Mostrando postagens com marcador nanda rovere. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador nanda rovere. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Nanda Rovere indica Hécuba, direção: Gabriel Vilella (São Paulo, SP)

Walderez de Barros interpreta Hécuba

hecuba

Para contar a história de Hécuba, Gabriel Villela criou cenas com muita beleza, sem deixar de lado o tom trágico da obra


Noite marcante foi a estreia de Hécuba! Cada vez que vejo um trabalho de Gabriel Villela, mais me apaixono pelo teatro e o considero a arte do encantamento.
Para contar a história de Hécuba, que perde seus filhos, e mostrando como a vingança é a maneira pela qual se faz justiça, Gabriel Villela criou cenas com muita beleza, sem deixar de lado o tom trágico da obra.
A tragédia fala da desumanização diante da guerra. Coloca em debate, por exemplo, a deturpação dos valores, o tênue limite entre o que é certo ou errado, o que é moral ou imoral numa guerra.
A tragédia acontece no acampamento dos gregos, à beira-mar, e nos coloca algumas questões: Como é possível para Hécuba lidar com a mítica do sofrimento e com a perda dos filhos? Quantas Hécubas existem hoje nas guerras? O que ela faz é vingança ou justiça? Qual o limite entre vingança e justiça? Qual o limite entre o homem bárbaro e o homem civilizado? O limite é muito pequeno e a vingança se transforma em algo nobre – aparece a questão da legitimidade da vingança: Hécuba mata os filhos de seu inimigo e arranca os olhos de Polimestor. Após a vingança, há o retorno ao animal presente na mitologia grega como um todo. Eis algumas questões presentes na obra, que é colocada no palco com maestria.
Walderez é a estrela! Tinha que ser ela a Hécuba! Magnífica, tom exato para a tragédia! A dor que Hécuba apresenta é insuportável e Walderez dá a cada frase um peso, uma dramaticidade que é impossível não se sensibilizar com tanta tristeza! A atriz, uma das maiores brasileiras, faz a sua terceira tragédia grega: já atuou em Electra, de Sófocles, em 1987, e Medéia, 1997, ambas com direção de Jorge Takla.
É muito bom ver atores experientes e competentes num trabalho tão intenso, com uma expressividade excelente, seja vocal ou corporal. O sentimento está à flor da pele. Flávio Tolezani, Fernando Neves, Léo Diniz, Luisa Renaux, Luiz Araújo, Marcelo Boffat, Nábia Vilela e Rogério Romera, todos merecem elogios, cumprem a sua função em cena com afinco.
O canto toca fundo na alma e transmite ao espectador todo o sofrimento de uma mãe que perde seus filhos; o sofrimento de um povo que vivia na glória, mas padecia na escravidão após a guerra. Um trabalho vocal excelente, que contou com a ajuda preciosa de Francesca della Monica e Babaya.
O candomblé, que norteia a movimentação do coro, nos coloca diante da força mística da natureza, diante da figura mítica da mãe que sofre pela morte dos filhos, mas cujo sofrimento, na verdade, é o sofrimento de todo o seu povo. Os movimentos e gestos são precisos, impactantes. Utilizo aqui uma observação de LUIZ CARLOS MERTEN: ¨O teatro grego tem origem na religião. As tragédias eram representadas como festas litúrgicas. Gabriel Villela, em Hécuba, restabelece a liturgia, acrescentando-lhe elementos de candomblé. Ele colore a tragédia -figurinos, adereços – sem carnavalizá-la. E ainda corta o texto, conduz nosso olhar, como num filme. Se o palco fosse tela, Villela seria o Cacoyannis do teatro brasileiro. Walderez de Barros, com sua máscara trágica, é melhor que Hepburn, mas espere para ver Nábia Vilela cantar. É arrasadora.¨, diz o crítico.
A sobriedade da tragédia domina o cenário, em contraste com o vermelho do ¨portal¨( que é a entrada para o infortúnio); o vermelho, que é dor e sofrimento, que é quente, chamativo, nos faz sofrer juntamente com os personagens…
As máscaras também são marcantes. Usadas no teatro grego, ganharam neste espetáculo um significado especial: a homogeneidade que elas apresentam representaram,, para mim, sofrimento não somente do povo grego, mas de toda a humanidade, que vive subjugada, submissa, escravizada…

Nanda Rovere indica Eu Era Tudo Pra Ela e Ela me Deixou (São Paulo)

