sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Pílula de Vatapá, de Júlio Conte, na Sala Álvaro Moreyra (Porto Alegre, RS)


CLASSIFICAÇÃO: 14 ANOS

PÍLULA DE VATAPÁ

de Júlio Conte

Com Cristiano Godinho, Fabiano Geremias, Fernanda Moreno, Mariana Del Pino, Nina Eick, Rafael Albuquerque, Saulo Aquino, Sheila Gomes e Júlio Conte

 24, 25 e 26 de janeiro – terça, quarta e quinta – 21h

Sala Álvaro Moreyra

(Av. Érico Veríssimo, 307 51.32898066)


Ingressos Antecipados:
Praia de Belas Shopping e DC Shopping
R$ 20,00 – inteira
R$ 16,00 – Clube ZH
R$ 12,50,00 – idosos

Ingressos no Teatro:

R$ 25,00 – inteira

R$ 20,00 Clube ZH

R$ 12,50 – idosos

Estudantes:
Venda somente no Teatro

terça, quarta e quinta-feira

R$ 12,50
Sexta, Sábado e Domingo
R$ 20,00

Inovador, forte e contundente, Pílula de Vatapá conta, num ritmo alucinante, as histórias pessoais de oito personagens que se entrelaçam numa intricada rede de relações recheadas de sadismo, ciúme, egoísmo e amor desmedido,formando um grande painel de uma sociedade corrompida por status, dinheiro e poder.

Comica Cultural
Av. Osvaldo Aranha 1070/503
Porto Alegre/RS cep 90035-191
Fone/Fax: 51.32687016
Patsy Cecato - 51.99638270
Patricia Lopes - 51. 99152282

Esconderijo, de Leo Charcra, estreia no Teatro Augusta (São Paulo)



Esconderijo, peça de Leo Chacra,
fala de amor, poder e intrigas

Com texto e direção do jovem dramaturgo Leo Chacra o espetáculo inédito Esconderijoestreia dia 10 de fevereiro, sexta-feira, na Sala Experimental do Teatro Augusta, em São Paulo, às 21 horas. O enredo desta montagemtransita pelas paixões em suas diversas manifestações e pelas relações amorosas: três histórias de amor são marcadas por desencontros e afetos perdidos. O elenco é formado por Aline Abovsky, Renato Bisoni eLívia Prestes.

A história se passa na São Paulo de 1969, época do regime militar no Brasil. Esse momento político é somente o pano de fundo para contar a história de Juliana, uma jovem ativista política que, após uma traição e a queda de seu “aparelho”, busca refúgio na casa de Marina, ex-mulher de seu namorado Pedro (personagem que não aparece fisicamente em cena). Elas amam o mesmo homem! Confinada no mesmo espaço com a rival, a protagonista vive um clima de suspense e mistério.

Esconderijo propõe  uma reflexão sobre o amor, o poder e  as intrigas. A relação forçada entre as mulheres faz com que o passado de ambas venha à tona. Segredos e desejos, assim como antigas disputas, vão se revelando à medida que elas vão se compreendendo. Juliana luta apaixonadamente pela liberdade e pelo seu amor. A convivência com Marina muda o rumo de suas desconfianças sobre a traição política e provoca nela o desejo de vingança. O traidor seria Fred, o jornalista com quem ela teve um romance? E quem seria Fred, este homem que luta pelo amor de Juliana até as últimas consequências?

Segundo Leo Chacra, a referência aos “anos de chumbo” é apenas o fio que conduz as personagens à convivência forçada. “A história poderia ser em outro contexto, em qualquer época, em qualquer lugar do mundo. Esconderijo está mais para a linha freudiana que marxista; fala mais de amor que de socialismo, de sentimento humano que nacionalista”.Chacra ainda explica que o texto traz uma visão pessoal sua da época de repressão política, de forma distanciada, sem levantar bandeiras.  “Falo do amor livre, da relação aberta, da resistência às causas e às pessoas”. O foco da peça está no âmbito privado, na intimidade de Juliana, Marina, Pedro e Fred.

