condição humana. Um vestido de primeira comunhão tem seu grande dia e depois é esquecido num baú, uma meia de renda que não tem par quer ser par de um meião de jogador de futebol, botões que querem conhecer a casa do outro, um brinco que aprende ser feliz sozinho, chapéus, camisetas, vestido de noiva e outras roupas saem do guarda-roupa para divertir e fazer refletir.

Cantada ao vivo, com participação do público, pais e filhos que interagem usando um botão de camisa que recebem, durante a peça, montagem reúne 29 bonecos de vários tamanhos e técnicas de manipulação: miniaturas, fantoches, manipulação de varetas e gigantes (bonecos de vestir). Os bonecos são assinados por Naná Lavander e Judith Fuster. Os figurinos são de Márcio Araújo, Adriana Salcedo e Marcelo Baião. As músicas foram compostas especialmente para a peça por Tato Fischer e Márcio Araújo.

“Nossa intenção sempre foi ter espetáculos infantis de qualidade, com a proposta do Márcio eu não tenho nenhuma dúvida que esse projeto será um sucesso, com qualidade artística e conteúdo. Todas as peças infantis que passaram e estão em cartaz na casa foram de produções que locaram a sala, não tivemos nenhuma participação artística. Agora é diferente, a parceria nos permite termos um projeto com uma equipe maravilhosa, trabalhando e sabendo o que está fazendo”, finaliza André Ferreiras, diretor do TEATRO AUGUSTA.

Márcio Araújo:

Atualmente, coordena os roteiros do programa Ao Ponto com apresentação de Jairo Bouer. Na TV Cultura dirigiu e roteirizou Ao Ponto Remix (2010), Caminhos do Trabalho (2009) e Jornada de Matemática (2009). Escreveu, dirigiu e atuou na peça infantil Figurinha Carimbada, (2008). Foi roteirista da TV Xuxa, na Rede Globo (2005/2006). Criou com a diretora Maísa Zakzuk o programa Viver Escola, um game entre escolas da rede pública, exibido na TV Cultura (2003 a 2005). Foi Diretor de criação e roteirista. Também criou quadros e escreveu mais de 500 roteiros para o programa infantil Cocoricó, na TV Cultura e para o Canal Rá-Tim-Bum. Assina a criação da novela institucional A Hora é Agora! para a rede Microlins (2005/2006). Foi o Diretor de Criação e escreveu roteiros para o Canal Mulher & Mãe, um projeto exclusivo para maternidades de todo o Brasil, atualmente em vigor. Os programas contam com apresentadoras como: Cássia Kiss, Sílvia Poppovic, Luiza Tomé, Lorena Calábria, Rita Lobo, Tânia Rodrigues, entre outras celebridades. Fez a Direção de Criação e roteiros para o programa Zapping Zone, do Disney Channel (2003/2004). Participou da criação de vários programas da TV Cultura, entre eles: Cocoricó, X-Tudo, Turma da Cultura, Chuá Chuágua e Planeta Bienal. Criou, roteirizou e dirigiu Vizuum!, programa infantil sobre problemas sociais envolvendo crianças, para a produtora Verbo Filmes (1999/2000). Escreveu e Dirigiu a peça Zé Amaro e Irineu, com Linneu Dias e Antônio Petrin (1997). Esta mesma peça virou um média-metragem de mesmo nome Zé Amaro e Irineu com Antônio Petrin e Chico Martins (2001), o qual Márcio roteirizou e dirigiu (2002). Em 2006, realizou a Mostra Márcio Araújo, no Centro Cultural São Paulo, com 4 de suas peças em cartaz Não Esqueça de Aguar as Plantas, com Ewerton de Castro e Flavia Pucci, A Portas Fechadas, 3, 2, 1 e Guarda-Roupa de Histórias, e lançamento do livro Não Esqueça de Aguar as Plantas. No seu espetáculo infantil Guarda-Roupa de Histórias, também está em cena e faz um autor excêntrico que conta histórias à platéia. É diretor de criação, ator, diretor e autor-roteirista. Recebeu os Prêmios APCA 96 por Cocoricó, no Brasil e Melhor Vídeo Infantil pela Unesco da América Latina e Roso Buka, no Japão, com o documentário Planeta Bienal. Em 2009, foi indicado ao Prêmio Jabuti por seu livro Figurinha Carimbada, que já vendeu mais de 30 mil exemplares.

