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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Santa Joana dos Matadouros terminando o ano no Denoy (São Paulo, SP)


ÚLTIMA SEMANA: "Santa Joana dos Matadouros" de Bertolt Brecht - Direção José Renato


Teatro Denoy de Oliveira

Rua Rui Barbosa, 323, Bela Vista – Tel.: (11) 3289-7475

29/10 a 12/12 (sex e sáb às 21h e dom às 20h)

Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (estudantes, terceira idade, classe artística e professores da rede estadual com carteira da APEOESP, Sindpd e Sindicato dos Bancários).

SOBRE A PEÇA: O autor coloca em cena os mecanismos que levam à degradação da economia: superprodução, falta de mercado para escoá-la com os principais empresários tentando compensar a queda nos lucros através da especulação e do aumento da exploração, o que, por sua vez, leva à exacerbação das tensões com mais quebradeira, mais fome e produz seu oposto; os movimentos operários contra as duras condições impostas aos trabalhadores.

SOBRE O DIRETOR: José Renato, um dos mais importantes diretores em atividade no país, traz de volta ao palco do Teatro Denoy de Oliveira a peça “Santa Joana dos Matadouros”, que retrata a grande depressão do início do século 20, mas que em tudo lembra a crise econômica desta primeira década do século 21. A reestreia de uma das mais instigantes obras de Bertolt Brecht será no dia 29 de outubro, sexta-feira. O fundador do Teatro de Arena dirige a peça a convite do Centro Popular de Cultura da União Municipal dos Estudantes Secundaristas - CPC-UMES. A encenação teve grande sucesso de público e crítica na primeira temporada, nos meses de junho e julho deste ano.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Emerson Natividade fala de Santa Joana, de Brecht (São Paulo, SP)

Bertolt Brecht

Critica

Santa Joana dos Matadouros

de Bertold Brecht.

Santa Joana dos Matadouros de Bertold Brecht com direção do histórico José Renato, que foi fundador do Teatro Arena e representa à singela e independente história do Teatro Brasileiro. José Renato que é um dos maiores diretores do Teatro, ele, nos traz Brecht de forma especial e interessante. José Renato nos trás um espetáculo musical com várias linguagens e atores com química cênica, linguagem a temporal, e ao mesmo tempo, fiel a época. Santa Joana dos Matadouros é um texto extremamente dramático e poético, traz a problemática da economia universal, no inicio do século XX, focando a cidade de Chicago nos Estados Unidos. Podemos considerar esse texto absolutamente atual, pois o sistema capitalista aponta tais problemáticas. Dentro de uma dialética proposta, mostra a vulnerabilidade do mercado econômico da época, aos olhos da sociedade. Sendo que a cobiça humana, que se apresenta de várias maneiras, principalmente através da vaidade, do orgulho e do egoísmo, põe certas questões sociais em risco. Mostrando que o capital, naquele instante era muito exigido, tanto que quem tinha queria mais, e quem pouco tinha, não tinha nada. Questão levantada naquele instante, que vivemos até os dias de hoje.

À personagem Jack Pierpoint, bem interpretada pelo ator Alexandre Krug, considerado o “rei da carne” em Chicago, busca colecionar lucros, e jogar o prejuízo nas costas de seu invigilante sócio Ambrósio interpretado pelo ator João Ribeiro, que também é assistente de direção, sendo assim, entram em negociação com os Chapéus Negros, pois, ficaram sabendo por amigos que em Nova York a carne sofre terrível queda. Com o desemprego em massa, aparece, a frente do exercito da salvação (Chapéus Negros), Joana, interpretada pela atriz Érika Coracini, sendo que visualizamos o encontro da necessária inocência com a estúpida ganância.

Brecht nos mostra através desta história a necessidade de mudança, do estado e do homem, além de um sistema falido. Um estado não interessado em observar o quanto oprimimos um ao outro. Cada homem pensando apenas em si, e esquecendo o coletivo.

É apresentado um texto elucidativo, que contém dezessete personagens, que buscam resolver seus problemas diante de uma crise que assola a todos. Enredo propício aos dias de hoje.

Vale a pena ser conferido!

Emerson Natividade

Jornalista, Ator, Diretor Teatral e Dramaturgo

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Santa Joana dos Matadouros, de Brecht, no Denoy (São Paulo, SP)


PENÚLTIMA SEMANA EM SP: “Santa Joana dos Matadouros” de Brecht - direção de José Renato


José Renato, um dos mais importantes diretores em atividade no país, traz de volta ao palco do Teatro Denoy de Oliveira a peça “Santa Joana dos Matadouros”, que retrata a grande depressão do início do século 20, mas que em tudo lembra a crise econômica desta primeira década do século 21. A reestreia de uma das mais instigantes obras de Bertolt Brecht será no dia 29 de outubro, sexta-feira.

O fundador do Teatro de Arena dirige a peça a convite do Centro Popular de Cultura da União Municipal dos Estudantes Secundaristas - CPC-UMES. A encenação teve grande sucesso de público e crítica na primeira temporada, nos meses de junho e julho deste ano.

Com um elenco de 17 atores e atrizes, além de três músicos, a peça trata das tensões entre capitalistas e das agruras vividas pelos trabalhadores de Chicago durante o inverno e no auge da crise econômica de 1929.

A professora de teoria literária, Iná Camargo Costa, pesquisadora da obra de Brecht, à saída de uma das encenações destacou: “Dá gosto de ver!” “É a primeira encenação desde que se instaurou a crise e isso mostra uma capacidade de apreensão da realidade que é impressionante”, prosseguiu a professora Iná, para quem “a peça mantém sua atualidade diante das necessidades de saída justa para a crise que enfrentamos nos dias de hoje”.

O autor coloca em cena os mecanismos que levam à degradação da economia: superprodução, falta de mercado para escoá-la com os principais empresários tentando compensar a queda nos lucros através da especulação e do aumento da exploração, o que, por sua vez, leva à exacerbação das tensões com mais quebradeira, mais fome e produz seu oposto; os movimentos operários contra as duras condições impostas aos trabalhadores.

Ao receber informações de “seus amigos de Nova Iorque”, sobre a iminência de um baque nos preços e vendas, Jack Pierpoint (Alexandre Krug), o rei da carne de Chicago, busca jogar o prejuízo nas costas de seu desavisado sócio Ambrósio (João Ribeiro).

Vem o fechamento de fábricas e o desemprego em massa. Tentando salvar a alma dos demitidos, aparece Joana (Érika Coracini), jovem pregadora dos Chapéus Negros. O encontro da inocência útil de Joana e da consciência ao mesmo tempo pesada e esperta de Pierpoint condensa as contradições sociais em meio a uma ciranda de especulação e desemprego.

Essa obra, pelas elucidações que é capaz de propor com precisão poética e dramática, demonstra plena atualidade diante de uma crise cuja profundidade se observa em seu pleno andamento. A realidade, já não nos deixa mais acreditar que “a desgraça vem como a chuva”, como a bispa Bárbara empenha-se em dizer aos operários, mas ao contrário, como ressalta Brecht, autor da instigante obra teatral: “Só poderemos descrever o mundo atual para o homem atual na medida em que descrevermos um mundo passível de modificação”.

Teatro Denoy de Oliveira

R. Rui Barbosa, 323 - Bela Vista - São Paulo-SP

Telefone: 3289-7475.

Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (estudantes, terceira idade, classe artística e professores da rede estadual com carteira da APEOESP, associados do Sindpd e Sindicato dos Bancários).

sexta e sábado: 21h.

domingo: 20h.

Até 12/12.

Tem ar condicionado

Aceita cheques. Aceita reservas.

Não vende ingresso pelo telefone..

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Santa Joana dos Matadouros, de Brecht, no Denoy (São Paulo, SP)


“Santa Joana dos Matadouros” de Brecht - direção de José Renato


José Renato, um dos mais importantes diretores em atividade no país, traz de volta ao palco do Teatro Denoy de Oliveira a peça “Santa Joana dos Matadouros”, que retrata a grande depressão do início do século 20, mas que em tudo lembra a crise econômica desta primeira década do século 21. A reestreia de uma das mais instigantes obras de Bertolt Brecht será no dia 29 de outubro, sexta-feira.

