Mostrando postagens com marcador mostras. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mostras. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Sinisterra comemora 70 anos com mostra no Capobianco (São Paulo, SP)


Dramaturgo espanhol Sinisterra comemora aniversário com mostra inédita em SP


 No mês em que comemora 70 anos, o dramaturgo espanhol José Sanchis Sinisterra recebe homenagem em São Paulo com uma programação especial que começa hoje e segue até o dia 27 (domingo) no Instituto Cultural Capobianco. O diretor virá ao Brasil para participar do evento (confira a programação).

Por meio de oficinas, palestras, debates e espetáculos, a "Mostra 70 Anos Sinisterra" conta com a exibição das peças "Bartleby", "Flechas do Anjo do Esquecimento", "Vacío" e "Ay, Carmela!".

Um dos maiores nomes do teatro espanhol contemporâneo, Sinisterra é autor de mais de 40 peças, entretanto, nunca antes no mundo havia sido feita uma mostra com obras dele", explica Alejandra Sampaio, uma das curadoras da exposição.

"O objetivo é fomentar a memória para que a gente alimente a identidade cultural. A gente considera que não existe uma divisão geográfica da arte, então ele também faz parte da nossa memória coletiva", comenta Sampaio.

O evento conta ainda com a presença de Fernando Peixoto, Georgette Fadel, Marco Antonio Braz, Denise Weinberg, Alexandre Tenório, Lenise Pinheiro, Mauro Restiffe, entre outros.

"Mostra 70 Anos Sinisterra"

Onde: Instituto Cultural Capobianco - r. Álvaro de Carvalho, 97, região central, São Paulo, tel.:0/xx/11/11/3237-1187

Quando: Abertura hoje, às 21h. De 8 a 27/6.

Quanto: Ingr.: R$ 10,00

terça-feira, 6 de abril de 2010

2ª Mostra Teatro do Oprimido, no Teatro Adamastor, Guarulhos (SP)


Teatro Adamastor recebe nos dias 14 e 15 de abril a 2ª Mostra Teatro do Oprimido na Saúde Mental

Acontece nos dias 14 e 15 de abril, no palco do Teatro Adamastor, a 2ª Mostra Teatro do Oprimido na Saúde Mental - Encontros e Práticas em Guarulhos, quando multiplicadores da metodologia criada pelo teatrólogo Augusto Boal se reúnem para discutir seus saberes e práticas realizadas na cidade desde 2006. Nestes dias serão apresentadas peças teatrais com atuação de grupos de Guarulhos, ao final de cada apresentação alguns dos espectadores presentes serão convidados a subir no palco e, trocando de lugar com o protagonista, mostrar alternativas aos problemas encenados. Nas peças os atores encenam episódios da vida real de pessoas e suas relações de conflito com a sociedade.

“O espectador (ou espect-ator) da sessão de Teatro-Fórum não é um consumidor do bem cultural, mas sim um ativo interlocutor que é convidado a assumir o papel do oprimido ou de seus aliados para interagir na ação dramática de maneira a apresentar alternativas para transformar a realidade – ser ator de sua própria vida”, diz a psicóloga Yara Toscano, curinga do Centro de Teatro do Oprimido.

Durante a Mostra acontece ainda: o lançamento do livro póstumo do teatrólogo e ensaísta Augusto Boal, A Estética do Oprimido, considerado o testamento artístico do autor; exposição de produtos artísticos produzidos pelos grupos locais; palestras; exibição de um curta metragem; e a sessão solene simbólica de Teatro Legislativo a partir da cena Dança do Casamento.

“Na sessão de Teatro Legislativo, a platéia, além de fazer as intervenções substituindo o personagem oprimido, pode também sugerir propostas de Lei ou de ações concretas que tragam alternativas ao problema. Com o apoio de um assessor legislativo e um especialista no tema, serão selecionadas duas propostas para serem debatidas e votadas. As aprovadas serão encaminhadas ao Poder Legislativo ou às autoridades competentes. Através do Teatro Legislativo foram criadas 13 Leis Municipais na cidade do Rio de Janeiro, duas Leis Estaduais nesse estado e tramitam no Congresso Nacional dois Projetos de Lei”, afirma Yara.