Eu Era Tudo Pra Ela E Ela Me Deixou faz sucesso em São Paulo

tudo-pra-ela

A montagem traz o ator Marcelo Médici interpretando nove personagens


Eu Era Tudo Pra Ela E Ela Me Deixou apresenta uma história pra lá de comum: um casal se separa; o marido é obrigado a sair de casa…Um fato corriqueiro nos dias de hoje, se não fosse protagonizado por Marcelo Médici, um dos grandes atores brasileiros, que vive 9 personagens e é um dos responsáveis por um dos maiores sucessos do teatro paulistano neste semestre.
A peça começa com a separação do casal. Médici vive a esposa, Dóris, e Ricardo, Samuel , o marido, que muito a contra gosto sai de casa. Num primeiro momento, liga para a mãe (interpretada também por Médici) para pedir hospedagem, mas ela lhe nega ajuda. Dirige-se para a casa de um amigo (mais uma criação de Médici), que também não presta ajuda. O jeito é ir para um hotelzinho barato, já que o pão durismo o impede de ficar num lugar mais confortável. Lá, Médici vive mais personagens com maestria: a dona do hotelzinho/bordel e um bandido, com quem Samuel é obrigado a dividir o quarto. A lista de personagens não pára por aí: ainda tem um bêbado, uma prostituta e mais algumas surpresas.
O texto de Emílio Boechat não é uma obra que suscite reflexões e, sim, diversão. A precisão nos gestos, movimentos e o talento para a interpretação são essenciais. Os diálogos são interessantes porque os atores dão um show. Mira Haar, que assina a direção, criou cenas criativas, dinâmicas e que dão aos atores a possibilidade de mostrarem toda a competência que possuem.
Rathsam é o protagonista e não muda de personagem, mas dá veracidade a Samuel, que após a separação vê a esposa em todos os lugares e apresenta um comportamento enigmático, que lembra um pouco um personagem saído das histórias em quadrinhos. Médici se destaca na montagem devido aos ínúmeros personagens que interpreta. Médici tem um dom especial para a comédia e para viver uma diversidade de personagens, com muito humor e carisma. O seu sucesso, no entanto, ocorre porque estabelece com o seu parceiro de cena uma ótima química.
As cenas são carregadas de humor, que beiram o chamado humor negro, com diálogos inteligentes e que prendem a atenção do espectador. Casos pertinentes, relacionados à nossa atualidade, fazem a plateia se divertir mais ainda com as situações apresentadas.
Luz, trilha, cenário e figurino realçam o dinamismo da montagem. O figurino se adequa perfeitamente às características de cada personagem e é impoossível não prestar a atenção, por exemplo, na vestimenta colorida e exagerada de Dóris. O cenário também é bastante interessante. Merece destaque pela utilidade, já que, pela sua mobilidade, faz com que cada cena ocorra em espaços diferenciados.
Não é à toa que as sessões da peça estão lotadas e que o público aplaude os atores com fervor. Imperdível!

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Nanda Rovere indica Fragmentos do Desejo, no SESC Consolação (SP)



Se puderem ler ficarei feliz
bom final de semana
Fragmentos do Desejo é poesia através de gestos carregados e emoção e precisão
Por Nanda Rovere

As várias cenas contam histórias que não são lineares, mas que se ligam por mostrarem pessoas em busca do amor, do afeto, em buscas do próprio eu.
Sem ler a sinopse talvez não seja possível traçar com exatidão o significado das cenas, mas isso não é o essencial; o que importa são as sensações que a montagem nos proporciona.
As movimentações e expressões corporais, bem como a luz, a trilha e a mudança de cenários são de uma sensibilidade ímpar. A beleza plástica e a precisão nos gestos, muitas vezes milimétricos, se aliam para apresentar as tristezas, alegrias, ilusões e momentos de felicidade.
A temporada em São Paulo termina este final de semana, mas a companhia segue para apresentações em Salvador, Fortaleza, Recife, Natal, Florianópolis, Porto Alegre, Santa Maria e depois segue para o exterior, a partir de setembro.
Fragmentos do Desejo leva ao palco artistas experientes e que demonstram um talento especial para trabalhar com o corpo, misturam técnicas do teatro e da dança com maestria.
Artur Ribeiro e André Curti são brasileiros, mas criaram a Dos à deux em Paris, em 1997,  e, desde então, viajam pelo mundo levando poesia em forma de teatro e dança.
É gratificante ver artistas brasileiros fazendo sucesso no exterior, mas uma boa notícia é que a companhia pretende abrir uma sede no Rio de Janeiro, na Glória. Boa notícia porque será possível acompanhar mais de perto o trabalho de profissionais competentes e que conseguem cativar o público com montagens que retratam o cotidiano de pessoas comuns e que muitas vezes têm histórias parecidas com a nossa.

