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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Indicados e vencedores / 38º Festival Nacional de Teatro (Ponta Grossa,PR)

Ponta Grossa, PR

38º FENATA


04 a 11 de novembro de 2010

PREMIAÇÃO 38º FESTIVAL NACIONAL DE TEATRO

A COMISSÃO JULGADORA DAS CATEGORIAS TEATRO ADULTO E PARA CRIANÇAS, COMPOSTA PELO CURADOR ANTONIO DO VALLE; GONZAGA PEDROSA E REINALDO SANTIAGO CRIOU DOIS PRÊMIOS ESPECIAIS NA CATEGORIA TEATRO ADULTO.

CATEGORIA ESPETÁCULO PARA CRIANÇAS

PRÊMIO MELHOR TEXTO ORIGINAL

Natália Grisi – MELANCIA E COCO VERDE – Núcleo Girândola – São Paulo – SP

Ana Luiza Gentil – SÃO JORGE E O DRAGÃO – Cia Cornucópia de Teatro – Ribeirão Preto – SP

Vencedor: Ana Luiza Gentil – SÃO JORGE E O DRAGÃO  - Cia Cornucópia de Teatro – Ribeirão Preto – SP
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PRÊMIO MELHOR FIGURINISTA

Indicados:

Natália Neme e Thelma Luz – O CAVALINHO AZUL – República Ativa de Teatro – São Paulo - SP

Dino Bernardi – SÃO JORGE E O DRAGÃO – Cia Cornucópia de Teatro – Ribeirão Preto – SP

Vencedor: Dino Bernardi - SÃO JORGE E O DRAGÃO – Cia Cornucópia de Teatro - Ribeirão Preto – SP
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38º FENATA

04 a 11 de novembro de 2010

PRÊMIO MELHOR ILUMINADOR

Indicados:

Jorge Pezzolo - A INCRÍVEL BATALHA PELO TESOURO DE LADUÊ – Cia Lona de Retalhos e Cia Estrela D’Alva – Santo André – SP

Paulo Oseas - O CAVALINHO AZUL – República Ativa de Teatro – São Paulo - SP

Dino Bernardi – SÃO JORGE E O DRAGÃO – Cia Cornucópia de Teatro – Ribeirão Preto – SP

Vencedor: Paulo Oseas - O CAVALINHO AZUL– República Ativa de Teatro – São Paulo - SP

PRÊMIO MELHOR SONOPLASTIA

Rodrigo Dias - O CAVALINHO AZUL – República Ativa de Teatro – São Paulo - SP

Dino Bernardi e André Magalhães Fernandes – SÃO JORGE E O DRAGÃO – Cia Cornucópia de Teatro – Ribeirão Preto – SP

Vencedor: Rodrigo Dias - O CAVALINHO AZUL– República Ativa de Teatro – São Paulo - SP
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PRÊMIO MELHOR CENÓGRAFO

Vencedor: Dino Bernardi - SÃO JORGE E O DRAGÃO – Cia Cornucópia de Teatro – Ribeirão Preto – SP

PRÊMIO MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Indicadas:

Elisabeth Sabrina - O CAVALINHO AZUL – República Ativa de Teatro – São Paulo - SP

Thelma Luz - O CAVALINHO AZUL – República Ativa de Teatro – São Paulo - SP

Adriana Scannavez – SÃO JORGE E O DRAGÃO – Cia Cornucópia de Teatro – Ribeirão Preto – SP

Vencedora: Thelma Luz - O CAVALINHO AZUL

38º FENATA

04 a 11 de novembro de 2010

PRÊMIO MELHOR ATOR COADJUVANTE

Indicados:

Lucas Sampaio - O QUE SERIA DO VERMELHO SE NÃO FOSSE O AZUL

Jeferson Dessotti - O CAVALINHO AZUL – República Ativa de Teatro – São Paulo - SP

Wellington Marques – SÃO JORGE E O DRAGÃO – Cia Cornucópia de Teatro – Ribeirão Preto – SP

