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sexta-feira, 6 de maio de 2011
Moacyr Góes e Ivan Sugahara dão palestras no CRA (Rio de Janeiro, RJ)
CRA – CENTRO DE RECICLAGEM DE ATORES – no Teatro Maria Clara Machado
Está funcionando desde março no Teatro Maria Clara Machado – Planetário, o Centro de Reciclagem de Atores, voltado para a reciclagem e o treinamento continuado de atores profissionais. De junho a agosto o projeto oferecerá o seguinte workshop:
RECICLAGEM DE ATORES, com aulas/treinamento para atores profissionais todas as SEGUNDAS das 19h às 22h, no teatro.
O treinamento é estruturado em módulos bimestrais, com 2 diretores/professores por módulo e conta com uma noite aberta para os atores mostrarem trabalhos – esquetes, performances, solos - a produtores de elenco e profissionais da área. Além disso, o curso oferece informações, contatos e dicas semanais sobre o mercado de trabalho através do nosso Mural Virtual e conta com uma mini-biblioteca gratuita de livros da área para os atores se reciclarem.
PROGRAMAÇÃO DA RECICLAGEM DE JUNHO A AGOSTO:
De 13 de JUNHO a 04 de JULHO: aulas com o diretor MOACYR GÓES
De 11 de JULHO a 01 de AGOSTO: aulas com o diretor IVAN SUGAHARA
Dia 08 de AGOSTO: Noite Aberta do Centro de Reciclagem de Atores
O preenchimento das vagas será realizado via seleção de currículo. Para participar os atores devem possuir registro profissional. O valor total da Reciclagem será de 500 reais à vista ou duas parcelas de 280 reais. Interessados em participar devem enviar currículo para reciclagemdeatores@gmail.com colocando no assunto: RECICLAGEM.
Mais informações: 9666-9954 ou reciclagemdeatores@gmail.com
SOBRE OS MINISTRANTES DESSE BIMESTRE NO CENTRO DE RECICLAGEM DE ATORES:
Moacyr Góes
Diretor teatral que ganhou projeção na década de 1980, estreou como cineasta e roteirista em 2003 com o filme Dom, livremente inspirado em Machado de Assis. Nascido em Natal em 1961, mudou-se para o Rio de Janeiro e formou-se em artes cênicas pela UniRio. Em 1986, criou a Companhia de Encenação Teatral, ganhou três vezes o prêmio Shell de melhor diretor e duas vezes o prêmio Moliére. Foi professor de interpretação no curso de formação de ator da Casa das Artes de Laranjeiras durante quatro anos, e professor do curso de pós-graduação em Teatro da UFRJ. Em 1993, assumiu a direção artística do Teatro Glória, e em 1997, do Teatro Carlos Gomes, ambos no Rio de Janeiro. Em 1999, passou também a dirigir novelas na Rede Globo.
Entre seus trabalhos em teatro:
Alarmes, de Michael Frayn
Com: Cristina Pereira, André Valli, Isabela Garcia e João Camargo
Teatro das Artes, RJ – 2001
Bonitinha, mas ordinária, de Nélson Rodrigues
Com: Helena Ranaldi, André Valli, Leon Góes, Oswaldo Loureiro e grande elenco
Teatro Carlos Gomes, RJ – 2000
Festival de Teatro de Curitiba
Bispo Jesus do Rosário, de Clara Góes
Com: Helena Ranaldi, Leon Góes e grande elenco
Teatro Carlos Gomes, RJ – 1999
Os 7 gatinhos, de Nélson Rodrigues
Com: Helena Ranaldi, André Valli, Fabio Sabag, Thelma Reston e grande elenco
Teatro Carlos Gomes, RJ – 1998; Teatro Miguel Falabella, RJ – 1999
Teatro Leblon, RJ – 1999
Toda nudez será castigada, de Nélson Rodrigues
Com: Marília Pêra, André Valli, Leon Góes, Walter Breda e grande elenco
Teatro Alfa Real, SP; Teatro Carlos Gomes, RJ; Teatro Nacional, Brasília;
Teatro Sesi, Porto Alegre – 1998
Gata em teto de zinco quente, de Tenessee Williams
Com: Vera Fischer, Ítalo Rossi, Ivone Hoffman, Floriano Peixoto e grande elenco
Teatro Villa Lobos, RJ – 1998
2 anos de Tournée pelo Brasil
Entre seus trabalhos em Cinema:
Bonitinha, mas Ordinária
Adaptado da obra de Nelson Rodrigues.
2008
Destino
Primeira co-produção cinematográfica entre o Brasil e a China.
2007
O Homem que desafiou o Diabo
2006
Trair e Coçar, é Só Começar
Adaptado da obra homônima de Marcos Caruso.
