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segunda-feira, 4 de julho de 2011
Cia. Nova de Teatro traz o seu repertório ao Cacilda Becker (São Paulo)
O teatro visual e multimídia da
CIA. NOVA DE TEATRO
faz 10 anos e comemora com três peças de
Heiner Muller e uma versão de “Fausto”, por Gertrude Stein.
“MEDEAMATERIA”, “ HAMLETMASCHINE” e “DESCRIÇÃO DE IMAGEM” estão na peça “HEINER MULLER EM REPERTÓRIO”. Gertrude Stein entra na mostra com “DOUTOR FAUSTUS LIGA A LUZ”.
A mostra estreia no próximo dia 1 e segue até o dia 31 de julho. As peças são apresentadas há cinco anos pelo país. O jovem diretor Lenerson Polonini, que dirigiu Paulo César Peréio em “Escuta Zé Mané”, vem se destacando na cena paulistana pela pesquisa de Samuel Beckett e Heiner Muller e pela parceria com a diretora e estilista Carina Casuscelli
Os espetáculos tiveram a concepção cênica e dramatúrgica de Polonini, destacando também a parceria e participação de Paulo César Peréio. Aos 31 anos, o fundador da CIA. NOVA DE TEATRO, já estabeleceu uma sólida parceria com Peréio. As peças têm várias indicações a prêmios.
O grupo iniciou seus trabalhos a partir dos estudos da dramaturgia de Samuel Beckett e de encenadores como Gordon Craig e Meyerhold, um corpo de experiências de sistemas e métodos criativos relacionados a toda estrutura de comunicação cênica: cenário, figurinos, luz, maquiagem, música, videoprojeções, etc. - meios potencializadores para o desenvolvimento de uma dramaturgia própria do grupo.
A CIA. NOVA DE TEATRO é uma companhia aberta e a cada novo projeto convida atores, bailarinos e artistas de outras áreas a colaborarem com suas produções. Atualmente, a CIA. NOVA DE TEATRO é formada por um núcleo de profissionais de diversas disciplinas artísticas e serve como plataforma de pesquisa de linguagens, propondo o diálogo entre teatro e outras artes e mídias.
O núcleo é composto pelos artistas Lenerson Polonini (encenação, iluminação e produção), Carina Casuscelli (designer de moda e atriz), Rosa Freitas (atriz e cantora), Wilson Sukorski, (musicista –música eletrônica experimental) e Cristian Cancino (videoasta, jornalista e documentarista). Paulo César Peréio participa de “Dr. Faustus...” em vídeo e imagens.
Sob a direção de Polonini, Peréio participou de Repertório Beckett, Heiner Müller em repertório, 07 Improvisações em torno de Heiner Müller, Eu, Machado de Assis e M de Machado, e Doutor Faustus liga a luz. Encenações estilizadas, com grande apelo visual, em que o vídeo atua como fonte de luz e reverberação inconsciente das personagens, são marcas de diretor.
As montagens ainda trazem projeções de Cristian Cancino e Zzui Ferreira. A trilha sonora fica a cargo do músico de vanguarda, Wilson Sukorski; figurinos e maquiagem são de Carina Casuscelli.
Ficha técnica
DOUTOR FAUSTUS LIGA A LUZ
Autora: Gertrude Stein
Com a Cia Nova de Teatro.
Direção e iluminação: Lenerson Polonini
Elenco: Ricardo Gelli, Carina Casuscelli, Rosa Freitas, Camila dos Anjos e Mauro Grillo.
Participação especial em vídeo: Paulo César Pereio
Figurinos e maquiagem: Carina Casuscelli.
Música: Wilson Sukorski.
Tradução: Fábio Fonseca.
Videocenários: Cristian Cancino e Zzui Ferreira .
Fotos: Acauã Fonseca
Sinopse:
DR. FAUSTUS LIGA A LUZ
A instigante “opereta” da escritora modernista norte-americana, Gertrude Stein, nos apresenta o tema “Fausto” - o homem que vendeu sua alma ao diabo em troca da invenção da luz elétrica. Escrito no período em que se implantava a iluminação elétrica pública, o texto nos apresenta a “luz elétrica” como metáfora do conhecimento e da tecnologia no mundo contemporâneo. Essa luz torna-se um atributo de Mefisto, pois é a tecnologia a ser disputada, a criar uma arena para a disputa de poder.
HEINER MÜLLER EM REPERTÓRIO:
“MEDEAMATERIAL”, “HAMLETMASCHINE” e “DESCRIÇÃO DE IMAGEM”
Autor: Heiner Müller.
Direção e iluminação: Lenerson Polonini
Elenco: Rosa Freitas, Ricardo Gelli, Melany Kern e Josefa Pereira
Participação especial em voz off: Paulo César Pereio
Figurinos e maquiagem: Carina Casuscelli.