Vencedor: Wellington Marques - SÃO JORGE E O DRAGÃO – Cia Cornucópia de Teatro – Ribeirão Preto – SP

PRÊMIO MELHOR ATRIZ

Indicadas:

Carina Prestupa - A INCRÍVEL BATALHA PELO TESOURO DE LADUÊ – Cia Lona de Retalhos e Cia Estrela D’Alva – Santo André – SP

Natália Neme - O CAVALINHO AZUL – República Ativa de Teatro – São Paulo - SP

Renata Torraca –SÃO JORGE E O DRAGÃO – Cia Cornucópia de Teatro – Ribeirão Preto – SP

Vencedora: Carina Prestupa - A INCRÍVEL BATALHA PELO TESOURO DE LADUÊ
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PRÊMIO MELHOR ATOR

Indicados:

Felipe Ormeni - MELANCIA E COCO VERDE – Núcleo Girândola – São Paulo – SP

Rodrigo Palmieri - O CAVALINHO AZUL – República Ativa de Teatro – São Paulo - SP

Juliano Barbosa - SÃO JORGE E O DRAGÃO – Cia Cornucópia de Teatro – Ribeirão Preto – SP

Vencedor: Felipe Ormeni - MELANCIA E COCO VERDE

38º FENATA

04 a 11 de novembro de 2010

PRÊMIO MELHOR DIRETOR

Indicados:

Rodrigo Palmieri - O CAVALINHO AZUL – República Ativa de Teatro – São Paulo - SP

Natália Grisi - MELANCIA E COCO VERDE – Núcleo Girândola – São Paulo – SP

Dino Bernardi - SÃO JORGE E O DRAGÃO – Cia Cornucópia de Teatro – Ribeirão Preto – SP

Vencedor: Dino Bernardi - SÃO JORGE E O DRAGÃO – Cia Cornucópia de Teatro – Ribeirão Preto – SP

PRÊMIO MELHOR ESPETÁCULO PARA CRIANÇAS

Indicados:

O CAVALINHO AZUL – República Ativa de Teatro – São Paulo - SP

MELANCIA E COCO VERDE – Núcleo Girândola – Núcleo Girândola – São Paulo – SP

SÃO JORGE E O DRAGÃO – Cia. Cornucópia de Teatro – Ribeirão Preto – SP

Vencedor: SÃO JORGE E O DRAGÃO – Cia. Cornucópia de Teatro – Ribeirão Preto – SP

38º FENATA

04 a 11 de novembro de 2010

CATEGORIA ESPETÁCULO ADULTO

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI PELO CONJUNTO DE INTERPRETAÇÃO

CIA. HIATO – SÃO PAULO – SP - ESPETÁCULO: CACHORRO MORTO

PRÊMIO REVELAÇÃO: DIREÇÃO

Indicados:

José Luiz Filho – AS CRIADAS – Cia Teatral Confraria do Tambor – Uberlândia – MG

Leonardo Moreira – CACHORRO MORTO – Cia Hiato – São Paulo – SP

Vencedor: Leonardo Moreira - CACHORRO MORTO – Cia Hiato – São Paulo – SP

PRÊMIO MELHOR TEXTO ORIGINAL

Indicados:

AMARGASALMAS – Ribamar Ribeiro – Os Ciclomáticos Cia de Teatro – Rio de Janeiro – RJ

SINTOMA – Ângela Sassine – Cia. Silvana Abreu – São Paulo – SP

CACHORRO MORTO – Leonardo Moreira – Cia Hiato – São Paulo – SP

Vencedor: CACHORRO MORTO – Leonardo Moreira – Cia Hiato – São Paulo – SP

PRÊMIO MELHOR MAQUIAGEM

Vencedor: Elison Couto – O AVARENTO – Grupo Farsa – Porto Alegre – RS

38º FENATA

04 a 11 de novembro de 2010

PRÊMIO MELHOR FIGURINISTA

Indicados:

Daniel Lion – O AVARENTO – Grupo Farsa – Porto Alegre – RS

Regina Pereira – MEDIDA POR MEDIDA – Grupo Folias D'Arte – São Paulo – SP

André Vital – AMARGASALMAS – Os Ciclomáticos Cia de Teatro – Rio de Janeiro – RJ

Fause Haten – SINTOMA – Cia. Silvana Abreu – São Paulo – SP

Vencedor: Daniel Lion – O AVARENTO – Grupo Farsa – Porto Alegre – RS

PRÊMIO MELHOR ILUMINADOR

Indicados:

Túlio Pezzoni – MEDIDA POR MEDIDA – Grupo Folias D'Arte – São Paulo – SP

Mauro Carvalho – AMARGASALMAS – Os Ciclomáticos Cia de Teatro – Rio de Janeiro – RJ

Luis Louis e Silvana Abreu – SINTOMA – Cia. Silvana Abreu – São Paulo – SP

Fernando Prado – AS CRIADAS – Cia Teatral Confraria Tambor – Uberlândia – MG

Vencedor: Luis Louis e Silvana Abreu – SINTOMA – Cia. Silvana Abreu – São Paulo – SP

PRÊMIO MELHOR CENÓGRAFO

Indicados:

Bira Nogueira – MEDIDA POR MEDIDA – Grupo Folias D'Arte – São Paulo – SP

José Luíz Filho – AS CRIADAS – Cia Teatral Confraria Tambor – Uberlândia – MG

Leonardo Moreira – CACHORRO MORTO – Cia Hiato – São Paulo – SP

Vencedor: José Luíz Filho – AS CRIADAS – Cia Teatral Confraria Tambor – Uberlândia –

MG

38º FENATA

04 a 11 de novembro de 2010

PRÊMIO MELHOR SONOPLASTIA

Marcos Chaves – O AVARENTO – Grupo Farsa – Porto Alegre – RS

Carlos Ribeiro – ROSA DE CABRIÚNA – Cia de Teatro do Conservatório de Tatuí – Tatuí – SP

Fernando Mastrocolla e Silvana Abreu – SINTOMA – Cia. Silvana Abreu – São Paulo – SP

Vencedor: Marcos Chaves - O AVARENTO – Grupo Farsa – Porto Alegre – RS

PRÊMIO MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Indicadas:
Lúcia Bendati – O AVARENTO – Grupo Farsa – Porto Alegre – RS

Fernanda Dias – AMARGASALMAS – Os Ciclomáticos Cia de Teatro – Rio de Janeiro – RJ

Juliana Santos – AMARGASALMAS – Os Ciclomáticos Cia de Teatro – Rio de Janeiro – RJ

Vencedora: Lúcia Bendati – O AVARENTO – Grupo Farsa – Porto Alegre – RS

PRÊMIO MELHOR ATOR COADJUVANTE

Indicados:

Plínio Marcos Rodrigues – O AVARENTO – Grupo Farsa – Porto Alegre – RS

Lui Seixas – MEDIDA POR MEDIDA – Grupo Folias D'Arte – São Paulo – SP

Carlos Doles – ROSA DE CABRIÚNA – Cia de Teatro do Conservatório de Tatuí – Tatuí – SP

Ernane Fernandes - AS CRIADAS – Cia Teatral Confraria Tambor – Uberlândia – MG

Vencedor: Carlos Doles - ROSA DE CABRIÚNA

38º FENATA

04 a 11 de novembro de 2010

PRÊMIO MELHOR ATRIZ

Indicadas:

Fernanda Petit – O AVARENTO – Grupo Farsa – Porto Alegre – RS

Bianca Sgai Franco – MEDIDA POR MEDIDA – Grupo Folias D'Arte – São Paulo – SP

Dalila Ribeiro – ROSA DE CABRIÚNA – Cia de Teatro do Conservatório de Tatuí – Tatuí – SP

Carla Meirelles – AMARGASALMAS – Os Ciclomáticos Cia de Teatro – Rio de Janeiro – RJ