Pocilgas & Cia:

Realizou, entre outros trabalhos, os infantis: Carnaval dos Animais, da obra de músicas clássicas de Camille Saint-Saëns, dramaturgia e direção Márcio Araújo. Espetáculo com a Orquestra do Teatro Municipal de São Paulo sob a regência do Maestro Lutero e 4 atores-manipuladores de bonecos. Apresentado gratuitamente em São Paulo, Campinas, Mogi das Cruzes e Pindamonhangaba e Santos (2008); Figurinha Carimbada, dramaturgia e direção Márcio Araújo, músicas compostas por Tato Fischer e Márcio Araújo. Espetáculo selecionado pelo Prêmio Alfa Criança – Temporada 2007, apresentado para Deficientes Visuais (parceria com o Instituto Vivo), temporadas no Teatro Alfa, SESC Santo André, Paranapiacaba, Campinas e Santos (2007/2008); Guarda-Roupa de Histórias, dramaturgia e direção Márcio Araújo, músicas compostas por Tato Fischer e Márcio Araújo. Indicado a 05 prêmios FEMSA (Melhor Espetáculo, Autor, Música, Figurino e Cenário), temporadas no SESC Ipiranga, CCSP, Teatro Folha, Campinas, Santos, SESC Santo André, Teatro Santa Cruz, SESC Paulista e SESC Vila Mariana (2006/2007/2008). A Cia realizou também os espetáculos adultos: Não Esqueça de Aguar as Plantas, dramaturgia e direção Márcio Araújo, com Everton de Castro e Flavia Pucci. Temporadas no CCSP (Mostra Márcio Araújo) e Teatro Santa Cruz (2006); A Portas Fechadas, dramaturgia Márcio Araújo, direção Flavia Pucci, no Centro Cultural São Paulo (2006); Plantonista Vilma, de Noemi Marinho, direção Marcello Airoldi, com Márcio Araújo. Prêmio de Melhor Espetáculo no Júri Popular e Oficial no Festival de Monólogos de Jundiaí. Temporadas no Teatro de Arena Eugênio Kusnet e Teatro Goldoni, em Brasília (2001); e Zé Amaro e Irineu, Dramaturgia e Direção Márcio Araújo, com Antonio Petrin e Linneu Dias, no Centro Cultural São Paulo (1997), entre outros.

Para Roteiro

PROJETO INFANTIL TEATRO & CONTATO – Estréia dia 17 de julho de 2010, sábado, a partir das 14h30. Até 31 de outubro, aos sábados e domingos.

Programação:

Lanche Saudável: Das 14h30 às 15h45. Pais e filhos poderão se deliciar com lanches naturais, sucos, pirulitos feitos de frutas, tudo natural e saudável. Preços: Entre R$2,00 e R$8,00. Combo Lanche: R$12,00.

Jogos De Aproximação: Das 14h30 às 15h30. Jogos de cartas e tabuleiro que têm como foco a aproximação entre pais e filhos. Preços: Entre R$5,00 e R$20,00.

Pocket Shows: Às 15h e às 15h30. Duas pequenas intervenções musicais, no saguão do teatro.

PEÇA TEATRAL: Às 16h. Espetáculo GUARDA-ROUPA DE HISTÓRIAS. Dramaturgia e Direção: Márcio Araújo. Músicas compostas: Tato Fischer e Márcio Araújo. Elenco: Adriana Salcedo, Cláudia Mendonça, Hugo Picchi, Márcio Araújo, Márcio Alves, Marizilda Rosa e Valéria Pontes. Duração: 60 minutos. Recomendação: livre. Ingressos: R$20,00 (Estudantes, maiores de 60 anos e classe teatral têm 50% de desconto). Sábados e domingos, às 16h. Até 31 de outubro.

TEATRO AUGUSTA - SALA NOBRE – Rua Augusta, 943 – Cerqueira César, tel: 3151-4141. Capacidade 302 lugares. Bilheteria funciona de quarta a domingo, a partir das 15 horas. Acesso para deficientes. Ar condicionado. Estacionamento ao lado. Café.

