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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Deu no Clarín: En Santos, la hora del encuentro (Buenos Aires, Argentina)


 "Lote 77"

En Santos, la hora del encuentro

Mirada, Festival Iberoamericano Comienza hoy una muestra que tributa un reconocimiento al teatro de Buenos Aires.

Festival Iberoamericano Empieza esta noche y seguirá hasta el 11 de setiembre, la primera edición de Miradas, Festival Iberoamericano de Artes Escénicas de Santos, Brasil. Lo trascendente del encuentro, además de la posilidad de un acercamiento a diferentes compañías teatrales de Brasil, Bolivia, Chile, Colombia, Ecuadro, España, México, Perú, Portugal, Uruguay y Venezuela, es que el festival rendirá homenaje a la producción teatral de la ciudad de Buenos Aires. El encuentro cuenta con el apoyo de la alcaldía de Santos y del Ministerio de Cultura de la Ciudad de Buenos Aires.

Las obras porteñas, entonces, que podrán verse en Santos, serán El desarrollo de la civilización venidera , Espía a una mujer que se mata y Todos los gobiernos han evitado el teatro íntimo de Daniel Veronese, La Omisión de la Familia Coleman , de Claudio Tolcachir, Lote 77 de Marcelo Mininno, Mujeres terribles de Lía Jelín y Nada del amor me produce envidia de Diego Lerman. Serán numerosas las compañías de teatro locales, entre las que pueden mencionarse a Brava Companhia de San Pablo y la Cia. de Mistérios e Novidades, de Río de Janeiro.

Hay varios grupos internacionales invitados que tienen mucho campo teatral recorrido como Teatro de los Andes, de Bolivia; los peruano de Yuyachkani y el prestigioso Teatro de Ciertos Habitantes de México.

En total, serán diez días de programación que brindarán 18 producciones internacionales y 13 productos de origen brasileño. Como suele ocurrir en estos encuentros, más allá de la puesta en escena de diversas obras, el espacio permite el debate y la integración de los creadores, por eso se han pautado mesas y talleres que contarán con figuras como Silvana García, Samir Yazbec, Celso Nunez, Hustavo Ott y Marcelo Mininno, entre otros.

“Los países que participan poseen una herencia cultural común muy fuerte y el intercambio de experiencias con los demás realizadores se fortalece al compartir un espacio común de presentación como el Festival Miradas”, dijo Danilo Santos de Miranda, director del SESC de San Pablo y uno de los curadores del festival.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Mirada, em Santos, homenageia Daniel Veronese (São Paulo, SP)

Daniel Veronese

Festival de teatro em Santos homenageia Daniel Veronese


Festejado dramaturgo argentino mostra suas versões de Ibsen e Chekov na 1.ª edição do Mirada

Maria Eugênia de Menezes

Não é só no cinema, festejado pela crítica e com boa recepção nas bilheterias, que os argentinos andam a levar vantagem. Também no teatro, a produção dos portenhos começa a fazer inveja aos vizinhos sul-americanos. Nos últimos anos, a cena de Buenos Aires tem se mostrado robusta, multifacetada e, sobretudo, plural. Capaz de abrigar montagens independentes, dissonantes, mas sem fechar as portas às vertentes tradicionais.

O dono da história

Figura de destaque nesse contexto é Daniel Veronese. Dono de uma das mais profícuas trajetórias de seu país, o diretor vem ao Brasil na condição de homenageado da 1.ª edição do Mirada (Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos) e deve mostrar por aqui não apenas um, mas três de seus novos trabalhos.

Montagens em que retoma textos clássicos do teatro realista do século 19, apresentando leituras bastante particulares de Casa de Bonecas e Hedda Gabler, do norueguês Henrik Ibsen, e Tio Vânia, do russo Anton Chekhov.

O argentino Daniel Veronese começou a sua trajetória profissional como mímico e títere de bonecos e é um dos fundadores do grupo El Periférico de Objetos. Em carreira solo, destacou-se também como dramaturgo e construiu uma sólida reputação como diretor. Em suas encenações, Veronese diz considerar questões como cenário, iluminação e até mesmo o texto como secundárias. "Valorizo, sobretudo, o trabalho do ator."

Entretido entre ensaios e preparativos para a viagem a São Paulo, Veronese disse que não teria tempo para uma entrevista por telefone. "Não tenho horários livres e fixos." Mas se dispôs a responder a uma extensa lista de perguntas por e-mail. Leia a seguir alguns trechos.

Nos três espetáculos que você deve trazer ao Brasil, dentro do evento Mirada, acompanharemos o seu retorno a textos clássicos: dois de Ibsen e um de Chekhov. Por que voltar aos clássicos?

