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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Nanda Rovere critica e indica Palácio do Fim, SESC Anchieta (São Paulo)

Palácio do Fim é destaque no início da temporada teatral

No Teatro Poeira, o Palácio do Fim fica em cartaz até 11/03

Palácio do Fim, de autoria da dramaturga canadense, Judith Thompson, mostra a trajetória de três personagens envolvidos com a guerra do Iraque. A direção é de José Wilker e no elenco estão Camila Morgado, Antônio Petrin e Vera Holtz.
O texto apresenta os dois lados do conflito e como a tragédia afeta igualmente essas pessoas. São monólogos, mas a peça está dividida em 16 partes interligadas, e que, segundo o diretor José Wilker, ¨é a língua que as junta¨. ¨Apesar dos personagens serem estrangeiros, há um sentimento brasileiro nas falas¨, afirma.
O diretor assistiu a uma montagem do texto em Nova York há três anos e se encantou pela obra. Segundo Wilker, o que o atraiu foi a forma como a autora tratou o assunto, a teatralidade presente na obra e o tom de poesia presente o tempo todo, apesar da dramaticidade das histórias. O tema, na sua opinião, é tratado com ternura e sensibilidade. ¨Eu conhecia os fatos, mas não sabia o que havia de sentimento por trás desses fatos”, diz o diretor.
Para Wilker, o texto faz referência ao nosso cotidiano e, por mais que possa parecer um paradoxo, a bestialidade lá é semelhante à que encontramos aqui no Brasil. Como exemplo, temos a Cracolândia, que merece um tratamento melhor do que uma simples manchete no jornal.
A atriz Camila Morgado interpreta a oficial do exército americano, Lynndie England, que foi fotografada torturando prisioneiros em Abu Ghraib, no Iraque. O abuso de poder e a atrocidade do seu ato exemplifica a barbárie da guerra.
A atriz se preocupou em dar verossimilhança à sua personagem. Para isso, entrou na atmosfera da guerra a partir de pesquisas e filmes sobre o assunto. ¨A minha preocupação principal foi não julgá-la, já que o público já tem repulsa por ela devido à repercussão do fato¨, conta Camila.
Antonio Petrin vive o inspetor de armas britânico, Dr. David Kelly, que contou à BBC que não havia armas de destruição em massa no Iraque. Petrin salienta que o seu personagem provavelmente se suicidou (apesar de também haver indícios de que foi assassinado) e a sua tentativa foi a de interpretar o seu personagem em toda a sua integridade.
Vera Holtz, num primeiro momento, hesitou em aceitar o convite de Wilker para participar da montagem, mas hoje diz que está muito satisfeita com o resultado. Vera é Nehrjas Al Saffarh, ativista iraquina e membro do Partido Comunista, morta num bombardeio durante a guerra do Golfo, em 1993. Na peça, depois de morta, fala sobre a sua trajetória e os horrores a que foi submetida.
Vera declara que foi muito interessante trabalhar com uma tragédia tão conhecida por todos nós e diz que a personagem começou a ter vida a partir das imagens e leituras dos jornais e internet.
Para Wilker, o teatro aprimora a sensibilidade e visa a comunhão. Neste sentido, salienta que o seu objetivo enquanto diretor foi buscar o que está por trás da palavra e entender como ela pode tocar a alma das pessoas e até que ponto é possível estabelecer com a plateia uma relação ritualística.
Apaixonado por cinema, afirma que a peça é muito cinematográfica e faz uma comparação entre o cinema e o teatro: o teatro roubou muita coisa do cinema e no palco é possível que o ator chame a atenção para si como se tivesse uma câmara a seu serviço, diz.
Um dos destaques da montagem é a iluminação: a luz é cortada como se ela enquadrasse determinadas partes do espetáculo. O jogo de luz e sombras valoriza a poesia do texto e dá beleza à encenação, que prima pela discrição, seja na direção, interpretação, luz, cenário, trilha e figurino, mas sem deixar de lado a força e a precisão do texto.
A receptividade carioca foi muito boa. Os atores e o diretor declaram que o público saía do teatro comovido e a expectativa para São Paulo é que o sucesso se repita. Palácio do Fim chega à capital paulista com quatro indicações ao Prêmio Shell: direção para José Wilker, atriz para Vera Holtz, iluminação para Maneco Quinderé e figurino para Beth Filipecki. 

detalhes
Palácio do Fim
De 20/01 a 11/03, no Teatro Anchieta do SESC Consolação. Sextas e sábados às 21h e domingos às 18h. Ingressos - R$32,00 inteira, R$16,00 meia e R$8,00 comerciários.
Teatro Anchieta – Rua Dr. Vila Nova, 245. São Paulo/SP. Tel:
 
11 3234-3000.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Nanda Rovere indica Lobato ou o Labirinto dos Sonhos (São Paulo, SP)


"Lobato ou O Labirinto dos Sonhos"

Um escritor em crise só consegue resolver esse problema com a ajuda de amigos...

Através dessa história interessante, a peça não subestima a criança. Coloca em pauta assuntos que contribuem e ressaltam o respeito ao próximo e fortalecem a idéia da necessidade do outro para nos ajudar a enfrentar as barreiras que a vida nos oferece. Não podemos perder a capacidade de sonhar, nem a força para lutar nos momentos difíceis...

Lobato não consegue cumprir a promessa de terminar um livro com histórias folclóricas. Tudo que coloca no papel lhe soa banal e repetitivo...Desesperado, e sem saber o que fazer, a realidade se fundem em sua mente.