(Amália Pereira – junho/2010)

segunda-feira, 17 de maio de 2010

O Grande Cerimonial, de Arrabal, em cartaz no Augusta (São Paulo, SP)


UM CERTO ARRABAL ATERRISA NO TEATRO AUGUSTA

Ruy Jobim Neto

O Teatro paulistano tem a sorte e o privilégio da diversidade, onde clássicos modernos e clássicos eternos dividem a cena e traçam suas estratégias múltiplas para acordar um público não menos do que avisado. Em inglês, a palavra moviegoer se aplica muito bem ao cinéfilo que prefere ver seus filmes prediletos na telona. O theatergoer (e essa palavra existe mesmo, não é um neologismo) daqui, de São Paulo, tem, como opções, desde Nelson a Plínio (Marcos), de Neil LaBute a Shakespeare, de Luis Alberto de Abreu a Sade. Mas é um certo Arrabal que dá o cutucão feroz em todo o restante, mexendo com as ideias (agora, sem o acento) e com as plateias (também sem o acento). Arrabal tira o acento.

O (já clássico) Fernando Arrabal (nascido em 1932, no Marrocos espanhol) é o mais recente dramaturgo montado pelo Teatro Kaus Cia. Experimental, grupo que foi trazido de São José dos Campos para a capital pelo diretor Reginaldo Nascimento e pela atriz/jornalista Amália Pereira e que já montou muita coisa boa por essas bandas de cá. Agora eles trazem “O GRANDE CERIMONIAL” para completar o rol e ficar em cartaz na Sala Experimental do Teatro Augusta.

Arrabal não poupa nada, nem ninguém, e o mesmo faz essa montagem do Kaus. Concessão zero. O personagem central de “O GRANDE CERIMONIAL”, o (quase coitado) Cavanosa, um Casanova totalmente às avessas, é o embate em pessoa. Sua alma atormentada luta contra seus fantasmas, suas ilusões e suas sombras. Nascimento aproveita as vertentes do autor de clássicos modernos, como “O Cemitério de Automóveis” e “O Arquiteto e o Imperador da Assíria”, para tecer sua encenação em direção ao bizarro da vida humana. O Teatro Pânico de Arrabal tem, no sangue, a tradição do que há de mais bizarro, por exemplo, em autores como o espanhol Valle-Inclán. Mas segue além.



O diretor extrai de seu elenco a força física e emocional para travar o embate entre as luzes e as trevas da natureza humana e do universo claustrofóbico de Arrabal. Daí, o trabalho monumental dos atores, em corpo e voz, no anti-jogo de não-olhares e não-toques, no texto que desmonta e remonta instantaneamente angústias e desejos, tudo ao mesmo tempo. Haja vulcão na Islândia! A preparação corporal intensa contracena com um texto intenso. É o trunfo dessa montagem.

A música da peça embala insânias, nada de condescendências. As bonecas dispostas em cena, tristes e dóceis títeres caídos, foram criadas pela imaginação da artista plástica Suzy Gheler, e dão ao cenário um pingo de desespero, o que faz imaginar uma coleção de vítimas submissas de um Norman Bates de Hitchcock, que busca a poesia no horror. Não, Cavanosa pode não ser um louco, mas ele certamente está em processo e parece se divertir com isso. Daí, o visceral formalismo com que trabalha o encenador, embora alguns momentos do espetáculo, ainda que por um átimo, pareçam sufocantes, instantes quase arrastados. Mas pode ter sido uma apresentação em si, ou é parte da angústia declarada em cena.

Amália Pereira faz duas personagens antípodas, Sil e Lis (antípodas na mente do protagonista Cavanosa, diga-se de passagem). A candura de uma contrasta com a tensão sexual da outra, ou vice-versa. A atriz elabora corpo e voz com maestria, criando um ar pungente para ambas as personagens. Da mesma forma, o eficiente Alessandro Hernandez nos providencia em cena um Cavanosa atordoado pela mãe (Deborah Scavone, muito bem no papel), pelas bonecas que ele usa como objetos de um não-sexo e, finalmente, pelo conjunto das mulheres de verdade, no caso, vividas por Sil e Lis.

Não, Cavanosa não é um fóbico, não teme as mulheres. É apenas um atormentado, um enjeitado que se delicia com xingamentos e afasta veementemente um elogio, qualquer que seja, venha de onde vier. É dureza, esse personagem. Arrabal não mede nada, ele despeja torrentes, o tempo todo, infatigavelmente. Como um vulcão na Islândia.

