Mostrando postagens com marcador homenagem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador homenagem. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 29 de março de 2011

Em abril, leituras dramáticas homenageiam Lélia Abramo (São Paulo, SP)


Ciclo de leituras dramáticas inicia a terceira fase das homenagens à atriz Lélia Abramo

"O nosso mundo é tão cheio de quebras, capitulações, deserções, omissões e tudo mais, que conforta ler a narrativa de uma vida como a de Lélia Abramo, que nunca vergou a espinha, nunca sacrificou a consciência à conveniência e desde muito jovem se opôs à injustiça da sociedade." Prefácio de “Vida e Arte – Memórias de Lélia Abramo”, de Antonio Cândido, lançado e editado pela Editora Fundação Perseu Abramo.

Dando continuidade às comemorações do centenário de Lélia Abramo, o Ministério da Cultura - MinC, em parceria e com apoio da Fundação Perseu Abramo, inicia no próximo dia 04 de abril (segunda-feira), às 20h, ciclo de leituras dramáticas de textos interpretados pela atriz e militante política.

Sob a direção e a curadoria do dramaturgo Chico de Assis, do Seminário de Dramaturgia do Arena – SEMDA, o evento reunirá quatro textos que marcaram a carreira de Lélia e ajudaram a consolidar uma nova dramaturgia e um pensar teatral brasileiro. Todas as segundas-feiras atores e artistas, que participaram da cena paulistana, se revezarão em leituras de textos de autores nacionais e internacionais, como Gianfrancesco Guarnieri, Samuel Beckett, Bertolt Brecht e Tennessee Williams. “Homenageá-la é recordar um momento decisivo do teatro brasileiro”, afirma o dramaturgo Chico de Assis.

Montagem antológica do teatro brasileiro, “Eles Não Usam Black-Tie”, de Gianfrancesco Guarnieri, escrita e encenada no ano de 1958 abre a temporada de leituras. Peça emblema da fase social do Teatro de Arena, sob o olhar do diretor José Renato, “Eles Não Usam Black-Tie”, ao propor um recorte dramático da história do jovem Tião e seu impasse entre as lutas grevistas e a vida familiar, coloca pela primeira vez em cena a figura do operário.

Aberta ao público e gratuitas, as leituras seguem com “Esperando Godot”, clássico de Samuel Beckett e encenado por Antunes Filho em 1977 (11/Abril), “Mãe Coragem e seus filhos”, do alemão Bertolt Brecht (18/Abril) e o drama “À Margem da Vida” (25/Abril), do norte-americano Tennessee Williams.

Iniciado com uma homenagem no dia 08 de fevereiro deste ano, o “Centenário Lélia Abramo”, contou com a participação de artistas, militantes, políticos, autoridades, intelectuais e admiradores do trabalho da atriz, em um ato no Teatro de Arena Eugênio Kusnet. Em 14 de fevereiro, na Galeria Olido (SP), foi realizado o “Sarau Femina Arte”. Após o Ciclo de Leituras Dramáticas, as saudações à vida e ao legado de Lélia seguem com uma Mostra de cinema em maio na Cinemateca Brasileira e o lançamento da segunda edição do livro “Arte e Vida – Memórias de Lélia Abramo”, de Antonio Cândido, pela Editora Fundação Perseu Abramo e a Imprensa Oficial.

Lélia Abramo

Filha de imigrantes italianos nasceu em São Paulo no dia 8 de fevereiro de 1911. Estreou profissionalmente nos palcos aos 47 anos, na peça “Eles Não Usam Black-Tie” (1958), na primeira montagem do texto histórico de Gianfracesco Guarnieri. Durante sua vida artística, participou de 27 novelas, atuou em 14 filmes e mais de 40 teleteatros. Morou na Itália durante a Segunda Guerra Mundial, entre 1938 e 1950, período em que participou ativamente do movimento de resistência. No Brasil, a partir de 1978 presidiu o Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversão no Estado de São Paulo (SATED), através do qual contribuiu para a regulamentação da profissão de ator. Junto a artistas e outros trabalhadores, lutou pela redemocratização do país e foi uma das fundadoras do Partido dos Trabalhadores (PT), sendo este um dos palcos de sua militância partidária. Faleceu aos 93 anos, em São Paulo, no dia 11 de abril de 2004. Como fruto do reconhecimento pela vida e pela arte de Lélia Abramo, o Ministério da Cultura, com a presença da Ministra de Estado da Cultura Ana de Hollanda, comemorou a data de seu nascimento em seu espaço simbólico, o Teatro de Arena.