Ângela Sassine – SINTOMA – Cia. Silvana Abreu – São Paulo – SP

Vencedora: Ângela Sassine – SINTOMA – Cia. Silvana Abreu – São Paulo – SP

PRÊMIO MELHOR ATOR

Indicados:

Marcos Chaves - O AVARENTO – Grupo Farsa – Porto Alegre – RS

Pedro Lopes – MEDIDA POR MEDIDA – Grupo Folias D'Arte – São Paulo – SP

Marcos Caresia – ROSA DE CABRIÚNA – Cia de Teatro do Conservatório de Tatuí – Tatuí – SP

Vencedor: Marcos Chaves - O AVARENTO – Grupo Farsa - Porto Alegre – RS

PRÊMIO MELHOR DIRETOR

Indicados:

Gilberto Fonseca – O AVARENTO – Grupo Farsa – Porto Alegre – RS

Val Pires – MEDIDA POR MEDIDA – Grupo Folias D'Arte – São Paulo – SP

Ribamar Ribeiro – AMARGASALMAS – Os Ciclomáticos Cia de Teatro – Rio de Janeiro – RJ
Silvana Abreu – SINTOMA – Cia. Silvana Abreu – São Paulo – SP

Vencedores: Silvana Abreu – SINTOMA – Cia. Silvana Abreu – São Paulo – SP

38º FENATA

04 a 11 de novembro de 2010

MELHOR ESPETÁCULO PELO JÚRI POPULAR

Indicados considerando as três maiores médias:

MEDIDA POR MEDIDA – Grupo Folias D'Arte – São Paulo – SP

O AVARENTO – Grupo Farsa – Porto Alegre – RS

ROSA DE CABRIÚNA – Cia de Teatro do Conservatório de Tatuí – Tatuí – SP

Vencedor: O AVARENTO –

Grupo Farsa – Porto Alegre – RS

PRÊMIO MELHOR ESPETÁCULO

Indicados:

O AVARENTO – Grupo Farsa – Porto Alegre – RS

SINTOMA – Cia. Silvana Abreu – São Paulo – SP

MEDIDA POR MEDIDA – Grupo Folias D'Arte – São Paulo – SP

CACHORRO MORTO – Cia. Hiato – São Paulo – SP

AMARGASALMAS – Os Ciclomáticos Cia. de Teatro – Rio de Janeiro – RJ

Vencedores:

SINTOMA – Cia. Silvana Abreu – São Paulo – SP

CACHORRO MORTO – Cia. Hiato – São Paulo – SP

terça-feira, 30 de março de 2010

Atores Globais enviados a Curitiba para aprender teatro

Globo manda atores ao Festival de Curitiba para "aprender"


GUSTAVO FIORATTI

da Folha de S.Paulo

A presença de globais no Festival de Curitiba é garantia de público, o que acaba determinando algumas inclusões da mostra oficial do evento, que este ano reuniu 28 montagens.

A Loba de Ray-Ban


Não é mera coincidência, "A Loba de Ray-Ban", com Christiane Torloni, por exemplo, lotou o teatro Positivo (2.400 lugares), mas a peça de Bia Lessa, "Formas Breves", no mesmo espaço e sem famosos, não conseguiu nem meia casa.

Também foi sucesso de público a peça "Farsa da Boa Preguiça", ainda no Positivo, que tinha Bianca Byington no elenco.

A atriz se apresentou numa cadeira de rodas porque havia ferido o pé direito durante a apresentação de outro espetáculo, "Saltimbancos".

O elenco e a própria atriz, de qualquer forma, souberam tirar proveito da situação, emendando uma piada atrás da outra sobre as impossibilidade de locomoção da intérprete.

Nos bastidores, também houve burburinho por conta da passagem de um time de jovens globais pelas plateias de uma ou outra montagem.

Sidney Sampaio, Gustavo Leão, Sophie Charlotte, Monique Alfradique, Camila Rodrigues e Bianca Comparato, entre outros, foram enviados pela própria Globo à Curitiba, para uma espécie de maratona teatral que lhes servisse como aprendizado.

