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quinta-feira, 10 de maio de 2012

A Idade da Ameixa, dir.: Luiz Valcazaras, no TUSP (São Paulo, SP)



Três gerações de uma família através das lembranças de duas irmãs
O espetáculo A Idade da Ameixa do grupo N.I.Te. (Núcleo de Investigação Teatral) entra em cartaz no Teatro da USP a partir de 04 de maio e será apresentado às sextas e sábados, às 21h, e aos domingos, às 20h, até o dia 27 do mesmo mês.
O processo de criação da peça, escrita pelo dramaturgo argentino Arístides Vargas, vem ao encontro da pesquisa do N.I.Te. que explora a oralidade como instrumentalização do ator, fundamentando-se, principalmente, nas técnicas de contar histórias.
Essa metodologia já foi desenvolvida pelo seu diretor e fundador, Luiz Valcazaras, em montagens anteriores: “Anjo Duro”, “Dança Lenta no Local do Crime” e “Abre as Asas Sobre Nós”.
A Idade da Ameixa dá continuidade à investigação que propõe um salto em queda livre tanto para o diretor, em sua concepção, quanto para as atrizes, que arriscam-se na criação de oito personagens que vivem entre realidades mágicas e lembranças sólidas de duas irmãs separadas pelo tempo.
Nessa montagem o tempo e a memória são tratados de uma forma onírica e poética, porém sem ser entregue incondicionalmente à melancolia, afinal as visões das irmãs Celina e Eleonora são plenas de poesia e humor.
Veja o vídeo do espetáculo
A idade da ameixa

Sinopse

Duas atrizes (Gabriela Elias e Nathalia Lorda) dão vida a oito personagens que habitam as memórias femininas de um casarão rodeado pelas sombras das ameixeiras.
“A Idade da Ameixa” conta a história de três gerações de uma família através das lembranças de duas irmãs que se correspondem por cartas.
A memória funciona como o campo lúdico para esse reencontro com o passado. Ao recordar oito mulheres de uma velha casa com suas histórias, são revelados medos, alegrias e anseios dos personagens que brincam com o tempo, vasculhando a lembrança impregnada pelo cheiro avinagrado do vinho de ameixa elaborado outrora pelas avós.
Sustentado pelo jogo entre as atrizes e a utilização de poucos elementos cênicos, a concepção segue uma estrutura fragmentada, mantendo um fluxo de consciência vazado por uma linguagem poética.

Ficha Técnica

Grupo| N.I.Te. (Núcleo de Investigação Teatral)
Autor| Arístides Vargas
Direção| Luiz Valcazaras
Assistente de Direção| Janaina Ribeiro
Tradução| Mario Viana
Elenco| Gabriela Elias e Nathalia Lorda
Cenário| Carlos Sato
Trilha Original| Kalau
Figurino| Kleber Montanheiro
Iluminação| Luiz Valcazaras
Diretor Técnico| Guilherme Freitas
Fotos| Luigi Bricoli
Produção| NG-Produtores Associados
Direção de Produção| Palipalan Arte e Cultura

Serviço

Espetáculo A Idade da Ameixa
Quando| De 04 a 27 de maio.
Sextas e sábados, às 21h, e domingos, às 20h.
Duração| 55min
Classificação| 14 anos
Capacidade| 98 lugares
Preços| R$ 20,00 (Inteira) e R$ 10,00 (Meia)
A bilheteria abre 2 horas antes
O estacionamento Mariauto, no número 176, tem acordo com o teatro e cobra preço fixo de R$ 12,00, no período de 3 horas, mediante apresentação de carimbo (do TUSP) no comprovante de entrada.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A Revolução dos Bichos, dir.: Luiz Valcazaras, no Ágora (São Paulo, SP)


A REVOLUÇÃO DOS BICHOS


OS ANIMAIS DE UMA FAZENDA SE REVOLTAM CONTRA O TRABALHO EXCESSIVO E O TRATAMENTO TIRÂNICO QUE RECEBEM. INSPIRADOS PELO SONHO DE UM VELHO PORCO, O ANIMAL MAIS INTELIGENTE DO LUGAR, OS BICHOS, FAZEM A REVOLUÇÃO E ASSUMEM A FAZENDA.

DIREÇÃO: LUIZ VALCAZARAS

ELENCO: DÉCIO VAZ, BRUNO GUIDA, FERNANDO NITSCH, GISELE VALERI, HELOÍSA MARIA E EDGARD BUSTAMANTE, BIANCA SGAI FRANCO

INSPIRAÇÃO: GEORGE ORWELL (LIVRO “ANIMAL FARM”)

ADAPTAÇÃO: PETER HALL

PRODUÇÃO: RENATA BERTELLI - R2B PRODUÇÕES CULTURAIS

DURAÇÃO DO ESPETÁCULO: 60 MINUTOS

CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: LIVRE

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SERVIÇO

A REVOLUÇÃO DOS BICHOS


ÁGORA TEATRO

SALA GIANNI RATTO

SÁBADO e DOMINGO às 16H00

R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia)