Assim, a montagem de Reginaldo Nascimento faz jus a essa vertente do Teatro Pânico criado por Arrabal, por Alejandro Jodorowsky e por Roland Topor, os três papas do lúdico, do gozoso e da mais absoluta modernidade. O Kaus despeja esse universo atormentado para plateias reduzidas, na pequenina Sala Experimental do Teatro Augusta (alguns já a batizaram de “Augustinha”), exatamente para fornecer o desespero sem concessão, em pura claustrofobia. Boa escolha.

A criteriosa iluminação (de Vanderlei Conte) é precisamente parca, com poucos focos gerando sombras distorcidas e gigantes, expressionistas mesmo, e alguns contra-luzes que provocam nossos olhos, para enredar os personagens e os espectadores num mundo distorcido, opaco e sem saída, como prega cada linha de diálogo de “O GRANDE CERIMONIAL”. Mas, afinal, o que é este “grande cerimonial” do título? Melhor a plateia descobrir por si própria, pois cada um vai tecer sua impressão sobre o que não se deve decifrar muito, o que também poderia incorrer num belo desacerto. Melhor assistir à peça.

Depois de trabalhar autores como Plínio, Jorge Andrade, Millôr, Aimar Labaki, Luis Alberto de Abreu e de trazer e traduzir em workshops, montagens e livros dramaturgos como Santiago Serrano, Marco Antonio de La Parra e Edílio Peña (entre outros, no vitorioso projeto “Fronteiras”, fomentado pela Prefeitura), o Kaus atinge novo patamar. Eles trouxeram também o próprio Arrabal ao Instituto Cervantes, para palestras, e agora submetem São Paulo a um texto inédito do espanhol, cutucando onças com varas curtas, trazendo novidades e não parando um instante sequer. Que venham as novidades, que certamente virão. Por enquanto, o theatergoer paulistano vai decifrando o cerimonial, no Augustinha. Talvez esse cerimonial seja mesmo o próprio teatro, em si, na sua brutalidade de luz, de texto, de atores e uma plateia (agora sem acento).

SERVIÇO

“O GRANDE CERIMONIAL”

Texto: Fernando Arrabal

Direção: Reginaldo Nascimento. Com o Teatro Kaus Cia. Experimental

Sala Experimental do Teatro Augusta - Quartas e Quintas, 21h (100 min.)

Recomendado para: 14 anos

Ingressos a R$ 30 (estudantes, maiores de 60 anos e classe teatral: 50% desconto) – estreou em 12 de maio. Até 1 de julho.

Telefone: (11) 3151-4141

quarta-feira, 12 de maio de 2010

O Grande Cerimonial, de Arrabal, estreia no Augusta (São Paulo, SP)


ESPETÁCULO O GRANDE CERIMONIAL ESTRÉIA NO TEATRO AUGUSTA


Texto inédito, do dramaturgo espanhol Fernando Arrabal, narra a história de Cavanosa e suas relações contraditórias com sua mãe, mulheres e bonecas. Montagem do Teatro Kaus, tem direção de Reginaldo Nascimento

Texto inédito no Brasil, a peça O GRANDE CERIMONIAL, do dramaturgo espanhol Fernando Arrabal, estréia dia 12 de maio, quarta-feira, às 21h, no TEATRO AUGUSTA, Sala Experimental. Peça narra a história de Cavanosa e suas relações contraditórias com sua mãe, mulheres e bonecas. Montagem do Teatro Kaus, tem direção de Reginaldo Nascimento, que em agosto passado trouxe a São Paulo o dramaturgo Fernando Arrabal.



O GRANDE CERIMONIAL narra a história de Cavanosa, um Casanova as avessas que todas as noites seduz uma mulher e a leva a seu quarto onde estabelece o cerimonial: um rito tresloucado de amor, que não passa de um projeto, uma fantasia extraída de seus sonhos. O Cerimonial acontece quando Cavanosa encontra a Mulher-menina, a pureza profana que com ele irá desbravar o mundo. Uma história de amor às avessas, levada às últimas conseqüências.

A peça traz para cena o mundo claustrofóbico do autor e estabelece um jogo permanente entre o belo e o grotesco, a vida e a morte, o sonho e a realidade, a fantasia e os pesadelos, de cinco personagens: Cavanosa, A Mãe, Sil, O Amante e Lis. “Revelamos na montagem um pouco do universo de Arrabal, vestido com as cores da ciência, da filosofia, da rebelião, do humor, do sofrimento, do amor e da imaginação sem limites”, afirma o diretor Reginaldo Nascimento.