Para Saber mais:

http://www.dosadeux.com/spip.php?article443&lang=pt_br
 
Fragmentos do desejo - Teatro Anchieta
SESC Consolação
De sexta e sábado às 21h, a domingo, às 19h
Telefone: 11 3234-3000 / 11.3234-3000
rua Dr. Vila Nova, 245 Vila Buarque
São Paulo - SP - Brasil
Ingresso: R$ R$ 32,00; R$ R$ 16,00 (usuário matriculado, idosos e estudantes com carteirinha). R$ R$ 8,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes, aposentados e estudantes com carteirinha).

terça-feira, 13 de julho de 2010

Nanda Rovere comenta "A Grande Volta" (São Paulo, SP)

Nanda Rovere
Dica de Teatro

Por Nanda Rovere

A Grande Volta

O relacionamento entre pai e filho serve de mote para se explorar o sentimento humano e, como muitas vezes acontece, o medo de cobrança e reprovações faz com que mentiras sejam ditas e isso prejudique os relacionamentos.

Henrique (Rodrigo Lombardi) acabou de ser abandonado pela mulher. Bóris (Fúlvio Stefanini), pai de Henrique, é um ator que está desempregado há anos e consegue o papel de Rei Lear numa montagem de Shakespeare. Muda-se para a casa do filho sem avisá-lo e a partir daí o texto focaliza a alma masculina: os sonhos, desejos, frustrações, fraquezas e qualidades desses homens que precisam recompor as suas vidas fortalecem o afeto e os laços entre eles, apesar da dificuldade que possuem em demontrarem quem realmente são e de aceitarem os defeitos de cada um. Montagens que abordam relações familiares e nos fazem refletir sobre os sentimentos humanos são comuns, mas o assunto nunca se esgotará. Afinal, faz parte do nosso cotidiano. A criatividade do autor em criar histórias cativantes, bem como uma direção e atuações competentes, certamente garantirão a atenção do público para com a produção.

A direção de Marco Ricca valoriza o texto e as interpretações. Cenário, luz e figurino servem de ambientação e também proporcionam uma rápida troca do espaço em que ocorre a ação, sem deixar os olhos do espectador fixados nos atores. Os diálogos são bem estruturados e cada frase apresenta a emoção do personagem e/ou revela características da sua personalidade. Rodrigo Lombardi, pelos seus trabalhos nas novelas Passione e Caminhos das Índias, tem conseguido visibilidade na mídia, mas possui experiência no teatro, em montagens do Grupo Tapa. Fúlvio Stefanini, por sua vez, em mais de 50 anos de carreira é um nome de suma importância na história do teatro brasileiro, com participações na TV e cinema.

Os dois atores dão vitalidade ao texto e constróem os personagens com sutileza, especialmente Lombardi - que dá a Henrique o tom exato de um indivíduo que ama o pai, mas não consegue aceitar a sua personalidade, apesar de admitir que é muito parecida com a sua. Stefanini tem o seu melhor momento quando pai e filho saem para jantar e são presos. O ator se entrega com louvor à cena em que Bóris estabelece com Henrique um contato estreito, revelando fatos de sua vida. Está concorrendo ao Prêmio Shell, uma indicação que consagra a qualidade da montagem. As mudanças na trajetória dos personagens não são extremas, mas esse encontro proporciona uma oportunidade ímpar para que eles exponham opiniões e sentimentos até então nunca revelados.

A peça fica em cartaz até 15 de agosto. Vale conferir!

Ficha Técnica

Texto: Serge Kribus
Tradução: Paulo Autran
Direção: Marco Ricca

Elenco: Fúlvio Stefanini e Rodrigo Lombardi

Cenografia: André Cortez

Figurinos: Letícia Barbiere

Iluminação: Maneco Quinderé

Trilha Sonora: Eduardo Queiroz

Fotos: João Caldas

Local: FAAP - Rua Alagoas, 903 – Higienópolis – tel.: 11.3662.7233

Data: Até 15 de agosto de 2010

Preço: Ingressos: R$ 70,00

Horário: Sextas, às21h30; Sábado, às 21h; Domingo, às 19h

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Nanda Rovere comenta "Macbeth", com Renata Sorrah (São Paulo, SP)

Nanda Rovere

Clássico de William Shakespeare estreia em São Paulo


Considerada alicerce do teatro mundial, a peça é a mais curta e uma das obras mais contundentes de Shakespeare. É um projeto do ator Daniel Dantas, acalentado há anos.

