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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Morre o ator Ítalo Rossi (Rio de Janeiro, RJ)

 O ator Ítalo Rossi, interpretando o mordomo Alfred, em Senhora do Destino (2004), da TV Globo

Ator Ítalo Rossi foi enterrado esta tarde no Rio

O corpo do ator Ítalo Rossi foi velado no Cemitério do Caju, no Rio de Janeiro, e  enterrado no local às 16h de hoje. O ator morreu nesta terça-feira, aos 80 anos, em decorrência de complicações respiratórias.

Veja a galeria de fotos da carreira do ator Ítalo Rossi
 
Segundo seu sobrinho, Humberto Rossi, o artista estava internado no hospital Copa D'Hor, no Rio de Janeiro, desde domingo (31), para onde foi levado por familiares após ter se sentido mal.
Ítalo Balbo Rossi, nascido em Botucatu (interior de SP), iniciou sua carreira nos anos 1950, década em que entrou para o grupo TBC (Teatro Brasileiro de Comédia).
Recentemente, o ator ganhou destaque nacional ao interpretar o personagem Seu Ladir --autor do bordão "É mara!"-- no humorístico "Toma Lá dá Cá" da TV Globo.

Entre outros trabalhos na televisão, Ítalo interpretou Dr. Fernando Medeiros, advogado de Bia Falcão (Fernanda Montenegro) na novela Belíssima (2005), e o mordomo Alfred, em Senhora do Destino (2004).


Frederico Rozario/TV Globo

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Morreu o diretor teatral Abdias do Nascimento (Rio de Janeiro, RJ)


Faleceu hj no Rio,o diretor teatral e jornalista Abdias do Nascimento. Abdias foi colaborador do Teatro do Estudante, de Paschoal Carlos Magno e fundador do TEN - Teatro Experimental do Negro,grupo de onde saíram Ruth de Sousa, Lea Garcia e Haroldo Costa, dentre outros.

Teatro Experimental do Negro - TEN

Data/Local

1944/1961 - Rio de Janeiro RJ

Histórico

Idealizado, fundado e dirigido por Abdias do Nascimento, o Teatro Experimental do Negro tem como objetivo a valorização do negro no teatro e a criação de uma nova dramaturgia. Contemporâneo de Os Comediantes, companhia com a qual realiza intercâmbios, o Teatro Experimental do Negro atua no nascimento do teatro moderno, priorizando seu projeto artístico sem levar em conta o gosto médio da platéia e abrindo mão da profissionalização.

O projeto do Teatro Experimental do Negro - TEN, engloba o trabalho pela cidadania do ator, por meio da conscientização e também da alfabetização do elenco, recrutado entre operários, empregadas domésticas, favelados sem profissão definida e modestos funcionários públicos. A companhia inicia suas atividades em 1944, colaborando com o Teatro do Estudante do Brasil (TEB), na encenação da peça Palmares, de Stella Leonardos. Quando decide empreender um espetáculo próprio constata que não há, na dramaturgia brasileira, textos que sirvam aos seus objetivos. Abdias do Nascimento descobre em O Imperador Jones, de Eugene O'Neill, o retrato mais aproximado da situação do negro após a abolição da escravatura. O autor cede gratuitamente os direitos e o grupo ensaia durante seis meses, tendo aulas de interpretação com o professor Ironildes Rodrigues em salas da União Nacional dos Estudantes (UNE). O espetáculo, dirigido por Abdias do Nascimento, estréia em maio de 1945 no Theatro Municipal do Rio de Janeiro e obtém boa receptividade, com elogios ao protagonista, Aguinaldo Camargo.

O TEN procura estimular a criação de novos textos, que sirvam aos seus propósitos. Sua diretriz é a temática ligada à situação do negro. A falta de resposta à altura de suas expectativas faz Abdias do Nascimento encenar outro texto de Eugene O'Neill, Todos os Filhos de Deus Têm Asas, com a participação da atriz Ruth de Souza.

A primeira resposta à demanda dramatúrgica da companhia é o texto O Filho Pródigo, de Lucio Cardoso, encenado em 1947, com cenários de Tomás Santa Rosa, e protagonizado por Ruth de Souza e Aguinaldo Camargo. Ainda em 1947, participam de Terras do Sem Fim, de Jorge Amado, adaptação de Graça Mello, com direção de Zigmunt Turkov, montagem em colaboração com Os Comediantes. Em 1949, é a vez de Filhos de Santo, de José de Morais Pinho, selecionado entre os textos escritos especialmente para o TEN. Contendo muitos elementos da cultura religiosa negra e pinceladas de crítica social, a peça se baseia em uma situação maniqueísta em que uma jovem é enfeitiçada por um pai-de-santo vilão, que a rouba de seu amado. O espetáculo ocupa o Teatro Regina, com direção de Abdias do Nascimento e cenários de Tomás Santa Rosa. Em 1950, o TEN estréia Aruanda, de Joaquim Ribeiro, um dos poucos textos bem-sucedidos do repertório lançado pela companhia. Trata-se de uma lenda desenvolvida com recurso ao mistério e à sensualidade, sobre o amor entre Rosa Mulata e o Deus Gangazuma, com quem ela se encontra por meio de seu marido, que recebe o espírito do Deus. Embora aponte falhas estruturais na dramaturgia, o crítico Sábato Magaldi considera que a lenda "é um episódio de crença negra dos mais felizes proporcionados pela imaginação primitiva" e que traz "uma história de amor e ciúme de incontestáveis riquezas".1