“Na concepção do espetáculo optamos por uma linguagem híbrida que transita com o teatro da absurdidade, o surrealismo e o expressionismo. Procurei despertar no trabalho com os atores um estado absurdo, busquei construir interpretações fortes, trabalhadas numa partitura física que apresenta uma gestualidade bem definida para ampliar as possibilidades de comunicação num espetáculo onde o não olhar amplia a capacidade de ver de fato quem somos e para onde vamos”, finaliza o diretor.

Reginaldo Nascimento assina o cenário, sonoplastia e figurino, este último em parceria com Anelise Drake. A cenografia delimita o espaço do sonho surrealista com signos como o carrinho de criança e outros objetos. As bonecas que compõem o cenário foram criadas pela artista plástica Suzy Gheler. A trilha sonora é composta de melodias desconexas que desenham as nuances da peça. Os figurinos transitam com a fantasia, com cores fortes, nos remetendo as histórias infantis. A iluminação, de Vanderlei Conte, aposta nas penumbras e sombras, criando uma atmosfera expressionista. A preparação corporal é de Mônica Granndo.



Fernando Arrabal:

Escritor, dramaturgo e cineasta, nascido no Marrocos espanhol em 1932, atualmente mora em Paris. Controvertido, cultiva uma estética irreverente tanto na sua obra como nas suas aparições públicas. Recebeu o reconhecimento internacional pela sua obra narrativa (onze novelas), poética (numerosos livros ilustrados por Amat, Dalí, Magritte, Miotte, Saura, entre outros), dramática (numerosas obras de teatro publicadas em dezenove volumes) e cinematográfica (seis longas-metragens). Autor de mais de 70 peças teatrais, entre elas: Fando e Lis, Guernica, A Bicicleta do condenado, O triciclo, O cemitério de automóveis, O Arquiteto e o Imperador da Assíria, A Oração, Uma Tartaruga chamada Dostoiëwsky, O Jardim das Delícisa, O labirinto, entre outras. Arrabal não é só o autor espanhol mais encenado no mundo, quanto também um dos poucos autores do chamado Teatro do Absurdo que ainda vivem e produzem. Na década de Sessenta, depois de permanecer três anos no grupo surrealista, Arrabal, juntamente com Roland Topor e Jodorowsky, cria o Movimento Pânico, cujo manifesto expressava a intenção de conciliar o absurdo com o cruel, identificar a arte com o vivido e adotar a cerimônia como forma de expressão. Seu Teatro Pânico, que ele mesmo qualifica como presidido pela confusão, o humor, o terror, o azar e a euforia, está baseado na busca formal, tanto espacial como gestual, e na incorporação de elementos surrealistas na linguagem.

Reginaldo Nascimento:

Ator e Diretor Teatral em constante atividade desde 1990. É fundador e diretor há 11 anos do TEATRO KAUS CIA EXPERIMENTAL. Participou de diversos cursos de formação e aprimoramento com diversos e importantes profissionais. Desde 1993 se dedica especificamente a Direção Teatral e a pesquisa do teatro de grupo, tendo assinado a direção de mais de 20 espetáculos entre eles: Infiéis, de Marco Antonio de la Parra, A Revolta, de Santiago Serrano, El Chingo, de Edílio Peña, Pigmaleoa, de Millôr Fernandes, Cala a Boca Já Morreu, de Luís Alberto de Abreu, A Boa, de Aimar Labaki, Vereda da Salvação, de Jorge Andrade, Homens de Papel e Oração para um pé de chinelo, ambas de Plínio Marcos, entre outros. Vêm realizando desde 1994, várias oficinas e cursos em prefeituras, secretarias de cultura e instituições privadas pelo interior do Estado, na capital e outros estados. Organizou e Editou o Livro CADERNOS DO KAUS “O Teatro na América Latina”. Em agosto de 2009 idealizou e executou juntamente com o Grupo Kaus e em parceria com o Instituto Cervantes a Mesa de Debates Um Certo Arrabal, evento que trouxe a São Paulo o Dramaturgo Fernando Arrabal, um dos mais importantes da cena Mundial.