Os ensaios para a montagem começaram no segundo semestre do ano passado, contando com um elenco de doze atores e a temporada aconteceu de janeiro a março no Teatro Tom Jobim, no Rio de Janeiro.

O personagem do rei acompanha o artista desde o começo de sua carreira. No teatro, com o grupo Pessoal do Despertar, chegou a ensaiar para interpretá-lo, mas a montagem não estreou. Na TV, na minissérie da Rede Globo, Som e Fúria (2008), era um ator que daria vida a Macbeth. Na vida real, chegou a ensaiar o papel no início dos anos 80, mas o espetáculo acabou não estreando.

O ator considera Macbeth o melhor texto teatral já escrito e acredita que a estréia deste trabalho aconteceu no tempo certo, na sua maturidade profissional. Para ele, ao contrário do que se pensa, as tragédias de Shakespeare proporcionam não somente questionamentos, mas diversão, por conter um humor tênue nas suas criações.

O artista e toda a equipe apostam na atualidade das reflexões que a dramaturgia de Shakespeare suscitam: "Macbeth é o mais preciso e sucinto dos grandes textos de Shakespeare, e nosso desejo de fazê-lo apóia-se na crença de que o texto presta-se a uma montagem que se comunicará com a platéia da forma mais imediata, direta, simples e ao mesmo tempo ampla e profunda, como se o texto tivesse sido escrito há alguns meses, e não há quatro séculos", ressalta Dantas.

A tragédia do general que comete inúmeros assassinatos com a ajuda de sua mulher Lady MacBeth para assumir o trono da Escócia e manter-se no poder, fala de questões atemporais, como poder e ambição.

Mostra que estamos muito próximos da monstruosidade escondida nos seres humanos, os quais são capazes de atitudes desequilibradas. As nuances e oposições dos sentimentos e atitudes dos indivíduos são profundas. MacBeth é guerreiro, sonha com o trono, mas titubeia em alguns momentos. Lady Macbeth faz de tudo para fugir da fragilidade feminina e evoca a virilidade para sustentar as suas atitudes criminosas.

Com a intenção de facilitar a aproximação do público com a trama, a tradução, assinada por Aderbal Freire-Filho e João Dantas conversa com os dias de hoje, sem deixar de lado a poesia e a linguagem apurada dos diálogos.

Para evidenciar a atemporalidade dos atos cometidos pelos personagens, a encenação é viva, com referências à idade média e ao nosso tempo e promove a imaginação no cenário, figurino, iluminação, trilha e elementos de cena: Assim como Shakespeare incluía referências ao seu tempo nas palavras de seus personagens, incluímos referências ao nosso tempo, declara o diretor Aderbal Freire-Filho, que foi convidado por Dantas para fazer parte do projeto, assim como o restante do elenco.

Renata Sorrah vive Lady MacBeth. A atriz contracenou com Dantas na comédia Noite de Reis de Shakespeare e diz estar feliz em dividir o palco novamente com o colega, agora interpretando um casal apaixonado. A atriz conta que nunca assistiu a nenhuma montagem deste texto e num primeiro momento ficou em pânico. Aos poucos, foi buscar a humanidade da personagem, sem considerações sobre as suas atitudes e se atendo no seu amor pelo marido.

Apesar de ter experiência diversificada quanto aos estilos de interpretação, Renata é reconhecida por suas atuações trágicas. No teatro, entre os seus sucessos em São Paulo, merece destaque Mary Stuart, Rainha da Escócia. A atriz declara, no entanto, que a função do ator é viver com dedicação qualquer tipo de papel e diz que busca personagens instigantes, independentemente das obras se enquadrarem no gênero comédia ou drama.

Macbeth ficará em cartaz por quatro semanas no SESC Pinheiros. De 25/06 a 18/07. Sextas e sábados, 21h e domingos e feriado (dia 09/07), 18h. Tel. para informações: 11 3095.9400.

Nanda Rovere - 23 / 06 / 2010

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Nanda Rovere indica


Hoje tem Mazzaropi homenageia um dos maiores artistas do cinema brasileiro


http://arteessenciadavida.blogspot.com/2010/06/hoje-tem-mazzaropi-homenageia-um-dos.html

entrevista com Silvia Poggetti

Maria Carolina Dressler e Mário Viana

além de homenagear um dos maiores artistas do nosso cinema, a peça apresenta um excelente elenco

quinta-feira, 4 de março de 2010

KASTELO, Teatro da Vertigem (por Nanda Rovere), São Paulo (SP)


O Teatro da Vertigem mais uma vez inova na escolha do espaço cênico.