Porque pretendo descobrir o que torna esses textos clássicos e por que voltamos sempre a eles. Simplesmente isso. Porque é como se tivessem sido feitos, em geral, de boa madeira.

Em suas releituras de Hedda Gabler e Casa de Bonecas, você toma Ibsen para tentar abordar a questão do gênero. Apesar de todas as mudanças ocorridas no último século, você ainda crê que seja necessário discutir essa temática? Que tipo de questionamento você gostaria de levantar com esses espetáculos?

Creio que hoje, diferentemente da época de Ibsen, uma mulher pode ocupar lugares. Mas isso só acontece porque os homens os cedem e elas estão sempre sendo observadas, como se julgadas para ver se desempenham bem suas funções ou se equivocam.

Espia a Una Mujer Que se Mata é uma nova versão de Tio Vânia (1897), de Chekhov. Como você fez essa adaptação? O que restou do texto original?

Em cada versão vou trabalhando tentando aproximá-la de mim, da minha maneira de entender o teatro e o jogo cênico que se realiza com os meus atores. Não existem fórmulas que eu possa explicar.

Você já fez outras adaptações da obra de Chekhov. Por que o dramaturgo russo?
Chekhov é um autor que continua tão atual que parece que seus personagens nos falam dos dias de hoje. Ele sempre trata de questões primárias de necessidade e orfandade, da busca pela verdade, de algo que nos explique o sentido da vida e de seus sofrimentos.

Um teatro contemporâneo não demanda um drama contemporâneo? É possível fazê-lo a partir de marcos do realismo?

O que é teatro contemporâneo? E quem disse que o realismo não pode ser contemporâneo?

Em Espía a Una Mujer Que se Mata você parece ter buscado um mínimo de recursos e elementos cênicos, centrando-se no desempenho dos atores e no texto. Como isso se dá?

O ator e seu trabalho são a base fundamental de cada uma das minhas obras. Como funciona? Eu tento trazer vida para o cenário, para cada segundo da obra, porque tudo acontece nesse espaço, entre esses atores. Faço sempre com que os atores digam pouco e ajam muito.

Você tem uma trajetória muito profícua, marcada por muitas produções. O que lhe parece essencial na hora de escolher um texto para ser montado?

Nem sempre o texto é o mais importante. Arrisco-me mais com bons atores e com um texto não necessariamente bom do que o contrário. Na hora de que tenho de tomar uma decisão, um ator em que eu possa me apoiar me dá mais segurança do que um texto.

Há autores contemporâneos que lhe interessam? Quais são os principais em sua lista?

(Harold) Pinter, (Arthur) Miller, Lars Noren… e muitos mais que não me ocorrem.

Como você dirige os seus atores? Existe uma metodologia comum que permeia todas as suas direções? Ou é cada espetáculo com suas peculiaridades que vai determinar o que você exigirá dos atores?

Eu acredito que são os atores que vão definir qual será o resultado final de cada espetáculo. Uma mesma obra com atores diferentes terá necessariamente um resultado diferente. O que peço a eles é a réplica justa, a reação precisa. O mínimo resultado em algumas ocasiões e, em outras, o máximo.

O que se transformou em sua obra após a sua saída do grupo El Periférico de Objetos?

Não foi uma saída completa, mas apenas uma mudança de rumo no caminho. O que mudou é que troquei objetos por atores de carne e osso.

O trabalho do El Periférico de Objetos sempre teve uma relação com outras formas de arte, como as artes plásticas. Como se pode ver, no trabalho que você faz agora, esse tipo de relação do teatro com outras artes?

Tento ser específico no trabalho com o ator. O que não é essencial não entra em minha obra. Luzes, música, cenário, figurinos. Tudo aquilo que não é extremamente necessário é demais para mim.

Qual a grande contribuição que o El Periférico de Objetos trouxe à cena de seu país?

Como grupo, nós tínhamos um olhar despido de preconceitos sobre a cena, sobre aquilo que era e que não era teatro. Tivemos a virtude de não nos deixarmos acomodar nas formas que descobríamos. O que buscávamos sempre era dar um passo além daquele que já tínhamos conseguido. O que não é pouco.

A Argentina parece viver um momento particularmente fértil no teatro. Como você vê esse quadro? Neste momento, há espetáculos que lhe interessam?

Eu vejo diversidade e muita produção. Muitas vezes, os espetáculos me interessam, sim. Mas não busco nada em particular. Quando vejo obras, elas não têm que ser parecidas com o que eu faço para que eu goste delas. Quero, sim, é que me surpreendam.