SERVIÇO:

Centenário “Lélia Abramo”

Ciclo de Leituras Dramáticas

Coordenação e Direção Artística do Ciclo de Leituras: Chico de Assis

Realização: MinC – Ministério da Cultura e Fundação Perseu Abramo.

Apoio: Associação Raso da Catarina, Aidê do Amaral, Alcione Abramo, Carlota Novaes, Cinemateca Brasileira e equipe, Coletivo Artístico Femina Arte, Fábio Abramo, Floricultura Roosevelt, Fundação Nacional de Artes – FUNARTE, Fundação Perseu Abramo, Ministério da Cultura - Representação Regional do Estado de São Paulo, Núcleo Studio 184, Secretaria de Cultura do Partido dos Trabalhadores, Seminário de Dramaturgia do Arena – SEMDA, Teatro de Arena Eugênio Kusnet, TV PT.

De 04 a 25 de Abril – segundas-feiras, às 20h.

Gratuito. 100 lugares.

Teatro de Arena Eugênio Kusnet

Rua Dr. Teodoro Baima, 94 – Consolação – Metrô República.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Maria Alice Vergueiro será homenageada no Shell SP 2011 (São Paulo)


Prêmio de teatro vai homenagear Maria Alice Vergueiro


AE - Agência Estado

Os espetáculos "As Três Velhas" e "Vida" receberam o maior número de indicações na 23.ª edição do Prêmio Shell de Teatro em São Paulo. Foram divulgados ontem os indicados para o segundo semestre de 2010. "As Três Velhas" é finalista em três categorias: ator (Luciano Chirolli), figurino e iluminação. Além das indicações, a atriz e diretora Maria Alice Vergueiro será a homenageada especial desta edição. A peça "Vida" também concorre em três quesitos: melhor autor (Giovana Soar, Marcio Abreu e Nadja Naira), cenário e música.

Com duas indicações, o espetáculo "12 Homens e Uma Sentença" foi destacado pela direção de Eduardo Tolentino de Araújo e pela atuação de Norival Rizzo. A peça "Roberto Zucco" também foi lembrada pelo júri com menções à direção e ao cenário. Na categoria de melhor atriz, concorrem Bel Kowarick, por "Dueto Para Um", e Bete Dorgam, por "Casting". Na Categoria Especial estão indicados a Cia. Elevador Panorâmico de Teatro, a Cia. Club Noir e o Grupo Dolores Boca Aberta.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Sérgio Mamberti é o homenageado do XIV FESCETE (Santos, SP)


XIV FESCETE 2010 homenageia Sérgio Mamberti

Com o tema “Recriando Sentidos”, o Festival de Cenas Teatrais começa nesta sexta, dia 18

Um grande elogio à imaginação e criatividade para o resgate da cultura através da criança. É isso o que pretende ser o XIV FESCETE - Festival de Cenas Teatrais, organizado pelo TESCOM Escola de Teatro e Agência de Artistas e Técnicos, e que acontece entre 18 de junho e 2 de julho em Santos. Nesta edição, o tema é “Recriando Sentidos”, e o homenageado será o ator e dramaturgo santista Sérgio Mamberti, conhecido entre os mais jovens como o Tio Victor, do Castelo Rá-Tim-Bum. O artista é o atual presidente da Fundação Nacional das Artes, a Funarte, ligada ao Governo Federal.

O festival começa na sexta, dia 18, a partir das 19h30, na Praça dos Andradas, com o Cortejo Teatral “ Recriando Sentidos ”, que terá a presença de diversos artistas da Baixada Santista. Em seguida, às 20h30, no Teatro Guarany, acontece a Cerimônia de Abertura e homenagem a Sérgio Mamberti. A solenidade também contará com leitura dramática de textos inéditos de Patrícia Galvão, selecionados pela Dra. Lúcia Maria Teixeira Furlani, baseados em suas obras sobre a jornalista e artista santista, que em 2010 faria 100 anos. O próprio Sérgio Mamberti, além da atriz Rafaela Perticarrari, farão esta apresentação.