O fundador do Teatro de Arena dirige a peça a convite do Centro Popular de Cultura da União Municipal dos Estudantes Secundaristas - CPC-UMES. A encenação teve grande sucesso de público e crítica na primeira temporada, nos meses de junho e julho deste ano.

Com um elenco de 17 atores e atrizes, além de três músicos, a peça trata das tensões entre capitalistas e das agruras vividas pelos trabalhadores de Chicago durante o inverno e no auge da crise econômica de 1929.

A professora de teoria literária, Iná Camargo Costa, pesquisadora da obra de Brecht, à saída de uma das encenações destacou: “Dá gosto de ver!” “É a primeira encenação desde que se instaurou a crise e isso mostra uma capacidade de apreensão da realidade que é impressionante”, prosseguiu a professora Iná, para quem “a peça mantém sua atualidade diante das necessidades de saída justa para a crise que enfrentamos nos dias de hoje”.

O autor coloca em cena os mecanismos que levam à degradação da economia: superprodução, falta de mercado para escoá-la com os principais empresários tentando compensar a queda nos lucros através da especulação e do aumento da exploração, o que, por sua vez, leva à exacerbação das tensões com mais quebradeira, mais fome e produz seu oposto; os movimentos operários contra as duras condições impostas aos trabalhadores.

Ao receber informações de “seus amigos de Nova Iorque”, sobre a iminência de um baque nos preços e vendas, Jack Pierpoint (Alexandre Krug), o rei da carne de Chicago, busca jogar o prejuízo nas costas de seu desavisado sócio Ambrósio (João Ribeiro).

Vem o fechamento de fábricas e o desemprego em massa. Tentando salvar a alma dos demitidos, aparece Joana (Érika Coracini), jovem pregadora dos Chapéus Negros. O encontro da inocência útil de Joana e da consciência ao mesmo tempo pesada e esperta de Pierpoint condensa as contradições sociais em meio a uma ciranda de especulação e desemprego.

Essa obra, pelas elucidações que é capaz de propor com precisão poética e dramática, demonstra plena atualidade diante de uma crise cuja profundidade se observa em seu pleno andamento. A realidade, já não nos deixa mais acreditar que “a desgraça vem como a chuva”, como a bispa Bárbara empenha-se em dizer aos operários, mas ao contrário, como ressalta Brecht, autor da instigante obra teatral: “Só poderemos descrever o mundo atual para o homem atual na medida em que descrevermos um mundo passível de modificação”.

Teatro Denoy de Oliveira

R. Rui Barbosa, 323 - Bela Vista - São Paulo-SP

Telefone: 3289-7475.

Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (estudantes, terceira idade, classe artística e professores da rede estadual com carteira da APEOESP, associados do Sindpd e Sindicato dos Bancários).

Quando

Mais informação

sexta e sábado: 21h.

domingo: 20h.

Até 12/12.

Tem ar condicionado

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Mãe Coragem, de Brecht, com o Grupo Caixa Preta (Porto Alegre, RS)


Caixa-Preta

apresenta

MÃE CORAGEM

Grupo inova formalmente, mas mantém pesquisa baseada nos elementos da cultura afro-brasileira

O Grupo Caixa-Preta segue tomando de assalto as ruas e praças da cidade com o seu mais novo trabalho: o espetáculo “Mãe Coragem”. Esta semana, a montagem estará na Escola Gilberto Jorge (26) e no Parque Mascarenhas de Moraes (27), em Porto Alegre, e no município de Charqueadas (28). O trabalho é livremente inspirado na obra “Mãe Coragem e seus filhos”, do dramaturgo e encenador alemão Bertolt Brecht (1898-1956). No elenco, estão: Diego Neimar, Gil Colares, Lucila Clemente, Ravena Dutra, Rielle Dutra, Silvia Duarte e Silvio Ramão. A direção cênica é do colombiano Javier Moná Lapeira, especialmente convidado para dirigir esta encenação.

“Mãe Coragem” foi vencedora do I° Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-brasileiras, iniciativa do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Osvaldo dos Santos Neves e Fundação Palmares, instituição vinculada ao Ministério da Cultura, com patrocínio da Petrobras.

Mantendo sua pesquisa baseada nos elementos da cultura afro-brasileira, o grupo optou pela ruptura da psicologia dos personagens, de modo que, na prática, os atores se revezam na atuação dos diversos personagens. O diretor Javier Moná Lapeira utiliza a técnica do pregão, que permite aos atores criarem um sotaque próprio para os personagens e para as diferentes atmosferas propostas. A trilha sonora de Luiz André da Silva (Prêmio Açorianos de Melhor Trilha Sonora 2005) propõe climas distintos ao utilizar a música angolana, a música nordestina e as canções típicas da religiosidade afro-brasileira.

Confira a programação:

26/11, 14h - Escola Gilberto Jorge (Rua Morro Alto, 433, Aberta dos Morros, pela Juca Batista passando o Zaffari)

27/11, 17h - Humaitá (Parque Mascarenhas de Moraes, entre Avenida Palmira Gobbi e José Aluísio Filho)

28/11, 16h – Parcão, município de Charqueadas

04/12, 17h - Feira Modelo do bairro Restinga (Av. Nilo Wulf, esquina João da Silveira)

05/12, 10h - Parque Farroupilha (Redenção)

FICHA TÉCNICA

Mãe Coragem

Livremente inspirado na obra “Mãe Coragem e seus filhos”, de Bertolt Brecht

Dramaturgia

Grupo Caixa-Preta

Elenco

Diego Neimar - Gil Colares - Lucila Clemente - Ravena Dutra - Rielle Dutra

Silvia Duarte - Silvio Ramão

Direção

Javier Moná Lapeira

Direção musical

Luiz André da Silva

Preparação Corporal

Vivian Narvaez

Figurinos e Cenários

O Grupo

Fotos

Kiran Federico León

Assessoria de Imprensa

Silvia Abreu

Patrocinio

Petrobras

Lei de Incentivo à Cultura

Ministério da Cultura

Realização

Cadon – Centro de Apoio ao Desenvolvimento Osvaldo dos Santos Neves

Fundação Cultural Palmares

Produção

Grupo Caixa-Preta

SERVIÇO

O QUÊ: “Mãe Coragem”, com o Grupo Caixa-Preta: Diego Neimar, Gil Colares, Lucila Clemente, Ravena Dutra, Rielle Dutra, Silvia Duarte e Silvio Ramão. Direção: Javier Mona Lapeira

QUANDO/ONDE:

26/11, 14h - Escola Gilberto Jorge (Rua Morro Alto, 433, Aberta dos Morros, pela Juca Batista passando o Zaffari)

27/11, 17h - Humaitá (Parque Mascarenhas de Moraes, entre Avenida Palmira Gobbi e José Aluísio Filho)

28/11, 16h – Parcão, município de Charqueadas

QUANTO: Entrada franca

CONTATOS COM O GRUPO: (51) 91220222 (Silvio)

caixapreta@grupocaixapreta.com.br

Assessoria de Imprensa: Silvia Abreu (MTB 8679-4) – 23/11/10

Fones: 51- 9145.5313 / 9277.2191 silviaabreu.comunica@gmail.com

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Grupo Caixa Preta apresenta Mãe Coragem, de Brecht (Porto Alegre, RS))


Caixa-Preta

apresenta

MÃE CORAGEM

Grupo inova formalmente, mas mantém pesquisa baseada nos elementos da cultura afro-brasileira

O Grupo Caixa-Preta segue tomando de assalto as ruas e praças da cidade com o seu mais novo trabalho: o espetáculo “Mãe Coragem”. Livremente inspirado na obra “Mãe Coragem e seus filhos”, do destacado dramaturgo e encenador alemão Bertolt Brecht (1898-1956), a montagem traz, no elenco, Diego Neimar, Gil Colares, Lucila Clemente, Ravena Dutra, Rielle Dutra, Silvia Duarte e Silvio Ramão. A direção cênica é do colombiano Javier Moná Lapeira, especialmente convidado para dirigir esta encenação.

