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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Livro sobre Antunes Filho é lançado no SESC Consolação (São Paulo)



Lançamento das Edições SESC SP do livro Antunes Filho, poeta da cena

Edições SESC SP lançam no dia 6/12, no SESC Consolação, Antunes Filho, poeta da cena, livro que reúne fotografias e textos para apresentar a trajetória do diretor de teatro e coordenador do CPT do SESC (Centro de Pesquisas Teatrais). O evento conta com a presença dos autores e do diretor Antunes Filho, além de marcar também a abertura da exposição cenográfica com base nas imagens do livro.
Diretor exponencial que desde os anos 1960 participa ativamente do movimento de renovação cênica brasileira, Antunes Filho ganha uma bela homenagem assinada pelo pesquisador Sebastião Milaré e pelo fotógrafo Emidio Luisi. Com o objetivo de apresentar ao leitor a trajetória do encenador, não somente por meio de um perfil biográfico-crítico, como também pela seleção fotográfica de cenas de espetáculos e de bastidor, Antunes Filho, poeta da cena, cobre as encenações produzidas nas últimas três décadas, a partir de Macunaíma, em 1978, até a montagem que retratou a Primeira República de Lima Barreto, Policarpo Quaresma, de 2010.
Além de reconstituir o itinerário de um artista cujo estilo cênico é inconfundível, a publicação oferece ao leitor informações e reflexões acerca da própria história do teatro brasileiro. O texto de um dos mais respeitados especialistas da obra e do método de Antunes e as imagens captadas pela lente de um fotógrafo íntimo dos palcos, completam-se para reconstruir a carreira do diretor. Milaré e Luisi, que acompanham o trabalho de Antunes há mais de trinta anos, também homenageiam os intérpretes que marcaram presença em seus espetáculos. Reconhecer as figuras de Cacá Carvalho, Giulia Gam, Tássia Camargo e Bia Lessa, clicadas em destaque ou integrando os grandes agrupamentos de atores que são a marca registrada do diretor, é um desafio para os olhos e um exercício para a memória.
Completam a publicação o prefácio do jornalista Antonio Gonçalves Filho e um extenso ensaio de Sebastião Milaré que encerra o livro e pontua os principais episódios que marcaram a vida do diretor.


ANTUNES FILHO, POETA DA CENA
EMIDIO LUISI | FOTOGRAFIAS
SEBASTIÃO MILARÉ | TEXTO

Edições SESC SP

Leia trechos do livro, veja fotografias e adquira a publicação | Loja SESC

“Este livro celebra a obra de Antunes Filho, esse devoto do teatro – sobretudo, um educador que, voltado para a multiplicação do conhecimento, busca novas referências para unir os dois polos do ser, intuitivo e o racional”, afirma o diretor regional do SESC São Paulo, Danilo Santos de Miranda
o que:
quando:
06/12, 20h
onde:
SESC Consolação | Rua Dr. Vila Nova, 245 - tel.: (11) 3234-3000
ingressos:
Grátis [Não recomendado para menores de 16 anos]
 

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Livro sobre o Theatro Mvnicipal de São Paulo é lançado (São Paulo, SP)




Lançamento do livro “Theatro Mvnicipal de São Paulo: 100 anos – Palco e Plateia da Sociedade Paulistana” será sexta-feira 2 de dezembro, na Livraria Cultura

Livro conta cem anos de história do Teatro Municipal de São Paulo e traz acervo inédito

Produzida e editada pela Dado Macedo Edições, a obra traz relatos históricos e imagens que são verdadeiras relíquias de acervo – em grande parte, inéditas ao público – e conta com novos registros sob a ótica do renomado fotógrafo e arquiteto Cristiano Mascaro.
Com o título Theatro Mvnicipal de São Paulo: 100 anos - Palco e Plateia da Sociedade Paulistana, realização de um antigo sonho do produtor cultural Carlos Eduardo Macedo, a publicação conta a trajetória do teatro e sua relação com a cidade de São Paulo.
O lançamento acontece como parte das festividades do Teatro Municipal de São Paulo que, em 2011 completa o primeiro século de existência como um dos maiores ícones da cultura brasileira, da arquitetura paulistana, protagonista da urbanização da cidade e da Semana de 22.
Com 200 páginas e aproximadamente 300 fotos e ilustrações, a obra narra fatos importantes da cidade a partir da construção do Teatro, idealizada no final do século XIX pelo arquiteto Ramos de Azevedo. Na publicação, pesquisada pela historiadora e jornalista Márcia Camargos, são retratadas todas as fases deste patrimônio histórico, que, além dos modernistas, foi palco para grandes nomes, entre Maria Callas, Villa-Lobos, Enrico Caruso, Arturo Toscanini, Cláudio Arau, Arthur Rubinstein, Ana Pawlova, Nijinsky, Isadora Duncan, Nureyev, Margot Fonteyn, Baryshnikov, Duke Ellington, Miles Davis,Ella Fitzgerald, Astor Piazzolla e tantos outros, responsáveis por incluir a cena paulistana no eixo da cultura de vanguarda mundial.