Trilha sonora: Wilson Sukorski.
Tradução: Christine Röehrig e Marcos Renaux.
Direção de vídeocenário: Cristian Cancino.
Edição de vídeo: Rodrigo Sousa e Pedro Dantas.
Fotos: Acauã Fonseca.
Direção de movimento: Carolina Moreira.
Colaboração coreográfica e preparação corporal: Josefa Pereira
Sinopse:
HEINER MÜLLER EM REPERTÓRIO
Três das mais brilhantes peças do dramaturgo alemão, Heiner Müller, são reunidas aqui abordando os conflitos e questionamentos presentes na sociedade contemporânea.
MEDEAMATERIAL condensa a tragédia de Eurípides em alguns diálogos curtos e um longo monólogo de Medéia, cuja tônica é a idéia da traição, uma traição múltipla: de Medéia a seu povo e a seu sangue (mata o irmão e lança seus pedaços ao mar, possibilitando a fuga de Jasão com o velocino de ouro); de Jasão (abandona a esposa estrangeira, bárbara, pela filha do rei de Corinto); dos filhos (choram ao ouvir os gritos de morte da princesa, trajada com a veste nupcial ofertada por Medéia).
HAMLETMASCHINE é estruturada em cinco cenas que espelham, ao lado da tragédia de Hamlet, o nosso tempo: as catástrofes da história e da cultura ocidental e a crise do artista e intelectual, cindido entre o desejo de se transformar em uma máquina sem dor ou pensamentos e a necessidade de ser um historiador desse tempo irredimido
DESCRIÇÃO DE IMAGEM foi inspirada no desenho de uma estudante de Sofia: as imperfeições deram lugar a espaços de criatividade e a imagem foi “coberta com escrita”, tornando-se mais abstrata. O texto apresenta um encontro dramático entre olhar e imagem. Assim, mais do que um texto auto-reflexivo sobre o teatro, Descrição de Imagem é uma reflexão sobre o theatron, o espaço do público-receptor; ao pé da letra “espaço de contemplação”.
Serviço
Temporada: 01 até 31 de julho
Quintas e Sextas-feiras - às 21h – DR FAUSTUS LIGA A LUZ
Duração: 90 minutos
Faixa etária recomendada: a partir de 16 anos
Sábados às 21h e Domingos às 19h - HEINER MÜLLER EM REPERTÓRIO
Duração: 70 minutos
Faixa etária recomendada: a partir de 16 anos
Local:
Teatro Cacilda Becker
Endereço: Rua Tito, 295 – Lapa
Telefones: (11) 3864-4513
Lugares: 198
Ingressos: R$ 10,00 e R$ 5,00
Bilheteria: Abre 1 hora antes
Aceita cheque, cartão de crédito e débito
Venda de ingresso pela Internet: Ingresso Fácil
Informações para a imprensa:
Paulo Duek
duek.press@gmail.com
(11) 9761-1215, (11) 7546-9833 e (13) 9725-1006
Juan Velásquez
Juan_xango@hotmail.com
(11) 6108-8924
TRAJETÓRIA DA CIA
Nos anos de 2002 e 2003, a companhia encenou o Repertório Beckett, com as peças Ato sem Palavras I e II, Vaivém e Aquela Vez, esta última com participação de Paulo César Pereio, nos teatros Cultura Inglesa e unidades do SESI e SESC do interior paulista. A performance Berceuse, versão em francês de Cadeira de Balanço, de Beckett, com a dançarina Renée Gumiel, é apresentada durante o evento Bloomsday, na ocasião organizado por Haroldo de Campos. Em 2003, é realizada a montagem do Repertório Beckett 2: Eu não, Improviso de Ohio e Catástrofe, em cartaz no SESC Consolação, e, em 2004, em outras unidades do SESC - SP.
O Repertório Beckett 3: Esperando Godot e Respiração esteve em cartaz em julho de 2005 no Teatro Sérgio Cardoso; e, em setembro, no espaço da Galeria Olido, na capital paulista. Ainda em 2005, a Cia. cria a performance Ulisses, inspirada na obra de James Joyce, com participações em duas edições dos eventos Virada Cultural e Bloomsday. Em 2006, o Repertório Beckett 3 é apresentado em diversas cidades do interior do estado, com o apoio do projeto Caravana Paulista de Teatro, da Secretaria de Estado da Cultura - SP. O evento Samuel Beckett 100 anos é organizado por Polonini e conta com a realização do SESC Santana, onde são exibidos, na íntegra, os Repertórios Beckett 1, 2 e 3, e reunidos vários grupos teatrais e pesquisadores, como: Gerald Thomas, Rubens Rusche, Luis Fernando Ramos, Célia Berrerttini, entre outros.
