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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Circuito Ordinário, duas últimas semanas no Teatro Eva Herz (São Paulo)



Vai acabar já já!!!
Penúltimo final de semana!!!!

Circuito Ordinário
Teatro Eva Herz - Livraria Cultura - Conjunto Nacional
Com Denise Del  Vecchio e Henrique Benjamin
Sexta e Sábado às 21:00hs
Domingo às 19:00hs

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Édipo, versão de Elias Andreato, estreia no Teatro Eva Herz (São Paulo,SP)

Estreia 03 de maio no Teatro Eva Herz


A peça foi representada, pela primeira vez, por volta de 425 a.c e, como na maior parte das tragédias de Sófocles, a personagem principal é centrada na figura de um indivíduo.

Édipo é o herói, assim como os demais heróis de Sófocles,

cuja grandeza se encontra na capacidade de fazer uma escolha heróica e assumi-la até as últimas consequências.

Elias Andreato transporta para o palco do Teatro Eva Herz Édipo com toda sua essência que versa sobre a cegueira do homem e a grandeza humana. A desesperada insegurança da condição humana: de certo modo, todo homem deve tatear no escuro como Édipo tateia, sem saber quem é e o que tem a sofrer.

Édipo é o herói trágico. Ele não tem culpa de nada (é vítima do destino) e se sacrifica pelo seu povo. A peça converge inteira para o desfecho trágico. A verdade vai sendo revelada nos diálogos, num clima de tensão produzido pelo entre choque das personagens.

Édipo é grande porque aceita a responsabilidade por todos os seus atos, incluindo os que são objetivamente mais aterradores, embora subjetivamente inocente.

Esse herói é uma espécie de símbolo da inteligência humana, que não pode descansar até solucionar todos os enigmas – mesmo o último, para o qual a resposta é que a felicidade humana é construída sobre a ilusão.

Por Elias Andreato

O poder cênico de Édipo Rei é sufocante, acredito que por sua simplicidade.

A tragédia do herói grego sempre comoveu e despertou muitas interpretações e estudos que apontam várias direções. Todas essas leituras são indispensáveis para a preparação de uma nova montagem teatral. Na trama de Sófocles, tudo existe de antemão, e vai apenas se desenvolvendo e na ação da peça o que é irrevogável torna-se aterrador. Os atores no caso da tragédia eles precisam se imbuir de muitas informações, sensações e através da psicanálise estabelecer no seu processo criativo uma discussão profunda sobre o homem. O ator é quem conta a história, é ele quem perpetua o mito. O ritual grego de representação é para nós artistas de teatro o elo perdido a lembrança da nossa iniciação. As palavras de Sófocles são para nós mantras que invocam desejos ocultos e sacrifícios na tentativa de se encontrar a luz ou as trevas. Nós artistas, vivemos a beira do abismo e como Édipo o decifrador de enigmas somos escolhidos na escala social para enfrentarmos a Esfinge. O teatro para nós é o oráculo divino onde os deuses manipulam e tecem nosso destino. Nossa paixão cega pela arte alivia nossa dor diante da verdade e nos faz acreditar no nosso livre arbítrio. A soberba de Édipo talvez seja o que mais nos interessa espiar, pois é ela a falha trágica do herói. O poder que cega se torna o escárnio que o coro lamenta diante do palácio dos poderosos.

ÉDIPO

Teatro Eva Herz (166 lugares)

Avenida Paulista, 2.073 – Livraria Cultura / Conjunto Nacional

Informações: (11) 3170-4059 - http://www.teatroevaherz.com.br/

Bilheteria: Terça a sábado, das 14h às 21h. Domingo, das 12h às 19h. Em feriado, sujeito à alteração. Aceita todos os cartões de crédito. Não aceita cheque.

Vendas pela internet: http://www.ingresso.com/

Vendas por telefone: 4003-2330

Terças, às 21h

Ingressos: R$ 40

Duração: 70 minutos

Classificação Etária: 14 anos

Estreia dia 03 de maio

Temporada: até 21 de junho

Ficha Técnica:

Autor: SÓFOCLES

Adaptação: ELIAS ANDREATO

Elenco: EUCIR DE SOUZA, TÂNIA BONDEZAN, ROMIS FERREIRA,

NILTON BICUDO, DANIEL MAIA, CLÓVYS TORRES e ELIAS ANDREATO

Música Composta: DANIEL MAIA

Desenho de Luz: WAGNER FREIRE

Figurino: LAURA HUZAK ANDREATO e MARC LAB

Cenário: ELIAS ANDREATO

Acordeons: DANIEL MAIA, NILTON BICUDO E CLÓVYS TORRES

Programação Visual: ELIFAS ANDREATO

Fotos: ÁGUEDA AMARAL

Direção de Produção: MARLENE SALGADO

Assistente de Direção: ANDRÉ ACIOLI

Direção Geral: ELIAS ANDREATO

Para agendar entrevista ou solicitar foto, por favor, responda esse e-mail ou ligue: 3255.6183