Dando sequencia à temporada de estréia, o grupo apresenta-se neste sábado, dia 20 de novembro, às 17h30min, estarão no Quilombo do Areal (Avenida Guaranha, esquina Baronesa do Gravataí), Cidade Baixa, e no domingo, dia 21, às 13h, é a vez do Quilombo Cantão das Lombas (Estrada da Lomba, entrada pela RS. 040, Parada 130, Capão da Porteira, Beco do Felipe ou Machado), em Viamão.

“Mãe Coragem” foi vencedora do I° Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-brasileiras, iniciativa do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Osvaldo dos Santos Neves e Fundação Palmares, instituição vinculada ao Ministério da Cultura, com patrocínio da Petrobras.

Mantendo sua pesquisa baseada nos elementos da cultura afro-brasileira, o grupo optou pela ruptura da psicologia dos personagens, de modo que, na prática, os atores se revezam na atuação dos diversos personagens. O diretor Javier Moná Lapeira utiliza a técnica do pregão, que permite aos atores criarem um sotaque próprio para os personagens e para as diferentes atmosferas propostas. A trilha sonora de Luiz André da Silva (Prêmio Açorianos de Melhor Trilha Sonora 2005) propõe climas distintos ao utilizar a música angolana, a música nordestina e as canções típicas da religiosidade afro-brasileira.

As próximas apresentações:

20/11, 17h30min - Quilombo do Areal (Avenida Guaranha, esquina Baronesa do Gravataí), Cidade Baixa

21/11 , 13h - Quilombo Cantão das Lombas (Estrada da Lomba, entrada pela RS. 040, Parada 130, Capão da Porteira, Beco do Felipe ou Machado), em Viamão

22/11, 13h30min - Largo Glênio Peres, dentro das atividades da Marcha Zumbi dos Palmares, em frente ao Mercado Público.

23/11, 17h30min - Campus do IPA (Rua Coronel Joaquim Pedro Salgado, 80, bairro Rio Branco, no estacionamento, próximo à Praça de Alimentação).

26/11, 14h - Escola Gilberto Jorge (Rua Morro Alto, 433, Aberta dos Morros, pela Juca Batista passando o Zaffari)

27/11, 17h - Humaitá (Parque Mascarenhas de Moraes, entre Avenida Palmira Gobbi e José Aluísio Filho)

28/11, 16h – Parcão, município de Charqueadas

04/12, 17h - Feira Modelo do bairro Restinga (Av. Nilo Wulf, esquina João da Silveira)

05/12, 10h - Parque Farroupilha (Redenção)

FICHA TÉCNICA

Mãe Coragem

Livremente inspirado na obra “Mãe Coragem e seus filhos”, de Bertolt Brecht

Dramaturgia

Grupo Caixa-Preta

Elenco

Diego Neimar - Gil Colares - Lucila Clemente - Ravena Dutra - Rielle Dutra

Silvia Duarte - Silvio Ramão

Direção

Javier Moná Lapeira

Direção musical

Luiz André da Silva

Preparação Corporal

Vivian Narvaez

Figurinos e Cenários

O Grupo

Fotos

Kiran Federico León

Assessoria de Imprensa

Silvia Abreu

Patrocinio

Petrobras

Lei de Incentivo à Cultura

Ministério da Cultura

Realização

Cadon – Centro de Apoio ao Desenvolvimento Osvaldo dos Santos Neves

Fundação Cultural Palmares

Produção

Grupo Caixa-Preta

SERVIÇO

O QUÊ: “Mãe Coragem”, com o Grupo Caixa-Preta: Diego Neimar, Gil Colares, Lucila Clemente, Ravena Dutra, Rielle Dutra, Silvia Duarte e Silvio Ramão. Direção: Javier Mona Lapeira

QUANDO E ONDE: Sábado, dia 20 de novembro, às 17h30min, no Quilombo do Areal (Avenida Guaranha, esquina Baronesa do Gravataí), Cidade Baixa. No domingo, dia 21, às 13h, é a vez do Quilombo Cantão das Lombas (Estrada da Lomba, entrada pela RS. 040, Parada 130, Capão da Porteira, Beco do Felipe ou Machado), em Viamão.

QUANTO: Entrada franca

CONTATOS COM O GRUPO: (51) 91220222 (Silvio)

caixapreta@grupocaixapreta.com.br

Assessoria de Imprensa: Silvia Abreu (MTB 8679-4) – 16/11/10

Fones: 51- 9145.5313 / 9277.2191 silviaabreu.comunica@gmail.com

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Peça de Brecht e Kurt Weill no Teatro Bruno Kiefer (Porto Alegre, RS)


Cia de Teatro Musical Ernani Poeta apresenta:


QUANTO VALE OU É POR QUILO???

Texto de Ernani Poeta com Musicas de Kurt Weill e Letras de Bertolt Brecht

Esse espetáculo apesar de ter o mesmo nome do filme de Sérgio Bianchi, não é uma adaptação do mesmo para o teatro, foi apenas uma inspiração na construção desse trabalho que aborda o tráfico de pessoas, que enquanto peças inteiras são vendidas para a prostituição ou para o trabalho escravo e quando seus corpos não têm serventia para um desses fins são comercializados em pedaços no tráfico de órgãos.

Busca-se com esse espetáculo refletir sobre a nossa contribuição mesmo que inconsciente nesse mercado que rende anualmente U$ 32 bilhões, conforme dados da OIT (Organização Internacional do Trabalho), mostrando ao público que não somos tão inocentes como pensamos, pois um grande número de pessoas é comercializado como objeto de uso pessoal, objeto esse que muitas vezes entra em nossas casas através dos meios de comunicação para serem usufruídos por nós que estamos escondidos comodamente atrás da ignorância de sua procedência.

O QUE: Quanto Vale ou é Por Quilo?

ONDE: Teatro Bruno Kiefer (CCMQ - Rua dos Andradas nº 736)

QUANDO: 12/11 a 05/12

HORÁRIO: sex e sáb 21h - dom 20h

VALOR DO INGRESSO: R$ 20,00 com 25% para o Clube do assinante ZH (titular e acompanhante) e 50% desconto para estudantes, maiores de 65 anos e Classe Artística

Elenco: Bruno Cardoso, Graziela Franco, Helena de Bem, Henrique Gonçalves, Jony Pereira, Juliana Canovas, Juliano Fortini, Lílian Roisenberg, Roberta Turski, Rogério Azevedo e participação de Rosana Marques.

Direção: Ernani Poeta

Contato: (51) 92396292

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Santa Joana dos Matadouros, de Brecht, no Denoy (São Paulo, SP)

Bertolt Brecht

“Santa Joana dos Matadouros”


de Brecht, sob direção de José Renato, tem reestreia em 29 de outubro

José Renato, um dos mais importantes diretores em atividade no país, traz de volta ao palco do Teatro Denoy de Oliveira a peça “Santa Joana dos Matadouros”, que retrata a grande depressão do início do século 20, mas que em tudo lembra a crise econômica desta primeira década do século 21. A reestreia de uma das mais instigantes obras de Bertolt Brecht será no dia 29 de outubro, sexta-feira.

O fundador do Teatro de Arena dirige a peça a convite do Centro Popular de Cultura da União Municipal dos Estudantes Secundaristas - CPC-UMES. A encenação teve grande sucesso de público e crítica na primeira temporada, nos meses de junho e julho deste ano.

Com um elenco de 17 atores e atrizes, além de três músicos, a peça trata das tensões entre capitalistas e das agruras vividas pelos trabalhadores de Chicago durante o inverno e no auge da crise econômica de 1929.

A professora de teoria literária, Iná Camargo, pesquisadora da obra de Brecht, à saída de uma das encenações destacou: “Dá gosto de ver!” “É a primeira encenação desde que se instaurou a crise e isso mostra uma capacidade de apreensão da realidade que é impressionante”, prosseguiu a professora Iná, para quem “a peça mantém sua atualidade diante das necessidades de saída justa para a crise que enfrentamos nos dias de hoje”.