LIVRE

Duração: 60 minutos

TEMPORADA 16/10 A 21/11

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Oficina com Luiz Valcazaras na Oswald de Andrade (São Paulo, SP)

Luiz Valcazaras

Informativo da Oficina Cultural


OFICINA CULTURAL OSWALD DE ANDRADE

OFICINA “O ATOR COMO CONTADOR DE HISTÓRIAS”

Coordenação: Luiz Valcazaras

Período de Realização: 18/10/2010 a 15/12/2010 – segundas e quartas feiras – 18h30 às 21h30

Público: Interessados com conhecimento intermediário na área

Faixa Etária: Adultos

Seleção: Carta de interesse e currículo

Inscrições: 04 a 13/10/2010

Vagas: 20

Sinopse e currículo: Visa aprimorar o ator no processo de criação usando técnicas propostas pelo N.I.Te. (Núcleo de investigação teatral). Dentre estas, as possibilidades das narrativas na cena, desenvolvendo o potencial imagético, a teatralidade, aprimorando a investigação que resgata a oralidade dos contadores de histórias para instrumentalizar o ator como um “Contador de Imagens”.

Luiz Valcazaras é diretor teatral, dirigiu “Anjo Duro”, “Abre as Asas Sobre Nós” e “Dança Lenta no Local do Crime”, entre outras. Fundou o N.I.Te. (Núcleo de Investigação Teatral); convidado trabalha com os grupos “Criando a Liberdade” e “Boca-de-Baco” em Londrina e o Núcleo Experimental dos Satyros em cartaz com a peça R.E.M. inspirado no SONHO de strindberg.

Serviço:

OFICINA CULTURAL OSWALD DE ANDRADE

Endereço: Rua Três Rios, 363 - Bom Retiro - São Paulo - SP

Telefone: 11 3221 5558
3222 2662

E-mail: oswalddeandrade@oficinasculturais.org.br

Funcionamento: 2ª a 6ª feira das 9h às 22h

Sábados das 10h às 18h

http://www.oficinasculturais.org.br/

http://www.cultura.sp.gov.br/

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

A Revolução dos Bichos em cartaz no Teatro Zanoni Ferrite (São Paulo, SP)


A REVOLUÇÃO DOS BICHOS

Os animais de uma fazenda se revoltam contra o trabalho excessivo e o tratamento tirânico que recebem. Inspirados pelo sonho de um velho porco, o animal mais inteligente do lugar, os bichos, fazem a revolução e assumem a fazenda.

direção: Luiz Valcazaras

elenco: adriano merlini, bruno guida, fernando nitsch, gisele valeri, heloísa maria e ivon mendes

inspiração: george orwell (livro “animal farm”)

produção: (r2b produções culturais)

duração do espetáculo: 60 minutos

classificação etária: livre

TEMPORADA

SÁBADOS E DOMINGOS ÀS 16HRS

TEATRO ZANONI FERRITE (Antigo auditório da Biblioteca Paulo Setúbal)

AV. RENATA, 163 – VILA FORMOSA. ZONA LESTE - São Paulo

INGRESSOS: R$10,00 – INTEIRA / R$5,00 – MEIA-ENTRADA

Renata Bertelli

Produtora de Eventos Culturais

renata.bertelli@gmail.com  

http://www.r2bproducao.com.br/

11 2729-1804 / 11 9486-7780 / 7764-0602

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

A Revolução dos Bichos estreia no Teatro Zanoni Ferrite (São Paulo, SP)

clique na imagem para ler melhor


a revolução dos bichos

Os animais de uma fazenda se revoltam contra o trabalho excessivo e o tratamento tirânico que recebem. Inspirados pelo sonho de um velho porco, o animal mais inteligente do lugar, os bichos, fazem a revolução e assumem a fazenda.

direção: Luiz Valcazaras

elenco: adriano merlini, bruno guida, fernando nitsch, gisele valeri, heloísa maria e ivon mendes

inspiração: george orwell (livro “animal farm”)

produção: (r2b produções culturais)

duração do espetáculo: 60 minutos

classificação etária: livre

TEMPORADA

SÁBADOS E DOMINGOS ÀS 16HRS

TEATRO ZANONI FERRITE (Antigo auditório da Biblioteca Paulo Setúbal)

AV. RENATA, 163 – VILA FORMOSA. ZONA LESTE - São Paulo

INGRESSOS: R$10,00 – INTEIRA / R$5,00 – MEIA-ENTRADA

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Renata Bertelli

Produtora de Eventos Culturais

renata.bertelli@gmail.com  

http://www.r2bproducao.com.br/

11 2729-1804 / 11 9486-7780 / 7764-0602

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

R.E.M., agora só aos sábados, 18h30, no Satyros 2 (São Paulo, SP)


R.E.M.