2006
Ivan Sugahara
Nos últimos 3 anos, dirigiu várias peças. Em 2010: Terra do Nunca, de Ivan Sugahara e Leonardo Netto – Mostra Internacional de Teatro de Oeiras, Portugal (MITO) e Espaço SESC; Tudo que existe entre nós, de Ivan Sugahara (criado em Portugal para estréia na MITO); Tempo de Solidão, de Márcia Zanelatto – CCBB Rio; Blitz, de Bosco Brasil – Casa de Cultura Laura Alvim e Centro Cultural São Paulo; Sade em Sodoma, de Flávio Braga – Caixa Cultural Brasília e Rio. Em 2009: Play, de Rodrigo Nogueira – Teatro Solar de Botafogo, Teatro Nair Bello (SP) e turnê pelo Brasil; Às vezes é preciso usar um punhal para atravessar o caminho, de Roberto Alvim – Espaço Cultural Sérgio Porto; e Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz, adaptação de Cyrano de Bergerac – Teatro SESI e Teatro Solar de Botafogo. Em 2008: Pelo amor de Deus, não fala assim comigo!, de Maria Carmem Barbosa – CCBB Rio; Sem Ana, de Caio Fernando Abreu – Espaço SESC; Memória Afetiva de um Amor Esquecido, de Rosyane Trotta – Espaço Oi Futuro e Festival de Curitiba (indicado aos prêmios Shell de Melhor Diretor e Qualidade Brasil de Melhor Diretor e Melhor Espetáculo).
Diretor da cia. Os dezequilibrados há 14 anos, com a qual montou 13 espetáculos, como Dilacerado (indicado ao Prêmio Qualidade Brasil de Melhor Diretor) e Vida, o Filme (indicado ao Prêmio Shell de Melhor Diretor), ambas de Daniela Pereira de Carvalho. Fora da companhia, encenou também 13 trabalhos, entre eles Notícias Cariocas, de Filipe Miguez, com a Cia. dos Atores e dirigido em conjunto com Enrique Diaz (vencedor dos Prêmios Qualidade Brasil de Melhor Espetáculo e de Melhor Diretor). Atualmente está com o espetáculo A Estupidez, com sua a Cia Dezequilibrados, no Teatro II do CCBB.
SOBRE O CENTRO DE RECICLAGEM DE ATORES:
O Centro de Reciclagem de Atores começou a funcionar em maio de 2010 com a missão de treinar, reciclar e manter aquecidos atores profissionais que estão exercendo seu ofício em diversas frentes, como cinema, TV e teatro.
Em seu primeiro ano de funcionamento o CRA reuniu cerca de 200 atores profissionais, que tiveram encontros/aulas com cerca de 30 professores diferentes, gerando trocas artísticas e movimentando a classe. Entre os ministrantes do Centro de Reciclagem, sempre grandes profissionais como Domingos de Oliveira, Amir Haddad, Daniel Herz, Christiane Jatahy, Marcio Libar, Hamilton Vaz Pereira, Jefferson Miranda, Ivan Sugahara, entre outros.
Coordenando o CRA, a Diretora Geral do coletivo artístico Clube da Cena e uma das Diretoras Artísticas do Teatro Maria Clara Machado – Planetário, Cristina Fagundes.
Mais informações: 9666-9954 ou reciclagemdeatores@gmail.com
quinta-feira, 17 de março de 2011
Atividades do Centro de Reciclagem de Atores no Maria Clara Machado (RJ)
TEATRO MARIA CLARA MACHADO / PLANETÁRIO, RJ
Em março começa o segundo ano de extra-atividades do Teatro Maria Clara Machado, como Centro de Reciclagem de Atores e o Processo de Encenação. E nomes como: Hamilton Vaz Pereira, Thierry Trémouroux, Daniel Herz e João Marcelo Pallottino.
Como é a vida do ator? Quais os caminhos para os recém-formados ingressarem no mercado de trabalho? Como esta o aquecimento da dramaturgia no Rio de Janeiro? Como se mostrar? ... Pensando nessas perguntas, a atriz e autora Cristina Fagundes, diretora artística do Teatro Maria Clara Machado, criou o CRA (Centro de Reciclagem de Atores) e segue com grande sucesso e procura para seu segundo ano.
“O CRA foi criando para atores profissionais e tem a missão de treinar, reciclar e manter aquecidos os atores que saíram das escolas profissionais de teatro e ficam perdidos com o registro nas mãos sem saber como entrar (e como é) o mercado de trabalho. Além do treinamento, vamos dar palco para os atores se mostrarem.” Explica Cristina.
No seu primeiro ano de funcionamento o CRA reuniu cerca de 200 atores profissionais, que tiveram encontros/aulas com cerca de 30 professores diferentes, gerando trocas artísticas e movimentando a classe artística. Uma característica do Centro é contar com professores/diretores que tenham nome e influencia de mercado, como Domingos de Oliveira, Amir Haddad, Daniel Herz, Christiane Jatahy, Marcio Libar, Hamilton Vaz Pereira, Jefferson Miranda, Ivan Sugahara, entre outros.
O treinamento é estruturado em módulos bimestrais, com dois diretores/professores por módulo e conta com uma noite aberta para os atores mostrarem seus trabalhos que estão na “manga” (esquetes, performances, solos...) a produtores de elenco e profissionais da área. Além disso, o curso oferece informações, contatos e dicas semanais sobre o mercado de trabalho através do Mural Virtual e conta com uma mini-biblioteca gratuita de livros da área para os atores se reciclarem. A RECICLAGEM DE ATORES, com aulas/treinamento para atores profissionais todas as SEGUNDAS das 19h às 22h, no teatro.
