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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Emerson Natividade fala de Contando Causos, do Caboclinhas (Sâo Paulo)


Critica / Emerson Natividade


Contando Causos – (Baseado em livro de Rolando Boldrin).

Contando Causos, baseado no livro Homônimo de Rolando Boldrin, é um espetáculo leve, puro e surpreendente, vivenciado pelo Núcleo Caboclinhas, que trazem um trabalho de pesquisa artesanal de tipos sertanejos originalmente brasileiros, por traz de cada ser estereotipado se apresenta um ser verdadeiro na sua essência, e assim sendo, visualizamos um latifúndio de pureza. Todos genuinamente brasileiros.

As Mulheres que compõem um elenco feminino de muito talento (Geni Cavalcante, Luciana Silveira, Marina Fossa, Viviane Victtorin e Ligia Fossa), trazem o homem sertanejo, as mulheres do cotidiano de vilarejos afastados, um menino maravilhosamente construído pela atriz e produtora Luciana Silveira, á melodia maravilhosa do violão de Zé Modesto e mais uma direção afinadíssima e delicadíssima de Ana Wuo.

O Núcleo Caboclinhas, além de um espetáculo teatral, traz a magia da tipografia brasileira, escondida dentro dos arquétipos artísticos, que fazem moradas no humano, trazem o exercício do fazer teatral, num trabalho milimetricamente intuitivo e criativo. A melodia do som instrumental alimenta os Causos Contados e vivenciados pelo elenco do Núcleo Caboclinhas. Geni Cavalcante esplendidamente puxa o coro. É, vamos tirar o Brasil da gaveta!

O Trabalho do Núcleo Caboclinhas deve ser acompanhado de perto, pois proporciona o reencontro as raízes e um êxtase de muitas “risadas”.

SERVIÇO -
TEMPORADA DE ESTRÉIA

ESPAÇO SATYROS I Praça Roosevelt, 214
Terças-feiras e Quartas-feiras às 21 hs

Nos meses de outubro e novembro de 2010 (de 05/10/2010 até 30/11/2010)
Ingresso: R$ 20,00; R$ 10,00 (Estudantes, Classe Artística e Terceira Idade);

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(*) Jornalista, Ator, Dramaturgo, Roteirista, Diretor Teatral, Professor e Poeta.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Emerson Natividade fala de Santa Joana, de Brecht (São Paulo, SP)

Bertolt Brecht

Critica

Santa Joana dos Matadouros

de Bertold Brecht.

Santa Joana dos Matadouros de Bertold Brecht com direção do histórico José Renato, que foi fundador do Teatro Arena e representa à singela e independente história do Teatro Brasileiro. José Renato que é um dos maiores diretores do Teatro, ele, nos traz Brecht de forma especial e interessante. José Renato nos trás um espetáculo musical com várias linguagens e atores com química cênica, linguagem a temporal, e ao mesmo tempo, fiel a época. Santa Joana dos Matadouros é um texto extremamente dramático e poético, traz a problemática da economia universal, no inicio do século XX, focando a cidade de Chicago nos Estados Unidos. Podemos considerar esse texto absolutamente atual, pois o sistema capitalista aponta tais problemáticas. Dentro de uma dialética proposta, mostra a vulnerabilidade do mercado econômico da época, aos olhos da sociedade. Sendo que a cobiça humana, que se apresenta de várias maneiras, principalmente através da vaidade, do orgulho e do egoísmo, põe certas questões sociais em risco. Mostrando que o capital, naquele instante era muito exigido, tanto que quem tinha queria mais, e quem pouco tinha, não tinha nada. Questão levantada naquele instante, que vivemos até os dias de hoje.

À personagem Jack Pierpoint, bem interpretada pelo ator Alexandre Krug, considerado o “rei da carne” em Chicago, busca colecionar lucros, e jogar o prejuízo nas costas de seu invigilante sócio Ambrósio interpretado pelo ator João Ribeiro, que também é assistente de direção, sendo assim, entram em negociação com os Chapéus Negros, pois, ficaram sabendo por amigos que em Nova York a carne sofre terrível queda. Com o desemprego em massa, aparece, a frente do exercito da salvação (Chapéus Negros), Joana, interpretada pela atriz Érika Coracini, sendo que visualizamos o encontro da necessária inocência com a estúpida ganância.