Obrigada e um abraço,

DANIELA BUSTOS

55 (11). 3255.6183 / 9453.9563

7817.2761 / ID 30*27343

http://www.morenteforte.com/

www.twitter.com/morenteforte

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Dos Escombros de Pagu estreia no Teatro Eva Herz (São Paulo, SP)


Para comemorar os 100 anos do nascimento de Patrícia Rehder Galvão, a Pagu, um dos ícones femininos mais importantes da história brasileira, o diretor teatral Roberto Lage, a atriz Renata Zhaneta e a escritora e historiadora Tereza Freire uniram-se com o objetivo de realizarem um sonho antigo. Essa soma resultou na concretização da peça Dos Escombros de Pagu, que estreia dia 08 de setembro, no Teatro Eva Herz.

“Há muito tempo, a Tereza me entregou um ótimo texto que falava sobre essa mulher maravilhosa, incrível e que, infelizmente, foi execrada por um grande período. Depois disso, reacendeu uma vontade antiga (desde 1972) de realizar uma peça sobre essa mulher, por quem tenho uma grande admiração”, conta Lage.

Para o diretor, comemorar o centenário do nascimento de Pagu com essa encenação promove um grande orgulho, além de um trabalho muito prazeroso. “O texto apresenta questões, atitudes, comportamentos, entrega, poesia, sonhos, pensamentos liberais dessa vanguardista, os quais continuam estimulando reflexões no mundo de hoje”, completa ele, que também está sustentando financeiramente a montagem.

O texto é baseado no livro “Dos Escombros de Pagu”, resultado de uma tese de mestrado de Tereza Freire. A pesquisa, com quatro anos de duração, resgata a vida e a obra dessa importante precursora de comportamentos político-sociocultural brasileiros. Feminista, militante política, ilustradora, comunista e crítica literária e teatral, ela marcou a história do Brasil, revolucionando e chocando a sociedade dos anos de 1930, com suas ações e pensamentos inovadores.

“Depois de ver o meu trabalho pronto, senti que era importante torná-lo público. Tive a ideia de participar do PAC (Programa de Ação Cultural), da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo e fui premiada. Com o prêmio publiquei o livro. Mas, a linguagem era acadêmica e nem todos teriam acesso. Aí escrevi a peça e entreguei ao Lage”, explica Tereza.

O tempo passou, chegou o centenário e Lage apresentou o texto para Renata Zhaneta, que aceitou o desafio de pronto. “Eu gosto de teatro que grita, que diz algo importante para a plateia. Foi fácil me apaixonar e me identificar com a história de Pagu. Temos muitas coisas em comum”, revela a atriz.

Segundo Tereza, a escrita está presente em sua vida desde muito cedo, como forma de entender o mundo, as pessoas e, principalmente, a si mesma. “O texto foi escrito como um sopro, em uma noite apenas, mas é fruto de muitas noites em que passei em claro pesquisando. Estou muito feliz com a sua encenação. Ainda mais nas mãos deles. Confio totalmente, o trabalho está lindo”.

Lage e Renata, que costumam falar de seus trabalhos com grande paixão, contam que Dos Escombros de Pagu é um encontro de Pagu com o público. “Ela volta, aos 52 anos, para contar trechos mais relevantes de sua vida. É uma troca de experiências com muita paixão, fervor, graça e poesia”.

Dos Escombros de Pagu resgata Pagu do silêncio em que permaneceu durante muito tempo. A peça dá voz a Pagu, musa dos modernistas, militante das grandes causas da humanidade, amante da vida, inquieta, lúcida, mãe, filha, poeta, jornalista... Sem dúvida, ela tem muito ainda para falar!

‘O "personagem Pagu" conta sua história com a generosidade que sempre a acompanhou e reflete com leveza e intensidade suas principais questões, da infância à morte’, explica Renata, que como Pagu foi militante em Santos, defendeu causas sociais, pertenceu ao Partido Comunista, lutou pelos sonhos e, conforme ela, ainda continua sonhando com um mundo mais humano, solidário, justo...