O PROCESSO DE ENCENAÇÃO, voltado para a criação de um espetáculo com diretores convidados. O primeiro Processo de Encenação começará dia 22 de março, sob o comando dos diretores Daniel Herz e João Marcelo Pallottino, que conduzirão uma investigação sobre a comicidade para construírem juntos um espetáculo. Após esse tempo, entrarão em cartaz com uma temporada de cinco semanas no teatro, sempre às quintas-feiras às 20h.
O processo terá duração de dois meses e meio e acontecerá todas as terças e quintas das 10h às 12h no teatro. “O ator fica muito sozinho ao sair das escolas e precisa continuar a treinar e se articular para conseguir realizar bons trabalhos.”, acredita Cristina. O preenchimento das vagas para o Reciclagem ou Processo de Encenação é realizado via seleção curricular. Ponto essencial para participar é ter o registro profissional.
Programação:
De 21 de março a 11 de abril: aulas com Hamilton Vaz Pereira
De 18 de abril a 09 de maio: aulas com Thierry Trémouroux
Dia 16 de maio: ensaio para a Noite Aberta
Dia 23 de maio: Noite Aberta do Centro de Reciclagem de Atores.
CRA – CENTRO DE RECICLAGEM DE ATORES
Teatro Maria Clara Machado (Planetário da Gávea) – Av. Padre Leonel França, 240 - Gávea
Tel.: 21 2274-7722
Sobre a idealizadora: Cristina Fagundes é uma mente inquieta, atualmente esta nos seguintes projetos: projeto clube da cena – clubedacena.blogspot.com, como diretora geral, autora e atriz; Comédia Minuto (co-autora e atriz desse micro-programa de humor pra internet que está em fase de edição), é idealizadora e coordenadora do Centro de Reciclagem de Atores, diretora artística do Teatro Maria Clara Machado, está ensaiando uma peça como atriz com o autor e diretor Leandro Muniz (um dos redatores do Tudo Junto e Misturado) e está implantando em abril o Café-Clube de Dramaturgia, no Maria Clara Machado e ainda está com dois textos seus na peça “Igual a Você”, dirigidos por Ernesto Piccolo e interpretados por Camila Morgado.
Informação de imprensa: Lidy Marx
MarxComunicação!
21 7851-4832 / ID: 83*3642
21 8105-0659 / 3439-6758
lidymarx@globo.com
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Iniciam em março atividades do CRA no Teatro Maria Clara Machado (RJ)
CRA – CENTRO DE RECICLAGEM DE ATORES – no Teatro Maria Clara Machado
Estará funcionando a partir de março no Teatro Maria Clara Machado – Planetário, o Centro de Reciclagem de Atores, voltado para a reciclagem e o treinamento continuado de atores profissionais. O projeto oferecerá 2 atividades diferentes:
1. A RECICLAGEM DE ATORES, com aulas/treinamento para atores profissionais todas as SEGUNDAS das 19h às 22h, no teatro.
O treinamento é estruturado em módulos bimestrais, com 2 diretores/professores por módulo e conta com uma noite aberta para os atores mostrarem trabalhos – esquetes, performances, solos - a produtores de elenco e profissionais da área. Além disso, o curso oferece informações, contatos e dicas semanais sobre o mercado de trabalho através do nosso Mural Virtual e conta com uma mini-biblioteca gratuita de livros da área para os atores se reciclarem.
PROGRAMAÇÃO DO PRIMEIRO BIMESTRE DA RECICLAGEM:
De 21 de março a 11 de abril: aulas com Hamilton Vaz Pereira
De 18 de abril a 09 de maio: aulas com Thierry Trémouroux
Dia 16 de maio: ensaio para a Noite Aberta
Dia 23 de maio: Noite Aberta do Centro de Reciclagem de Atores
Obs: Veja ao final deste mail o currículo dos ministrantes envolvidos
O preenchimento das vagas é realizado a cada 2 meses via seleção de currículo. Para participar os atores devem possuir registro profissional. As aulas do primeiro bimestre começarão no dia 21 de março. O valor total deste primeiro ciclo da Reciclagem será de 500 reais à vista ou duas parcelas de 280 reais. Interessados em participar devem enviar currículo para reciclagemdeatores@gmail.com colocando no assunto: RECICLAGEM.
Mais informações: 9666-9954
2. O PROCESSO DE ENCENAÇÃO, voltado para a criação de um espetáculo com diretores convidados. O processo terá duração de 2 meses e meio e acontecerá todas as terças e quintas das 10h às 12h no teatro. O primeiro Processo de Encenação começará dia 22 de março, sob o comando dos diretores Daniel Herz e João Marcelo Pallottino, que conduzirão uma investigação sobre a comicidade para construírem juntos um espetáculo. Após 2 meses e meio de ensaio, o espetáculo levantado ficará em temporada durante 5 semanas no teatro, sempre às quintas-feiras às 20h.
O valor de investimento para participar do Processo de Encenação será de 900 reais à vista ou 3 parcelas de 330 reais.
Os interessados devem enviar currículo para reciclagemdeatores@gmail.com colocando no assunto: Processo de Encenação.
Este workshop é reservado a atores com registro profissional.