Todo mundo comentava, o grupo também foi visto em bares frequentados pela turma do teatro.

FRINGE, do Festival de Curitiba, sob a mira da crítica

Olá Povo,


Acabo de retornar do FRIGNE, onde minha Cia. de Teatro fez sua participação na mostra. É nossa primeira participação neste festival, e não fiquei nem um pouco satisfeito. Gostaria de compartilhar algumas discussões sobre este evento, e ouvir a opinião de vcs, se já estiveram em outras edições ou se estão participando desta, e o que acham.

Grande abraço!

Porque o Teatro no Brasil não vai pra frente...

Nada novo sob o sol. A mesma divagação aqui sobre as artes cênicas podem ser levadas para a esfera da educação ou da saúde, ou de qualquer outra esfera essencial para a existência humana (pelo menos uma existência com qualidade e dignidade).

A falta de profissionalismo e interesse faz com que o teatro no Brasil fique sucateado, dependente de recursos que são conseguidos de maneira tão sofrida e humilhante quanto uma esmola. Resta ao povo do teatro - para buscar a pratica digna de seu oficio - festivais e encontros, onde possa contar com pessoas dedicadas e interessadas, fazendo desses momentos verdadeiros saltos no desenvolvimento organizacional do teatro.



É o caso do FRINGE, a mostra paralela do Festival Nacional de Teatro de Curitiba. Ou seria o caso. Um evento com tanto prestigio, tanta visibilidade, investimento, mas com uma organização pior que aniversario de 1 ano do seu cachorro.

É um evento profissional, portanto, esperam-se comportamentos profissionais. Contudo, produtores e organizadores que não entendem de teatro não podem produzir um evento desse porte. Chega a ser um desrespeito com a classe artística.

Produtores que não sabem diferenciar um teatro de um auditório, que não entendem a necessidade e a importância da luz em um espetáculo. Problemas que deveriam ser evitados, e não resolvidos (como o toner de tinta que acaba e não se pode mais imprimir ingressos...), paralisam o andamento da produção, prejudicando as Cias que pagaram para estar na mostra, pagaram as despesas de deslocamento, hospedagem, divulgação.

E por falar em divulgação, espaços que não existem, ou com nomes trocados no catalogo oficial da mostra, peças que são canceladas sem avisar o publico, apresentações em locais tão escondidos e distantes, que nem os próprios jornalistas conseguem encontrar. Ao conversar com uma fotografa contratada pelo festival, ficamos sabendo que ela não conseguiu assistir a uma peca em cartaz no Auditório da PUC PR (sim, auditório, não teatro...) pois não encontrou o local, e ninguém na própria instituição sabia informar.

Quando questionados sobre os erros e problemas de organização, ou condições que mudam depois do jogo começar, o produtores repassam a culpa sempre para terceiros: ou não é de sua competência, ou não sabe do que esta acontecendo, ou a vida é assim mesmo, respondem eles. Uma atitude covarde, de incompetentes incapazes de assumir o próprio erro, sem o mínimo de honestidade para cumprir o que foi acordado em contrato com as Cias participantes.

Um evento que perdeu os limites da grandeza, fugiu ao controle, tentou abraçar o mundo e foi engolido pelo nada. Um grande nada. Nada de visibilidade, nada de publico, nada de encontro, nada mostrado, nada visto, nada debatido, nada evoluído.

Um evento que se diz “cultural” não conseguiu cultivar a cultura do teatro, oferecer oportunidade para que as pessoas criem o habito de freqüentar espaços teatrais, de apreciar as artes cênicas.

O fracasso subiu a cabeça.

David Carolla

davidcarolla@hotmail.com

segunda-feira, 29 de março de 2010

Festival de Curitiba / crítica.