Brecht nos mostra através desta história a necessidade de mudança, do estado e do homem, além de um sistema falido. Um estado não interessado em observar o quanto oprimimos um ao outro. Cada homem pensando apenas em si, e esquecendo o coletivo.

É apresentado um texto elucidativo, que contém dezessete personagens, que buscam resolver seus problemas diante de uma crise que assola a todos. Enredo propício aos dias de hoje.

Vale a pena ser conferido!

Emerson Natividade

Jornalista, Ator, Diretor Teatral e Dramaturgo

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Nativação apresenta A Busca - Qual o Sentido da Vida (São Paulo, SP)


Emerson Natividade em "A Busca"

NATIVAÇÃO - GRUPO DE PESQUISA TEATRAL apresenta

A Busca

Pió íne to nóima tis zoís? (Qual o sentido da vida?)

Sinopse

“O Grupo de Pesquisa Teatral Nativação propondo a democratização”. Em algum lugar um indivíduo chamado Vidarta questiona o mundo em que vive e sua própria existência usando por base a filosofia universal. Nessa busca, revela-se a importância relativa dos anseios materiais, da luta política e das diretrizes morais que permeiam as relações sociais e principalmente, as relações humanas. O texto aborda de Sócrates, Pitágoras, Heráclito, Nitz, Freud, Jung, Bob Marley, Che Guevara, Jesus Cristo, etc...

“Nosso trabalho não objetiva somente uma conscientização social, mas principalmente, uma conscientização humana.”

Grupo Nativação

O Grupo de Pesquisa Teatral Nativação foi criado no dia 04 de maio de 2002, por Emerson Natividade. O trabalho do grupo é voltado a uma profunda pesquisa teatral, tentando buscar algo que foi perdido na história teatral, e assim sendo, acreditamos que somente através de “tal” é possível um trabalho responsável, harmônico e qualitativo.

O Grupo nasceu de um trabalho voltado ao suigeneris, ou seja, a transformação, o diferente, o desconhecido, o novo. Buscamos no trabalho uma ação diferente ao corpo, um movimentar objetivo, algo dinâmico propondo na ação o não pensamento, para não cair no clichê técnico. Além do que, buscamos seriedade e profissionalismo. Tentando levar ao teatro uma arte real. Em nosso trabalho podemos identificar a política, o comércio, o sexo, o animal, o indivíduo, etc. Universal, impermanente, material e espiritual.

Assuntos abordados no primeiro trabalho, que faz parte da linha teatro do absurdo, – vida, sociedade, cultura, dança, ilusionismo, política, mundo, planeta, morte, (racional e irracional – espiritualidade). Esta primeira montagem incluiu dois textos – “Viagem” e “Vida Mundo; Dança Morte”, ambos de autoria de Emerson Natividade, com direção teatral do próprio. São textos com poucas personagens, vislumbrando pouco cenário, intensa iluminação, isto é, objetivando o ator em cena, dentro de um conjunto cênico.

O segundo trabalho do grupo, em 2003, seguindo a linha do teatro realista, foi “Oração Para Um Pé de Chinelo”, de Plínio Marcos, com direção de Dizoneth. Ficou em cartaz no Teatro Augusta, Teatro Alfredo Mesquita e NCN – USP. Mesmo com a mudança de gênero teatral, o grupo segue a mesma filosofia.

De janeiro de 2004 a dezembro de 2007, o Grupo Nativação estreou e desenvolveu um monólogo, também com dramaturgia de Emerson Natividade, “A Busca - (Qual o sentido da vida?)”. Retomando a temática do início de trabalho. “A Busca” faz parte de uma trilogia, que será completada pelas montagens dos textos “Analogia” e o “Pensamento”.

Voltamos com esse trabalho de pesquisa no segundo semestre de 2010, com o monologo A Busca (Qual o sentido da vida?).