O diretor/autor salienta que a encenação brinca com os sentimentos das personagens, aplicando uma lente de aumento no âmbito privado de suas vidas. No cenário, três poltronas são dispostas aleatoriamente representando tanto a casa de Marina como o apartamento de Fred. De forma nada conceitual, folhas de papel, jornais e livros são jogados pelo cenário, compondo uma atmosfera literária. Também um aparelho de telefone e uma máquina de escrever ajudam a simbolizar a liberdade tão ansiada. “O ambiente lembra um jovem que saiu da casa dos pais, um jovem país em formação ou a desconstrução das coisas, nos anos 60”. Justifica o diretor. 

O figurino remete, sutilmente, à moda do final dos anos 60 e traz para a peça uma atmosfera de nouvelle vague, de tropicalismo. “Quero pincelar o mundo antes do eletrônico, antes da internet”, diz Leo. A trilha sonora passa pelo instrumental, folk music, rock clássico e tropicalismo. O diretor busca a força da sonoridade e dos acordes, para pontuar a simplicidade da vida ou a complexidade dos sentimentos. “Estou muito feliz dirigindo. Acho que o trabalho fica ainda mais autoral”. Finaliza Leo Chacra.

Ficha técnica
Espetáculo: Esconderijo
Texto e direção: Leo Chacra
Elenco: Aline Abovsky (Marina), Lívia Prestes (Juliana) e Renato Bisoni (Fred)
Cenário: Leo Chacra
Iluminação: Fábio Ferretti
Figurino: Geondes Antonio e grupo
Programação visual: Suzy Suzuki
Produção executiva: Geondes Antonio
Fotos: Fábio Ghrun
Serviço:
Estreia: 10 de fevereiro – sexta-feira – às 21h30 - Até 25/02
Local: Teatro Augusta (Sala Experimental)
Rua Augusta, 943 – Cerqueira César/SP - Tel: (11) 3151- 4141
Horários: sexta (21h30), sábado (21 horas) e domingo (19 horas)
Ingressos: R$ 30,00 (meia: R$ 15,00) – Gênero: Drama
Duração: 75 min – Classificação etária: 12 anos - Capacidade: 55 lugares
Bilheteria: 4ª a 5ª (14h às 21h), 6ª (14h às 21h30), sáb. (15h às 21h) e dom. (15h às 19h).
Reservas por telefone: 4ª a sab. (15h às 19h) e dom. (15h às 17h) – Aceita dinheiro e cartões (MC, D, V, RS e VE). Ingressos antecipados: www.ingressorapido.com.br (tel 4003-1212). Acesso universal.
Ar condicionado. Estacionamento conveniado no local – Site: www.teatroaugusta.com.br

Leo Chacra – autor e diretor

Leo Chacra é autor do romance Road Movie Doméstico. Com mais de 10 anos de carreira, além de ator, Leo é o palhaço Leleco, faz stand up comedy, sendo um dos fundadores do grupo Clownbaret. Atuou em Estado de Sítio (direção de Marcello Lazaratto) e dirigiu o Grupo Sete em Seis Atrizes em Busca de Um Diretor (De Felipe Sant’Ângelo). Como dramaturgo, assina os textos România (peça que também dirigiu), Sessão da Tarde (na qual atuou e dirigiu), Falecida Senhora Sua Mãe (de GeorgesFeydeau; dirigiu e atuou), Comédia dos Esquemas (também foi ator sob direção de Antonio Rocco) e a inédita Epidemia Franciscana, que será encenada por Roney Facchini, em 2012.

