quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
fotos: os palcos, em 2010
E AGORA, JOÃO?
Texto de Marcelo Villas-Boas
direção: Vanessa Bruno
com: Letícia Chiochetta, Diogo Jaime, Luciano Brandão e Marcelo Villas-Boas
Teatro do SESC Vila Mariana
São Paulo, SP
......
R.E.M.
adaptação de Luiz Valcazaras
de "O Sonho", de August Strindberg
com: Raissa Capasso, Nathaly Matsuda, Beatriz Meinberg e grande elenco
direção e iluminação: Luiz Valcazaras
Espaço dos Satyros 2
São Paulo, SP
.....
O GRANDE CERIMONIAL
texto de Fernando Arrabal
direção: Reginaldo Nascimento
com o Teatro Kaus Cia Experimental
Sala Experimental do Teatro Augusta
São Paulo, SP
.....
MOSCARDA
texto de Luigi Pirandello
direção e adaptação: Valéria Lauand
com Clovys Tôrres
Teatro Commune
São Paulo, SP
.....
A REVOLTA
Texto: Santiago Serrano
direção: Jadenilson Gomes
com o grupo teatral do Galpão das Artes
elenco: Charlon Cabral, João Guilherme, Lucas Rafael, Tarcísio Queiroz e Jadenilson Gomes.
Limoeiro, PE
.....
NÓ DE CACHORRO
Texto: Ivan Jaf, a partir de ideia de Nelson Xavier
sobre "A Mandrágora", de Nicolau Maquiavel e´"Memórias de um Sargento de Milícias",
de Manoel Antonio de Almeida
direção: Beto Bellini
assistência de direção e produção: Patrícia Natally
assistência de direção: Samira Lotcher
Teatro Bibi Ferreira / Espaço dos Satyros 2
São Paulo, SP
.....
Marcadores:
2010,
fotografia,
os palcos em 2010
Curso p/ Treinamento de Ator na Casa de Cultura Laura Alvim (São Paulo)
As aulas acontecem sempre aos sábados das 14 as 17 horas na Casa de Cultura Laura Alvim (Av. Vieira Souto 176, Ipanema- RJ), é preciso ir com, ou levar, uma roupa maleável que possa sujar caso necessário.
O investimento são parcelas mensais de R$ 150,00, sendo a primeira efetuada no ato da inscrição.
Solicite a programação do curso pelo email actorsterra@gmail.com , ou pelo fone (21) 7548 1196.
Marcadores:
Casa de Cultura Laura Alvim,
curso de ator,
rio de janeiro,
treinamento
Chico Rosa estreia no CCSP juntando Buarque e Noel (São Paulo, SP)
Escrito por um médico-dramaturgo, musical mineiro chega hoje a São Paulo
Comentários 0EmailImprimirTwitterFacebookDeliciousDiggNewsvineLinkedInLiveRedditTexto - + Maria Eugênia de Menezes - O Estado de S.Paulo
Há alguns anos em cartaz em Belo Horizonte, o musical Chico Rosa desembarca hoje em São Paulo. Chega, aliás, em momento propício: justamente quando se comemora o centenário do sambista da Vila Isabel. Em suas três apresentações no CCSP, o público poderá presenciar um improvável encontro entre Noel e Chico Buarque.
Bastante improvável, se consideramos que Noel já estava morto havia mais de 30 anos, quando o autor de A Banda começou a compor. No espetáculo, porém, eles não só aparecem juntos, como são amigos de botequim. Discorrem sobre a vida, falam de mulheres, do samba, do carnaval. E para regar a conversa, como não poderia deixar de ser, os atores Luiz Rocha e Daniel Maia recorrem à cerveja e a mais de 40 canções. Entre elas, as onipresentes Palpite Infeliz (Noel Rosa) e Homenagem ao Malandro (Chico Buarque).
Levada ao palco pela primeira vez em 2003, Chico Rosa foi escrita muita antes: em 1987. Mas para entender por que o texto levou tanto tempo para sair do papel é preciso vasculhar um pouco a trajetória de seu autor.