Herança

Segundo o editor Carlos Eduardo Macedo, a iniciativa de publicar a história do Teatro Municipal vem de longa data, herdada pelo também editor Luciano Cerri, falecido em 1998. “Podemos afirmar que a saga deste projeto tem início em 1973, quando o jovem Cerri salvou de um final trágico um acervo contendo todos os programas da história do Teatro”, conta Macedo.
“Na época, a editora responsável pelos programas do Teatro faliu, e o destino de tal acervo seria certamente o lixo. Cerri, que trabalhava na editora por causa de sua paixão pela ópera e pelo mundo das artes em geral, resgatou esse material e somou à coleção que já possuía. Parte do acervo foi doado ao teatro na década de 80”. Macedo comenta que o editor manteve o arquivo preservado pelo resto da vida, até que, quatro anos antes de sua morte e já debilitado, Cerri lhe apresentou o que seria o primeiro esboço do livro.

Lançamento

Na sexta-feira 2 de dezembro, ocorre a noite de autógrafos na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (Avenida Paulista, n° 2073, Bela Vista São Paulo – próximo à estação Consolação do Metrô). O evento acontece das 18h30 às 21h30, no piso térreo da loja principal, com a presença dos autores da obra.
Sobre a DMP

A Dado Macedo Produções Artísticas surgiu em 1995 com a missão de promover iniciativas de resgate, preservação, divulgação, e intercâmbio  da cultura brasileira. Atua na área de criação, planejamento e execução de projetos culturais, além de interagir com o terceiro setor para oferecer ao mercado práticas voltadas a sustentabilidade, responsabilidade social e promover a inclusão social, direito humanos e a cidadania. Presta também assessoria em leis de incentivo fiscal, com o objetivo de ajudar a ampliar o número de empresas e entidades que patrocinam cultura no Brasil, através do serviço de bureau que orienta os interessados a planejar suas ações no âmbito cultural. A Dado Macedo Edições surgiu para atender a demanda de publicações editoriais da própria produtora.

 INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Theatro Mvnicipal de São Paulo: 100 anos – Palco e Plateia da Sociedade Paulistana
Editado por  Dado Macedo Edições
ISBN 978-85-65117-00-5
200 páginas
1ª edição
2001
R$ 98,00

 Erika Alexandra Balbino
Baobá Comunicação, Cultura e Conteúdo
Rua Porangaba, nº 149, Bosque da Saúde
04136-020 - São Paulo - SP

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Os Satyros lança livro sobre sua trajetória (São Paulo, SP)


Livro mostra trajetória do grupo teatral Os Satyros


AE - Agência Estado

No meio da noite, um grupo de turistas perambula pela Praça Roosevelt, em São Paulo. O guia explica aos visitantes que o local é a maior concentração de teatros do cenário underground paulistano, uma espécie de off-Broadway tupiniquim. De vez em quando a cena se repete. E Rodolfo García Vázquez acha graça. Quando ele e Ivam Cabral escolheram a praça para instalar a sede dos Satyros a situação era muito, mas muito diferente. O prédio que hoje serve de QG ao grupo era um hotel de travestis. Assaltos faziam parte da rotina. Ameaças de traficantes também. Um cenário tão distante que nem parece que faz apenas dez anos que a polêmica trupe voltou de Portugal e abriu ali o seu Espaço Satyros.

É para saudar a data que eles lançam hoje um livro que revê sua história. Mas a ambição do vultoso volume (Imprensa Oficial, 368 págs., R$ 100) vai além. Não compreende apenas a última década, mas os mais de 20 anos que passaram desde a estreia da companhia, em Curitiba, no ano de 1989. Deveria ter ficado pronto em 2009 para as comemorações de aniversário. Acabou, porém, só saindo do prelo em meados deste ano. E aí é o Satyros quem estava de luto. Em junho, a morte de Alberto Guzik, ex-crítico do Jornal da Tarde, ator e dramaturgo que era um dos nomes centrais do grupo, adiaria o lançamento mais uma vez. "Resolvemos então esperar pelo aniversário de dez anos de mudança para a praça", comenta García Vázquez.

Figura de destaque dentro da companhia nos últimos anos, o ator Germano Pereira está hoje um pouco afastado, envolvido com a gravação da novela "Passione", na qual interpreta Adamo, um dos filhos de Tony Ramos. Foi a ele quem coube a organização da publicação, que tem o formato de uma fotobiografia e revisita 44 montagens dos Satyros - aqui e na Europa. Bilíngue, a edição traz textos do organizador e de Aimar Labaki, que tenta capturar a chave da poética do grupo, sua habilidade de transitar com a mesma desenvoltura ora pelo clássico, ora pelo contemporâneo. O foco do livro, contudo, são as imagens.

Maratona - Difícil discorrer sobre a companhia sem evocar seu protagonismo no processo de reurbanização do centro. Ao menos de uma parte dele. Na sua esteira, eles atraíram atrás de si outros grupos - caso dos Parlapatões que lá se instalaram com sucesso. Souberam se reproduzir e expandir seus domínios: criaram o Espaço Satyros 2, ocupado prioritariamente por trabalhos de outros grupos, o festival Satyrianas, maratona teatral que congrega várias correntes da cidade, assumiram a direção da nova São Paulo Escola de Teatro, financiada pelo governo do Estado. As dezenas de fotografias do livro, porém, ajudam a contar essa história também por outro prisma. Que passa ao largo do papel dos Satyros como agitador cultural e nos obriga a lembrar da potência, da violência perturbadora de algumas de suas criações. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Os Satyros - Apresentação de Aimar Labaki. Textos de Germano Pereira.

HQMix Livraria (Pça. Roosevelt, 142). Tel. (011) 3528-7740. Hoje, 19 h.