O autor coloca em cena os mecanismos que levam à degradação da economia: superprodução, falta de mercado para escoá-la com os principais empresários tentando compensar a queda nos lucros através da especulação e do aumento da exploração, o que, por sua vez, leva à exacerbação das tensões com mais quebradeira, mais fome e produz seu oposto; os movimentos operários contra as duras condições impostas aos trabalhadores.

Ao receber informações de “seus amigos de Nova Iorque”, sobre a iminência de um baque nos preços e vendas, Jack Pierpoint (Alexandre Krug), o rei da carne de Chicago, busca jogar o prejuízo nas costas de seu desavisado sócio Ambrósio (João Ribeiro).

Vem o fechamento de fábricas e o desemprego em massa. Tentando salvar a alma dos demitidos, aparece Joana (Érika Coracini), jovem pregadora dos Chapéus Negros. O encontro da inocência útil de Joana e da consciência ao mesmo tempo pesada e esperta de Pierpoint condensa as contradições sociais em meio a uma ciranda de especulação e desemprego.

Essa obra, pelas elucidações que é capaz de propor com precisão poética e dramática, demonstra plena atualidade diante de uma crise cuja profundidade se observa em seu pleno andamento. A realidade, já não nos deixa mais acreditar que “a desgraça vem como a chuva”, como a bispa Bárbara empenha-se em dizer aos operários, mas ao contrário, como ressalta Brecht, autor da instigante obra teatral: “Só poderemos descrever o mundo atual para o homem atual na medida em que descrevermos um mundo passível de modificação”.

Teatro Denoy de Oliveira

R. Rui Barbosa, 323 - Bela Vista - Centro. Telefone: 3289-7475.

100 lugares

Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (estudantes, terceira idade, classe artística e professores da rede estadual com carteira da APEOESP, associados do Sindpd e Sindicato dos Bancários).

QuandoMais informação

sexta e sábado: 21h.

domingo: 20h.

Até 12/12. Tem ar condicionado

Aceita cheques. Aceita reservas.

Não vende ingresso pelo telefone..

Não tem área para fumantes

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Peça de Brecht com direção de José Renato no Denoy (São Paulo, SP)

José Renato

"Santa Joana dos Matadouros", de Brecht, sob direção de José Renato, tem reestreia em 29 de outubro


José Renato, um dos mais importantes diretores em atividade no país, traz de volta ao palco do Teatro Denoy de Oliveira a peça "Santa Joana dos Matadouros", que retrata a grande depressão do início do século 20, mas que em tudo lembra a crise econômica desta primeira década do século 21. A reestreia de uma das mais instigantes obras de Bertolt Brecht será no dia 29 de outubro, sexta-feira.

O fundador do Teatro de Arena dirige a peça a convite do Centro Popular de Cultura da União Municipal dos Estudantes Secundaristas - CPC-UMES. A encenação teve grande sucesso de público e crítica na primeira temporada, nos meses de junho e julho deste ano.

Com um elenco de 17 atores e atrizes, além de três músicos, a peça trata das tensões entre capitalistas e das agruras vividas pelos trabalhadores de Chicago durante o inverno e no auge da crise econômica de 1929.

A professora de teoria literária, Iná Camargo, pesquisadora da obra de Brecht, à saída de uma das encenações destacou: "Dá gosto de ver!" "É a primeira encenação desde que se instaurou a crise e isso mostra uma capacidade de apreensão da realidade que é impressionante", prosseguiu a professora Iná, para quem "a peça mantém sua atualidade diante das necessidades de saída justa para a crise que enfrentamos nos dias de hoje".

O autor coloca em cena os mecanismos que levam à degradação da economia: superprodução, falta de mercado para escoá-la com os principais empresários tentando compensar a queda nos lucros através da especulação e do aumento da exploração, o que, por sua vez, leva à exacerbação das tensões com mais quebradeira, mais fome e produz seu oposto; os movimentos operários contra as duras condições impostas aos trabalhadores.

Ao receber informações de "seus amigos de Nova Iorque", sobre a iminência de um baque nos preços e vendas, Jack Pierpoint (Alexandre Krug), o rei da carne de Chicago, busca jogar o prejuízo nas costas de seu desavisado sócio Ambrósio (João Ribeiro).

Vem o fechamento de fábricas e o desemprego em massa. Tentando salvar a alma dos demitidos, aparece Joana (Érika Coracini), jovem pregadora dos Chapéus Negros. O encontro da inocência útil de Joana e da consciência ao mesmo tempo pesada e esperta de Pierpoint condensa as contradições sociais em meio a uma ciranda de especulação e desemprego.

Essa obra, pelas elucidações que é capaz de propor com precisão poética e dramática, demonstra plena atualidade diante de uma crise cuja profundidade se observa em seu pleno andamento. A realidade, já não nos deixa mais acreditar que "a desgraça vem como a chuva", como a bispa Bárbara empenha-se em dizer aos operários, mas ao contrário, como ressalta Brecht, autor da instigante obra teatral: "Só poderemos descrever o mundo atual para o homem atual na medida em que descrevermos um mundo passível de modificação".

Vale à pena assistir ao que o diretor José Renato considera "um espetáculo vivo, criado, em sua maioria, por atores jovens e motivados, e, por isso mesmo, polêmico e sujeito a alterações criativas". Aos que já assistiram à peça na primeira temporada vale a pena revê-la e comparar as alterações criativas encenadas pelo renovado elenco e os aportes ao trabalho já levado a cabo na primeira etapa.

Mãe Coragem, de Brecht, com o Grupo Caixa Preta (Porto Alegre, RS)


Caixa-Preta


apresenta

MÃE CORAGEM

Quilombo dos Alpes, dia 31 de outubro, às 17h

Mantendo sua tradição no uso dos elementos da cultura afro-brasileira, o Grupo Caixa-Preta estreia nova montagem inspirado livremente na obra de Brecht, inova no estilo de encenação e traz a Porto Alegre renomado diretor colombiano

O Grupo Caixa-Preta realiza, neste domingo, dia 31 de outubro, a segunda apresentação da temporada de estréia de seu mais novo trabalho: o espetáculo de rua “Mãe Coragem”, livremente inspirado na obra “Mãe Coragem e seus filhos”, do destacado dramaturgo e encenador alemão Bertolt Brecht (1898-1956). A apresentação será às 17h, no Quilombo dos Alpes, em Porto Alegre. No elenco, estão: Diego Neimar, Gil Colares, Lucila Clemente, Ravena Dutra, Rielle Dutra, Silvia Duarte e Silvio Ramão. A montagem tem a direção cênica do colombiano Javier Moná Lapeira, especialmente convidado para dirigir esta encenação. Esta proposta foi vencedora do I° Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-brasileiras, iniciativa do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Osvaldo dos Santos Neves e Fundação Palmares, instituição vinculada ao Ministério da Cultura, com patrocínio da Petrobras.

Em seu novo trabalho, o Caixa-Preta se lança a novos desafios: trabalha com um novo diretor e investiga um outro espaço de encenação, a rua. A experiência com Javier Moná propiciou a pesquisa e a investigação em outro estilo de interpretação: o do distanciamento crítico, proposto por Brecht, em seu famoso método. “Trabalhei com o método de Brecht, mas mantive a pesquisa baseada nos elementos da cultura afro-brasileira, explica Javier Moná. “Minha principal preocupação foi garantir o espírito brechtiano, que defino como um teatro para quebrar esquemas”.

Neste sentido, tudo começará com a relação com o público, que não será convencional. “É no teatro de rua que nascem as grandes mudanças. Trata-se do grande

teste para o ator”, avalia. A concepção brechtiana tem muito a ver com o teatro de rua. “No teatro de rua, a nudez da peça é muito maior que em um espaço convencional. A rua deixa claro que a encenação não pretende criar uma ilusão, mas se propõe a criar uma experiência real”.