Boal


A Mostra integra o Projeto Teatro do Oprimido na Saúde Mental cujo objetivo é a capacitação e acompanhamento de profissionais da saúde de São Paulo, Rio de Janeiro e Sergipe, nas técnicas do Teatro do Oprimido, levando a transformações políticas e uma relação mais humana entre os pacientes, seus familiares e estes profissionais. O Projeto patrocinado pelo Ministério da Saúde, por intermédio da Coordenação Nacional de Saúde, é uma realização do Centro de Teatro do Oprimido em parceira com a Prefeitura de Guarulhos, por intermédio da Secretaria Municipal de Saúde, e apoio da Pfizer.

“De atividades como esta surgiu na cidade de Guarulhos o Núcleo de Saúde e Cultura Augusto Boal, idealizado pelos profissionais da saúde para ser um espaço intersetorial que articule a produção artística dos usuários e dos profissionais da saúde do município, propondo ações conjuntas com a participação da comunidade”, informa o sociólogo Geo Britto, coordenador nacional do Projeto Teatro do Oprimido na Saúde Mental.

O TEATRO DO OPRIMIDO NA CIDADE DE GUARULHOS

Supervisora do Projeto de Teatro do Oprimido na Saúde Mental em Guarulhos, a psicóloga Yara Toscano, diz que “em Guarulhos o Projeto inicia-se em 2006 em 4 unidades de saúde: CAPS II (Centro de Atenção Psicossocial II), Ambulatório da Criança, CAPS Tear e CAPS Álcool e Drogas; capacitando seus enfermeiros, terapeutas ocupacionais, psicólogos e assistentes sociais. Em 2007, duas cenas destacam-se e são apresentadas em praças públicas, teatros e unidades de saúde.

Duas temáticas são amplamente debatidas: a da mulher com transtorno mental aprisionada em casa por seus familiares – fato muito mais comum do que podíamos imaginar; e a mulher anorexica que questiona os padrões de beleza de nossa sociedade moderna e os caminhos de tratamento para anorexia. Em 2008, 2009 e 2010, o Projeto estende-se para a Atenção Básica e mais profissionais de saúde são envolvidos: além dos já mencionados, incluíram-se agentes comunitários de saúde, atendentes do SUS e recepcionistas.

A inclusão da Atenção Básica possibilita um novo alcance ao projeto e permite que trabalhadores da saúde, usuários e seus familiares possam discutir a temática da loucura, de outros temas relacionados à saúde mental e o próprio sistema de saúde nas unidades, criando alternativas para democratizar e humanizar o atendimento de saúde mental no Brasil. Além de aproximar os usuários dos profissionais, diminuindo o preconceito e fortalecendo o aprendizado de como interagir com pessoas com sofrimento psíquico. Nessa nova etapa, o Projeto capacitou mais de 50 profissionais, com encontros semestrais e mensais, possibilitando um processo de capacitação continuada.

Mais de 25 unidades conheceram diretamente o Teatro do Oprimido e 17 grupos foram formados, atendendo a todas as faixas etárias. Parte desses grupos produziu peças de Teatro Fórum apresentadas mais de 50 vezes em diferentes locais em 2009 e 2010. Outra parte produziu obras da Estética do Oprimido – esculturas e quadros coletivos. Indiretamente, o Projeto atingiu mais de 3.500 pessoas. O CAPS Tear se projetou como o pólo irradiador da proposta, com seus usuários teatralizando cenas desde 2006 e apoiando os vários grupos existentes na cidade.

As Peças criadas pela comunidade e profissionais de saúde nessa fase também abordaram em sua grande maioria a temática de gênero: mulheres oprimidas em hospitais psiquiátricos; oprimidas por uma gravidez indesejada; agredidas por seus “companheiros”; e exploradas e agredidas na infância. No momento, a equipe envolvida no trabalho, discute com interlocutores, coordenadores da Secretaria de Saúde a continuidade do Projeto, procurando articular o Teatro do Oprimido com outras formas alternativas de promoção de saúde mental pertencentes à Secretaria de Saúde; com o sistema matricial de gestão da saúde; e com outras secretarias.”

SOBRE O CENTRO DE TEATRO DO OPRIMIDO

Surgido em 1986, o Centro de Teatro do Oprimido (http://www.cto.org.br/ ) é um centro de pesquisa e difusão, que desenvolve metodologia específica do Teatro do Oprimido em laboratórios e seminários, ambos de caráter permanente, para revisão, experimentação, análise e sistematização de exercícios, jogos e técnicas teatrais. Nos laboratórios e seminários são elaborados e produzidos projetos sócio-culturais, espetáculos teatrais e produtos artísticos, tendo como alicerce a Estética do Oprimido.