Abdias do Nascimento escreve Sortilégio para o TEN, encenada por Léo Jusi no Theatro Municipal, em 1957. Baseada numa história de amor que envolve um negro e duas mulheres, uma negra outra branca, a peça, cheia de elementos não realistas, como aparições, flash-backs e personagens que simbolizam o inconsciente coletivo, aborda a tomada de consciência do protagonista a respeito de sua alienação no mundo dos brancos. Embora tenha como ponto de partida uma premissa ideológica, o TEN não se volta para um teatro popular nem para a popularização de sua platéia, apresentando-se muitas vezes no Theatro Municipal, do Rio de Janeiro.

Abdias do Nascimento procura fazer o TEN ultrapassar os limites da função artística e empreender também uma ação social: cria um concurso de beleza para negras e um concurso de artes plásticas com o tema Cristo Negro. Em 1945, promove uma Convenção Nacional do Negro e, em 1950, o 1º Congresso do Negro Brasileiro. Em 1955, realiza a Semana do Negro. Edita o jornal Quilombo.

As atividades do TEN incentivam a criação de iniciativas semelhantes. No Rio de Janeiro, em 1950, Solano Trindade funda o Teatro Popular Brasileiro; em São Paulo, os grupos negros encontram na dramaturgia norte-americana uma fonte para suas encenações experimentais; Geraldo Campos de Oliveira funda também um Teatro Experimental do Negro, que se mantém em atividade durante mais de quinze anos e monta, entre outros, O Logro, de Augusto Boal, 1953; O Mulato, de Langston Hughes, 1957; Laio Se Matou, de Augusto Boal, direção de Raul Martins, 1958; O Emparedado, de Tasso da Silveira; e Sucata, de Milton Gonçalves, ambos em 1961.

Por duas vezes o TEN é impedido de participar de festivais negros internacionais pelo próprio governo brasileiro. Segundo a historiadora Miriam Garcia Mendes, no entanto, esses fatos não devem ser compreendidos apenas como fruto da discriminação racial: "... os movimentos de vanguarda, e o TEN era um deles, sempre enfrentaram grandes dificuldades, não só por falta de apoio oficial, como pela natural reação do público [...] habituado às comédias de costumes inconseqüentes ou dramas convencionais".2

O Teatro Experimental do Negro nunca atingiu a importância social que pretendia em seu tempo. Mas, em termos de história do teatro, significou uma iniciativa pioneira, que mobilizou a produção de novos textos, propiciou o surgimento de novos atores e grupos e semeou uma discussão que permaneceria em aberto: a questão da ausência do negro na dramaturgia e nos palcos de um país mestiço, de maioria negra.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Falece o iluminador Vinicius Feio (São Paulo, SP)


Caros colegas do Fórum Teatro,


Lamentamos informar o falecimento, na tarde do dia 02/01/2011, de nosso colega *Vinicius Feio*, um dos grandes profissionais da Iluminação Cênica no Brasil.

Em apoio à família e amigos, enviamos nossos sentimentos e abraços fraternos. Diante da perda irreparável do amigo e profissional, nos resta celebrar a memória de uma vida, lembrando para sempre o exemplo da dedicação e afeto com que Vinicius sempre tratou a todos que tiveram o privilegio de conviver com ele, bem como do profissionalismo que honrou e valorizou a atividade de Iluminação Cênica no Brasil.

A ABRIC/OISTAT-Br também expressa seu luto em homenagem ao nosso inestimável colega.

Vinicius, sua luz brilhará para sempre entre nós.

Atenciosamente.

Sávio Araújo

ABRIC - Associação Brasileira de Iluminação Cênica, Centro brasileiro da OISTAT – Organização Internacional de Cenógrafos, Técnicos e Arquitetos Teatrais.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Morre aos 66 anos o ator, diretor e jornalista Alberto Guzik (São Paulo, SP)

Guzik sofria de câncer no estômago e estava internado desde fevereiro

PEDRO DA ROCHA - Agência Estado

Morreu na manhã deste sábado, 26, aos 66 anos, o jornalista, ator, diretor e escritor Alberto Guzik. Ele sofria de câncer no estômago e estava internado no hospital Santa Helena desde fevereiro. A cerimônia de cremação foi realizada por volta das 16 horas.

Alberto Guzik nasceu em São Paulo, no ano de 1944, e estreou no teatro aos cinco anos. Graduado em direito, se formou mestre em teatro pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP).

Trabalhou para o Jornal da Tarde, como crítico teatral e repórter especial, e para o jornal O Estado de S. Paulo, como colaborador do Caderno 2.

Escreveu as peças Um Deus Cruel e Errado, dentre outras. Como ator, trabalhou no teatro e na televisão. Também ajudou a criar a SP Escola de Teatro - Centro de Formação das Artes do Palco.