Veja no final deste mail o currículo dos 2 diretores convidados.
Mais informações 9666-9954
SOBRE O CENTRO DE RECICLAGEM DE ATORES:
O Centro de Reciclagem de Atores começou a funcionar em maio de 2010 com a missão de treinar, reciclar e manter aquecidos atores profissionais que estão exercendo seu ofício em diversas frentes, como cinema, TV e teatro.
Em seu primeiro ano de funcionamento o CRA reuniu cerca de 200 atores profissionais, que tiveram encontros/aulas com cerca de 30 professores diferentes, gerando trocas artísticas e movimentando a classe. Entre os ministrantes do Centro de Reciclagem, sempre grandes profissionais como Domingos de Oliveira, Amir Haddad, Daniel Herz, Christiane Jatahy, Marcio Libar, Hamilton Vaz Pereira, Jefferson Miranda, Ivan Sugahara, entre outros.
Coordenando o CRA, a Diretora Geral do coletivo artístico Clube da Cena e uma das diretoras Artísticas do Teatro Maria Clara Machado – Planetário, Cristina Fagundes.
SOBRE OS MINISTRANTES DO PRIMEIRO BIMESTRE DO CENTRO DE RECICLAGEM DE ATORES:
Thierry Trémouroux
Ator e diretor belga radicado no Brasil, formado em psicologia, trabalhou durante 15 anos na França ao lado de artistas como Jean-Claude Carrière e Yoshi Oïda, ambos colaboradores de Peter Brook, de Zygmunt Molik, co-fundador do Teatro Laboratório de Grotowski e de Stefano Scribani do Piccolo Teatro del Milano. No Brasil desde 1994, co-fundou o grupo l'acte – Atos da Criação Teatral – realizando grandes parcerias com artistas do teatro contemporâneo da Europa. Autores como Novarina, Gombrowicz, Valletti, Lagarce e Reinshagen, foram assim introduzidos no país. Com o grupo l'acte dirigiu durante dois anos, o Teatro Aliança Francesa de Botafogo/RJ, realizando neste espaço diversas criações artísticas. Foi membro do Laboratório do Ator/Funarte, ministrando ateliês de formação para atores e de dramaturgia no Brasil. Associou-se, como ator convidado, à produtores e diretores de teatro, cinema e televisão como Monique Gardenberg (Os Sete Afluentes do Rio Ota; Tim Jazz; Ó pai, ó), Bia Lessa (Medéia, As Três Irmãs, Casa de Bonecas), Miguel Farias (O Shangô de Baker Street, Vinícius) Zelito Viana (Villa Lobos) e Ricardo Waddington (Rede Globo). Em 2007, foi curador dos encontros "Passage à l´acte" trazendo artistas internacionais como Hassane Kuyaté, François Berreur etc. Entre as direções realizadas seus principais trabalhos são: "Depois da Chuva", de Sergi Belbel; "Aqui Jaz Marylin Monroe", "92-58-89", de Gerlind Reinshagen; "Santo Elvis" e "Monsieur Armand, Vulgo Garrincha", de Serge Valletti; "Ivone, Princesa da Borgonha" de Witold Gombrowicz, e "Diante da Palavra", de Valère Novarina. Dirigiu criações coletivas para a Casa das Artes de Laranjeiras como "Don Juan", profissão ator, "E viveram felizes para sempre?" e "E Até que a morte nos separe". Em 2008 foi diretor da Cia Aplauso. Em 2009 montou "Don Juan – DJ", "A Inquietude" de Valère Novarina e o encontro musical "Ponts" em Lons Le Saunier/FR, dentro da programação France-Brésil. Paralelamente, participou como ator da turnê mundial de "A Gaivota" com direção de Enrique Diaz e da turnê nacional de "Apropriação" a partir da obra de Harold Pinter com direção de Bel Garcia. Atualmente, além de circular com "A Inquietude" de Valère Novarina com Ana Kfouri, Thierry está em turnê internacional com a peça "Otro" do Coletivo Improviso, direção de Enrique Diaz e Cristina Moura.
Hamilton Vaz Pereira
Hamilton de Souza Pinto Vaz Pereira (Rio de Janeiro RJ 1951). Diretor, autor, ator, compositor e diretor musical. Líder do Asdrúbal Trouxe o Trombone, grupo carioca que invade a cena com temática, personagens e modo de representar próprios da geração jovem da década de 70. Sua linguagem toma como centro de investigação o cotidiano da equipe de atores e reúne uma série de princípios que definem a produção dos grupos teatrais dos anos 70.
Hamilton faz curso de teatro com Maria Clara Machado, em O Tablado, de 1968 a 1970. É aluno de Sergio Britto, no Teatro Senac, em 1972. No ano seguinte, estuda no Teatro Ipanema, coordenado por Ivan de Albuquerque e Rubens Corrêa.
Inicia carreira profissional, em 1974, em O Inspetor Geral, estréia do Asdrúbal Trouxe o Trombone, no qual atua como diretor de todos os espetáculos e como integrante - trabalhando também na produção, na trilha sonora e na finalização dos textos.
