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segunda-feira, 14 de março de 2011

Começa o Festival Ibero-Americano de Teatro, Memorial da AL (São Paulo)

Memorial da América Latina

Um painel da produção latina


Em sua quarta edição, Festival Ibero-Americano de Teatro reúne 15 produções vindas de nove países

Maria Eugênia de Menezes - O Estado de S.Paulo

A partir de hoje, mais de 150 artistas, de nove países, tomam o Memorial da América Latina. Em sua quarta edição, o Festival Ibero Americano de Teatro reúne 15 espetáculos, nacionais e estrangeiros, que fazem apresentações gratuitas até o dia 20. A tônica que norteia a seleção continua a mesma dos anos anteriores, ressalta o curador Fernando Calvozo. Oferecer um painel da diversidade da produção nos países, sem se preocupar em encontrar representantes de uma linha ou linguagem específica. "Não é preciso ter um conceito por trás. Buscamos trazer o que de mais significativo está sendo feito nesses lugares", diz Calvozo, que neste ano viajou a alguns países para escolher as montagens que compõem a programação e também contou com as colaborações e sugestões de representações estrangeiras, como o Instituto Cervantes, da Espanha, e o Instituto Camões, de Portugal.

Outro foco da curadoria, ressalta Calvozo, é a recepção do público. Pautada por essa ideia, não há espetáculos inéditos na grade. Apenas peças que já foram testadas em seus países de origem e que, de preferência, já tenham excursionado por outras cidades da América Latina. "Não buscamos nada muito experimental. Nossa intenção é trazer sempre espetáculos de linguagem acessível ao público", complementa o curador. Para ele, a aposta no gosto da plateia tem dado certo, conforme aponta o crescimento do número de frequentadores. Um incremento da ordem de 40% entre a primeira edição, em 2008, e a última, em 2010.

Na ala internacional, os destaques ficam por conta de dois monólogos. José Gaspar (La Soledad del Poder) é uma montagem paraguaia. Seu grande trunfo, atesta a curadoria, é a interpretação de Jorge Ramos, um dos maiores nomes da cena de Assunção. No palco, ele recupera a trajetória do ditador José Gaspar Rodríguez de Francia, um dos libertadores do país. Outro espetáculo solo que merece atenção é o espanhol Yo Mono Libre. O trabalho da companhia Teatro Del Temple baseia-se no conto de Kafka, Um Relatório para a Academia, e conta a história de um símio que aprendeu a se comportar tal qual um humano.

Além de voltar-se à produção de países como Uruguai, Argentina e México, o festival também investe em representantes nacionais. Para abrir a mostra foi escalado Lamartine Babo. Escrito por Antunes Filho e dirigido por Emerson Danesi, o musical reverencia o legado do compositor carioca. Ao lado de Calvozo, outros observadores da cena paulistana também contribuíram com a curadoria. O ator Umberto Magnani, a crítica Maria Lucia Candeias e a atriz e diretora Elvira Gentil elegeram peças que se destacaram na temporada de 2010, caso do delicado As Folhas do Cedro, do dramaturgo e diretor Samir Yazbek.

PROGRAME-SE:

Lamartine Babo

O musical, escrito por Antunes Filho, trata do legado do compositor (Hoje, às 21 h).

Sin Fin (Collage em B/N)

A peça colombiana tem direção de Paula Sinisterra. (Terça, às 19 h).

As Folhas do Cedro

O espetáculo de Samir Yazbek, com a cia. Arnesto nos Convidou, é vencedor do APCA de melhor texto (Terça, às 21 h).

José Gaspar (La Soledad del Poder)

Montagem do Paraguai, com o ator Jorge Ramos, sobre a trajetória do ditador José Gaspar (Quinta, às 21 h).

Yo Mono Libre

O trabalho, vindo da Espanha, baseia-se no conto de Franz Kafka (Domingo, às 21h15).