Uma boneca inteligente e vivaz sai de um baú e ajuda Lobato a resolver a sua crise de criação. Numa aventura, cheia de mistérios, encontram um cigano alquimista, uma linda sereia do mar e a curupira. Não dá para saber se o que estamos vendo é realidade ou imaginação de Lobato.

Assim como na obra de Monteiro Lobato, a peça promove leva pessoas de todas as idades a uma viagem deliciosa, mágica e sem limites pela nossa cultura.

Explicar com maiores detalhes a montagem tirará o prazer da descoberta, pois o que vale é deixar a sensibilidade aflorar, o que é fácil diante dos figurinos coloridos e da encantadora trilha sonora, que dá ritmo às cenas e salienta o clima de fantasia.

Pouco a pouco o livro vai ganhando forma, numa lúdica homenagem aos artistas, sobretudo aos escritores que como Monteiro Lobato enriquecem a vida das crianças com suas histórias instigantes...afinal que artista nunca passou por uma crise de criação?.

O elenco está de parabéns, assim como o autor e diretor estreante. Canto, movimentações criativas, um elenco competente e uma direção que valoriza o caráter lúdico do texto, garantem a qualidade da montagem.

Mais quatro apresentações. Essa é a dica de espetáculo infantil para os próximos finais de semana. A vida corrida não possibilita que tenhamos tempo para dar vazão à nossa imaginação, para valorizar o onírico. Peças como Lobato ou O Labirinto dos Sonhos contribuem para que a criança não deixe morrer a sua capacidade de sonhar.

"Lobato ou O labirinto dos Sonhos"

texto e direção: César Augusto, ator e diretor que já fez parte do CPT e hoje trabalha com o diretor Gabriel Villela

classificação etária: 7 anos

Teatro Studio 184

Pça. Roosevelt, 184

Sábado e domingo às 16h00

Elenco: Haroldo Joseh, Ana Paula Grande, Eduardo Tocha Poyares, Yayá Vasconcelos, Giovanna Romanelli e Célia Garcia Ferper.

Produção: HS Produções, do ator Hélio Souto Jr, que esteve em Calígula e agora ensaia Crônica da Casa Assassinada, dir. Gabriel Villela. Adaptação Dib Carneiro Neto.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Dicas da Nanda Rovere (São Paulo, SP)

Nanda Rovere

Oi, prestigiem e repassem a dica!


Pessoas queridas demais da conta e muito talentosas!

-CURUMIM DISSE SIM E CURUMINHA DISSE NÃO COM NÁBIA VILLELA; LEO DINIZ FEZ OS FIGURINOS E COM PAULO RIBEIRO ( DIRETOR E AUTOR), OS CENÁRIOS

Livre adaptação da obra Aquele que diz sim e Aquele que diz não de Bertolt Brecht e traz às crianças várias lendas do nosso folclore. A peça conta duas histórias que se passam numa aldeia, cujos moradoras têm o seu futuro ameaçados por uma doença. Para tentar salvar seu povo, o pequeno índio Curumim sai em busca de remédio e conta com a companhia de um jovem índio e um velho pajé. No meio de caminho Curumim se perde, encontra seres, mas mantém as suas tradições.

Já a pequena Curuminha, vive a mesma aventura e não respeita os constumes antigos. para saber o que acontece, só assistindo ao espetáculo, que é recheado de música.

Texto e direção: Paulo Ribeiro.

Elenco: Cibele Troyano, Nábia Villela, André Marçal, Victor Lei e Mariana Siqueira. Temporada: de 14/8 a 31/10 - sábados e domingos às 16h. Preço: 20 reais. Duração: 60 minutos.

Avenida do Café, 277 – Vila Guarani/SP. Metrô Conceição Telefone (11) 5070-7018

-INÊS PEIXOTO, DO GALPÃO, NA SÉRIE A CURA, DA GLOBO - estreia terça, dia 10, às 22h35

A série aborda um universo de misticismo, onde para uns o médico Dimas (Selton Mello) é uma espécie de curandeiro, e para outros, um assassino. Inês Peixoto faz Edelweiss, a primeira a acreditar no poder de Dimas.

BJS

terça-feira, 29 de junho de 2010

Nanda Rovere indica "Abracadabra" no Teatro Eva Herz (São Paulo, SP)

Nanda Rovere

Sinopse da peça


Após as temporadas no Teatro Sesc-Anchieta e no Teatro Eva Herz estreia uma Terceira Temporada numa única noite infinita no Teat(r)o Oficina - é a Maratona de Abracadabras

29/06 terça- feira

às 22.00

às 23.00

às 00.00

R$10

ABRACADABRA

solo de Luiz Päetow (Prêmio Shell 2009 por "Music-Hall") - um monólogo inovador no qual a plateia recebe lanternas e se torna responsável por aquilo que todos irão enxergar imersos na completa escuridão da cena
o espetáculo oferece ao público a experiência de se aventurar em um estado íntimo - silencioso - secreto no qual a sua consciência se torna o palco a dramaturgia - nascida nas ruas - provoca uma reflexão sobre o nosso papel de espectadores diante da máquina da vida e assim no espaço sagrado por excelência -o Teatro- promovemos uma reavaliação dos diversos aspectos político-social-existencial na contramão de tanta poluição visual-sonora-psicológica o Encontro Teatral pode nos alimentar ao revolucionar o modo como enxergamos as coisas.