Quinta, 2

20 h, Sesc Santos

De Monstruos y Prodígios: La Historia de los Castrati (México). Espetáculo do grupo Teatro de Ciertos Habitantes faz uma viagem do barroco do século 17 aos dias de hoje.

Sexta, 3

19h30, Sesc Santos

Urtain (Espanha). A companhia de Teatro Animalario e Centro Dramático Espanhol traz montagem sobre um boxeador que se suicida às vésperas dos jogos olímpicos de Barcelona, em 1992.

Sábado, 4

19 h, Casa da Frontaria

Azulejada

Passport (Venezuela). O dramaturgo Gustavo Ott parte do romance de Kafka O Processo para contar a história de arbitrariedades sofridas por uma mulher.

21h30, Sesc Santos

Savana Glacial (Brasil). O carioca grupo de Teatro Físico apresenta montagem da obra do dramaturgo Jô Bilac. A peça trata de um escritor que enreda os personagens em uma trama de realidade e ficção.

Domingo, 5

17 h e 19h30, Sesc Santos

El Desarrollo de la Civilización Venidera (Argentina). Versão do diretor Daniel Veronese para o clássico de Henrik Ibsen, Casa de Bonecas.

Segunda, 6

17 h e 19h30, Sesc Santos

Todos los Grandes Gobiernos Han Evitado el Teatro Intimo (Argentina). Daniel Veronese relê outra obra de Ibsen, Hedda Gabler, na qual a protagonista confronta a sociedade patriarcal.

17 h e 19h30, Galpão Estação Valongo

O Idiota - Uma Novela Teatral - Parte 1. (Brasil) A diretora Cibele Forjaz apresenta adaptação para o romance de Dostoievski.

Terça, 7

17 h e 19h30, Sesc Santos

Espía a Una Mujer Que se Mata (Argentina). Daniel Veronese mostra sua releitura de Tio Vânia, de Anton Chekhov.

21h30, Teatro Coliseu

La Omisión de la Família Coleman (Argentina). O espetáculo do diretor e dramaturgo Claudio Tolcachir trata do desmanche de uma família.

Quarta, 8

19h30, Sesc Santos

Mi Muñequita (Uruguai). Peça do festejado Gabriel Calderón fala da perversidade adulta pela perspectiva infantil.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

MIRADA, festival latino-americano no SESC-Santos (Santos, SP)


Confira destaques do festival de teatro que começa na quinta-feira em Santos

Em sua primeira edição, o MIRADA (Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos), que será realizado na cidade do litoral paulista entre os dias 2 e 11 de setembro, se propõe a apresentar um panorama da produção teatral contemporânea dos países Ibero-Americanos.

Além de 13 peças brasileiras, com nomes destacados como Antunes Filho, Alice Forjaz e Enrique Diaz, o festival recebe espetáculos da Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Espanha, México, Peru, Portugal, Uruguai e Venezuela.

Entre estes, destacam-se produções da cena de Buenos Aires, com nomes como Daniel Veronese e Lia Jelin; os espanhóis do Xarxa Teatre e do Animalario; além do grupo peruano Yuyachkani. No total, são 18 peças internacionais.

O evento, realizado pelo Sesc-SP com apoio da Prefeitura de Santos e do Ministério da Cultura de Buenos Aires, disponibiliza dez mil ingressos a preços populares (de R$ 2,50 a R$ 10), além dos espetáculos de rua, gratuitos.



A programação completa, que inclui também peças infantis, está no site do evento.

ALGUNS DESTAQUES

"De Monstruos y Prodigios: la Historia de los Castrati"

Teatro de Ciertos Habitantes / México

Abertura do festival, no dia 2

"El Desarrollo de la Civilización Venidera"

Daniel Veronese / Argentina

Versão para "Casa de Bonecas", de Henrik Ibsen

Dia 5

"Todos los Grandes Gobiernos han Evitado el Teatro Íntimo"

Daniel Veronese / Argentina

Versão para "Hedda Gabler", de Henrik Ibsen.

Dia 6

"Espía a una Mujer que se Mata"

Daniel Veronese / Argentina

Versão para "Tio Vânia", de Tchekhov

Dia 7

"In on It"

Enrique Diaz / Brasil

Vencedor de dois prêmios Shell

Dias 7 e 8

"Este Lado Para Cima: Isto Não é um Espetáculo"

Brava Companhia

Teatro de rua

Dias 3 e 10

"O Idiota: Uma Novela Teatral"

Mundana Companhia / Brasil

Recriação em três capítulos de obra de Dostoievski

Dias 6, 7 e 8

Dias 9, 10 e 11

ver mais no site: http://www.sescsp.org.br/mirada/