Em 1975, dirige Ubu Rei, uma irreverente versão do texto de Alfred Jarry, confirmação do talento do conjunto. Trate-Me Leão, sua terceira direção dentro do grupo, inaugura, por meio da criação coletiva, uma nova linguagem na cena teatral brasileira ao propor um teatro que fala a língua da juventude carioca de Ipanema, construído por um processo de improvisações que resulta em narrativa fragmentada. O crítico Yan Michalski considera a direção "absolutamente brilhante".
Em 1980, é a vez de Aquela Coisa Toda, agora com roteiro assinado pelo próprio Hamilton sobre uma "dispersa trupe de solitários", inspirada na experiência coletiva do grupo. Em A Farra da Terra, 1983, última montagem do grupo, o diretor constrói um roteiro baseado em imagens, textos e fotos. No Teatro Villa-Lobos, apenas vinte espectadores assistem à encenação que une atores e público no palco, se deslocam pelo espaço e usam as cadeiras da platéia como cenário. A linguagem coloquial, urbana e cômica dos primeiros espetáculos ganha um tom poético e uma ênfase musical.
Mesmo com o desmembramento do grupo, a proposta e o estilo do diretor se mantêm, mas não encontram em cena os parceiros de criação que identificavam sua linguagem - os espetáculos não trazem mais as interpretações de Regina Casé e Luiz Fernando Guimarães. Inicia-se uma fase de valorização do elemento intelectual, em que as citações se sobrepõem à ação. É a fase de Ataliba, a Gata Safira, 1988, e de Nardja Zulpério, 1989. Em 1995, em 5 x Comédia, de Vicente Pereira, Mauro Rasi, Pedro Cardoso, Luis Fernando Veríssimo e Hamilton Vaz Pereira, reúne cinco comediantes de prestígio, Pedro Cardoso, Débora Bloch, Diogo Vilela, Fernanda Torres e Luiz Fernando Guimarães, espetáculo que é sucesso de bilheteria. Em seguida, o autor e diretor retorna à interpretação livre dos clássicos, seja dos gregos, Uiva e Vocifera, 1997, ou, de William Shakespeare, Omelete, escrito por José Roberto Torero,1998.
Filho rebelde de O Tablado, formado no Teatro de Grupo dos anos 70, Hamilton torna-se um artista múltiplo, assinando sempre mais de uma criação nas fichas técnicas de seus espetáculos.
Daniel Herz
Ator, professor e diretor de teatro, é diretor artístico dos Atores de Laura desde 1992 e do Teatro Miguel Falabella. Atuou em diversas produções teatrais entre as quais: "Nossa Senhora das Flores", adaptação para a cena do romance de Jean Genet (1987) e "O jovem Törless", adaptação do romance de Robert Musil, encenada no CCBB em 1996. Destacou-se como encenador nas últimas duas décadas, tendo recebido prêmios de melhor direção pelos espetáculos "Romeu e Isolda" (1996), "Decote" (1997), "A flauta mágica" (2000), "As artimanhas de Scapino" (2002). Em 2000 encenou no CCBB "Esplêndidos", peça rejeitada por Jean Genet, que até então só havia sido montada na França e na Inglaterra. É responsável igualmente pela direção de "Zastrozzi", de George Walker, que compartilhou com o protagonista Selton Mello (2002), "Otelo da Mangueira", de Gustavo Gasparani (2006) e "Tom e Vinicius – o musical", de Daniela Pereira e Eucanaã Ferraz, em cartaz no Rio de Janeiro em 2009. Em 2010 dirigiu O Barbeiro de Ervilha, adaptação de Vanessa Dantas da ópera O Barbeiro de Sevilha de Gioacchino Rossini, para teatro infantil. Atualmente está em cartaz no Teatro Gláucio Gil com a peça da Cia Atores de Laura, Adultério e estreará ainda em 2011 mais 2 peças.
João Marcelo Pallottino
É diretor e fundador junto com a atriz e diretora Symone Strobel da Hospedaria Cia de teatro onde teve a sua estréia no ano de 2010 com o espetáculo "A Religiosa" de Denis Diderot cumprindo temporada no Rio e em São Paulo. Trabalhou como ator na Cia. Atores de Laura sob a direção de Daniel Herz e Susana Kruger, participando do repertório do grupo desde 2002, nos espetáculos: "As Artimanhas de Scapino" de Moliére (2002 a 2009) com três indicações ao prêmio Shell, sendo premiada pelo figurino; além do prêmio "Qualidade-BR" de melhor espetáculo e direção, representando o Brasil no festival internacional de teatro Mercosul, na Argentina (Córdoba); "O Conto de Inverno", de Shakespeare (2004), "Decote" (2005) e "N.I.S.E." (2006). Fundou e dirigiu artisticamente o Grupo de Teatro O Porão, de 2000 a 2006, realizando os seguintes trabalhos: "Entre Quatro Paredes", de J. P Sartre (2006); "Carroça Pão e Sonho" (2004/2005); "...Cinzas" (2001/2003); "Mentirosos" (2004/2005), participando de festivais nacionais onde recebeu diversos prêmios, entre os quais: quatro de melhor diretor, cinco de melhor espetáculo, cinco de melhor ator e dois de melhor iluminador. Dirigiu os espetáculos: "Carmem de Tal" (2007), como comemoração dos 20 anos do Grupo Nós do Morro; "Chuva Ácida" (2007), peça integrante do projeto "Novos Talentos do Teatro" do Sesc Rio, com supervisão de Roberto Bontempo e José Joffily, participando do Festival de Inverno Sesc 2007 e . Sua formação artística inclui o curso de cinema na UGF com coordenação de Ruy Guerra e workshops com: Gerald Thomas; "Odin Teatret" (com Roberta Carreri, Jan Ferslev e Eugênio Barba); Processo do Teatro Du Soleil com Fabiana Mello, Oficinas com os Grupo Moitará e Lume Teatro além de experiências com a família Colombaione e Técnica de Bufões com Hélvio Garcez Clow. Fez cursos de interpretação na Casa de cultura Laura Alvim com Daniel Herz e Susanna Kruguer, e no Teatro O Tablado com Taís Balloni, João Brandão e Ricardo Kosoviski. Como professor trabalhou na escola de formação de atores do Sindicato dos Artistas Sated, na Universidade Veiga de Almeida, no curso Rei Ator; no Grupo Nós do Morro, com Guti Fraga no "Projeto Tempo Livre Sesc" e na faculdade Univercidade com o diretor Daniel Herz, como diretor-assistente. Atualmente ministra aulas na Firjan e é professor do Teatro Miguel Falabella.
