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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Cartas a Um Jovem Poeta, no Teatro Zanoni Ferrite (São Paulo, SP)

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Agora no Teatro Zanoni Ferrite, o espetáculo produzido por Domingas Person e dirigido por Claudio Cabral, com a interpretação de Ivo Müller. Textos de Rainer Maria Rilke. O espetáculo abre bate-papo com a platéia, logo após o encerramento.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Cartas a Um Jovem Poeta, no Teatro Zanoni Ferrite (São Paulo, SP)


ùltimas duas semanas deste espetáculo imperdível. Textos de Rainer Maria Rilke com interpretação magistral de Ivo Müller, sob direção de Claudio Cabral. Uma produção de Domingas Person

Segue em cartaz, até o dia 22 de agosto o espetáculo “Cartas a um Jovem Poeta”, baseado no livro de um dos maiores autores do século 20, Rainer Maria Rilke, no Teatro Zanoni Ferrite.


Através de cartas, poemas e trechos de romances do escritor, a peça trata de temas como a formação humana e a criação artística.

Ao final da apresentação, nas sextas-feiras, acontece um debate com o ator Ivo Müller, e sorteio do livro no qual a peça é baseada.


 Teatro Zanoni Ferrite
195 lugares. Av. Renata, 163 - Vila Formosa. Zona Leste. Tel. 2216-1520. De 23/7 a 22/8. 6ª e sáb., 21h. Dom., 19h. R$ 10

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Cartas a Um Jovem Poeta, sábado, 23h59, no Parlapatões (São Paulo, SP)


Para os que não conseguiram ver durante a semana, aí vai a dica:


Sábado, à meia noite no Espaço Parlapatões.

"Simplesmente brilhante"

(APLAUSO BRASIL)

“Cartas a um Jovem Poeta faz a defesa da solidão, não como martírio, mas opção filosófica e caminho para a transcendência. A densidade delas é tarefa árdua para um ator. Ivo Müller tem vibração interior, o olhar aguçado, o temperamento e o físico exatos.”

(O ESTADO DE S. PAULO)

João Maria Müller

Produção/comunicação

http://www.cartasaumjovempoeta.com.br/

www.twitter.com/CartasRilke

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Cartas a Um Jovem Poeta, Rilke no Viga Espaço Cênico (São Paulo, SP)


Cartas de um profundo olhar


Ruy Jobim Neto, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com )

“Procure o fundo das coisas: ali a ironia nunca chega”, disse em determinado momento o escritor austro-húngaro Rainer Maria Rilke, em uma de suas cartas ao jovem poeta Franz Kappus, com o conhecimento consciente e doloroso das dúvidas do novato, com quem se correspondia, uma vez que Rilke, nascido em Praga, é considerado pela crítica e pelos fãs como o maior poeta a escrever em língua alemã.

O trecho pertence a Cartas a um Jovem Poeta, um exemplar raro e belo de um teatro epistolar, cujo processo começou em janeiro de 2008, e cuja montagem chega ao Espaço Viga depois de uma temporada no SESC Avenida Paulista, antes da reforma do prédio.

A montagem é um trunfo triplo: da direção sensível de Claudio Cabral, da produção detalhista de Domingas Person e da arte maior do ator e co-diretor Ivo Müller, que interpreta Rilke no palco. Simplesmente brilhante.

A sensibilidade do público é colocada à flor da pele. Como arte teatral, as cartas formam um mosaico de discussões, pensamentos, lembranças e dores lancinantes da alma que Rilke nos deságua de forma magistral. As cartas foram publicadas pelo próprio correspondente, Franz Kappus, três anos após a morte de Rilke, mas o espetáculo não fica apenas nessa coleção de missivas ao novato.

Além do próprio Kappus, os pais do escritor e a amante e escritora russa Lou Andreas Salomé (que também foi amante de Freud, Nietzsche e Rodin) estão colocados em cena, bem como cartas a todos eles, pulsando nas idéias de Rilke.