Núcleo Experimental dos Satyros apresenta

Inspirado na obra O Sonho, de August Strindberg, grupo dirigido por

Luiz Valcazaras

estreia temporada em 26 de junho no Espaço dos Satyros 2

Em um sonho, tudo pode acontecer. Tempo e espaço não existem. O texto O Sonho (1901), do sueco August Strindberg, escrito em 1901, foi um dos primeiros a trazer para o teatro o universo fragmentado e fantástico dos sonhos. A dramaturgia do autor baseia o espetáculo R.E.M (rapid eye movement), com o Núcleo Experimental dos Satyros, dirigido por Luiz Valcazaras. Na peça, a deusa hindu Agnes desce à Terra para conhecer os homens e a vida. Nessa tortuosa trajetória, ela vive como ser humano e se depara com figuras que transformam seus pensamentos e seu próprio caminho.

Não é a primeira vez que o diretor aborda os mistérios da mente humana em suas encenações. Em 2000, Valcazaras levou aos palcos Anjo Duro, sobre o universo imagético da psiquiatra Nise da Silveira. Interpretado por Berta Zemel, que recebeu o prêmio de melhor atriz pela APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte), o espetáculo ficou três anos em cartaz e participou dos principais festivais de artes cênicas do país.

Assim como em O Sonho, R.E.M. expõe as dores e as incertezas do ser humano. Na virada do século XIX, Strindberg questiona o sentido da vida e utiliza suas próprias experiências, entre elas os conflitos amorosos, como base para a dramaturgia.

“Montar a peça O Sonho sempre foi um grande desafio para todo o artista. Encarei essa missão em parceria com os atores e fiz uma releitura para criar o espetáculo R.E.M”, conta Valcazaras, também fundador do N.I.Te. (Núcleo de Investigação Teatral), que pesquisa o ator como contador de imagens. Para ele, a contemporaneidade é um dos aspectos de destaque desta obra de Strindberg. “O texto traz uma grande reflexão sobre o modo de sentir dos seres humanos e ainda discute a alma dos artistas nos dias de hoje”, completa o diretor.

Ficha técnica

Direção: Luiz Valcazaras

Assistente de direção: Joana Pegorari

Elenco: Antonio Neves, Bia Meinberg, Clara Laurentiis, Carmen Minhoto, Fabiana Moutinho, Felipe Palmer, Julia Ornelas, Katia Calsavara, Lillian Sganzerla, Nathaly Matsuda, Raissa Capasso, Renata Bortoleto, Rogério Lucas, Théo de Paula e Thiago Spektror.

Dramaturgia: Luiz Valcazaras. Apoio de Dramaturgia (Deuses): Renata Bortoleto. Cenografia: Satyros II. Trilha Sonora: L.V. Iluminação: L.V. Programação visual: Ana Lucca

Onde: Espaço dos Satyros Dois – Praça Franklin Roosevelt, 134. Sábados e domingos, às 18h30. Quanto: R$ 10,00; R$ 5,00 (estudantes, classe artística e terceira idade); R$ 1,00 (Oficineiros dos Satyros e moradores da Praça Roosevelt). Lotação: 20 pessoas. Duração: 60 minutos. Classificação: 16 anos. Até 1/8.

August Strindberg (1849-1912): Figura emblemática do teatro escandinavo, ao lado de Henrik Ibsen e Hans Christian Andersen, o sueco escreveu peças como Camaradas (1886), Pai (1887), Senhorita Júlia (1888), A Sonata dos Espectros (1907), O Pelicano (1907), entre outras.

Luiz Valcazaras, nascido em Itapeva, interior de São Paulo, é diretor e autor teatral. Dirigiu, entre outras peças, Abre as Asas Sobre Nós (2006), Dança Lenta no Local do Crime (2005), Anjo Duro (2000) e Assovio (2007).

Informações para a imprensa:

Joana Pegorari: 11 9790-3324

joanapegorari@yahoo.com.br

quinta-feira, 15 de julho de 2010

belo espetáculo R.E.M., de Luiz Valcazaras, no Satyros 2 (São Paulo, SP)


Núcleo Experimental dos Satyros apresenta

R.E.M.

Inspirado na obra O Sonho, de August Strindberg, grupo dirigido por

Luiz Valcazaras

estreia temporada em 26 de junho no Espaço dos Satyros 2

Em um sonho, tudo pode acontecer. Tempo e espaço não existem. O texto O Sonho (1901), do sueco August Strindberg, escrito em 1901, foi um dos primeiros a trazer para o teatro o universo fragmentado e fantástico dos sonhos. A dramaturgia do autor baseia o espetáculo R.E.M (rapid eye movement), com o Núcleo Experimental dos Satyros, dirigido por Luiz Valcazaras. Na peça, a deusa hindu Agnes desce à Terra para conhecer os homens e a vida. Nessa tortuosa trajetória, ela vive como ser humano e se depara com figuras que transformam seus pensamentos e seu próprio caminho.

Não é a primeira vez que o diretor aborda os mistérios da mente humana em suas encenações. Em 2000, Valcazaras levou aos palcos Anjo Duro, sobre o universo imagético da psiquiatra Nise da Silveira. Interpretado por Berta Zemel, que recebeu o prêmio de melhor atriz pela APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte), o espetáculo ficou três anos em cartaz e participou dos principais festivais de artes cênicas do país.