No palco, a plateia acompanhará sua relação com Tarsila do Amaral e os modernistas, com seus filhos, amores, amigos, família, viagens, descobertas, alegrias, tristezas. “Verá desde a menina irreverente à mulher guerreira em que se transformou”, esclarece Renata.

A montagem, entre outros aspectos artísticos e sociais, colabora para a reflexão sobre a importância de se reconhecer e preservar a memória dessa ilustre brasileira. Em um período em que as mulheres tinham pouco espaço para se expressar, Pagu teve a coragem de questionar a opressão sofrida pelo gênero feminino na época, os patrões sociais, a hipocrisia de políticas instaladas etc.

Sobre Roberto Lage

Diretor paulista, com vasta atuação nos vários gêneros do teatro. Iniciou a sua carreira, como ator, em 1962. Como diretor, começou em 1969 e, desde então, não parou mais. Atuou no teatro universitário Sedes Sapientiae (1970), com a direção de “Chico Rei”, de Walmir Ayala. Nos dez anos seguintes, dedicou-se a grupos profissionais, amadores e estudantis, solidificando a sua carreira por meio de um repertório variado. O seu primeiro sucesso foi “Mrozek”, de Slawomir Mrozek (1974). “À Flor da Pele”, de Consuelo de Castro (1976), lhe rendeu o Prêmio Molière de melhor direção. Entre suas montagens, destacam-se: “Mãos ao Alto, São Paulo!”, uma comédia de Paulo Goulart, “Mal Secreto”, de José Antônio de Souza, “Besame Mucho”, comédia de Mario Prata, “Escola de Mulheres”, de Molière, “Tanzi - Uma Mulher no Ringue”, de Clara Luckhan, “O Gosto da Própria Carne”, de Albert Innaurato. As duas últimas, por suas premiações o consolidam como encenador. Com “Meu Tio, o Iauaretê”, de Guimarães Rosa, mereceu o Prêmio Molière. “Peer Gynt”, de Henrik Ibsen, tornou-se um sucesso cult em 1990. Ainda, “Beijo no Asfalto”, de Nelson Rodrigues, e A Ópera do Malandro, de Chico Buarque, no Teatro Carlos Alberto, do Porto, em 1996. “Anchieta 400 Anos”, performance de Arrigo Barnabé e “Cheque ou Mate”, de Ricardo Semler. Seus mais recentes trabalhos são “Escola de Mulheres” (revisitação) e Zorro, O Musical, em cartaz no Teatro das Artes.

Sobre Renata Zhaneta

Iniciou sua carreira em Santos (1974). Lá, trabalhou com diretores, como Tanah Correa e Marco Antonio Rodrigues. Fundou nos anos 80 o Grupo Gextus, com Neyde Veneziano e Dagoberto Feliz, em que investigava o teatro popular brasileiro, sendo premiada com as peças "Revistando o Teatro de Revista", "Procurando Firme" e "O Noviço". Na década de 90, fundou, juntamente com outros artistas, o grupo "Folias". Trabalhou com o Grupo Tapa, com Mario Bortollotto. Dirigiu, com a Cia. Estável, a peça “O Auto do Circo” e, com “As Atuadoras, “Mulher a Vida Inteira”. Dirigida por Wladimir Capella, atuou nas peças "Maria Borralheira" e "Clarão nas Estrelas", recebendo o segundo Prêmio APETESP. O primeiro foi em "Enq, o Gnomo", dir. Marco Antonio Rodrigues. No Cinema fez "Amor de Mula", "Só Deus Sabe", "A Casa de Alice" e "Falsa Loura". Recentes trabalhos como atriz no teatro: “O Casal”, "Ricardo III" (2006), dir. Roberto Lage; "A Grande Imprecação diante dos Muros da Cidade", Celso Frateschi, e "Macbeth", dir. Regina Galdino (2007). Por sua atuação nestas duas montagens, Renata ganhou o Prêmio APCA de Melhor Atriz em 2007. Na TV, participou das novelas "Revelação" e “Vende-se um Véu de Noiva”. É também preparadora corporal, diretora e professora de interpretação na Universidade Anhembi Morumbi.