Festival de Curitiba mostra quebra de fronteira entre teatro e artes plásticas

GUSTAVO FIORATTI
da Folha de S.Paulo, enviado especial a Curitiba

No momento em que o ator Ranieri Gonzales toma impulso para um mergulho de cabeça contra a parede cenográfica do espetáculo "Vida", fica em suspensão não só o ritmo alucinante de uma peça cheia de dilemas íntimos, com base na obra de Paulo Leminski, mas também uma espécie de simbologia metalinguística apontando o esfacelamento de fronteiras entre expressões artísticas, mais especificamente entre teatro e artes visuais.

Com essa peça sobretudo, mas também em "Cinema", de Felipe Hirsch, "Travesties", da Companhia de Ópera Seca, e "Um Navio no Espaço ou Ana Cristina César", dirigida por Paulo José, o festival representou um grupo de encenadores empenhados em reverter uma tradicional hierarquia das artes cênicas. Nestes trabalhos, cenário, luz e trilha sonora deixam de ser elementos ilustrativos.

Sinais dos tempos, estavam presentes na mostra contemporânea desta edição do festival cenografias assinadas por Daniela Thomas ("Cinema"), William Pereira ("Travesties"), Márcio Medina ("Till, a Saga de um Herói Torto") e Bia Lessa ("Formas Breves"). São nomes habituados a lidar com essa quebra; todos eles já exerceram alguma outra representação artística, ou como diretores, ou como escritores e intérpretes, ou como escultores até.

"Estive na Bienal de Veneza de 2009, e ali ficou muito evidente que as fronteiras entre expressões artísticas caducaram", diz Daniela Thomas. Sua cenografia para "Cinema" praticamente fundamenta a composição dramatúrgica da peça. É sobre o cenário, pensado também por Hirsch antes do texto, que surge o protagonista de uma história: o próprio cinema. Não é literal, mas está ali "o retrato de uma sala de rua de São Paulo, dessas que estão desaparecendo", define o diretor.

A iluminação reflete no rosto dos personagens, sentados numa plateia, a luz emitida por um projetor. Foi concebida por Beto Bruel, iluminador que já venceu três vezes o Shell.

De volta ao ator que se jogou contra o cenário de "Vida", atravessando uma de suas paredes, rasgando com o próprio corpo um ambiente onírico e claustrofóbico: quão próximo estaria ele de uma ação performática, expressão hoje mais relacionada às artes visuais?

Muito próximo, responde o diretor da peça, Márcio Abreu. "A interface com artes de outra natureza abre o campo de leitura do texto." Por trás daquela cena, existe um trabalho de materiais. O próprio cenógrafo, Fernando Marés, ganhou arranhões, testando a possibilidade de romper a parede com o corpo. Faz lembrar a dupla Marina Abramovic e Ulay em "Interruption in Space", de 1977, em que ambos se jogam contra a parede à exaustão.

O cenário de "Travesties" é outro exemplo, chegou ao teatro Guaíra em dois caminhões. Um amontoado de jornais e livros, além de mesas e cadeiras, que William Pereira usou para compor um tipo de fundo grandioso, mais comum em óperas, com estética acentuada pela iluminação do diretor Caetano Vilela. Impactante, o que era fundo veio à frente do espetáculo. Especialmente na chuva de livros do primeiro ato.

Para a curadora do festival, Tânia Brandão, a ascensão do trabalho de cenógrafos a um primeiro plano reflete o aprofundamento de pesquisas que, em parte, deriva do suporte financeiro de políticas públicas e leis de incentivo. "Se não fosse esse inchaço, acho que não teríamos conseguido fazer essa representação na Mostra Contemporânea", diz. Para o diretor do festival, o exemplo contrário é a própria edição do ano passado, que minguou por conta da crise mundial.

O repórter GUSTAVO FIORATTI viaja a convite do Festival de Teatro de Curitiba

quinta-feira, 25 de março de 2010

"A Última Valsa", no Festival de Curitiba 2010 (PR)

Festival de Curitiba - 2010

Mostra Fringe



A ÚLTIMA VALSA

A Ultima Valsa é uma história quente com misto de traições, desejos, amor e morte.Ela relata a história de duas grandes mulheres, vingativas e apaixonadas.Com inspiração em Nelson Rodrigues e Garcia Lorca o espetáculo faz um convite ao público a saborear um delicioso banquete de amor e ódio.A escolha é de um cenário central que traz ao publico a oportunidade de vivenciar uma experiência única de sentimentos intensos e avassaladores em uma arena de desejos.