Aline Abovsky – atriz

Aline Abovsky, 38 anos, formou-se atriz pelo Teatro-Escola Célia Helena e já participou de mais de 20 espetáculos de teatro ao lado de diretores como Jairo Mattos, Nilton Bicudo, Marcos Loureiro, Walter Stein, Nelson Baskerville e Mário Bortolotto. Junto com o grupo Cemitério de Automóveis foram várias peças, entre elas Nossa Vida não Vale um Chevrolet, E Éramos Todos Thunderbirds, Postcards deAtacama, Tempo de Trégua, Faroestes e outras. No cinema, atuou em Carro de Paulista, o Filme(telefilme de Ricardo Pinto e Silva), Desde o Fim Até o Começo (curta de Jarbas Capusso Filho), Jardim Europa SP (longa de Mauro Baptista) e O Friso da Vida (curta de Ricardo de Oliveira). Aline também atua como dublê de ação em novelas e filmes.

Renato Bisoni – ator

O ator Renato Bisoni, 36 anos, estudou interpretação no Stúdio Fátima Toledo, Lee Strasberg Institute(EUA) e na Oficina de Atores da Rede Globo. Bisoni participou das novelas globais A Cor do Pecado, como Guilherme, e Pé na Jaca, na qual interpretou um jogador de pólo aquático. No teatro, integrou o elenco da peça Noturno, de Oswaldo Montenegro,  Terminal Patient, de Lee Strasberg, e Rodrigueanas, de Nilton Travesso. Também viveu a personagem James no filme American Hero, além de trabalhar em filmes publicitários, entre eles um comercial para a Revista Época (da agência W/Brasil).

Lívia Prestes - atriz

A paulistana Lívia Prestes, 28 anos, estudou teatro na Faculdade Paulista de Artes, além de ter feito vários cursos de interpretação para cinema e vídeo. Como atriz participou de curtas-metragens e de vários filmes publicitários. Entre os anos de 2004 e 2008, ela foi apresentadora do Canal Sony, à frente do programa de variedades Estilo Sony. Lívia também trabalha com locutora de peças publicitárias para mídia radiofônica.

Assessoria de imprensa: VERBENA COMUNICAÇÃO
Tel: (11) 3079-4915 / 9373-0181 - verbena@verbena.com.br

Nanda Rovere critica e indica Palácio do Fim, SESC Anchieta (São Paulo)

