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quinta-feira, 24 de junho de 2010

Livro reúne 11 peças de Leilah Assumpção


Todas as mulheres de Leilah Assumpção


Maria Eugênia de Menezes  / O Estado de S.Paulo

Dor transmutada. Em sua nova peça, Leilah inspira-se em um trauma para falar de beleza

Leve. Ficou muito leve", comemora Leilah Assumpção, jogando o livro de um lado para o outro. "Acho que vai dar até para ler na cama." Para desavisados, pode mesmo parecer estranho que a dramaturga consiga achar delgado um calhamaço de mais de 600 páginas.

Mas, se considerarmos o conteúdo da obra -11 peças, escritas ao longo de 40 anos de carreira, dá até para entender o espanto de Leilah. "Imaginava que o livro sairia tão imenso que seria mais uma obra de pesquisa, para estudantes de teatro. Mas, acho que vamos conseguir vender para o público também."

Com lançamento marcado para hoje, o volume reúne desde seu primeiro texto, Vejo um Vulto na Janela, Me Acudam Que Eu Sou Donzela, criado ainda sob o impacto do golpe militar, em 1964, até o trabalho mais recente, Ilustríssimo Filho da Mãe, de 2008.

A única peça a ficar de fora da seleção foi Seda Pura e Alfinetadas, concebida sob encomenda para Clodovil. "O texto até fez bastante sucesso na época", ela explica. "Mas a intenção era dar ao livro uma coerência, revelar a minha temática."

É difícil falar no teatro de Leilah sem ligá-lo à revolução feminista que se insinuava nos anos 60. A mulher que recusava o lugar de esposa, que assumia o próprio desejo, adquiria voz e revia sua relação com o sexo oposto.

Todas essas são nuances quase onipresentes em seus textos e, não por acaso, sua dramaturgia é saudada como retrato de uma geração. "Fala Baixo, Senão Eu Grito fez mais pelo feminismo do que qualquer passeata ou queima de sutiã", definiu Ilka Marinho Zanotto, no Dicionário do Teatro Brasileiro.

Foi com a história da solitária Mariazinha, uma mulher despertada do seu estado de anestesia por um ladrão, que a autora seria descoberta. Ainda hoje seu trabalho mais conhecido, o texto mereceu dezenas de montagens, aqui e no exterior, e também serviria para revelar o talento dramático de Marília Pêra.

À época, a atriz estava presa ao rótulo de intérprete de musicais e foi imenso o estupor causado pela sua desenvoltura ao construir a personagem de uma solteirona em conflito.

Na passarela. Antes de se lançar como escritora, Leilah chegou a arriscar-se como atriz. Estudou com Eugênio Kusnet, vivia nas coxias do teatro Oficina, fez parte do elenco da mítica Vereda da Salvação, de Antunes Filho. "Mas não tinha talento nenhum. Era péssima." Com mais desenvoltura, experimentou também as passarelas, desfilando como manequim de alta-costura. E a experiência deve ajudá-la a compor sua próxima peça.

"Estou escrevendo sobre a beleza", conta. "Eu, que já fui linda, me descobri amada no meu mais feio." Leilah refere-se a uma infecção que lhe desfigurou o rosto e a levou a ficar mais de um ano sem sair de casa. "Não faço obras biográficas, mas parto sempre de uma emoção. Minha tarefa agora é transformar essa dor ."

QUEM É?

LEILAH ASSUMPÇÃO, dramaturga

Nascida em 1943 em Botucatu, é filha de educadores e foi registrada como Maria de Lourdes Torres de Assumpção. Iniciou a carreira como dramaturga com a encenação da peça Fala Baixo, Senão Eu Grito, em 1969. Também escreveu para televisão e teve seus textos montados em diversos países.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

aberto até julho Concurso de Dramaturgia de Câmara p/ Mulheres (Argentina)


Concurso Internacional de Dramaturgia de Cámara Mujeres en Obra 2010. Cierre: 31 de julio de 2010


1) El Grupo de Teatro Ven que te tiente Teatro cumpliendo una de sus propuestas en la declaración de objetivos llama a concurso, a autores Nacionales e Internacionales, de obras Teatrales de Cámara y para Mujeres, en español.

2) El tema será libre y sólo se puede concursar con una sola obra por autor. La estructura de la obra deberá contemplar, como mínimo, la composición del elenco que suma 7 Actrices, jóvenes y con excelente formación. La duración de la misma deberá ser de 50 minutos y no mayor de 80 minutos. Los textos presentados deberán ser inéditos, no estrenados y originales del autor. No podrán ser adaptaciones de otros textos literarios.

3) El premio consistirá en la Puesta en Escena por el Grupo de Teatro Ven que te tiente Teatro durante la temporada 2010/2011 en la Ciudad de Mendoza y a cargo del director Roberto Aguirre, y un premio en efectivo de pesos mil ($1.000.-). A su vez, la obra será editada en una publicación auspiciada por el Grupo de Teatro Ven que te tiente Teatro, quien se reserva el derecho de representar la obra ganadora donde considere adecuado sea en el país o fuera de él. El Jurado podrá otorgar las menciones de honor que considere pertinentes e incluirlas en la publicación.

4) Las obras deben ser enviadas a nombre de Elenco Ven que te tiente Teatro:

· En la Provincia de Mendoza a la siguiente dirección postal: Rivadavia 83, dpto 4, Godoy Cruz, Mendoza CP: 5501,

o · En la Provincia de Buenos Aires: Teatro Repertorio del Norte, Melo 1756, Florida, Pcia. de Buenos Aires, CP 1602, Argentina, o entregadas en la oficina del teatro de 16,30 a 20 hs., de lunes a viernes. Siendo la fecha de vencimiento de recepción de obras el sábado 31 de Julio del año 2010, año del Bicentenario.

5) Deberán presentarse tres copias de cada obra, a doble espacio, de un solo lado de la hoja, tipo A4, encarpetadas y firmadas con seudónimo. Al mismo tiempo se presentará un sobre cerrado, en cuyo exterior figuren el seudónimo y el titulo de la obra, constando en su interior el nombre y apellido del autor, su edad, su número de Documento Nacional de Identidad o Pasaporte, su dirección, E-mail, teléfono y/o fax, y el número de inscripción en el Registro de Propiedad Intelectual.

6) Las obras, junto con sus sobres, que no obtengan premio deberán ser retiradas de los 60 días siguientes a la publicación del fallo, vencido ese plazo se procederá a su destrucción.

7) El jurado estará compuesto por: un representante del Instituto Nacional del Teatro, dos miembros del elenco Ven que te tiente Teatro y por dos docentes de la Facultad de Artes y Diseño de la Universidad Nacional de Cuyo.

8) Los jurados podrán tomar decisiones por simple mayoría de votos de sus integrantes.

9) Los fallos del jurado serán inapelables y el premio podrá ser declarado desierto.

10) Los jurados deberán emitir su fallo el 1 de Septiembre de 2010.

11) Las situaciones no previstas en el presente Reglamento serán resueltas por los integrantes del jurado.

12) El hecho de participar en el concurso supone, por parte del concursante, la aceptación total del presente reglamento.

Ciudad de Mendoza, Argentina año 2010

+ info: http://www.quereralashermanas.blogspot.com/

Contacto: Ana Pistone:(54) 0261-155036864