“Nosso trabalho está focado em quebrar a possibilidade de ilusão que uma peça de teatro em espaço convencional pode gerar. Por isso, optei pela ruptura da psicologia dos personagens”. Na prática, significa que os atores se revezarão na atuação dos diversos personagens, cada qual oferecendo sua própria maneira de interpretação, a partir de suas experiências e vivências pessoais.

Seguindo o método do distanciamento proposto pelo dramaturgo e encenador alemão, Javier teve uma preocupação especial com o tratamento vocal dos atores. “Em Brecht, o tom da encenação é dado pela voz”, explica ele. “Utilizo a técnica do pregão, o que também remete a uma prática do universo africano. Na prática, os atores criam um sotaque próprio para os personagens e para as diferentes atmosferas propostas. Estamos nos arriscando, mas está na hora de quebrarmos alguns conceitos. O teatro precisa reencontrar sua raiz popular”, diz.

Um dos elementos a serem ressaltado em “Mãe Coragem” é a trilha sonora, que terá a importante função de ligar as cenas e sustentar o universo simbólico proposto pela encenação. Sob a direção musical de Luiz André da Silva (Prêmio Açorianos de Melhor Trilha Sonora 2005), será executada ao vivo, por todos os atores. A matriz africana se fará novamente presente, com sua riqueza de ritmos e timbres. Foram criados dois climas musicais: a música angolana e a música nordestina sublinham os momentos mais alegres e as canções típicas da religiosidade afro-brasileira pontuam as cenas mais fortes, densas e trágicas. “O que o público irá ver é uma visão afro-brasileira e latino americana do teatro épico. É uma descentralização conceitual deste universo. Outro destaque da encenação será o cenário, sobre o qual o grupo ainda mantém segredo.

As próximas apresentações

02/11- Quilombo dos Silva – 19horas

04/11- Bairro Rubem Berta – 17h30min

12/11 - Esquina Democrática - Andradas – 17h30min

14/11 - Usina do Gasômetro – 17h 30min

20/11 - Quilombo do Ariel – 17h30 min

FICHA TÉCNICA

Mãe Coragem

Livremente inspirado na obra “Mãe Coragem e seus filhos”, de Bertolt Brecht

Dramaturgia

Grupo Caixa-Preta

Elenco

Diego Neimar - Gil Colares - Lucila Clemente - Ravena Dutra - Rielle Dutra

Silvia Duarte - Silvio Ramão

Direção

Javier Moná Lapeira

Direção musical

Luiz André da Silva

Preparação Corporal

Vivian Narvaez

Figurinos e Cenários

O Grupo

Fotos

Kiran Federico León

Assessoria de Imprensa

Silvia Abreu

Patrocinio

Petrobras

Lei de Incentivo à Cultura

Ministério da Cultura

Realização

Cadon – Centro de Apoio ao Desenvolvimento Osvaldo dos Santos Neves

Fundação Cultural Palmares

Produção

Grupo Caixa-Preta

SERVIÇO

O QUÊ: Estréia de “Mãe Coragem”, com o Grupo Caixa-Preta: Diego Neimar, Gil Colares, Lucila Clemente, Ravena Dutra, Rielle Dutra, Silvia Duarte e Silvio Ramão. Direção: Javier Mona Lapeira

QUANDO: Dia 31 de outubro, às 17h.

ONDE: Associação Quilombo dos Alpes (Estrada dos Alpes, 1300), Porto Alegre.

QUANTO: Entrada franca

CONTATOS COM O GRUPO: (51) 93022833 (Silvia) / (51) 91220222 (Silvio)

Assessoria de Imprensa: Silvia Abreu (MTB 8679-4) – 25/10/10

Fones: 51- 9145.5313 / 9277.2191 silviaabreu.comunica@gmail.com

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Mãe Coragem, de Brecht, com o Grupo Caixa Preta (Porto Alegre, RS)

espetáculo do Grupo Caixa Preta, de Porto Alegre

Grupo de atores estréia seu primeiro espetáculo de rua.


Caixa-Preta

apresenta

MÃE CORAGEM

Mantendo sua tradição no uso dos elementos da cultura afro-brasileira, o Grupo Caixa-Preta estreia nova montagem inspirado livremente na obra de Brecht, inova no estilo de encenação e traz a Porto Alegre renomado diretor colombiano

O Grupo Caixa-Preta estréia neste domingo, dia 24 de outubro, seu mais novo trabalho: o espetáculo de rua “Mãe Coragem”, livremente inspirado na obra“Mãe Coragem e seus filhos”, do destacado dramaturgo e encenador alemão Bertolt Brecht (1898-1956). A apresentação, que será a primeira de 16 récitas, será às 11h, no Brique na Redenção, em Porto Alegre. No elenco, estão: Diego Neimar, Gil Colares, Lucila Clemente, Ravena Dutra, Rielle Dutra, Silvia Duarte e Silvio Ramão. A montagem tem a direção cênica do colombiano Javier Moná Lapeira, especialmente convidado para dirigir esta encenação. Esta proposta foi vencedora do I° Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-brasileiras, iniciativa do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Osvaldo dos Santos Neves e Fundação Palmares, instituição vinculada ao Ministério da Cultura, com patrocínio da Petrobras.

Em seu novo trabalho, o Caixa-Preta se lança a novos desafios: trabalha com um novo diretor e investiga um outro espaço de encenação, a rua. A experiência com Javier Moná propiciou a pesquisa e a investigação em outro estilo de interpretação: o do distanciamento crítico, proposto por Brecht, em seu famoso método. “Trabalhei com o método de Brecht, mas mantive a pesquisa baseada nos elementos da cultura afro-brasileira, explica Javier Moná. “Minha principal preocupação foi garantir o espírito brechtiano, que defino como um teatro para quebrar esquemas”.

Neste sentido, tudo começará com a relação com o público, que não será convencional. “É no teatro de rua que nascem as grandes mudanças. Trata-se do grande teste para o ator”, avalia. A concepção brechtiana tem muito a ver com o teatro de rua. “No teatro de rua, a nudez da peça é muito maior que em um espaço convencional. A rua deixa claro que a encenação não pretende criar uma ilusão, mas se propõe a criar uma experiência real”.

“Nosso trabalho está focado em quebrar a possibilidade de ilusão que uma peça de teatro em espaço convencional pode gerar. Por isso, optei pela ruptura da psicologia dos personagens”. Na prática, significa que os atores se revezarão na atuação dos diversos personagens, cada qual oferecendo sua própria maneira de interpretação, a partir de suas experiências e vivências pessoais.

Seguindo o método do distanciamento proposto pelo dramaturgo e encenador alemão, Javier teve uma preocupação especial com o tratamento vocal dos atores. “Em Brecht, o tom da encenação é dado pela voz”, explica ele. “Utilizo a técnica do pregão, o que também remete a uma prática do universo africano. Na prática, os atores criam um sotaque próprio para os personagens e para as diferentes atmosferas propostas. Estamos nos arriscando, mas está na hora de quebrarmos alguns conceitos. O teatro precisa reencontrar sua raiz popular”, diz.

Um dos elementos a serem ressaltado em “Mãe Coragem” é a trilha sonora, que terá a importante função de ligar as cenas e sustentar o universo simbólico proposto pela encenação. Sob a direção musical de Luiz André da Silva (Prêmio Açorianos de Melhor Trilha Sonora 2005), será executada ao vivo, por todos os atores. A matriz africana se fará novamente presente, com sua riqueza de ritmos e timbres. Foram criados dois climas musicais: a música angolana e a música nordestina sublinham os momentos mais alegres e as canções típicas da religiosidade afro-brasileira pontuam as cenas mais fortes, densas e trágicas. “O que o público irá ver é uma visão afro-brasileira e latino americana do teatro épico. É uma descentralização conceitual deste universo. Outro destaque da encenação será o cenário, sobre o qual o grupo ainda mantém segredo

Sobre o diretor

Discípulo de Santiago Garcia, diretor do Teatro da Candelária, na Colômbia, Javier Moná Lapeira é ator, dramaturgo e diretor teatral formado pela Escola Nacional de Arte Dramática de Bogotá, onde “penetrou nas entranhas de Bertolt Brecht”. Apesar desta forte influência, ele não se considera um diretor brechitiano. “Minha base de trabalho é uma arte popular e o teatro deve buscar esta expressão”. Antes de se mudar para Porto Alegre, a convite do Caixa-Preta, ele adaptou e dirigiu “A Boa Alma de Setzuan”, outro texto do dramaturgo alemão; “Antígona”, em que transpõe o mito clássico para o conflito armado na Colômbia, e “La Acabación”, texto de sua autoria baseado no romance “O Outono do Patriarca”, de Gabriel Garcia Marquez .