Assim como em O Sonho, R.E.M. expõe as dores e as incertezas do ser humano. Na virada do século XIX, Strindberg questiona o sentido da vida e utiliza suas próprias experiências, entre elas os conflitos amorosos, como base para a dramaturgia.

“Montar a peça O Sonho sempre foi um grande desafio para todo o artista. Encarei essa missão em parceria com os atores e fiz uma releitura para criar o espetáculo R.E.M”, conta Valcazaras, também fundador do N.I.Te. (Núcleo de Investigação Teatral), que pesquisa o ator como contador de imagens. Para ele, a contemporaneidade é um dos aspectos de destaque desta obra de Strindberg. “O texto traz uma grande reflexão sobre o modo de sentir dos seres humanos e ainda discute a alma dos artistas nos dias de hoje”, completa o diretor.

Ficha técnica

Direção: Luiz Valcazaras

Assistente de direção: Joana Pegorari

Elenco: Antonio Neves, Bia Meinberg, Clara Laurentiis, Carmen Minhoto, Fabiana Moutinho, Felipe Palmer, Julia Ornelas, Katia Calsavara, Lillian Sganzerla, Nathaly Matsuda, Raissa Capasso, Renata Bortoleto, Rogério Lucas, Théo de Paula e Thiago Spektror.

Dramaturgia: Luiz Valcazaras. Apoio de Dramaturgia (Deuses): Renata Bortoleto. Cenografia: Satyros II. Trilha Sonora: L.V. Iluminação: L.V. Programação visual: Ana Lucca

Onde: Espaço dos Satyros Dois – Praça Franklin Roosevelt, 134. Sábados e domingos, às 18h30. Quanto: R$ 10,00; R$ 5,00 (estudantes, classe artística e terceira idade); R$ 1,00 (Oficineiros dos Satyros e moradores da Praça Roosevelt). Lotação: 20 pessoas. Duração: 60 minutos. Classificação: 16 anos. Até 1/8.

August Strindberg (1849-1912): Figura emblemática do teatro escandinavo, ao lado de Henrik Ibsen e Hans Christian Andersen, o sueco escreveu peças como Camaradas (1886), Pai (1887), Senhorita Júlia (1888), A Sonata dos Espectros (1907), O Pelicano (1907), entre outras.

Luiz Valcazaras, nascido em Itapeva, interior de São Paulo, é diretor e autor teatral. Dirigiu, entre outras peças, Abre as Asas Sobre Nós (2006), Dança Lenta no Local do Crime (2005), Anjo Duro (2000) e Assovio (2007).

Informações para a imprensa:

Joana Pegorari: 11 9790-3324

joanapegorari@yahoo.com.br 

quarta-feira, 14 de julho de 2010

final de semana com R.E.M., no Satyros 2 (São Paulo, SP)

a atriz Bia Meinberg está no elenco de "R.E.M."

Núcleo Experimental dos Satyros apresenta


R.E.M.

Inspirado na obra O Sonho, de August Strindberg, grupo dirigido por

Luiz Valcazaras

em temporada em até 01/08 no Espaço dos Satyros 2

Em um sonho, tudo pode acontecer. Tempo e espaço não existem. O texto O Sonho (1901), do sueco August Strindberg, escrito em 1901, foi um dos primeiros a trazer para o teatro o universo fragmentado e fantástico dos sonhos. A dramaturgia do autor baseia o espetáculo R.E.M (rapid eye movement), com o Núcleo Experimental dos Satyros, dirigido por Luiz Valcazaras. Na peça, a deusa hindu Agnes desce à Terra para conhecer os homens e a vida. Nessa tortuosa trajetória, ela vive como ser humano e se depara com figuras que transformam seus pensamentos e seu próprio caminho.

Não é a primeira vez que o diretor aborda os mistérios da mente humana em suas encenações. Em 2000, Valcazaras levou aos palcos Anjo Duro, sobre o universo imagético da psiquiatra Nise da Silveira. Interpretado por Berta Zemel, que recebeu o prêmio de melhor atriz pela APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte), o espetáculo ficou três anos em cartaz e participou dos principais festivais de artes cênicas do país.

Assim como em O Sonho, R.E.M. expõe as dores e as incertezas do ser humano. Na virada do século XIX, Strindberg questiona o sentido da vida e utiliza suas próprias experiências, entre elas os conflitos amorosos, como base para a dramaturgia.

“Montar a peça O Sonho sempre foi um grande desafio para todo o artista. Encarei essa missão em parceria com os atores e fiz uma releitura para criar o espetáculo R.E.M”, conta Valcazaras, também fundador do N.I.Te. (Núcleo de Investigação Teatral), que pesquisa o ator como contador de imagens. Para ele, a contemporaneidade é um dos aspectos de destaque desta obra de Strindberg. “O texto traz uma grande reflexão sobre o modo de sentir dos seres humanos e ainda discute a alma dos artistas nos dias de hoje”, completa o diretor.