O amor, a criação poética, a solidão, o contato com a natureza e a necessidade gritante de auto-conhecimento fazem da interpretação de Ivo Müller o perfeito veículo.

A técnica absoluta do ator, unida à forte marcação de cena, aos figurinos de Domingas, ao cenário de janelas vazadas, baús e livros, aos instantes delineados pela luz (do experiente Davi de Brito e de Vânia Jaconis) e à música de Gustav Mahler – conterrâneo de Rilke -, consagram Cartas a Um Jovem Poeta como um alinhamento de elementos cênicos eficientes e tocantes.

Mahler dá uma contribuição à parte. É o adagietto da 5ª. Sinfonia do compositor, a mesma utilizada por Luchinno Visconti em Morte em Veneza (diga-se de passagem, por indicação do próprio autor do livro, Thomas Mann), que nos entrega agora Rainer Maria Rilke a toda a sua busca, sua via dolorosa dos sentimentos internos, como os próprios textos colocados na voz do intérprete. O adagietto de Mahler praticamente dança com as cartas de Rilke.

Rainer Maria Rilke viveu entre 1875 e 1926, portanto viveu a passagem do século 19 para o século 20, um momento tortuoso para a Humanidade. Ele atravessou essa passagem do século como muitos outros de sua geração (leia-se Mahler, Picasso, Freud, Jung, Nietzsche, Stravinsky, Górki, Tchekhov, Einstein, Diaghilev, Ravel, Debussy, Satie, H.G. Welles, Rodin e toda uma constelação de artistas e intelectuais de todos os campos da criação humana) e acabou por se tornar uma espécie de contraponto a um martírio civilizatório.

Rilke assistiu à franca decadência do perigoso jogo político e do poderio das metrópoles coloniais européias, o que detonou, em 1914, a 1ª Guerra Mundial. Dessa forma, ele e sua poesia compuseram uma flor no meio do asfalto, um brilho de luz em meio às trevas da civilização. Uma luz que doía, que se contorcia, como nesses versos (de O Torso Arcaico de Apolo): “E nem explodiria para além de todas as fronteiras / Tal como uma estrela. Pois nela não há lugar / Que não te mire: precisas mudar de vida.”

Fica na lembrança o espaço cênico que deixa suas arestas abertas, ou melhor, completo pela poesia, de baús e dores, de amores e a criação da palavra, tão rica e cara, que a encenação vigorosa e intensa dividida pela sensibilidade de Claudio Cabral e Ivo Müller traz à luz de nossas mentes. O texto do poeta austro-húngaro é muito atual.

Como platéia, a gente se reconhece, enquanto partícipes de um mundo em absoluta decadência, e a nítida sensação de que precisamos de muitos Rilkes.

São vários os textos utilizados na montagem, compondo um Rilke múltiplo e verdadeiramente amplo, pulsante. Por isso, Cartas a Um Jovem Poeta, como espetáculo, é um mundo onde a interpretação do ator compartilha com a platéia presente a visão do poeta e procura, de forma irresistível, como o próprio Rilke, o fundo das coisas, aquelas a que nem a ironia, nem a falta de sentido conseguem chegar, felizmente. O fundo das coisas que nos é tão caro, em nossos dias.

Serviço

CARTAS A UM JOVEM POETA

Texto: Rainer Maria Rilke

Adaptação e Interpretação: Ivo Müller

Direção: Claudio Cabral e Ivo Müller / Supervisão: Arieta Corrêa

Iluminação: Davi de Brito e Vânia Jaconis

Figurino: Domingas Person

Música: Gustav Mahler

Produção: Domingas Person e Ivo Müller

De 31/03 a 29/04, quarta e quinta-feira, 20h

Viga Espaço Cênico, R. Capote Valente, 1323 (Metrô Sumaré) / Tel: (11) 3801-1843

Site: http://www.viga.art.br/  e http://www.cartasaumjovempoeta.com.br/

sábado, 27 de março de 2010

Cartas a Um Jovem Poeta / textos de Rilke - Espaço Viga São Paulo (SP)

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em breve, neste blog, crítica desse belo espetáculo