Sobre Tereza Freire

É mestre em História Social pela PUC/ SP. Atuou como atriz no grupo Ornitorrinco, nas peças "O Doente Imaginário" e "Sonho de uma noite de Verão", dir. Cacá Rosset. Autora dos livros "Dos Escombros de Pagu" e "Selvagem como o Vento", adaptada para o teatro por Denise Stoklos, com Carolina Ferraz. Roteirista e apresentadora do programa "Diário de Viagem" (Sesc TV). Apresentadora de programas da TV Cultura; entre eles: Lanterna Mágica, Trinta Anos Incríveis e Contos da Meia Noite. Dirigiu o documentário "Caminhos do Yoga", na Índia, sobre a busca pela iluminação espiritual. Formou-se em Yoga, com Pedro Kupfer e, desde então, transmite o milenar conhecimento em aulas e palestras. Atualmente, trabalha como locutora em comerciais e documentários; entre eles "Gilberto Gil" e "Guga Kuerten", e edita o blog Yoganavida.

Sobre Patrícia Galvão (Pagu)

Nasceu em São João da Boa Vista (09/06/1910), morreu em Santos (12/12/1962). Foi autora do primeiro romance proletário brasileiro (Parque Industrial) e a primeira presa política deste país. Casada com Oswald de Andrade, destacou-se significativamente no movimento Modernista de 1922. Ainda jovem, trabalhou em fábricas e militou pelo Partido Comunista. Escreveu contos policiais publicados pela revista Detective, dirigida pelo dramaturgo Nelson Rodrigues, que depois (1998) foram reunidos na obra Safra Macabra. Em trabalhos, junto a grupo teatrais, revelou e traduziu grandes autores, até então inéditos no Brasil, como James Joyce, Eugène Ionesco, Arrabal e Octavio Paz. Fundou um jornal de esquerda com Oswald de Andrade, empastelado pela policia repressora da época. Foi perseguida pela ditadura Vargas. Militou na França, foi presa e deportada para o Brasil. Antes, presenciou a coroação do Imperador Pu Yi, da Manchúria. Presa em 1935, permaneceu encarcerada por 5 anos. Foi torturada e, somente libertada por motivos de doença, pesando cerca 40kg. Tentou suicídio por conta de um tratamento de câncer mal sucedido. Em Santos, tornou-se uma das grandes incentivadoras do teatro amador, responsável pela descoberta de Plínio Marcos. Morreu aos 52 anos, vítima de câncer no pulmão. Seu último marido foi Geraldo Ferraz, crítico do jornal “A Tribuna” (Santos), em que também foi colaboradora. Caiu no esquecimento da história oficial até que Augusto de Campos publicou sua antologia poética e “gritou”: Quem resgatará Pagu?

Dos Escombros de Pagu

Teatro Eva Herz (166 lugares)

Avenida Paulista, 2.073 – Conjunto Nacional/ Livraria Cultura

Informações: (11) 3170-4059 - http://www.teatroevaherz.com.br/

Bilheteria: Terça a sábado, das 14h às 21h. Domingo, das 12h às 19h. Em feriado, sujeito à alteração. Aceita todos os cartões de crédito. Não aceita cheque.

Vendas pela internet: http://www.ingresso.com/

Vendas por telefone: 4003-2330

Quarta e quinta, às 21h

Ingressos: R$ 30

Duração: 70 minutos

Gênero: Drama

Classificação Etária: 14 anos

Estreia dia 08 de setembro

Temporada: até 18 de novembro

Ficha Técnica:

Texto: Tereza Freire

Direção: Roberto Lage

Assistente de Direção: Frederico Santiago

Elenco: Renata Zhaneta

Cenário e Design Gráfico: Heron Medeiros

Figurinos: Gilda Bandeira de Mello

Iluminação: Wagner Freire

Trilha Sonora: Aline Meyer

Fotografias: Cida Souza

Operação de Luz: Rodrigo Ramos Guimarães

Operação de Som: Maurício Inafre

Produção Executiva: Regilson Feliciano

Direção de Produção e Administração: Charles Geraldi e Maurício Inafre

Realização: Charge Produções e Promoções Artísticas

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Bete Coelho no monólogo "O Terceiro Sinal", no Eva Herz (São Paulo, SP)


Monólogo marca estreia de grupo teatral de Bete Coelho


'O Terceiro Sinal' é baseado em livro escrito pelo jornalista e dramaturgo Otavio Frias Filho

 Ana Katia, da Agência Estado

SÃO PAULO - A atriz e diretora Bete Coelho anuncia a consolidação de sua própria companhia de teatro, a BR 116, com a estreia nesta sexta, 23, do monólogo "O Terceiro Sinal", versão para o teatro do ensaio homônimo publicado em 2003 no livro "Queda Livre", escrito pelo jornalista e dramaturgo Otavio Frias Filho. A direção é do ator Ricardo Bittencourt, parceiro teatral de Bete Coelho desde "O Homem da Tarja Preta", do psicanalista Contardo Calligaris, dirigido por ela em 2009.