Teatro Kaus Cia. Experimental:

Radicado em São Paulo desde outubro de 2001, o Teatro Kaus Cia Experimental da Cooperativa Paulista de Teatro foi criado em dezembro de 1998, na cidade de São José dos Campos, pelo ator e diretor Reginaldo Nascimento e pela atriz e jornalista Amália Pereira. Na capital paulista, a Cia. encenou as peças A Revolta, do argentino Santiago Serrano (2007), El Chingo, do venezuelano Edilio Peña (2007), Infiéis, do chileno Marco Antonio de la Parra (2006/2009), Vereda da Salvação, de Jorge Andrade (2005/2004) e Oração para um pé de chinelo, de Plínio Marcos (2002). Em fevereiro de 2007, o Teatro Kaus estreou o Repertório do Kaus, no Centro Cultural São Paulo, onde ficou em cartaz com os espetáculos El Chingo, A Revolta e Infiéis. Participou em Julho de 2007 como convidado do XVIII Temporales Internacionales de Teatro, em Puerto Montt e da Lluvia de Teatro de Valdivia, ambas no Chile, apresentando o Espetáculo A Revolta, realizando três apresentações, com o texto original em espanhol. Em novembro de 2007, lançou o livro Cadernos do Kaus – O Teatro na América Latina, um registro documental sobre todas as ações do projeto Fronteiras – O Teatro na América Latina, realizado pelo grupo durante o ano de 2006 e 2007, em parceria com o Instituto Cervantes e beneficiado pela Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo. Em 2008, fez temporadas no Centro Cultural da Juventude com as peças El Chingo e Infiéis. Em 2009, realizou temporada da peça Infiéis, no Teatro X, onde participou também do evento Festa do Teatro. Em novembro de 2009, participou no SESC SANTANA, do evento Experiência Cênica, que teve como foco a obra do dramaturgo e cineasta espanhol Fernando Arrabal. A Programação contou com leitura de textos, exibição de filme, palestras com Alexandre Mate e Jefferson Del Rios e oficina com Reginaldo Nascimento, idealizador do evento, além de ensaio Aberto da peça O Grande Cerimonial.

Para Roteiro

O GRANDE CERIMONIAL – Estréia dia 12 de maio de 2010, quarta-feira, às 21h. Texto: Fernando Arrabal. Direção: Reginaldo Nascimento. Com o Teatro Kaus Cia Experimental. Elenco: Alessandro Hernandez, Amália Pereira, Deborah Scavone e Alessandro Hanel. Duração: 100 minutos. Recomendação: 14 anos. Ingressos: R$30,00 (Estudantes, maiores de 60 anos e classe teatral têm 50% de desconto). Quartas e quintas, às 21h. Até 1 de julho.

TEATRO AUGUSTA - SALA EXPERIMENTAL – Rua Augusta, 943 – Cerqueira César, tel: 3151-4141. Capacidade 50 lugares. Bilheteria funciona de quarta a domingo, a partir das 15 horas. Acesso para deficientes. Ar condicionado. Estacionamento ao lado. Café.

(Amália Pereira – abril/2010)

Assessoria de Imprensa

Amália Pereira - MTB: 28545

(11) 3159-1822 / (11) 9762-5340

amaliapereira@terra.com.br

terça-feira, 20 de abril de 2010

O Grande Cerimonial, de Arrabal, estreia no Augusta (São Paulo, SP)

Olá pessoal, tudo bem? Envio o release da peça O Grande Cerimonial, de Fernando Arrabal, com direção de Reginaldo Nascimento e encenação do Teatro Kaus, que estréia dia 12 de maio, quarta-feira, no Teatro Augusta, Sala Experimental. Texto inédito, narra a história de Cavanosa e suas relações contraditórias com sua mãe, mulheres e bonecas. Qualquer dúvida me liguem. Beijos e obrigada, Amália (3159-1822 / 9762-5340).


fotos: Bob Sousa

ESPETÁCULO O GRANDE CERIMONIAL ESTRÉIA NO TEATRO AUGUSTA

Texto inédito do dramaturgo espanhol Fernando Arrabal narra a história de Cavanosa e suas relações contraditórias com sua mãe, mulheres e bonecas. Montagem do Teatro Kaus, tem direção de Reginaldo Nascimento

Texto inédito no Brasil, a peça O GRANDE CERIMONIAL, do dramaturgo espanhol Fernando Arrabal, estréia dia 12 de maio, quarta-feira, às 21h, no TEATRO AUGUSTA, Sala Experimental. Peça narra a história de Cavanosa e suas relações contraditórias com sua mãe, mulheres e bonecas. Montagem do Teatro Kaus, tem direção de Reginaldo Nascimento, que em agosto passado trouxe a São Paulo o dramaturgo Fernando Arrabal.