Informações Gerais sobre o Centro de Reciclagem de Atores:
reciclagemdeatores@gmail.com e 21 9666-9954
terça-feira, 15 de junho de 2010
Centro de Reciclagem de Atores, no Maria Clara Machado (Rio de Janeiro,RJ)
"Corte Seco", dir.: Christiane Jatahy, no Teatro Maria Clara Machado
CRA – CENTRO DE RECICLAGEM DE ATORES
Está funcionando no Teatro Maria Clara Machado – Planetário, o Centro de Reciclagem de Atores, voltado para a reciclagem e o treinamento continuado de atores profissionais. Todas as segundas-feiras das 19h às 22h, durante o ano haverá aula com um professor diferente a cada semana.
Entre os ministrantes da reciclagem estarão renomados diretores como Moacir Chaves, Daniel Herz, Christiane Jatahy, Marcio Libar, Hamilton Vaz Pereira, Jefferson Miranda, Ivan Sugahara, entre outros.
Coordenando o CRA, a Diretora Geral do coletivo Clube da Cena e uma das diretoras Artísticas do Teatro Maria Clara Machado – Planetário, Cristina Fagundes.
Há abertura de novas vagas para o workshop mensalmente e o preenchimento das vagas é feito via seleção de currículo. O projeto é voltado apenas para atores com registro profissional.
Os interessados em ingressar no CRA, devem enviar currículo para cris1@ism.com.br
A mensalidade é de 250 reais e as vagas são limitadas.
Mais informações: 21 9666-9954
Seguem abaixo os ministrantes do CRA em julho:
Dia 05 de julho - Ernesto Piccolo
Dia 12 de julho - Christiane Jatahy
Dia 19 de julho - Luís Artur Nunes
Dia 26 de julho - Helena Varvaki
Ernesto Piccolo Neto
É ator, diretor de teatro e professor de teatro.
Um dos nomes de maior destaque na atual cena carioca e diversos prêmios na bagagem, o ator e diretor Ernesto Piccolo já foi indicado duas vezes ao Prêmio Shell: melhor direção por "Divã" e na categoria Especial pelo desenvolvimento do projeto Oficinas de Criação de Espetáculo, que ele coordena e dirige no Centro de Artes Calouste Gulbenkian.
Recebeu também o Prêmio Coca Cola pela direção do musical infantil "A Guerrinha de Tróia".
Principais Trabalhos:
Teatro:
"A Leve, o Próximo Nome da Terra"
"Desejos, Bazófias e Quedas"
"Amigas"
"O Futuro do Pretérito"
"Enfim Sós"
"Arraiá ou a Verdadeira História da Onça que Comia Caqui"
"A Maconha da Mamãe é a mais Gostosa"
"Os Visigodos"
"O Piano à Luz da Lua"
"Pluft, o Musical"
"O Que o Mordomo Viu"
"Galileu"
"Lorenzzaccio"
"Tiro Ao Alvo"
"As Desgraças de Uma Criança"
"Zartan"
"Capitães da Areia"
Cinema:
Gatão de Meia Idade
Benjamim
Como ser Solteiro
For All: O Trampolim da Vitória
Super Xuxa Contra o Baixo Astral
O Cabeça de Copacabana - Curta
Açaí com Jabá - Curta
Happy Hour - Curta
Decisão- Curta
Dois Na Chuva - Curta
Melodrama - Curta
Patriamada
TV:
Alma Gêmea
A Diarista
Carga Pesada
A Turma do Didi
Retrato Falado
Brava Gente Brasileira (episódio "Um Edifício Chamado 200")
Zorra Total
Mulher
Como Ser Solteiro, A Série (série produzida pelo Multishow)
Na Arquibancada (MultiRio)
Caça Talentos
O Fantasma da Ópera
Ana Raio e Zé Trovão
Floradas na Serra
Pantanal
Kananga do Japão
O Pagador de Promessas
Eu Prometo
Jogo da Vida
Em 2007, protagonizou com Sílvia Buarque, o seriado "Paidecendo no Paraíso", na GNT e atuou no programa especial da Rede Globo, "Faça Sua História".