Ficha técnica

Direção: Luiz Valcazaras

Assistente de direção: Joana Pegorari

Elenco: Antonio Neves, Bia Meinberg, Clara Laurentiis, Carmen Minhoto, Fabiana Moutinho, Felipe Palmer, Julia Ornelas, Katia Calsavara, Lillian Sganzerla, Nathaly Matsuda, Raissa Capasso, Renata Bortoleto, Rogério Lucas, Théo de Paula e Thiago Spektror.

Dramaturgia:Luiz Valcazaras. Apoio de Dramaturgia (Deuses): Renata Bortoleto. Cenografia: Satyros II. Trilha Sonora: L.V. Iluminação: L.V. Programação visual: Ana Lucca

Onde: Espaço dos Satyros Dois – Praça Franklin Roosevelt, 134. Sábados e domingos, às 18h30. Quanto: R$ 10,00; R$ 5,00 (estudantes, classe artística e terceira idade); R$ 1,00 (Oficineiros dos Satyros e moradores da Praça Roosevelt). Lotação: 20 pessoas. Duração: 60 minutos. Classificação: 16 anos. Até 1/8.

August Strindberg (1849-1912): Figura emblemática do teatro escandinavo, ao lado de Henrik Ibsen e Hans Christian Andersen, o sueco escreveu peças como Camaradas (1886), Pai (1887), Senhorita Júlia (1888), A Sonata dos Espectros (1907), O Pelicano (1907), entre outras.

Luiz Valcazaras, nascido em Itapeva, interior de São Paulo, é diretor e autor teatral. Dirigiu, entre outras peças, Abre as Asas Sobre Nós (2006), Dança Lenta no Local do Crime (2005), Anjo Duro (2000) e Assovio (2007).

segunda-feira, 12 de julho de 2010

O belo R.E.M., de Luiz Valcazaras, em cartaz, Satyros 2 (São Paulo, SP)

Luiz Valcazaras, diretor de R.E.M.

Núcleo Experimental dos Satyros apresenta

R.E.M.

Inspirado na obra O Sonho, de August Strindberg, grupo dirigido por Luiz Valcazaras estreia temporada em 26 de junho no Espaço dos Satyros 2

Em um sonho, tudo pode acontecer. Tempo e espaço não existem. O texto O Sonho (1901), do sueco August Strindberg, escrito em 1901, foi um dos primeiros a trazer para o teatro o universo fragmentado e fantástico dos sonhos. A dramaturgia do autor baseia o espetáculo R.E.M (rapid eye movement), com o Núcleo Experimental dos Satyros, dirigido por Luiz Valcazaras. Na peça, a deusa hindu Agnes desce à Terra para conhecer os homens e a vida. Nessa tortuosa trajetória, ela vive como ser humano e se depara com figuras que transformam seus pensamentos e seu próprio caminho.

Não é a primeira vez que o diretor aborda os mistérios da mente humana em suas encenações. Em 2000, Valcazaras levou aos palcos Anjo Duro, sobre o universo imagético da psiquiatra Nise da Silveira. Interpretado por Berta Zemel, que recebeu o prêmio de melhor atriz pela APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte), o espetáculo ficou três anos em cartaz e participou dos principais festivais de artes cênicas do país.

Assim como em O Sonho, R.E.M. expõe as dores e as incertezas do ser humano. Na virada do século XIX, Strindberg questiona o sentido da vida e utiliza suas próprias experiências, entre elas os conflitos amorosos, como base para a dramaturgia.

“Montar a peça O Sonho sempre foi um grande desafio para todo o artista. Encarei essa missão em parceria com os atores e fiz uma releitura para criar o espetáculo R.E.M”, conta Valcazaras, também fundador do N.I.Te. (Núcleo de Investigação Teatral), que pesquisa o ator como contador de imagens. Para ele, a contemporaneidade é um dos aspectos de destaque desta obra de Strindberg. “O texto traz uma grande reflexão sobre o modo de sentir dos seres humanos e ainda discute a alma dos artistas nos dias de hoje”, completa o diretor.

Ficha técnica

Direção: Luiz Valcazaras

Assistente de direção: Joana Pegorari

Elenco: Antonio Neves, Bia Meinberg, Clara Laurentiis, Carmen Minhoto, Fabiana Moutinho, Felipe Palmer, Julia Ornelas, Katia Calsavara, Lillian Sganzerla, Nathaly Matsuda, Raissa Capasso, Renata Bortoleto, Rogério Lucas, Théo de Paula e Thiago Spektror.