Até 2 de julho, diversos espaços culturais de Santos abrigarão o festival, nas categorias competitivas: Adulto, Mirim, Monólogo e Estudantil (Fundamental e Médio) e o 6º Concurso Estudantil de Poesias (parceria do FESCETE com o curso de Letras da Unimonte). Além disso, o festival contará com rodas de partilha, workshops gratuitos, mesas-redondas (painel de discussões), exposições, espetáculos convidados e eventos paralelos. O centenário de Pagu também será lembrado durante a programação.

“Queremos resgatar o espírito de criança, com novas propostas, novas visões. O Sérgio Mamberti é um exemplo disso, por todo seu talento e dedicação na recriação de sentidos, descortinando a criança que há em cada um de nós”, diz Pedro Norato, presidente do TESCOM e coordenador do festival, junto com Karla Lacerda.

Norato lembra que o festival, que já completou 13 anos de história, tem mais de 100 mil apreciadores desde seu início, e envolve mais de mil artistas de Santos e Região, além de outras cidades do Estado, incluindo a Capital. Entre os objetivos do FESCETE estão fomentar a cultura por meio do teatro, formar plateias, lançar novos talentos da Região e propor a pesquisa entre os grupos teatrais.

O XIV FESCETE é uma realização do TESCOM Escola de Teatro e Agência de Artistas e Técnicos, em parceria com a Prefeitura Municipal de Santos - Secretaria de Cultura, com apoio cultural da TV Tribuna, SESC-Santos, Petrobras e Governo do Estado de São Paulo.

Informações e programação completa no site www.estudiotescom.com.br ou pelo telefone 3233-6060.

O Homenageado

Nascido em Santos no ano de 1939, Sérgio Mamberti tem uma sólida carreira de ator e diretor, tanto nos palcos como no cinema e na tevê.

Jovem, passou pela União do Teatro Amador de Santos, grupo criado por Patrícia Galvão. Em 1961, concluiu a Escola de Arte Dramática (EAD), e estreou profissionalmente no ano seguinte, em Antígone América, texto de Carlos Henrique Escobar dirigido por Antônio Abujamra, e produção de Ruth Escobar. Sua projeção como ator, porém, acontece em 1967, com o personagem Veludo, de Navalha na Carne, do conterrâneo Plínio Marcos, com direção de Jairo Arco e Flexa, Nos anos seguintes participa de grandes produções teatrais, ganhando reconhecimento e prêmios. Em sua carreira nos palcos, trabalhou com pessoas como Paulo José, Regina Duarte, Beatriz Segall, Paulo Autran e Paulo Betti.

Além de alguns sucessos no cinema, como O Bandido da Luz Vermelha (1968), de Rogério Sganzerlla; Toda Nudez Será Castigada (1973), de Arnaldo Jabor, Mamberti aparece em papéis de destaque em vários filmes bem-sucedidos, tais como O Homem do Pau Brasil (1980), de Joaquim Pedro de Andrade; A Hora da Estrela (1985), de Suzana Amaral; e A Dama do Cine Shangai (1987), de Guilherme de Almeida Prado.

Assíduo ator de televisão, também esteve em muitas novelas, como As Pupilas do Senhor Reitor, de 1970, Brilhante, de 1981, Vale Tudo em 1988, e Anjo Mau, de 1998.

Ainda na televisão, um de seus papéis mais conhecidos foi o Tio Victor, no Castelo Rá-Tim-Bum, série infantil produzida pela TV Cultura, nos anos 90. A série foi o maior sucesso da emissora, e o bordão “Raios e trovões”, até hoje é repetido por fãs do ator.

Serviço

XIV FESCETE – Festival de Cenas Teatrais - “Recriando Sentidos”

De 18 de junho a 02 de julho

Locais:

Tescom (Av. Rodrigues Alves, 195 - Macuco)

Teatro Guarany (Pça dos Andradas, 100 - Centro)

Sesi Santos (Av. Nossa Senhora de Fátima, 366 – Santa Maria)

Sesc Santos (Av. Conselheiro Ribas, 136 – Aparecida)

Teatro Coliseu (Rua Amador Bueno, 237 – Centro)

Preços: R$ 6,00 a R$ 10,00 (Parte das apresentações é gratuita)

Mais informações à imprensa ou agendamento de entrevista:

TESCOM: (13) 3233-6060 - Bethe

Pedro Norato: (13) 9111-0722