A BR 116 é uma estrada maravilhosa. É muito longa e passa por vários Estados, principalmente passa por Minas, onde nasci, pela Bahia, de onde o Ricardo é, pelo Rio, enfim, é uma longa estrada que esperamos ter, viajar, fazendo teatro, que é o que mais amamos fazer", afirma a atriz. "O B é de Bete, e o R é de Ricardo", completa o ator. "A companhia começou com uma relação inversa, em que eu era o ator que fazia o monólogo ("O Homem da Tarja Preta") e a Bete dirigia. Depois que Bete Coelho entrou na minha vida, tudo ficou muito melhor", diz ele.

A parceria é igualmente festejada pela atriz. "Eu e Ricardo temos um projeto em comum, que é fazer o mesmo tipo de teatro. A gente se complementa muito no pensamento teatral e na vida mesmo. O Ricardo é adorável, ele tem um brilho, é denso, ativo, um homem bacana, interessante, charmoso. É uma parceria que eu espero que dure muito, a não saber que ele me abandone", diz.

"O Terceiro Sinal" terá apenas três apresentações, entre 23 e 25 de julho, no Teatro Eva Herz, em São Paulo. "Bete tem essa peça na cabeça há muito tempo, é um sonho dela, um desejo dela. Estamos fazendo sem patrocínio, como um hino de amor nosso ao teatro e uma forma de a gente estar vivo, atuando, enquanto companhia, enquanto realizadores", diz Ricardo.

O trabalho é uma metalinguagem sobre o teatro. "O autor tem uma experiência como ator em um papel de jornalista, para escrever uma reportagem. E devolve tudo isso para o teatro. O que importa aqui é dissecar o teatro, o processo do ator, a feitura do teatro", considera a atriz. O relato de Frias em "O Terceiro Sinal" se refere à experiência que ele teve como ator no Teatro Oficina, no espetáculo "Boca de Ouro", dirigido por José Celso Martinez Corrêa em 2000.

Nova montagem - Os planos da trupe BR 116 para esse ano incluem a montagem do texto "Cartas de Amor para Stalin", do espanhol Juan Mayorga, em fase de pré-produção. Dessa vez, Bete e Ricardo estarão juntos no palco, dirigidos por Paulo Dourado. "Somos os diretores de produção também, aí é que está a dor e a delícia de fazer uma companhia. Claro que a gente trabalha com produtores executivos, mas formar a companhia é para justamente fazer o teatro que a gente acredita, da forma que a gente acredita, e com o conteúdo que a gente acredita. E para isso você tem de se bancar", diz Ricardo. Segundo a atriz, também há planos do retorno aos palcos de "O Homem da Tarja Preta". "Temos um projeto para fazer a peça na periferia de SP. Seria maravilhoso, imagine discutir sexo, sexo masculino na periferia", diz ela.

O Terceiro Sinal - Teatro Eva Herz da Livraria Cultura do Conjunto Nacional (Avenida Paulista, 2.073). Tel. (11) 3170-4059. De 23 a 25 de julho. Sexta e sábado, às 21h. Domingo, às 19h. Ingressos: R$ 40 e R$ 20 (meia entrada)

terça-feira, 29 de junho de 2010

Nanda Rovere indica "Abracadabra" no Teatro Eva Herz (São Paulo, SP)

Nanda Rovere

Sinopse da peça


Após as temporadas no Teatro Sesc-Anchieta e no Teatro Eva Herz estreia uma Terceira Temporada numa única noite infinita no Teat(r)o Oficina - é a Maratona de Abracadabras

29/06 terça- feira

às 22.00

às 23.00

às 00.00

R$10

ABRACADABRA

solo de Luiz Päetow (Prêmio Shell 2009 por "Music-Hall") - um monólogo inovador no qual a plateia recebe lanternas e se torna responsável por aquilo que todos irão enxergar imersos na completa escuridão da cena
o espetáculo oferece ao público a experiência de se aventurar em um estado íntimo - silencioso - secreto no qual a sua consciência se torna o palco a dramaturgia - nascida nas ruas - provoca uma reflexão sobre o nosso papel de espectadores diante da máquina da vida e assim no espaço sagrado por excelência -o Teatro- promovemos uma reavaliação dos diversos aspectos político-social-existencial na contramão de tanta poluição visual-sonora-psicológica o Encontro Teatral pode nos alimentar ao revolucionar o modo como enxergamos as coisas.