O GRANDE CERIMONIAL narra a história de Cavanosa, um Casanova as avessas que todas as noites seduz uma mulher e a leva a seu quarto onde estabelece o cerimonial: um rito tresloucado de amor, que não passa de um projeto, uma fantasia extraída de seus sonhos. O Cerimonial acontece quando Cavanosa encontra a Mulher-menina, a pureza profana que com ele irá desbravar o mundo. Uma história de amor às avessas, levada às últimas conseqüências.

A peça traz para cena o mundo claustrofóbico do autor e estabelece um jogo permanente entre o belo e o grotesco, a vida e a morte, o sonho e a realidade, a fantasia e os pesadelos, de cinco personagens: Cavanosa, A Mãe, Sil, O Amante e Lis. “Revelamos na montagem um pouco do universo de Arrabal, vestido com as cores da ciência, da filosofia, da rebelião, do humor, do sofrimento, do amor e da imaginação sem limites”, afirma o diretor Reginaldo Nascimento.

“Na concepção do espetáculo optamos por uma linguagem híbrida que transita com o teatro da absurdidade, o surrealismo e o expressionismo. Procurei despertar no trabalho com os atores um estado absurdo, busquei construir interpretações fortes, trabalhadas numa partitura física que apresenta uma gestualidade bem definida para ampliar as possibilidades de comunicação num espetáculo onde o não olhar amplia a capacidade de ver de fato quem somos e para ande vamos”, finaliza o diretor.

Reginaldo Nascimento assina o cenário, sonoplastia e figurino, este último em parceria com Anelise Drake. A cenografia delimita o espaço do sonho surrealista com signos como o carrinho de criança e outros objetos. As bonecas que compõem o cenário foram criadas pela artista plástica Suzy Gheler. A trilha sonora é composta de melodias desconexas que desenham as nuances da peça. Os figurinos transitam com a fantasia, com cores fortes, nos remetendo as histórias infantis. A iluminação, de Vanderlei Conte, aposta nas penumbras e sombras, criando uma atmosfera expressionista. A preparação corporal é de Mônica Granndo.


Fernando Arrabal:

Escritor, dramaturgo e cineasta, nascido no Marrocos espanhol em 1932, atualmente mora em Paris. Controvertido, cultiva uma estética irreverente tanto na sua obra como nas suas aparições públicas. Recebeu o reconhecimento internacional pela sua obra narrativa (onze novelas), poética (numerosos livros ilustrados por Amat, Dalí, Magritte, Miotte, Saura, entre outros), dramática (numerosas obras de teatro publicadas em dezenove volumes) e cinematográfica (seis longas-metragens). Autor de mais de 70 peças teatrais, entre elas: Fando e Lis, Guernica, A Bicicleta do condenado, O triciclo, O cemitério de automóveis, O Arquiteto e o Imperador da Assíria, A Oração, Uma Tartaruga chamada Dostoiëwsky, O Jardim das Delícisa, O labirinto, entre outras. Arrabal não é só o autor espanhol mais encenado no mundo, quanto também um dos poucos autores do chamado Teatro do Absurdo que ainda vivem e produzem. Na década de Sessenta, depois de permanecer três anos no grupo surrealista, Arrabal, juntamente com Roland Topor e Jodorowsky, cria o Movimento Pânico, cujo manifesto expressava a intenção de conciliar o absurdo com o cruel, identificar a arte com o vivido e adotar a cerimônia como forma de expressão. Seu Teatro Pânico, que ele mesmo qualifica como presidido pela confusão, o humor, o terror, o azar e a euforia, está baseado na busca formal, tanto espacial como gestual, e na incorporação de elementos surrealistas na linguagem.