Em 2007, a Cia. apresenta a performance Dante e Beatriz - um passeio pelos infernos de São Paulo, inspirado em A Divina Comédia, de Dante Alighieri, com duração de seis horas, durante a Virada Cultural da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo.
Em 2008, a companhia apresenta mais duas edições do Ciclo Heiner Müller, no Espaço SESC - Rio de Janeiro, em parceria com o Goethe Institut, e no Sesc Campinas – SP. Realiza também as performances Eu, Machado de Assis e M de Machado, com o ator Paulo César Pereio e o músico Wilson Sukorski - atrações da Virada Cultural Municipal.
Em 2009, com “Dr. Faustus Liga a Luz”, a Cia. cumpriu temporada de março a abril, no Teatro da Oficina Cultural Oswald de Andrade, recebendo ótimas críticas em diversos meios de comunicação e a indicação ao Prêmio CPT de melhor projeto visual no primeiro semestre daquele ano.
Lenerson Polonini – Direção artística
É pesquisador, diretor, curador e produtor de teatro. Estudou na Escola “O Tablado” no Rio de Janeiro entre 1998/99 e Artes Cênicas na Faculdade Paulista de Artes. Participou como assistente de direção na primeira fase da montagem de “Os Sertões”, de Euclides da Cunha, com a direção de Zé Celso Martinez Corrêa e como ator em “As Bacantes”.
Participou de workshops com diretores como Bob Paton, Isabela Ciwinska e Escola Hoshô do Japão. Fundador da Cia. Nova de Teatro, vem desenvolvendo pesquisas sobre a obra do autor Samuel Beckett e sobre a cena visual do Século XX e teatro multimídia.
Em 2007, dirigiu o espetáculo multimídia “Heiner Müller em Repertório” reunindo as peças Medeamaterial, Hamletmaschine e Descrição de Imagem, cumprindo temporada no Sesc São Paulo e no Sesc Rio de Janeiro em parceria com o Goethe Institut.
Dirigiu também o espetáculo “Escuta Zé Mané!”, baseado nas ideias de Reich, tendo como protagonista o ator Paulo Cesar Peréio, que ficou em cartaz no Sesc Av. Paulista, em São Paulo, em dezembro/2009, e na Oi Futuro, na cidade do Rio de Janeiro, nos meses de janeiro e fevereiro/2010. Atualmente, prepara o projeto Companhia Nova de Teatro-10 anos, que preve apresentações de repertório recente de duas peças, além de duas novas montagens em parceria com Cias. estrangeirtas.
CARINA CASUSCELLI
Graduada em Negócios da Moda e Artes Cênicas, a diretora e produtora dos espetáculos do “Projeto Multimídia Sinais”, Carina Casuscelli desenvolve projetos híbridos de vídeo, moda, teatro e dança com pessoas com e sem deficiência. Em 2009, foi contemplada pelo “Prêmio Interações Estéticas da Funarte” com o projeto “Diversidade nas Artes”. Foi contemplada em duas edições do programa VAI; em 2004 com o espetáculo “Sinais de um Sonho” e em 2007 com o projeto “Informal... Encenando a Moda do Brás”.
A parceria da artista com o diretor nasceu logo após a participação de Carina Casuscelli no Sanniofilmfest, realizado na Itália no ano passado, na ocasião a artista teve a oportunidade de apresentar à D´Ambrosi seu portifólio de trabalhos realizados no Brasil, com a integração de pessoas com e sem deficiência. D´Ambrosi ficou encantado com o número de trabalhos realizados pela jovem artista e a convidou para apresentar seus trabalhos em Roma.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Cia. do Latão se apresenta no CCBB-RJ (Rio de Janeiro)
No Rio, grupo estreia espetáculo dividido em gêneros diferenciados
Maria Eugênia de Menezes - O Estado de S.Paulo
Caixas e pacotes atravancam o caminho. Embrulhos no chão espalham-se por todos os cantos. Na sede da Companhia do Latão, em uma casa da Vila Madalena, o clima é de mudança. Terminado o ensaio, o grupo parte para embalar cenários e figurinos. Entrega-se aos últimos preparativos antes da partida para o Rio de Janeiro. É lá que o coletivo paulistano dirigido por Sérgio de Carvalho estreia, na quinta, seu espetáculo mais recente, Ópera dos Vivos. E é no CCBB carioca que eles devem permanecer por dois meses antes de voltar a São Paulo.