No ano de 2009, dirigiu o espetáculo "Os Difamantes", com Maria Clara Gueiros e Emílio Orciollo Netto, e "História de Nós 2", com Alexandra Richter e Marcello Valle, peça indicada para o Prêmio Shell de 2009 pelo melhor texto.
Christiane Jatahy.
Diretora, dramaturga e atriz. Fundadora da Companhia Vértice de Teatro, seu trabalho se centra na pesquisa de linguagem e nas relações entre ator e público.
As primeiras atividades relacionadas ao teatro datam da adolescência, no Colégio Andrews, no Rio de Janeiro, em curso extracurricular ministrado por Miguel Falabella. Em 1984, atua em Cabaré, com texto e direção de Falabella, e em 1985, com o mesmo diretor, em Happy End, de Elisabeth Hauptman e Bertolt Brecht. Integra o grupo Mergulho no Trágico, no qual é dirigida por José Da Costa em Édipo Rei, de Sófocles, em 1988.
Interpreta textos do espanhol José Sanchis Sinisterra, autor sempre presente em sua produção, entre eles Ñaque, de Piolhos e Atores, em 1991, encenado por Moncho Rodriguez; Ay, Carmela, por Aderbal Freire-Filho, em 1993; e Perdida nos Apalaches, dirigida pelo autor, em 1997. A aproximação com a dramaturgia espanhola se reforça quando, em 1992, participa do curso Nuevos Enfoques de la Creación Teatral em Barcelona, na Sala Beckett, oportunidade para contatar autores, teóricos e dramaturgos.
Em 1994, com o cenógrafo Marcelo Lipiane e um elenco de 20 atores, cria o Grupo Tal, que compõe a Trilogia da Iniciação. Christiane assina a dramaturgia e a direção dos infantis Peter Pan, de J. M. Barrie, 1996; Alice, de Lewis Carrol, 1998; e Pinóquio, de Carlo Collodi, 1999. Esse grupo termina em 2000, e Christiane passa a dedicar-se ao teatro adulto, fundando a Companhia Vértice de Teatro, da qual é diretora artística.
No primeiro espetáculo dessa nova fase, Carícias, do catalão Sergi Belbel, inaugura o Teatro do Jóquei em 2001, com um encontro sobre a nova dramaturgia da Espanha. Em 2003, dirige Memorial do Convento, romance de José Saramago, com tratamento dramatúrgico de Sinisterra. A montagem é bem recebida pela crítica, que abona as soluções e os esforços imaginativos da encenação para conservar a força da obra literária.
A partir de 2004, Christiane radicaliza as pesquisas formais do grupo. Em Conjugado, monólogo interpretado por Malu Galli, a vida de uma mulher solitária ganha representação por meio da combinação de performance, projeção de documentário e instalação, elementos do cenário inventivo de Marcelo Lipiane. A peça inicia a trilogia intitulada Uma Cadeira para a Solidão, Duas para o Diálogo e Três para a Sociedade. A segunda parte dessa série, A Falta que nos Move ou Todas as Histórias São Ficção, 2005, joga abertamente com as relações entre ator e platéia. Enquanto prepara um jantar e espera um convidado, o elenco conversa com o público sem deixar claro, em muitos momentos, os limites entre interpretação, realidade e ficção. O espetáculo, segundo Sérgio Salvia Coelho caracteriza-se como a "obra-prima do naturalismo experimental de Christiane".1
Em 2006, as qualidades da diretora se revelam também em uma montagem mais convencional, a de Leitor por Horas, com Ana Beatriz Nogueira, Luciano Chirolli e Sebastião Vasconcelos. Trata-se de outro texto de Sinisterra, em que um pai contrata um homem para ler obras clássicas para a filha cega, tema adequado para abordar a metalinguagem. A crítica Mariângela Alves de Lima escreve sobre as virtudes da peça: "Cristiane Jatahy dirige a encenação atenta ao sentido de refração dos signos artísticos. Sendo parte de sintaxe teatral as personagens giram em torno de um eixo oferecendo a cada cena perspectivas diferentes de contemplação. De modo análogo, as composições dos intérpretes são fluidas e variáveis para que não se colem às personagens traços fixos de caráter ou psiquismo. (...) o espetáculo tem o encanto especial da revelação endereçada a poucos e privilegiados espectadores. É a um só tempo íntimo, em razão das dimensões e da proximidade entre atores e público, e impessoal porque aborda os abstratos problemas da comunicação artística".2
A partir de 2001, começa a ministrar aulas no curso de interpretação da Escola de Artes Dramáticas do Centro Universitário do Rio de Janeiro - UniverCidade.
Luis Artur Nunes
é Diretor e professor. Com carreira acadêmica contínua, dirige o Núcleo Carioca de Teatro, onde pesquisa o teatro épico e é pioneiro em duas iniciativas: a descoberta da teatralidade nas convenções do melodrama e nas crônicas de Nelson Rodrigues.