Reginaldo Nascimento:

Ator e Diretor Teatral em constante atividade desde 1990. É fundador e diretor há 11 anos do TEATRO KAUS CIA EXPERIMENTAL. Participou de diversos cursos de formação e aprimoramento com diversos e importantes profissionais. Desde 1993 se dedica especificamente a Direção Teatral e a pesquisa do teatro de grupo, tendo assinado a direção de mais de 20 espetáculos entre eles: Infiéis, de Marco Antonio de la Parra, A Revolta, de Santiago Serrano, El Chingo, de Edílio Peña, Pigmaleoa, de Millôr Fernandes, Cala a Boca Já Morreu, de Luís Alberto de Abreu, A Boa, de Aimar Labaki, Vereda da Salvação, de Jorge Andrade, Homens de Papel e Oração para um pé de chinelo, ambas de Plínio Marcos, entre outros. Vêm realizando desde 1994, várias oficinas e cursos em prefeituras, secretarias de cultura e instituições privadas pelo interior do Estado, na capital e outros estados. Organizou e Editou o Livro CADERNOS DO KAUS “O Teatro na América Latina”. Em agosto de 2009 idealizou e executou juntamente com o Grupo Kaus e em parceria com o Instituto Cervantes a Mesa de Debates Um Certo Arrabal, evento que trouxe a São Paulo o Dramaturgo Fernando Arrabal, um dos mais importantes da cena Mundial.

Teatro Kaus Cia. Experimental:

Radicado em São Paulo desde outubro de 2001, o Teatro Kaus Cia Experimental da Cooperativa Paulista de Teatro foi criado em dezembro de 1998, na cidade de São José dos Campos, pelo ator e diretor Reginaldo Nascimento e pela atriz e jornalista Amália Pereira. Na capital paulista, a Cia. encenou as peças A Revolta, do argentino Santiago Serrano (2007), El Chingo, do venezuelano Edilio Peña (2007), Infiéis, do chileno Marco Antonio de la Parra (2006/2009), Vereda da Salvação, de Jorge Andrade (2005/2004) e Oração para um pé de chinelo, de Plínio Marcos (2002). Em fevereiro de 2007, o Teatro Kaus estreou o Repertório do Kaus, no Centro Cultural São Paulo, onde ficou em cartaz com os espetáculos El Chingo, A Revolta e Infiéis. Participou em Julho de 2007 como convidado do XVIII Temporales Internacionales de Teatro, em Puerto Montt e da Lluvia de Teatro de Valdivia, ambas no Chile, apresentando o Espetáculo A Revolta, realizando três apresentações, com o texto original em espanhol. Em novembro de 2007, lançou o livro Cadernos do Kaus – O Teatro na América Latina, um registro documental sobre todas as ações do projeto Fronteiras – O Teatro na América Latina, realizado pelo grupo durante o ano de 2006 e 2007, em parceria com o Instituto Cervantes e beneficiado pela Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo. Em 2008, fez temporadas no Centro Cultural da Juventude com as peças El Chingo e Infiéis. Em 2009, realizou temporada da peça Infiéis, no Teatro X, onde participou também do evento Festa do Teatro. Em novembro de 2009, participou no SESC SANTANA, do evento Experiência Cênica, que teve como foco a obra do dramaturgo e cineasta espanhol Fernando Arrabal. A Programação contou com leitura de textos, exibição de filme, palestras com Alexandre Mate e Jefferson Del Rios e oficina com Reginaldo Nascimento, idealizador do evento, além de ensaio Aberto da peça O Grande Cerimonial.

Para Roteiro

O GRANDE CERIMONIAL – Estréia dia 12 de maio de 2010, quarta-feira, às 21h. Texto: Fernando Arrabal. Direção: Reginaldo Nascimento. Com o Teatro Kaus Cia Experimental. Elenco: Alessandro Hernandez, Amália Pereira, Deborah Scavone e Alessandro Hanel. Duração: 100 minutos. Recomendação: 14 anos. Ingressos: R$30,00 (Estudantes, maiores de 60 anos e classe teatral têm 50% de desconto). Quartas e quintas, às 21h. Até 1 de julho.

TEATRO AUGUSTA - SALA EXPERIMENTAL – Rua Augusta, 943 – Cerqueira César, tel: 3151-4141. Capacidade 50 lugares. Bilheteria funciona de quarta a domingo, a partir das 15 horas. Acesso para deficientes. Ar condicionado. Estacionamento ao lado. Café.