Não é a primeira vez que o Latão atravessa a ponte aérea para apresentar um novo trabalho. Foi assim também em 2006, quando fizeram a primeira temporada de O Círculo de Giz Caucasiano, de Bertolt Brecht, no mesmo Centro Cultural Banco do Brasil. O retorno agora tem a ver com a boa relação que conseguiram estabelecer com a instituição, explica o diretor. Mas também com as condições físicas ideais que encontraram para encenar Ópera dos Vivos, uma montagem de arcabouço grandioso, que contempla não uma, mas quatro peças. No Rio, eles terão duas salas, onde conseguiram criar ambientes distintos para receber o público em cada um desses módulos, que serão apresentados juntos e duram cerca de três horas e meia. "É nossa maior produção do ponto de vista logístico", lembra Carvalho. "Não é uma peça, mas um estudo teatral apresentado em quatro atos."
A nortear e amalgamar as diferentes partes de Ópera dos Vivos aparece de fundo uma discussão sobre a função do artista e o lugar da arte. E tudo isso é tratado não apenas na chave das artes cênicas, mas em linguagens que não são aquelas que esperamos encontrar em uma peça de teatro: abarcando códigos próprios da televisão, da música popular e do cinema. "Trata-se de uma reflexão sobre a arte, mas também sobre a forma artística, por isso queríamos também nos exercitar em outros formatos, como o audiovisual", comenta o diretor.
Se no primeiro módulo, a plateia se depara com os ensaios de uma peça sobre as ligas camponesas, na etapa seguinte verá um telão descer à frente da arquibancada e acompanhará um filme de 45 minutos, rodado pelo próprio grupo. Com ecos da filmografia de Glauber Rocha, especialmente do controverso Terra em Transe, a gravação dá conta da história do banqueiro de uma cidade fictícia chamada Cabidal, que se apaixona por uma atriz: ele se vê em meio a uma luta ideológica sem encontrar posição dentro dela - frequenta a esquerda, mas também dá dinheiro para a televisão que apoia um golpe militar. "Mas tudo aparece alegoricamente. Nada é tratado de forma realista", ressalva o diretor.
Clara menção ao golpe brasileiro de 1964, a tal alegoria contamina todos os atos do espetáculo. E, em três deles, a companhia lança mão de um recuo ao passado, justamente para rever o momento que antecedeu a subida dos militares ao poder. Esse deslocamento temporal, porém, não serve a um revisionismo de episódios que marcaram a época e escapa de qualquer leitura sentimental. É apenas uma forma de enxergar questões atuais com distanciamento, conceito brechtiano que costuma pautar o trabalho do grupo.
"As quatro peças são sobre a atualidade, mas voltam-se para o que havia como possibilidade de produção artística no período imediatamente anterior ao surgimento da indústria cultural", aponta Carvalho. Para ele, mais um motivo para localizar Ópera dos Vivos em outro momento histórico é o peso que os anos 1960 ainda exercem sobre o pensamento nacional. Apesar das mudanças, ainda estaríamos, de certa maneira, presos a conceitos e categorias transplantados desse período. Deslocados no tempo.
A lógica da televisão. No último ato do espetáculo, o espectador retorna aos dias atuais e a trama se detém sobre aquilo que seria a gravação de um programa de TV. O enredo serve de mote para a discussão de muito daquilo que o Latão observa desde 2007, quando se lançou em um extenso projeto de revisão de sua trajetória de dez anos. Foi aí que filmou peças de seu repertório e levou dois novos trabalhos, Senhorita L e Ensaio sobre a Crise, à televisão. Nesse contexto de aproximação com o audiovisual, o grupo se deparou com modelos de produção pautados pela lógica industrial, pouco afeitos ao improviso e ao imprevisto. "Arte tem a ver com relações de trabalho", sentencia o diretor. E, na sua visão, as relações de trabalho no campo cultural - inclusive no teatro - vão ficando cada vez mais mercantilizadas, alienadas. "Um câmera que não sabe o que está filmando não tem como contribuir com nada. Precisa aplicar aquilo que seria uma técnica neutra. Mas o fato é que nenhuma técnica é neutra. Toda ideologia artística se relaciona necessariamente com a forma como aquela expressão artística foi construída."
CRONOLOGIA
Um teatro político
1996
Ensaio sobre Danton
Espetáculo de Georg Büchner lança o grupo, que faz um cuidadoso trabalho de investigação do teatro épico
1999
O Nome do Sujeito
Primeira obra completamente autoral do grupo, inspira-se em livro de Gilberto Freyre
2000
Comédia do Trabalho
Peça sonda as relações de trabalho e as contradições do modo de produção capitalista
2002
Auto dos Bons Tratos
Retoma pesquisa do teatro dialético para olhar para o Brasil colonial, no século 16
2004
Equívocos Colecionados
Reflexão da companhia sobre o livro homônimo do dramaturgo alemão Heiner Müller
2006
Círculo de Giz Caucasiano
O Latão retorna à obra de Bertolt Brecht, nesta peça que é uma reflexão sobre a justiça e a questão da terra.
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