Vida dupla. Jair Raso já escreveu mais de 20 peças. É dramaturgo do grupo mineiro Cara de Palco. E, na trupe, também faz as vezes de diretor e iluminador. Uma rotina trivial para um homem de teatro. Mas um pouco mais complicada de equacionar se ele também é médico. Um neurocirurgião dividido entre o consultório e o hospital, onde opera regularmente. "Durante muito tempo foi um conflito: como conciliar as duas profissões", diz ele, que encontrou exemplo não apenas em Chekhov - o caso mais notável de um médico dramaturgo -, mas também em outros colegas. "Descobri que no Brasil inteiro há médicos dedicados ao teatro."
Foi só quando resolveu se profissionalizar e deixar o teatro amador para trás que a carreira como dramaturgo deslanchou, conta o dr. Jair durante um domingo à tarde - um dos poucos horários que tem disponíveis para entrevistas. "É possível conciliar. Só preciso tirar licença do trabalho uns 15 dias antes da estreia", diz ele, já às voltas com a direção de mais um musical.
Mas musicais não são a regra na carreira desse médico teatrólogo. Aparecem com mais frequência nessa trajetória os dramas - caso de A Corda e o Livro, obra de 2006 em que um mendigo tenta demover um jovem do suicídio recorrendo a argumentos da ética de Spinoza. Descobrimos nesse ponto mais uma faceta de Raso, que também se formou em filosofia. "Um artista é sempre um formador de opinião. Sentia uma lacuna. Por isso, fui buscar a filosofia." Mas, na hora em que se senta para escrever, ele prefere acreditar que não mudou muita coisa: prefere deixar as teorias de lado e continua a usar apenas a intuição.
CHICO ROSA
Centro Cultural São Paulo. Rua Vergueiro, 1.000, tel. 3397-4002, metrô Vergueiro.
R$ 20. 4ª, às 21 h. Até 15/12.
Marcadores:
CCSP,
Chico Buarque,
espetáculo musical,
Noel Rosa
A Viúva Alegre é apresentada no Teatro São Pedro (São Paulo, SP)
Teatro São Pedro estreia montagem de 'A Viúva Alegre'
AE - Agência Estado
Uma montagem da célebre opereta de Franz Lehár, A Viúva Alegre, encerra a partir de hoje a temporada lírica do Teatro São Pedro. Com dois elencos que reúnem novos nomes da ópera brasileira, a produção tem concepção cênica de William Pereira e direção musical de Emiliano Patarra.
A Viúva Alegre estreou em 1905 e desde então é presença constante nos principais palcos do mundo. Entrecortando textos falados e cenas musicais, a opereta narra a história do embaixador de um país europeu que, em Paris, tenta fazer com que a rica viúva Ana se case com um compatriota seu, a fim de que sua fortuna não precise deixar o país.
Nas récitas de hoje, sexta e domingo, compõem o elenco as sopranos Gabriella Pace (Hanna Glawari) e Edna D?Oliveira (Valencienne), o barítono Pedro Ometto (Conde Danilo Danilowitsch) e o tenor Miguel Geraldi (Camille de Rosillon); amanhã e sábado, sobem ao palco as sopranos Gabriella Rossi (Hanna) e Manuela Freua (Valencienne), o barítono Sebastião Teixeira (Conde Danilo Danilowitsch), e o tenor Sergio Wernec (Camille de Rosillon). Marcos Liesenberg (Raoul de Saint-Brioche), Flavio Leite (Vicomte Cascada), Saulo Javan (Baron Mirko Zeta) e Johnny França (Bogdanowitsch) completam o elenco. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
A Viúva Alegre - Teatro São Pedro (R. Barra Funda, 171). Tel. (011) 3667-0499. 4ª a 6ª, 20h30; sáb. e dom., 17 h. R$ 20. Até 5/12.
Marcadores:
A Viúva Alegre,
espetáculo musical,
estreia,
Teatro São Pedro
O Interrogatório, de Peter Weiss, com duração de 12 horas (São Paulo, SP)
Vigília cênica de 12 horas termina com apenas dez pessoas na plateia
CHRISTIANE RIERA / CRÍTICA DA FOLHA
Tour de force seria um eufemismo para definir tamanho esforço artístico e físico da montagem de 12 horas de "O Interrogatório", adaptação da peça do dramaturgo alemão Peter Weiss e uma verdadeira "vigília cênica", como definida pelo grupo carioca Centro de Investigação Teatral.