Dramaturgia: Luiz Valcazaras. Apoio de Dramaturgia (Deuses): Renata Bortoleto. Cenografia: Satyros II. Trilha Sonora: L.V. Iluminação: L.V. Programação visual: Ana Lucca

Onde: Espaço dos Satyros Dois – Praça Franklin Roosevelt, 134. Sábados e domingos, às 18h30. Quanto: R$ 10,00; R$ 5,00 (estudantes, classe artística e terceira idade); R$ 1,00 (Oficineiros dos Satyros e moradores da Praça Roosevelt). Lotação: 20 pessoas. Duração: 60 minutos. Classificação: 16 anos. Até 1/8

August Strindberg (1849-1912): Figura emblemática do teatro escandinavo, ao lado de Henrik Ibsen e Hans Christian Andersen, o sueco escreveu peças como Camaradas (1886), Pai (1887), Senhorita Júlia (1888), A Sonata dos Espectros (1907), O Pelicano (1907), entre outras.

Luiz Valcazaras, nascido em Itapeva, interior de São Paulo, é diretor e autor teatral. Dirigiu, entre outras peças, Abre as Asas Sobre Nós (2006), Dança Lenta no Local do Crime (2005), Anjo Duro (2000) e Assovio (2007).

Informações para a imprensa:

Joana Pegorari: 11 9790-3324

joanapegorari@yahoo.com.br  

terça-feira, 6 de julho de 2010

duas peças com a atriz Bia Meinberg, no Viga e Satyros 2 (São Paulo, SP)

Bia Meinberg

OI GALERA! TUDO BEM?!


ESTOU EM CARTAZ EM 2 ESPETÁCULOS AQUI EM SP:

R.E.M NO SATYROS 2 E O PRIMO BASILIO NO ESPAÇO CÊNICO VIGA!

DÊEM UMA OLHADA E APAREÇAM POR LÁ!

BEIJÃO

BIA

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Núcleo Experimental dos Satyros apresenta


R.E.M.

Inspirado na obra O Sonho, de August Strindberg, grupo dirigido por

Luiz Valcazaras

estreou temporada em 26 de junho no Espaço dos Satyros 2

Em um sonho, tudo pode acontecer. Tempo e espaço não existem. O texto O Sonho (1901), do sueco August Strindberg, escrito em 1901, foi um dos primeiros a trazer para o teatro o universo fragmentado e fantástico dos sonhos. A dramaturgia do autor baseia o espetáculo R.E.M (rapid eye movement), com o Núcleo Experimental dos Satyros, dirigido por Luiz Valcazaras. Na peça, a deusa hindu Agnes desce à Terra para conhecer os homens e a vida. Nessa tortuosa trajetória, ela vive como ser humano e se depara com figuras que transformam seus pensamentos e seu próprio caminho.

Não é a primeira vez que o diretor aborda os mistérios da mente humana em suas encenações. Em 2000, Valcazaras levou aos palcos Anjo Duro, sobre o universo imagético da psiquiatra Nise da Silveira. Interpretado por Berta Zemel, que recebeu o prêmio de melhor atriz pela APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte), o espetáculo ficou três anos em cartaz e participou dos principais festivais de artes cênicas do país.

Assim como em O Sonho, R.E.M. expõe as dores e as incertezas do ser humano. Na virada do século XIX, Strindberg questiona o sentido da vida e utiliza suas próprias experiências, entre elas os conflitos amorosos, como base para a dramaturgia.

“Montar a peça O Sonho sempre foi um grande desafio para todo o artista. Encarei essa missão em parceria com os atores e fiz uma releitura para criar o espetáculo R.E.M”, conta Valcazaras, também fundador do N.I.Te. (Núcleo de Investigação Teatral), que pesquisa o ator como contador de imagens. Para ele, a contemporaneidade é um dos aspectos de destaque desta obra de Strindberg. “O texto traz uma grande reflexão sobre o modo de sentir dos seres humanos e ainda discute a alma dos artistas nos dias de hoje”, completa o diretor.

Ficha técnica

Direção: Luiz Valcazaras

Assistente de direção: Joana Pegorari

Elenco: Antonio Neves, Bia Meinberg, Clara Laurentiis, Carmen Minhoto, Fabiana Moutinho, Felipe Palmer, Julia Ornelas, Katia Calsavara, Lillian Sganzerla, Nathaly Matsuda, Raissa Capasso, Renata Bortoleto, Rogério Lucas, Théo de Paula e Thiago Spektror.

Dramaturgia: Luiz Valcazaras. Apoio de Dramaturgia (Deuses): Renata Bortoleto. Cenografia: Satyros II. Trilha Sonora: L.V. Iluminação: L.V. Programação visual: Ana Lucca

Onde: Espaço dos Satyros Dois – Praça Franklin Roosevelt, 134. Sábados e domingos, às 18h30. Quanto: R$ 10,00; R$ 5,00 (estudantes, classe artística e terceira idade); R$ 1,00 (Oficineiros dos Satyros e moradores da Praça Roosevelt). Lotação: 20 pessoas. Duração: 60 minutos. Classificação: 16 anos. Até 1/8.

August Strindberg (1849-1912): Figura emblemática do teatro escandinavo, ao lado de Henrik Ibsen e Hans Christian Andersen, o sueco escreveu peças como Camaradas (1886), Pai (1887), Senhorita Júlia (1888), A Sonata dos Espectros (1907), O Pelicano (1907), entre outras.