Forma-se em 1971 como bacharel em direção teatral e leciona entre 1973 e 1990 no Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Em 1976, conclui mestrado em teatro pela Universidade de Nova York. Em Porto Alegre, faz suas primeiras experiências de direção com o Grupo de Teatro Província, no início da década de 70. Encena também vários trabalhos de sua autoria, como: Sarau das 9 às 11, em parceria com Caio Fernando Abreu, 1976; DeColagem, 1977; Mo(vi)mentos e (Ins)Pirações; A Comédia dos Amantes; 1979; e Love/Love/Love, 1981.
Depois de quatro anos em Nova York, onde conclui doutorado em teatro e dirige dois espetáculos, monta A Fonte, 1988, adaptação da obra de Erico Verissimo, merecendo o prêmio de direção do sindicato dos artistas de Porto Alegre. No mesmo ano encena, no Rio de Janeiro, A Maldição do Vale Negro, 1988, escrito em parceria com Caio Fernando Abreu. A montagem parodia a dramaturgia e a linguagem do melodrama e vale aos autores o Prêmio Molière. O crítico Macksen Luiz considera que o diretor trata o material escrito com elegância: "Luiz Arthur desenha com estilo (...) cada cena do espetáculo, o que revela um cuidado de acabamento e um detalhamento raros de se encontrar ultimamente".1 Segundo o crítico Armindo Blanco, trata-se de "uma experiência quase laboratorial, muito envolvente na relação com a platéia graças à perfeita e disciplinada identificação dos atores com o autor/diretor." 2
Em 1990, morando no Rio de Janeiro, transfere-se para a Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ. A partir de 1996, é contratado como professor titular no Departamento de Direção Teatral e no Programa de Pós-Graduação em Teatro da Escola de Teatro da Universidade do Rio de Janeiro, Uni-Rio. No Rio de Janeiro, a partir da estréia e da boa receptividade de A Maldição do Vale Negro, funda o Núcleo Carioca de Teatro, dedicado a experiências teatralistas. Com o espetáculo A Vida Como Ela É, teatralização de crônicas de Nelson Rodrigues, 1991, ganha o Prêmio Sated/RJ pela direção. Fora do Núcleo, Luiz Arthur dirige A Volta ao Lar, de Harold Pinter, 1992, A Caravana da Ilusão, de Alcione Araújo, e Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues, 1993, Como Diria Montaigne, de Wilson Sayão, 1995, com Ivone Hoffman no papel da protagonista.
Em 1996, o Núcleo Carioca de Teatro retorna com Tragédias Cariocas para Rir, teatralização de contos de Machado de Assis (1839 - 1908), João do Rio, Orígenes Lessa (1903 - 1986), Ignácio de Loyola Brandão (1936) e Rubem Fonseca, com cenografia de Lidia Kosovski. No ano seguinte, Luiz Arthur encena O Homem e a Mancha, de Caio Fernando Abreu, e Seria Trágico se Não Fosse Cômico, de Dürrenmatt. Em 1998, dirige Que Mistérios tem Clarice, teatralização de textos de Clarice Lispector (1925 - 1977), e Chico Viola, do próprio Luiz Arthur Nunes.
Com o Núcleo, realiza O Correio Sentimental de Nelson Rodrigues, em 1999, tomando novamente a função do narrador como chave para a teatralidade. No mesmo ano, dirige O Momento de Mariana Martins, de Leilah Assumpção, e, em 2002, Arlequim, Servidor de Dois Patrões, de Carlo Goldoni.
Helena Varvaki
é atriz e diretora
Formada na Escola de Teatro P. Katsélis e no Studio de Movimento Teatral de Nellie Karas, Atenas/Grécia. Estudou com o Odin Teatret e Eugenio Barba. Fez curso de interpretação com Fatima Toledo.
É professora e coordenadora adjunta no Curso de Artes Dramáticas da UniverCidade.
Destaques em teatro: A AURORA DA MINHA VIDA, direção Naum Alves de Souza, 1984; VIA
CRUCIS DO CORPO, direção Manoel Prazeres, 1987; JÁ NÃO PENSO MAIS EM TI, direção Marcia Rubin,
1995; MÃO NA LUVA, direção Dudu Sandroni, 1998; O MAIS FROUXO DOS DEUSES (indicação
Mambembe), direção Flávio Desgranges, 1998; PENÉLOPE, direção Antonio Guedes, 1995; ENTRE O CÉU
E O INFERNO, direção Cristina Pereira, 2002; NAVALHA NA CARNE, direção Antonio Guedes, 2003;
KSENI, direção Jocy de Oliveira, 2006; A ARTE DE TER RAZÃO, direção Vitor Lemos, 2007; A FRUTA E A
CASCA, texto e direção Manoel Prazeres, 2008.
Destaques em vídeo: NÃO ME CONDENES ANTES QUE ME EXPLIQUE de Cristina Leal; AS
LUZES FAZEM O ESCURO PARECER MAIS ESCURO de Luciano Perez; PENÉLOPE de Célia Freitas; BELÍSSIMA, TV Globo, 2006; DEPOIS DO BIP de Victor Cury e Nathalie Phellipe, 2007; BELEZA PURA, TV
Globo, 2008.
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