Sobre o Grupo Caixa-Preta

O Grupo Caixa-Preta surgiu no cenário gaúcho em 2002, comprometido com uma investigação cênica tendo como base a cultura, movimentos e inclusão do artista negro de uma forma diferencial no teatro gaúcho. Logo se tornou um dos mais expressivos grupos de teatro do Rio Grande do Sul. Realizou os espetáculos: “TRANSEGUN”, de Cuti (2003); HAMLET SINCRÉTICO (2005), baseado na obra de William Shakespeare; o monólogo MADRUGADA, ME PROTEJA (2007), de Cuti, protagonizada pelo ator Silvio Ramão; ANTÍGONA BR (2008), vencedor do Prêmio Myriam Muniz, da FUNARTE; O OSSO DE MOR LAM (2010), do autor senegalês Birago Diop, estes realizados sob direção de Jessé Oliveira.

Este ano, o grupo estreia o seu primeiro espetáculo de teatro de rua, “Mãe Coragem”, por meio do Primeiro Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-brasileiras, e também tendo um novo conceito de trabalho: convidar diretores para processos de criação e não mais ter diretores como integrantes do grupo, se definindo, agora, com um grupo de atores. Em “Mãe Coragem” o diretor convidado é o colombiano Javier Moná Lapeira. O Grupo também realizou o I, II, III e IV ENCONTRO DE ARTE DE MATRIZ AFRICANA, evento para discussão, apreciação da arte afro-brasileira.

O Grupo Caixa-Preta, ao longo de sua trajetória, demonstra ter um trabalho que desperta o interesse, tanto do público em geral, quanto de especialistas, sempre recebendo críticas unânimes e prêmios que atestam sua qualidade. Em 2007, recebeu o prêmio de melhor espetáculo estrangeiro em Montevidéo com espetáculo HAMLET SINCRÉTICO, além de ter realizado apresentações na Capital e Interior do Uruguai e também em Ribeirão Preto, SP, dentro do Festival Shakespeare – Tradição e Contemporaneidade. O Grupo Caixa-Preta almeja, cada vez mais, uma produção refinada em seus espetáculos, tem sua sede no Hospital Psiquiátrico São Pedro que, a despeito de preconceitos, tem se tornado um centro cultural de referência para a cidade de Porto Alegre

As próximas apresentações

As próximas seis apresentações ocorrerão nos seguintes locais: Quilombo dos Alpes 31/10; Quilombo dos Silva (02/11); Bairro Rubem Berta (04/11); Esquina Democrática/ Andradas (12/11); Usina do Gasômetro (14/11) e Quilombo do Areal (20/11).

FICHA TÉCNICA

Mãe Coragem

Livremente inspirado na obra “Mãe Coragem e seus filhos”, de Bertolt Brecht

Dramaturgia

Grupo Caixa-Preta

Elenco

Diego Neimar - Gil Colares - Lucila Clemente - Ravena Dutra - Rielle Dutra

Silvia Duarte - Silvio Ramão

Direção

Javier Moná Lapeira

Direção musical

Luiz André da Silva

Preparação Corporal

Vivian Narvaez

Figurinos e Cenários

O Grupo

Fotos

Kiran Federico León

Assessoria de Imprensa

Silvia Abreu

Patrocinio

Petrobras

Ministério da Cultura

Lei de Incentivo à Cultura

Realização

Cadon – Centro de Apoio ao Desenvolvimento Osvaldo dos Santos Neves

Fundação Cultural Palmares

Produção

Grupo Caixa-Preta

SERVIÇO

O QUÊ: Estréia de “Mãe Coragem”, com o Grupo Caixa-Preta: Diego Neimar, Gil Colares, Lucila Clemente, Ravena Dutra, Rielle Dutra, Silvia Duarte e Silvio Ramão. Direção: Javier Mona Lapeira

QUANDO? Dia 24 de outubro, domingo, às 11h

ONDE? Brique da Redenção, Porto Alegre

QUANTO? Entrada franca

CONTATOS COM O GRUPO: (51) 93022833 (Silvia) / (51) 91220222 (Silvio)

Assessoria de Imprensa: Silvia Abreu (MTB 8679-4) – 21/10/10

Fones: 51- 9145.5313 / 9277.2191 silviaabreu.comunica@gmail.com

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Santa Joana dos Matadouros, de Brecht, no Denoy de Oliveira (São Paulo,SP)


Aos amigos do Fórum de Teatro,


estaremos em cartaz somente mais 2 semanas com o espetáculo "Santa Joana dos Matadouros" de Brecht - direção José Renato, no Teatro Denoy de Oliveira em SP capital...apareçam!!!!

"SANTA JOANA DOS MATADOUROS" de Bertolt Brecht - Direção José Renato

4 a 27 de junho

Sextas e Sábados às 21h; Domingos às 19h

Teatro Denoy de Oliveira

Rua Rui Barbosa, 323, Bela Vista

Tel: (11) 3289-7475

Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (estudantes, terceira idade, classe artística e professores da rede estadual com carteira da APEOESP)

********************

CPC-UMES encena Santa Joana dos Matadouros de Bertolt Brecht

Estreiou no dia 4 de junho com direção de José Renato, o fundador do Teatro de Arena, e um dos mais importantes diretores em atividade no Brasil, leva ao palco do Teatro Denoy de Oliveira um espetáculo vibrante, que retrata a grande depressão do início do século 20, mas que em tudo lembra a crise desta primeira década de século 21. A produção é do Centro Popular de Cultura da União Municipal dos Estudantes Secundaristas (CPC-UMES).

Com um elenco de 15 atores e atrizes, além de três músicos, a peça trata das tensões entre capitalistas e das agruras vividas pelos trabalhadores de Chicago durante o inverno e no auge da crise econômica de 1929. O autor coloca em cena os mecanismos que produzem a crise: superprodução, falta de mercado para escoá-la e os principais empresários tentando compensar queda nos lucros através da especulação e do aumento da exploração, o que, por sua vez, leva a mais quebradeira, mais fome e produz seu oposto: os movimentos operárioscontra o fechamento das fábricas.

O CPC-UMES já levou a cartaz, em 1999, também com direção de José Renato, outra obra de Brecht, Turandot, que teve três indicações ao prêmio Shell daquele ano e venceu o de trilha musical.

A peça fica de 4 a 27 de junho todas as sextas, sábados (21h) e domingos (19h ). Ela será apresentada no Teatro Denoy de Oliveira, rua Rui Barbosa, 323,Bela Vista – Tel: (11) 3289-7475

Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (estudantes, terceira idade, classe artística e professores da rede estadual com carteira da APEOESP)

Ficha Técnica

Direção: José Renato

Tradução / Adaptação: Valério Bemfica

Direção Musical / Assistência de Direção: Luciano Carvalho

Cenografia: Cris Cortilio

Figurinos: Magê Blanques

Vídeos: Bernardo Torres

Operação Som / Luz / Vídeo: Ana Cristina Bezerra, Luz Lopes, Thiago Prates

Projeto Gráfico: Janaína Torres

Fotos: Marcelo Kahn

Cenotécnico: Cleyton Caetano

Maquinistas: Bruno Oliveira, Leandro Paneque, Luiz Aparecido do Carmo

Produção: CPC-UMES

Apoio de Produção: Forte Casa Teatro

Elenco (em ordem alfabética):

Alessandro Moura – Don Salvatore / Líder Operário

Alexandre Krug – Jack Pierpoint

Bruna Amado – Chapéu Negro / Operária

Daniel Rodríguez – Jovem Operário / Criador / Policial

Érika Coracini - Joana

Felipe Ormeni – Big Joe / Policial

João Ribeiro – Don Ambrosio

Luiza Maia – Chapéu Negro / Gazeteiro / Secretária / Operária

Magê Blanques – Dona Abiggail / Chapéu Negro

Mário Zanca – Don Giuseppe

Natália Grisi – Chapéu Negro / Dona Sarah / Operário

Rafael Marques – Chapéu Negro / Contramestre / Operário

Rebeca Braia – Bispa Bárbara / Chapéu Negro / Operária

Rogério Nagai – Operário / Criador / Policial

Wilson Mandri – Tommaso

Músicos:

André Teles – Músico / Segurança / Operário

Adriana Mioni – Músico / Operário

Luciano Carvalho – Músico / Narrador / Jornalista

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Santa Joana dos Matadouros, de Brecht, no Teatro Denoy (São Paulo, SP)

Aos amigos,


estaremos em cartaz somente mais 2 semanas com o espetáculo "Santa Joana dos

Matadouros" de Brecht - direção José Renato, no Teatro Denoy de Oliveira em

SP capital...apareçam!!!!