A filosofia e as ações desta instituição visam à democratização dos meios de produção cultural, como forma de expansão intelectual de seus participantes, além da propagação do Teatro do Oprimido como meio, da ativação e do democrático fortalecimento da cidadania. O CTO implementa projetos que estimulam a participação ativa e protagônica das camadas oprimidas da sociedade, e visam à transformação da realidade a partir do diálogo e através de meios estéticos.

Dessa forma o CTO desenvolve projetos na área da educação, saúde mental, sistema prisional, pontos de cultura, movimentos sociais, comunidades, entre outros. Por conta de sua natureza humanística e do potencial do Teatro do Oprimido, está atuante em todo o Brasil e em países como Moçambique, Guiné Bissau, Angola e Senegal.

SERVIÇO

2ª Mostra Teatro do Oprimido na Saúde Mental - Encontros e Práticas em Guarulhos

Local: Teatro Adamastor

Endereço: Av. Monteiro Lobato 734, Centro, Guarulhos

Informações: (11) 2443-2168

Capacidade de público: 700 pessoas

Dias 14 e 15 de abril

Horário: 14 às 18h

Classificação indicativa: LIVRE

Ingressos GRÁTIS

PROGRAMAÇÃO – 14 DE ABRIL

14:00h – Abertura com palavras do Dr. Carlos Derman, secretário de saúde do município, e do sociólogo Geo Britto, coordenador nacional do Projeto Teatro do Oprimido na Saúde Mental; na sequência haverá exibição de vídeo sobre o Projeto.

14:30h – Abertura da exposição e lançamento do livro A Estética do Oprimido, com palestra de Geo Britto, sociólogo e curinga do Centro de Teatro do Oprimido, a respeito da aplicação desta técnica no projeto Teatro do Oprimido na Saúde Mental

15:00h – Apresentação do espetáculo “Dança do Casamento” com o Grupo Mulheres em Ação, seguido de Teatro Legislativo. Sinopse: A peça conta a história real de uma mulher que sofre violência doméstica e quando resolve se separar do marido e procura ajuda legal, encontra um sistema despreparado. Sobre o Grupo: Composto por profissionais e usuárias da saúde mental que fazem uso de psicotrópicos, com idades de 18 a 60 anos, moradoras do Distrito Dutra Trabalhadores, o grupo foi criado por Gilmara Azenha, assistente social e multiplicadora do Teatro do Oprimido, para atender em grupo os casos de mulheres com transtorno mental da região.

17:30h – Coquetel

PROGRAMAÇÃO – 15 DE ABRIL

14:00h – Abertura com fala dos multiplicadores do Teatro do Oprimido de Guarulhos, seguido de exibição de vídeo da Saúde Mental

14:30h – Apresentação de espetáculo “Princesinha do Papai” com o Grupo Primavera, seguido de Teatro-Fórum. Sinopse: A peça conta a história real de uma adolescente que tem dificuldade de travar um diálogo familiar sobre sexualidade e acaba engravidando, o que piora muito sua relação em casa. Sobre o Grupo: Composto por agentes comunitárias de saúde do município com idades de 25 a 60 anos, moradoras do Jardim Primavera, o grupo foi criado por Rozália Martinha Rocha e Valéria Forte, agentes de saúde e multiplicadoras do Teatro do Oprimido, para debater temas pertinentes ao atendimento que realizam na região.

16:00h – Apresentação de espetáculo “E agora Ritinha?” com o Grupo Belvedere, seguido de Teatro-Fórum. Sinopse: A peça conta a história real de uma relação familiar extremamente conturbada, onde uma adolescente de 16 anos sofre opressão psicológica e violência física do padrasto e de sua própria mãe. Sobre o Grupo: Composto por agentes comunitárias de saúde do município com idades de 25 a 60 anos, moradoras da região Cantareira, o grupo foi criado por Márcia Creuza da Silva e Karina Aparecida dos Santos, agentes de saúde e multiplicadoras do Teatro do Oprimido, para discutir temas pertinentes ao atendimento que realizam no município.

ATENDIMENTO À IMPRENSA

Ney Motta
Centro de Teatro do Oprimido

assessor de comunicação

(21) 2539-2873 e 8718-1965