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Festival Iberoamericano de Teatro começa dia 14 no Memorial (São Paulo)


4º Festival Ibero-Americano de Teatro de São Paulo começa no Memorial dia 14, com entrada franca. Na foto, Rosaly Papadopol encarna Hilda Hilst


A Fundação Memorial da América Latina apresenta a 4ª edição do Festival Ibero-Americano de Teatro de São Paulo, a partir de 14 de março. Mais uma vez, o Memorial recebe grupos teatrais que se destacaram recentemente em seus países. É oportunidade rara para o público paulistano conhecer o que se está fazendo de bom nas artes cênicas da Península Ibérica e da América Latina. Até 20 de março, serão apresentadas 17 montagens teatrais provenientes de dez países, incluindo o Brasil, que encenam autores clássicos ou contemporâneos e se utilizam de linguagens que vão do tradicional à vanguarda. Detalhe importante: todas as atividades têm entrada franca.

“O que caracteriza esse festival é mesmo a diversidade”, explica Fernando Calvozo, diretor do 4º Festibero. Ele preside a comissão curadorial, da qual também fazem parte a atriz e diretora teatral Elvira Gentil, a crítica e dramaturga Maria Lúcia Candeias, da APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte), e o ator, diretor e produtor teatral Umberto Magnani. Entre outras atividades, a comissão programou três mesas de discussão, coordenadas pela atriz e diretora Analy Alvarez, atual presidente da Associação dos Produtores de Espetáculos Teatrais do Estado de São Paulo, e a já tradicional oficina de dramaturgia do dramaturgo, diretor, ator e compositor Chico de Assis.

O 4º Festibero será aberto pela montagem de “Lamartine Babo”, de Antunes Filho (foto acima e da primeira página). O Brasil ainda comparece com as peças “As Folhas do Cedro” (foto ao lado), de Samir Yazbek, “Noel – o poeta da vila e seus amores”, (foto abaixo), de Plínio Marcos, e “Boca de Ouro”, de Nélson Rodrigues, entre outras. A coprodução Brasil/Peru “Camiños Inviisibles” começa ao ar livre, junto da Mão, e termina no Espaço Lona (como no ano passado, uma lona de circo será montada em frente ao auditório Simón Bolívar para receber algumas apresentações). Da Bolívia foi convidada “Septiembre”, da Cia. Artística Tucura Cunumi.

O Festibero foi concebido pelo Memorial para pensar o papel do teatro – arte direta, que se dá cara a cara com o público – na sociedade atual, em que as relações e as expressões artísticas são tão mediadas pela tecnologia. Ele traça um pequeno paralelo entre as produções ibérica e latino-americana, evidenciando as tendências de cada região e como assimilam e respondem às questões contemporâneas.

Por uma semana, atores, diretores, produtores, dramaturgos, críticos e jornalistas provenientes de diversos países discutem, formalmente ou informalmente, problemas e dificuldades e as soluções encontradas para seguir fazendo teatro. Desta maneira circula o conhecimento e a experiência de diferentes maneiras de manter viva a arte teatral. Com o Festibero, o Memorial cumpre sua missão de promover o diálogo e estreitar ainda mais os laços culturais entre países irmãos.

Confira a programação:

MOSTRA PRINCIPAL – AUDITÓRIO SIMÓN BOLÍVAR

14 de março – segunda-feira – ABERTURA

20h30 / Plateia A – Cerimonial de Abertura

21h00 / Plateia A – “Lamartine Babo”, de Antunes Filho – Direção: Emerson Danesi

Cia. Centro de Pesquisa Teatral – CPT - BRASIL

O musical de Antunes Filho se articula em torno da misteriosa visita de um senhor e sua sobrinha a uma banda que ensaia as clássicas composições de Lamartine Babo.

15 de março – terça-feira

19h00 / Plateia B – “Sin Fin (Collage em B/N)”, Criação Coletiva – Direção: Paula Sinisterra – Cia. Velatropa Colectivo de Arte – COLÔMBIA

21h00 / Plateia A – “As Folhas do Cedro”, Texto e Direção: Samir Yazbek

Cia. Arnesto nos Convidou – BRASIL

16 de março – quarta-feira

19h00 / Plateia B – “Septiembre”, de Yovinca Arredondo e Guillermo Sicodowska –Direção: Yovinca Arredondo – Cia. Artística Tucura Cunumi) – BOLÍVIA

21h00 / Plateia A – “Noel, O Poeta da Vila e Seus Amores”, de Plínio Marcos

Direção: Dagoberto Feliz – Cia. Coisas Nossas – BRASIL

O texto não linear de Plínio Marcos conta a vida de Noel Rosa, o boêmio compositor de grandes clássicos da música popular brasileira, por meio de cenas que “ilustram” situações presentes nas músicas e narram episódios importantes da vida do autor.