Carmem uma mulher linda e intensa em seus sentimentos,faltou lhe apenas a sorte de viver um grande amor,amargurada e decepcionada com os homens Carmem sofre com o abandono de Otávio único homem que amou.

Otávio um homem atraente e elegante mas que tem como companhia a bebida,amargurado e triste ele sonha em dançar a Ultima Valsa com Carmem a única mulher que amou e abandonou.

Valquiria atraente,sedutora e única é amante da vida e dos prazeres que a vida lhe oferece, desprendida de pudores usa todo seu poder para agradar seus clientes e em especial um deles Gregório.

Gregório homem malandro amante do sexo e do desejo busca conquistar enlouquecida mente a jovem e sedutora prostituta Valquiria.



Os desencontros de Gregório e Valquiria proporcionam o encontro de Carmem e Otavio ocasionando uma explosão de ódio,amor e loucura.

As conseqüências desses ingredientes de sentimentos fazem uma mistura explosiva e emocionante de Amor,ódio e vingança.Como a Poesia de “Sorpresa”(Garcia Lorca)a maldição da Ultima Valsa embala os personagens até seu último respiro.

Texto e Direção- Rodrigo Hayalla

Elenco - Valquiria Vasconcelos,Paulo Hey,Jair Silva e Lorita Rivera.

Espantalho de Copas cia de Teatro

Casa Hoffmam (na frente do bar do Alemão,largo da Ordem -Centro)

Ingressos:10,00 inteira 5,oo meia

25/03/10 20:00 horas

26/03/10 23:00 horas

27/03/10 15:00 horas

28/03/10 18:00 horas

http://espetaculoaultimavalsa.blogspot.com/

(Blog oficial da Peça)

Festival de Curitiba / crítica a espetáculos

Quatro peças quebram os ''Cânones Dramáticos''


- O Estado de S.Paulo

O Festival de Curitiba chega à 19ª edição com 374 espetáculos na mostra paralela, o Fringe, e outros 27 na principal. Mesmo com cancelamentos, são quase 400 montagens na programação de 12 dias que termina no domingo. Evidentemente é possível acompanhar uma parte bem reduzida do Fringe e mesmo da mostra principal, uma vez que, nesta última, todas as peças ocupam o mesmo horário, 21h, ou seja, só se pode ver um a cada noite.



Ainda assim pode-se detectar a presença de uma tendência muito presente nos palcos - que não é exatamente nova, mas renovada - do rompimento do drama ficcional fechado. Como drama, em linhas gerais, entende-se aquela criação que se dá a partir de conflitos interpessoais, expressos em diálogos, por meio de personagens colocados em primeiro plano na cena, com os intérpretes servindo de instrumentos a lhes dar vida, contar suas histórias. Diante da capacidade do cinema e de outras artes de criar um mundo fictício, o teatro busca sua especificidade: tirar proveito de ser um encontro, ao vivo, em tempo real, entre espectadores e atores.

Há experiências mais ou menos bem-sucedidas, abre-se espaço para modismos sem consistência, para a provocação formal descolada do humano, sem potência para atrair a atenção concentrada de público para além dos pares. Nessa linha de busca, a montagem curitibana Vida, da Cia. Brasileira de Teatro dirigida por Marcio Abreu, está entre as mais mobilizadoras entre as conferidas na programação.

A dramaturgia foi criada em sala de ensaio a partir da poesia de Paulo Leminski, matéria-prima à qual juntaram-se outras fontes, de Haroldo de Campos a Beckett, de Joyce a John Fante. Sem amalgamá-las numa fábula, os atores se apropriam desse material poético de alta sofisticação e a ele mesclam indagações aparentemente prosaicas sobre o estar no mundo. "Quem brilha? O que brilha?" Pergunta o ator Rodrigo Ferrarini na primeira cena. Imediatamente estimulam o espectador a fazer associações que giram em torno de fama, destaque, "lugar ao sol".