Luiz Valcazaras, nascido em Itapeva, interior de São Paulo, é diretor e autor teatral. Dirigiu, entre outras peças, Abre as Asas Sobre Nós (2006), Dança Lenta no Local do Crime (2005), Anjo Duro (2000) e Assovio (2007).

Informações para a imprensa:

Joana Pegorari: 11 9790-3324

joanapegorari@yahoo.com.br

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O Primo Basílio

http://www.viga.art.br/profoto227.html

A Cia. Éter apresenta o espetáculo “O Primo Basilio”, adaptação da obra de Eça de Queiroz, clássico pontual do realismo português.

Nesta montagem, o diretor e responsável pela dramaturgia, Mario Spatziani, prezou a crítica intrínseca à obra do autor, valorizada através dos simbolos, da estrutura e da interpretação em detrimento dos aspectos românticos e folhetinescos que costumam ser ressaltados.

As questões atemporais presentes no romance fazem da montagem um atual e eterno panorama das hipocrisias sociais.

Ficha Técnica

Direção: Mario Spatziani

Produção: Fernanda Corrêa Gürtler

Direção Musical: Carlos SanMartim

Iluminação: Bruna Walleska

Arte Gráfica: Fernanda Corrêa Gürtler e Ieda Beraldo

Elenco

Luísa/ Tia Vitória: Elle Henriques

Jorge / Castro: Alexandre Lima e Rafael Granja

Basílio / Conselheiro Acácio: Mario Spatziani

Juliana/ Mariana: Priscila Queiroz

Joana: Carolina Simões

Leopoldina/ Dona Felicidade: Bia Meinberg

Julião: Felipe Palmer

Sebastião: Vinícius Garcia

Serviço

Temporada: de 01 a 30 de julho de 2010

Horários: quintas e sextas-feiras às 21hs

Censura: 14 anos

Ingressos: R$ 20,00

Gênero: drama

Duração: 90 minutos

Sala Principal

74 lugares

Telefone para reservas: (11) 94421487 / (19) 91603429

Viga Espaço Cênico

Rua Capote Valente, 1323 – Pinheiros, São Paulo/SP

Próximo ao metrô Sumaré

Telefone: (11) 3801.1843

quarta-feira, 23 de junho de 2010

REM, de Luiz Valcazaras, estreia no Satyros 2 (São Paulo, SP)


Núcleo Experimental dos Satyros apresenta


R.E.M.

Inspirado na obra O Sonho, de August Strindberg, grupo dirigido por

Luiz Valcazaras

estreia temporada em 26 de junho no Espaço dos Satyros 2

Em um sonho, tudo pode acontecer. Tempo e espaço não existem. O texto O Sonho (1901), do sueco August Strindberg, escrito em 1901, foi um dos primeiros a trazer para o teatro o universo fragmentado e fantástico dos sonhos. A dramaturgia do autor baseia o espetáculo R.E.M (rapid eye movement), com o Núcleo Experimental dos Satyros, dirigido por Luiz Valcazaras. Na peça, a deusa hindu Agnes desce à Terra para conhecer os homens e a vida. Nessa tortuosa trajetória, ela vive como ser humano e se depara com figuras que transformam seus pensamentos e seu próprio caminho.

Não é a primeira vez que o diretor aborda os mistérios da mente humana em suas encenações. Em 2000, Valcazaras levou aos palcos Anjo Duro, sobre o universo imagético da psiquiatra Nise da Silveira. Interpretado por Berta Zemel, que recebeu o prêmio de melhor atriz pela APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte), o espetáculo ficou três anos em cartaz e participou dos principais festivais de artes cênicas do país.

Assim como em O Sonho, R.E.M. expõe as dores e as incertezas do ser humano. Na virada do século XIX, Strindberg questiona o sentido da vida e utiliza suas próprias experiências, entre elas os conflitos amorosos, como base para a dramaturgia.

“Montar a peça O Sonho sempre foi um grande desafio para todo o artista. Encarei essa missão em parceria com os atores e fiz uma releitura para criar o espetáculo R.E.M”, conta Valcazaras, também fundador do N.I.Te. (Núcleo de Investigação Teatral), que pesquisa o ator como contador de imagens. Para ele, a contemporaneidade é um dos aspectos de destaque desta obra de Strindberg. “O texto traz uma grande reflexão sobre o modo de sentir dos seres humanos e ainda discute a alma dos artistas nos dias de hoje”, completa o diretor.

Ficha técnica

Direção: Luiz Valcazaras

Assistente de direção: Joana Pegorari

Elenco: Antonio Neves, Bia Meinberg, Clara Laurentiis, Carmen Minhoto, Fabiana Moutinho, Felipe Palmer, Julia Ornelas, Katia Calsavara, Lillian Sganzerla, Nathaly Matsuda, Raissa Capasso, Renata Bortoleto, Rogério Lucas, Théo de Paula e Thiago Spektror.