"SANTA JOANA DOS MATADOUROS" de Bertolt Brecht - Direção José Renato

4 a 27 de junho

Sextas e Sábados às 21h; Domingos às 19h

Teatro Denoy de Oliveira

Rua Rui Barbosa, 323, Bela Vista

Tel: (11) 3289-7475

Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (estudantes, terceira idade, classe artística e professores da rede estadual com carteira da APEOESP)

********************

CPC-UMES encena Santa Joana dos Matadouros de Bertolt Brecht

Estreou no dia 4 de junho com direção de José Renato, o fundador do Teatro de Arena, e um dos mais importantes diretores em atividade no Brasil, leva ao palco do Teatro Denoy de Oliveira um espetáculo vibrante, que retrata a grande depressão do início do século 20, mas que em tudo lembra a crise desta primeira década de século 21. A produção é do Centro Popular de Cultura da União Municipal dos Estudantes Secundaristas (CPC-UMES).

Com um elenco de 15 atores e atrizes, além de três músicos, a peça trata das tensões entre capitalistas e das agruras vividas pelos trabalhadores de Chicago durante o inverno e no auge da crise econômica de 1929.

O autor coloca em cena os mecanismos que produzem a crise: superprodução, falta de mercado para escoá-la e os principais empresários tentando compensar queda nos lucros através da especulação e do aumento da exploração, o que, por sua vez, leva a mais quebradeira, mais fome e produz seu oposto: os movimentos operários contra o fechamento das fábricas.

O CPC-UMES já levou a cartaz, em 1999, também com direção de José Renato, outra obra de Brecht, Turandot, que teve três indicações ao prêmio Shell daquele ano e venceu o de trilha musical.

A peça fica de 4 a 27 de junho todas as sextas, sábados (21h) e domingos (19h ). Ela será apresentada no Teatro Denoy de Oliveira, rua Rui Barbosa, 323, Bela Vista – Tel: (11) 3289-7475

Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (estudantes, terceira idade, classe artística e professores da rede estadual com carteira da APEOESP)

Ficha Técnica

Direção: José Renato

Tradução / Adaptação: Valério Bemfica

Direção Musical / Assistência de Direção: Luciano Carvalho

Cenografia: Cris Cortilio

Figurinos: Magê Blanques

Vídeos: Bernardo Torres

Operação Som / Luz / Vídeo: Ana Cristina Bezerra, Luz Lopes, Thiago Prates

Projeto Gráfico: Janaína Torres

Fotos: Marcelo Kahn

Cenotécnico: Cleyton Caetano

Maquinistas: Bruno Oliveira, Leandro Paneque, Luiz Aparecido do Carmo

Produção: CPC-UMES

Apoio de Produção: Forte Casa Teatro

Elenco (em ordem alfabética):

Alessandro Moura – Don Salvatore / Líder Operário

Alexandre Krug – Jack Pierpoint

Bruna Amado – Chapéu Negro / Operária

Daniel Rodríguez – Jovem Operário / Criador / Policial

Érika Coracini - Joana

Felipe Ormeni – Big Joe / Policial

João Ribeiro – Don Ambrosio

Luiza Maia – Chapéu Negro / Gazeteiro / Secretária / Operária

Magê Blanques – Dona Abiggail / Chapéu Negro

Mário Zanca – Don Giuseppe

Natália Grisi – Chapéu Negro / Dona Sarah / Operário

Rafael Marques – Chapéu Negro / Contramestre / Operário

Rebeca Braia – Bispa Bárbara / Chapéu Negro / Operária

Rogério Nagai – Operário / Criador / Policial

Wilson Mandri – Tommaso

Músicos:

André Teles – Músico / Segurança / Operário

Adriana Mioni – Músico / Operário

Luciano Carvalho – Músico / Narrador / Jornalista

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Santa Joana dos Matadouros, de Brecht, no Teatro Denoy (São Paulo, SP)


CPC-UMES encena Santa Joana dos Matadouros de Bertolt Brecht


Estréia hoje dia 4 de junho às 21h, com direção de José Renato, o fundador do Teatro de Arena, e um dos mais importantes diretores em atividade no Brasil, leva ao palco do Teatro Denoy de Oliveira um espetáculo vibrante, que retrata a grande depressão do início do século 20, mas que em tudo lembra a crise desta primeira década de século 21. A produção é do Centro Popular de Cultura da União Municipal dos Estudantes Secundaristas (CPC-UMES).

Com um elenco de 15 atores e atrizes, além de três músicos, a peça trata das tensões entre capitalistas e das agruras vividas pelos trabalhadores de Chicago durante o inverno e no auge da crise econômica de 1929. O autor coloca em cena os mecanismos que produzem a crise: superprodução, falta de mercado para escoá-la e os principais empresários tentando compensar queda nos lucros através da especulação e do aumento da exploração, o que, por sua vez, leva a mais quebradeira, mais fome e produz seu oposto: os movimentos operários contra o fechamento das fábricas.

Na trama, Jack Pierpoint (Alexandre Krug), o rei da carne de Chicago, recebe informações de “seus amigos de Nova Iorque”, sobre a iminência da crise. Tenta safar-se, jogando o prejuízo nas costas de seu sócio Ambrósio (João Ribeiro). O resultado será o fechamento das fábricas e o desemprego em massa. Tentando salvar a alma dos demitidos, aparece Joana (Érika Coracini), jovem pregadora dos Chapéus Negros. O encontro da inocência útil de Joana e da consciência ao mesmo tempo pesada e esperta de Pierpoint resultará em um agravamento ainda maior da crise.

Em Santa Joana as emoções estão a serviço do entendimento de como a crise pode propiciar diferentes desfechos e de como estes desfechos dependem da ação, das decisões de cada agente social em enfrentamento. É um desafio, um texto complexo em que a pena arguta de Brecht trata destes mecanismos, das multidões que eles colocam em movimento.

Um desafio muito bem ilustrado pelas palavras do diretor José Renato: “Considero, pela minha experiência, esta encenação um espetáculo vivo, criado, em sua maioria, por atores jovens e motivados, e, por isso mesmo, polêmico e sujeito a alterações criativas”.

Essa obra, pelas elucidações que é capaz de encaminhar com precisão e profundidade poética e dramática, demonstra plena atualidade – mesmo depois de 80 anos de sua conclusão. Num momento em que uma crise – talvez a mais profunda da história do capitalismo – é caracterizada pela montanha de derivativos sem lastro, engendrados nos EUA, a realidade, já não nos deixa mais acreditar que “a desgraça vem como a chuva” – como a bispa Bárbara empenha-se em dizer aos operários.

Ao colocar diante do espectador a percepção de classes em movimento, Brecht põe em prática sua visão de teatro épico em que como diz o dramaturgo. “só poderemos descrever o mundo atual para o homem atual na medida em que descrevermos um mundo passível de modificação”.

O CPC-UMES já levou a cartaz, em 1999, também com direção de José Renato, outra obra de Brecht, Turandot, que teve três indicações ao prêmio Shell daquele ano e venceu o de trilha musical.