17 de março – quinta-feira

19h00 / Plateia B – “Rua do Medo”, de Leonardo Cortez – Direção: Marcelo Lazzaratto BRASIL

21h00 / Plateia A – “José Gaspar (La Soledad del Poder)”, Hernán Jaeggi – Direção: Gustavo Ilutóvich – Grupo teatral “Arte Total” – PARAGUAI

18 de março – sexta-feira

19h00 / Plateia B – “Abanico de Solteira”, de Andrea Juliá – Direção: Horácio Medrano – Cia. Tea Teatro – ARGENTINA

21h00 / Plateia A – “A Humanidade é Feia”, de Iñigo Ramirez Haro – Direção: João Craveiro – Cia Kind of Black Box – PORTUGAL

19 de março – sábado
19h00 / Plateia B – “Ya Lo Llamaremos”, de Rafael Pence – Direção: Rafael Pence – URUGUAI

21h00 / Plateia A – “Descomposición”, de Afonso Cárcamo – Direção: Alfonso Cárcamo – Colectivo Escénico Seres Comunes – MÉXICO

20 de março – domingo – ENCERRAMENTO

19h00 / Plateia B – “Boca de Ouro”, de Nelson Rodrigues – Direção: Eloísa Vitz

Cia. Grupo Gattu – BRASIL

21h00 / Plateia A – Cerimônia de Encerramento

21h15 / Plateia A – “Yo, Mono Libre”, de Ricardo Joven – Direção: Alfonso Plou – Cia. Teatro Del Temple – ESPANHA

MOSTRA PRINCIPAL – SALA DOS ESPELHOS

20 de março – domingo

17h30 – “Hilda Hilst, O Espírito da Coisa”, de José Gaspar Guimarães – Direção: Ruy Cortez com Rosaly Papadopol – BRASIL

Melhor atriz pela APCA, em 2009, Rosaly Papadopol faz sua a voz de Hilda Hilst, levando ao palco poesia, pensamentos, histórias e o que Hilda criou sobre si em si mesma. José Mora Fuentes presidente do Instituto que leva o nome da escritora deu a consultoria literária. A direção é de Ruy Cortez.

MOSTRA PRINCIPAL – PRAÇA CÍVICA

19 de março – sábado

18h00 – “Camiños Invisibles”, de Carina Casuscelli – Cia. Nova de Teatro – BRASIL

ATIVIDADES PARALELAS – SALA DOS ESPELHOS

MESAS DE DEBATES

“Avanços e dificuldades do teatro brasileiro contemporâneo” – Mesa de debates dividida em três etapas, com coordenação de Analy Alvarez – atriz, diretora e presidente da Associação dos Produtores de Espetáculos Teatrais do Estado de São Paulo (APETESP).

Mesa 1 – dia 17/03, das 16h às 18h – “Ponto de vista da produção”

Mesa 2 – dia 18/03, das 16h às 18h – “Ponto de vista do ator”

Mesa 3 – dia 19/03, das 16h às 18h – “Ponto de vista do autor”

OFICINA

Dia 19/03, das 13 às 16h – “Direção Teatral”, ministrada pelo ator e diretor teatral, José Renato (inscrições através do festiberoteatro@gmail.com  – 40 vagas).

Leia mais sobre o ministrante da Oficina de Direção Teatral, José Renato

ENTRADA FRANCA

(programação sujeita a alteração)

Para maiores informações:

festiberoteatro@gmail.com

Tel.: (11) 3823-4608

Fonte:  http://www.memorial.sp.gov.br/

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

workshop com o La Fura Dels Baus no Memorial da Am. Latina (São Paulo)


WORK IN PROGRESS


Workshop

com o grupo catalão

La Fura Dels Baus

São Paulo

De 15 a 26 de agosto de 2011

das 09h30 às 13h30

Espaço Furero

Praça Cívica do Memorial da América Latina

Vagas Limitas

Promoção desconto nas inscrições antecipadas para integrantes do YAHOO GRUPOS até 17/12/10

Informações e Ementas: 11 3803-9964 ou lafura@manufaturadacultura.art.br