Dramaturgia: Luiz Valcazaras. Apoio de Dramaturgia (Deuses): Renata Bortoleto. Cenografia: Satyros II. Trilha Sonora: L.V. Iluminação: L.V. Programação visual: Ana Lucca

Onde: Espaço dos Satyros Dois – Praça Franklin Roosevelt, 134. Sábados e domingos, às 18h30. Quanto: R$ 10,00; R$ 5,00 (estudantes, classe artística e terceira idade); R$ 1,00 (Oficineiros dos Satyros e moradores da Praça Roosevelt). Lotação: 20 pessoas. Duração: 60 minutos. Classificação: 16 anos. Até 1/8.

August Strindberg (1849-1912): Figura emblemática do teatro escandinavo, ao lado de Henrik Ibsen e Hans Christian Andersen, o sueco escreveu peças como Camaradas (1886), Pai (1887), Senhorita Júlia (1888), A Sonata dos Espectros (1907), O Pelicano (1907), entre outras.

Luiz Valcazaras, nascido em Itapeva, interior de São Paulo, é diretor e autor teatral. Dirigiu, entre outras peças, Abre as Asas Sobre Nós (2006), Dança Lenta no Local do Crime (2005), Anjo Duro (2000) e Assovio (2007).

Informações para a imprensa:

Joana Pegorari: 11 9790-3324

joanapegorari@yahoo.com.br

terça-feira, 27 de abril de 2010

Luiz Valcazaras comenta a 2ª Mostra de Teatro Latino-Americano (SP)

O Valmir Santos me ligou pedindo para eu escrever uma matéria para o jornal da Mostra, com o numero de caracteres pedido não dava para escrever o que havia no universo das minhas lembranças, então escrevi uma crônica que posto aqui http://www.valcazarasaldente.blogspot.com/ !!


Luanda, Angola


O teatro não vivido

Crônica

Acompanhe o relato do diretor e dramaturgo brasileiro Luiz Valcazaras sobre sua convivência, em 2008, com o povo e a cultura do país africano representado na Mostra


Fui para a África.

Destino: Luanda, Angola.

Uma produtora convidou-me a dirigir um filme institucional para o governo. O que seriam 20 dias acabou se transformando em dois meses, contando com minhas fugas - pois até aquele momento ninguém sabia onde eu me escondia.

Como encenador, e estando em visita a uma terra rica na tradição oral, criei expectativas para delinear a investigação do N.I.Te. (Núcleo de Investigação Teatral), o meu grupo, no que se refere à Narrativa como Instrumentalização do Ator.

Mas pisar a nossa romantizada “Mama África” não foi o que esperava minha vã filosofia.

O choque de cultura me abriu rachaduras, deixando escoar meu objetivo lúdico e encarar uma realidade dura. Quem sabe tenha sido essa a maior experiência para uma reflexão estética sobre o meu trabalho.

Sei da insatisfação de alguns angolanos quanto à visão estrangeira dos visitantes que tentam exportar só a imagem do sofrimento e da miséria. Mas, diante de uma “máscara pós-guerra”, rústica e assustadora que nos é apresentada no cotidiano, fica difícil perfurar essa grossa casca para sorver uma seiva fina.

O “ir” e “vir” não me era convencionalmente livre, dependia de motorista ou de colegas cansados pelo trabalho exaustivo. Achei que poderia descer na avenida, levantar a mão e pegar um táxi para ir ao centro da cidade em busca de contato com algum grupo de teatro, mas a rústica máscara se levantava com um sorriso de escárnio.

O lindo céu de Luanda derretia-se em dourado no final de tarde. Estava eu em frente da casa onde fiquei, um terreno de terra batida e um enorme barracão, apenas com a cobertura de zinco. Observei uma movimentação de adolescentes com ações familiares a um ensaio. Era teatro.

Lentamente, aproximei-me e, sentando na terra ao lado de um pilar, fiquei por um longo tempo ali, submetido a olhares desconfiados.

Depois de horas um garotinho indagou: “Gosta de teatro?”. É a minha profissão, respondi. Com expressão de surpresa ele correu para o jovem diretor. Ao passar a informação, todos, cautelosos, foram se aproximando e sentando para formar um grande círculo.

Conversamos, trocamos e rimos muito, até o hálito quente da noite nos envolver por completo.

Nos dias que se seguiram eu fugia da produtora na hora da edição e ninguém me encontrava.

Estava escondido no outro quarteirão, orientando o grupo sob o quente barracão de zinco.

Não vivi um encontro com um possível movimento do teatro angolano, mas dessa simples convivência ficou-me uma certeza: se em Luanda existe um raio tão forte, que pode rachar uma máscara rústica, esse raio só pode se chamar: “alegria”.

Luiz Valcazaras é diretor e dramaturgo em São Paulo, fundador do N.I.Te. (Núcleo de investigação Teatral). Entre os seus trabalhos, destacam-se Abre as asas sobre nós, Dança lenta no local do crime e Anjo duro.