Expectativa quebrada pelo texto que remete ao vagalume ou a um sapato de verniz. Essa passagem, do poético ao concreto, perpassa todo o espetáculo cujo mote é a reunião de quatro integrantes de uma banda para um ensaio musical. Os atores se chamam pelo nome, atuam como performers, mas não escondem a elaboração artística num falso tom de improviso.

Em Dona Otília e Outras Histórias, o diretor Gilberto Gawrownki busca quebrar a forma dramática dos textos escolhidos, peças curtas da gaúcha Vera Karam, com performances intercaladas entre as cenas, que tanto podem girar em torno do processo de criação do espetáculo, como em confissões dos atores. A fragilidade dessas intervenções faz sobressair o "dramático" sobretudo pela qualidade de atuação da atriz Guida Viana.



Esse mesmo desejo, de romper a cena ficcional fechada, está no monólogo Olympia, da mineira Angela Moura que o faz intercalando atriz e personagem, como recurso para fazer conexões entre sua vida e a da moradora de rua que inspira o solo. O desejo de "divorciar-se das formas dramáticas canônicas" está expresso no programa do espetáculo Há um Crocodilo Dentro de Mim, que se apoia sobretudo na figura do ator narrador e numa dramaturgia que tenta mobilizar pulsões com narrativas oníricas que remetem à fera que ainda habita todo homem.

Noutro momento, a morte é tema de uma performance da atriz feita diretamente para o público com objetos derrubados do alto de uma geladeira. Juntas, essas peças apontam para uma transição na cena. Problemática, mas preferível à estagnação.

terça-feira, 23 de março de 2010

Última semana do Festival de Curitiba / PR

Festival entra na sua reta final! Última semana!


Guairão
Confira estreias nacionais, últimas apresentações do RISORAMA, DeRepente e muito mais!



Ópera de Arame

BILHETERIAS:

PARKSHOPPING BARIGUI (PISO TÉRREO) e MEMORIAL DE CURITIBA (LARGO DA ORDEM)

terça-feira, 16 de março de 2010

Lucianno Maza lança sua Dramaturgia no Festival de Curitiba 2010, PR

Aos curitibanos,

no próximo domingo, dia 21, estarei aí na manhã de autógrafos do meu livro de textos teatrais, que será lançado dentro da Coleção Primeiras Obras, e ao lado dos livros sobre o grupo Teatro do Ornitorrinco, e sobre a dupla Charles Moeller e Claudio Botelho, no Festival de Curitiba.

Será às 11 horas no Paço da Liberdade/SESC Paraná, endereço no convite abaixo.

Espero vocês por lá!

Lucianno Maza

Caderno Teatral

http://www.cadernoteatral.com.br/

clique na imagem para ver melhor
 

segunda-feira, 1 de março de 2010

Garden Now, solo de David Carolla no Festival de Curitiba 2010, PR

Respeitável Público!

A Cia. Azenha de Teatro está com sua participação confirmada no Festival Nacional de Teatro de Curitiba, um dos mais importantes do país.

Apresentaremos nosso espetáculo "Garden Now - Solo para um ator e cinco flores", com texto e direção de Adriana Azenha e atuação minha, David Carolla.

Vocês podem conhecer um pouco mais sobre o espetáculo, sinópse, ficha técnica e fotos em nosso site: http://www.azenhadeteatro.com.br/

 As apresentações acontecerão em 17, 18, 19 e 20 de Março de 2010, no Teatro da PUC PR, em Curitiba.

Os ingressos já estão à venda no site da Ingresso Rápido ( http://www.ingressorapido.com.br/ ) e pelo site do Festival ( http://www.festivaldecuritiba.com.br/ ).

Prestigie a cultura e indique as atrações teatrais do Festival Nacional de Teatro! Merda!

David Carolla (11) 9419-8449