Serviço:

A peça estréia no dia 4 de junho e fica em cartaz todos as sextas, sábados (21h) e domingos (19 h ). Ela será apresentada no Teatro Denoy de Oliveira, rua Rui Barbosa, 323, Bela Vista – Tel: (11) 3289-7475

Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (estudantes, terceira idade, classe artística e professores da rede estadual com carteira da APEOESP)

Ficha Técnica

Direção: José Renato

Tradução / Adaptação: Valério Bemfica

Direção Musical / Assistência de Direção: Luciano Carvalho

Cenografia: Cris Cortilio

Figurinos: Magê Blanques

Vídeos: Bernardo Torres

Operação Som / Luz / Vídeo: Ana Cristina Bezerra, Luz Lopes, Thiago Prates

Projeto Gráfico: Janaína Torres

Fotos: Marcelo Kahn

Cenotécnico: Cleyton Caetano

Maquinistas: Bruno Oliveira, Leandro Paneque, Luiz Aparecido do Carmo

Produção: CPC-UMES

Apoio de Produção: Forte Casa Teatro

Elenco (em ordem alfabética):

Alessandro Moura – Don Salvatore / Líder Operário

Alexandre Krug – Jack Pierpoint

Bruna Amado – Chapéu Negro / Operária

Daniel Rodríguez – Jovem Operário / Criador / Policial

Érika Coracini - Joana

Felipe Ormeni – Big Joe / Policial

João Ribeiro – Don Ambrosio

Luiza Maia – Chapéu Negro / Gazeteiro / Secretária / Operária

Magê Blanques – Dona Abiggail / Chapéu Negro

Mário Zanca – Don Giuseppe

Natália Grisi – Chapéu Negro / Dona Sarah / Operário

Rafael Marques – Chapéu Negro / Contramestre / Operário

Rebeca Braia – Bispa Bárbara / Chapéu Negro / Operária

Rogério Nagai – Operário / Criador / Policial

Wilson Mandri – Tommaso

Músicos:

André Teles – Músico / Segurança / Operário

Adriana Mioni – Músico / Operário

Luciano Carvalho – Músico / Narrador / Jornalista

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Santa Joana dos Matadouros, de Brecht, no Teatro Denoy (São Paulo, SP)

Brecht

CPC-UMES encena Santa Joana dos Matadouros, de Bertolt Brecht


Estréia no próximo dia 4 de junho, com direção de José Renato, o fundador do Teatro de Arena, e um dos mais importantes Santa Joana dos Matadouros, de Bertolt Brecht. diretores em atividade no Brasil, leva ao palco do Teatro Denoy de Oliveira um espetáculo vibrante, que retrata a grande depressão do início do século 20, mas que em tudo lembra a crise desta primeira década de século 21. A produção é do Centro Popular de Cultura da União Municipal dos Estudantes Secundaristas (CPC-UMES).

Com um elenco de 15 atores e atrizes, além de três músicos, a peça trata das tensões entre capitalistas e das agruras vividas pelos trabalhadores de Chicago durante o inverno e no auge da crise econômica de 1929. O autor coloca em cena os mecanismos que produzem a crise: superprodução, falta de mercado para escoá-la e os principais empresários tentando compensar queda nos lucros através da especulação e do aumento da exploração, o que, por sua vez, leva a mais quebradeira, mais fome e produz seu oposto: os movimentos operários contra o fechamento das fábricas.

Na trama, Jack Pierpoint (Alexandre Krug), o rei da carne de Chicago, recebe informações de "seus amigos de Nova Iorque", sobre a iminência da crise. Tenta safar-se, jogando o prejuízo nas costas de seu sócio Ambrósio (João Ribeiro). O resultado será o fechamento das fábricas e o desemprego em massa. Tentando salvar a alma dos demitidos, aparece Joana (Érika Coracini), jovem pregadora dos Chapéus Negros. O encontro da inocência útil de Joana e da consciência ao mesmo tempo pesada e esperta de Pierpoint resultará em um agravamento ainda maior da crise.

Em Santa Joana as emoções estão a serviço do entendimento de como a crise pode propiciar diferentes desfechos e de como estes desfechos dependem da ação, das decisões de cada agente social em enfrentamento. É um desafio, um texto complexo em que a pena arguta de Brecht trata destes mecanismos, das multidões que eles colocam em movimento.

Um desafio muito bem ilustrado pelas palavras do diretor José Renato: "Considero, pela minha experiência, esta encenação um espetáculo vivo, criado, em sua maioria, por atores jovens e motivados, e, por isso mesmo, polêmico e sujeito a alterações criativas".

Essa obra, pelas elucidações que é capaz de encaminhar com precisão e profundidade poética e dramática, demonstra plena atualidade - mesmo depois de 80 anos de sua conclusão. Num momento em que uma crise - talvez a mais profunda da história do capitalismo - é caracterizada pela montanha de derivativos sem lastro, engendrados nos EUA, a realidade, já não nos deixa mais acreditar que "a desgraça vem como a chuva" - como a bispa Bárbara empenha-se em dizer aos operários.

Ao colocar diante do espectador a percepção de classes em movimento, Brecht põe em prática sua visão de teatro épico em que como diz o dramaturgo. "só poderemos descrever o mundo atual para o homem atual na medida em que descrevermos um mundo passível de modificação".

O CPC-UMES já levou a cartaz, em 1999, também com direção de José Renato, outra obra de Brecht, Turandot, que teve três indicações ao prêmio Shell daquele ano e venceu o de trilha musical.

Serviço:

A peça estréia no dia 4 de junho e fica em cartaz todos as sextas, sábados (21h) e domingos (19 h ). Ela será apresentada no Teatro Denoy de Oliveira, rua Rui Barbosa, 323, Bela Vista - Tel: (11) 3289-7475

Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (estudantes, terceira idade, classe artística e professores da rede estadual com carteira da APEOESP)

Ficha Técnica:

Direção: José Renato

Tradução / Adaptação: Valério Bemfica

Direção Musical / Assistência de Direção: Luciano Carvalho

Cenografia: Cris Cortilio

Figurinos: Magê Blanques

Vídeos: Bernardo Torres

Operação Som / Luz / Vídeo: Ana Cristina Bezerra, Luz Lopes, Thiago Prates

Projeto Gráfico: Janaína Torres

Fotos: Marcelo Kahn

Cenotécnico: Cleyton Caetano

Maquinistas: Bruno Oliveira, Leandro Paneque, Luiz Aparecido do Carmo

Produção: CPC-UMES

Apoio de Produção: Forte Casa Teatro

Elenco (em ordem alfabética):

Alessandro Moura - Don Salvatore / Líder Operário

Alexandre Krug - Jack Pierpoint

Bruna Amado - Chapéu Negro / Operária

Daniel Rodríguez - Jovem Operário / Criador / Policial

Érika Coracini - Joana

Felipe Ormeni - Big Joe / Policial

João Ribeiro - Don Ambrosio

Luiza Maia - Chapéu Negro / Gazeteiro / Secretária / Operária

Magê Blanques - Dona Abiggail / Chapéu Negro

Mário Zanca - Don Giuseppe

Natália Grisi - Chapéu Negro / Dona Sarah / Operário

Rafael Marques - Chapéu Negro / Contramestre / Operário

Rebeca Braia - Bispa Bárbara / Chapéu Negro / Operária

Rogério Nagai - Operário / Criador / Policial

Wilson Mandri - Tommaso

Músicos:

André Teles - Músico / Segurança / Operário

Adriana Mioni - Músico / Operário

Luciano Carvalho - Músico / Narrador / Jornalista

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

fotos 9

mais espetáculos.
Liz Reis em "Na Selva das Cidades" (de Brecht) / São Paulo, SP



Lúcia Romano em "Raptada pelo Raio" (dir.: Cibele Forjaz) / São Paulo, SP


Ruy Andrade e Luisa Valente em "A Lua é Minha" (texto: Mário Bortolotto) / São Paulo, SP

"Caroline, or Change" (circuito off-Broadway) / Nova York