Trata-se de uma reconstituição dos momentos finais do julgamento de Frankfurt (1963 -1965) dos ex-guardas nazistas de Auschwitz. Ocupando parte da plateia, de um lado, os acusados. No canto oposto, as testemunhas. Soltos pelo palco, promotor e advogado.
Ao centro, o juiz cara-a-cara com o público, que ouve os relatos envolvendo câmaras de gás, o Zyklon-B, experiências científicas, cercas elétricas e o muro negro. Um time de 40 atores impressiona pela devoção, precisão e, acima de tudo, pelo talento.
Erika Garrido/Folhapress
Na dramaturgia de Weiss, o esperado. Uma mistura de transcrição tecnocrata com narrações de comoção única sobre os detalhes da rotina de crueldade inarrável em um campo de extermínio. Na leitura do diretor Eduardo Worzik, uma surpresa. Palco e plateia se fundem, transformando o teatro em tribunal.
O texto ganha caráter ritualístico quando, depois de 5 horas, os depoimentos começam a se repetir, apontando para uma circularidade infinita além da sensação de que estamos, de fato, em uma reunião de cunho social-religioso em que propósito é realmente velar eventos trágicos.
Às 6 da manhã, por volta de apenas 10 pessoas na plateia, insones sob o efeito desta oratória estonteante. Com a saída dos atores, um silêncio retumbante.
Das trevas do teatro, algo grandioso e indecifrável, que também abarca os hutus em Burundi, os tutsis na Ruanda ou ainda os timorenses e os haitianos e outros inúmeros descaminhos jamais desvendados da humanidade. E ecos distintos da já folclórica frase de Joseph Conrad: "O horror! O horror!"
Marcadores:
crítica,
O Interrogatório,
Peter Weiss,
São Paulo - SP
Rodrigo Contrera precisa de 3 atrizes para trabalho (São Paulo, SP)
Rodrigo Contrera, da ECA.
Estou precisando de no mínimo 3 atrizes, entre 20 e 30 anos.
Logo disponibilizo as cenas na internet, para elas verem.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
RECONHECIDO EU PARA UM OUTRO EU
Por Ruy Filho
TENDA DRAMAMIX
15h00 – “Um Sonho”, de Rodrigo Contrera
http://www.mastudofoiapenasumsonho.blogspot.com/
Direção: Rodrigo Contrera
Elenco: Rafael Fabrício e Rodrigo Contrera
A euforia de uma criação pode ou não revelar o seu criador. De certa forma, toda assinatura determina isso. Também um estilo que se faz reconhecível em técnica ou linguagem. E tem sido assim desde sempre. No moderno a assinatura passa a representar a obra diferentemente do que ocorrera no período clássico. Ser um Da Vinci consigna à obra valores específicos independentes do que nela será encontrado. Um Pollock, por sua vez, amplia a relação com a obra de imediato para o interior do mercado, que é maior que o próprio artista. O contemporâneo vai abordar a presença do autor na obra por outros estímulos.
De sua inclusão física à obra até ser a ele mesmo a obra. No teatro a relação autoral aproxima artista e obra a um anseio de reconhecimento. Não que não houvesse isso nos anteriores. Mas não se trata agora de reconhecer o artista e-ou seu talento e-ou sua verdade. Busca-se apresentar algo mais essencial, o processo que antecede o artista. Este valor de reencontro consigo se dá via exposição de sua intimidade e questões. Portanto o artista é a pessoa anônima antes de tudo que se mostra, e sua vida a própria arte de sua arte. Essa delicadeza própria de um sonho é o ponto chave desse suave e denso trabalho.
abraço
Rodrigo
9132-5225
Marcadores:
atrizes,
espetáculos,
procura-se elenco,
Rodrigo Contrera
Assinar:
Postagens (Atom)