Palácio do Fim é destaque no início da temporada teatral

No Teatro Poeira, o Palácio do Fim fica em cartaz até 11/03

Palácio do Fim, de autoria da dramaturga canadense, Judith Thompson, mostra a trajetória de três personagens envolvidos com a guerra do Iraque. A direção é de José Wilker e no elenco estão Camila Morgado, Antônio Petrin e Vera Holtz.
O texto apresenta os dois lados do conflito e como a tragédia afeta igualmente essas pessoas. São monólogos, mas a peça está dividida em 16 partes interligadas, e que, segundo o diretor José Wilker, ¨é a língua que as junta¨. ¨Apesar dos personagens serem estrangeiros, há um sentimento brasileiro nas falas¨, afirma.
O diretor assistiu a uma montagem do texto em Nova York há três anos e se encantou pela obra. Segundo Wilker, o que o atraiu foi a forma como a autora tratou o assunto, a teatralidade presente na obra e o tom de poesia presente o tempo todo, apesar da dramaticidade das histórias. O tema, na sua opinião, é tratado com ternura e sensibilidade. ¨Eu conhecia os fatos, mas não sabia o que havia de sentimento por trás desses fatos”, diz o diretor.
Para Wilker, o texto faz referência ao nosso cotidiano e, por mais que possa parecer um paradoxo, a bestialidade lá é semelhante à que encontramos aqui no Brasil. Como exemplo, temos a Cracolândia, que merece um tratamento melhor do que uma simples manchete no jornal.
A atriz Camila Morgado interpreta a oficial do exército americano, Lynndie England, que foi fotografada torturando prisioneiros em Abu Ghraib, no Iraque. O abuso de poder e a atrocidade do seu ato exemplifica a barbárie da guerra.
A atriz se preocupou em dar verossimilhança à sua personagem. Para isso, entrou na atmosfera da guerra a partir de pesquisas e filmes sobre o assunto. ¨A minha preocupação principal foi não julgá-la, já que o público já tem repulsa por ela devido à repercussão do fato¨, conta Camila.
Antonio Petrin vive o inspetor de armas britânico, Dr. David Kelly, que contou à BBC que não havia armas de destruição em massa no Iraque. Petrin salienta que o seu personagem provavelmente se suicidou (apesar de também haver indícios de que foi assassinado) e a sua tentativa foi a de interpretar o seu personagem em toda a sua integridade.
Vera Holtz, num primeiro momento, hesitou em aceitar o convite de Wilker para participar da montagem, mas hoje diz que está muito satisfeita com o resultado. Vera é Nehrjas Al Saffarh, ativista iraquina e membro do Partido Comunista, morta num bombardeio durante a guerra do Golfo, em 1993. Na peça, depois de morta, fala sobre a sua trajetória e os horrores a que foi submetida.
Vera declara que foi muito interessante trabalhar com uma tragédia tão conhecida por todos nós e diz que a personagem começou a ter vida a partir das imagens e leituras dos jornais e internet.
Para Wilker, o teatro aprimora a sensibilidade e visa a comunhão. Neste sentido, salienta que o seu objetivo enquanto diretor foi buscar o que está por trás da palavra e entender como ela pode tocar a alma das pessoas e até que ponto é possível estabelecer com a plateia uma relação ritualística.
Apaixonado por cinema, afirma que a peça é muito cinematográfica e faz uma comparação entre o cinema e o teatro: o teatro roubou muita coisa do cinema e no palco é possível que o ator chame a atenção para si como se tivesse uma câmara a seu serviço, diz.
Um dos destaques da montagem é a iluminação: a luz é cortada como se ela enquadrasse determinadas partes do espetáculo. O jogo de luz e sombras valoriza a poesia do texto e dá beleza à encenação, que prima pela discrição, seja na direção, interpretação, luz, cenário, trilha e figurino, mas sem deixar de lado a força e a precisão do texto.
A receptividade carioca foi muito boa. Os atores e o diretor declaram que o público saía do teatro comovido e a expectativa para São Paulo é que o sucesso se repita. Palácio do Fim chega à capital paulista com quatro indicações ao Prêmio Shell: direção para José Wilker, atriz para Vera Holtz, iluminação para Maneco Quinderé e figurino para Beth Filipecki. 

detalhes
Palácio do Fim
De 20/01 a 11/03, no Teatro Anchieta do SESC Consolação. Sextas e sábados às 21h e domingos às 18h. Ingressos - R$32,00 inteira, R$16,00 meia e R$8,00 comerciários.
Teatro Anchieta – Rua Dr. Vila Nova, 245. São Paulo/SP. Tel:
 
11 3234-3000.

credenciamento para programação cultural 2012 (São Caetano do Sul, SP)



SÃO CAETANO ABRE CREDENCIAMENTO PARA COMPOSIÇÃO DA PROGRAMAÇÃO CULTURAL 2012

A Secretaria de Cultura da cidade de São Caetano do Sul tem inscrições abertas, até 24/01, paracredenciamento de espetáculos , arte - educadores, artistas e oficineiros para compor sua programação para 2012. As inscrições devem ser realizadas na sede da secretaria.
Mais informações aqui .

1.a. REUNIÃO DA RODA DO FOMENTO 2012 (São Paulo, SP)





1.a. REUNIÃO DA RODA DO FOMENTO 2012

A Cooperativa Paulista de Teatro convida a todos para a primeira reunião do ano da Roda do Fomento, dia 24/01, às 10h, na sede da CPT.

É muito importante que todos compareçam para retomarmos as discussões e ações em torno das Leis de Fomento, prepararmos as comemorações para os 10 anos de existência do Fomento ao Teatro e os 6 anos do Fomento à Dança , além de abrirmos novas frentes de luta e propostas de leis.

COOPERATIVA PAULISTA DE TEATRO - Praça Dom José Gaspar, 30 - 4º Andar - Centro - São Paulo - SP - CEP 01047-010 - CNPJ 51.561.819/0001-69 PABX (11) 2117 4700