Nanda Rovere
(texto publicado originalmente no site Almanaque Estação)


Os atores encenam o texto, inspirado na obraO castelo de Franz Kafka, dependurados em balancins.

As fachadas da unidade SESC Avenida Paulista são ocupadas por esse grupo, que chama a atenção pela busca de locais alternativos para mostrarem os seus trabalhos, já encenaram em hospital, em igreja, presídio e no rio Tietê.

O objetivo é realizar uma intervenção urbana e evocar os medos que o cotidiano nos impõe, em virtude do controle social a que somos expostos.

Enquanto na obra original um medidor de terras, contratado pelo senhor do castelo, tem sua entrada barrada pela burocracia palaciana, na versão da Vertigem, empregados são obcecados pelo seu trabalho, mas não obtém a merecida recompensa por essa dedicação.

O espectador fica sentado numa sala com objetos comuns ao ambiente de trabalho, como arquivos, cadeiras giratórias, gaveteiros e fichários e está separado dos atores pelo vidro das janelas.

A frieza das corporações fica evidenciada com esse distanciamento, assim como o individualismo do mundo moderno. A pressa do cotidiano não nos permite dar a devida atenção ao próximo.

Eliana Monteiro – atriz do grupo desde 1998 assina a sua primeira direção e conseguiu criar uma montagem interessante, em que a luz, o cenário da Avenida Paulista (com seus prédios iluminados) e os andaimes usados pelos atores reforçam a temática da peça e as reflexões propostas.

Não dá para ficar imune aos questionamentos propostos.

A encenação suscita um impacto que provoca o nosso senso crítico perante a realidade, atiça a percepção sobre o valor da liberdade e as barreiras que a vida nos força a enfrentar para que possamos aplicá-la, e vivenciá-la, no nosso dia-a-dia. Quem busca um teatro instigante certamente apreciará as realizações do Teatro da Vertigem.

Um teatro sempre em busca de desafios.

http://www.teatrodavertigem.com.br/

IMPORTANTE: em caso de chuva na hora do espetáculo, a sessão será cancelada

Ficha Técnica Dramaturgia 1ª fase: Sergio Pires. 2ª fase: Evaldo Mocarzel

Apoio artístico ao projeto: Antonio Araújo

Atores: Bruna Freitag, Denise Janoski, Luciana Schwinden, Luisa Nobrega, Marçal Costa, Roberto Áudio e Pardal.

Desenho de Luz: Guilherme Bonfanti

Direção de arte: Marcos Pedroso

Figurino: Simone Mina

14 de março de 2010

Unidade Provisória SESC Avenida Paulista

Avenida Paulista, nº119

Sexta a Domingo, às 21h. Capacidade - 80 lugares. Duração - 80 minutos

Classificação etária - 14 anos

Ingressos: R$ 5,00 a R$ 20,00

Tel: (11) 3179-3700

Por Nanda Rovere

Historiadora e estudante de jornalismo

http://www.arteessenciadavida.blogspot.com/   

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

dicas da NANDA ROVERE / "In On It"

Emoção á flor da pele.

A crítica Nanda Rovere, aqui com Paschoal da Conceição

Atores magníficos! Fernando Eiras e Emílio de Mello (destaco a peça Baque)são artistas que curto muito o trabalho, mas gostaria de poder acotmpanhar mais de perto a carreira. Já vi interpretações inesquecíveis de ambos, desta vez não foi diferente.
Enrique Diaz é um diretor pelo qual tenho profunda admiração! Acompanho a carreira, como ator e diretor, faz uns 20 anos e a cada estreia de uma peça com a sua assinatura como encenador, não vejo a hora de conferir!
IMPERDÍVEL! Teatro FAAP SP
Peças como essa alimentam a minha alma!

matérias interessantes
www.sobreteatro.wordpress.com/2009/04/10/in-on-it
www.videochat.globo.com/GVC/.../0,,GO14099-3362,00.html
http://www.agentesevenoteatro.com.br/entrevista/index/70/0/Fernando_Eiras_e_Emilio_de_Mello
www.vejabrasil.abril.com.br/.../-o-ator-fernando-eiras-da-peca-in-on-it
www.ondeanda.multiply.com/photos/album/785
www.ondeanda.multiply.com/photos/album/203
http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=personalidades_biografia&cd_verbete=250
www.inonit.wordpress.com/
http://www.ciadosatores.com.br/home_fr.html

claro que escrevi observações sobre a peça. assim que terminar gostaria que lessem...
bom final de semana
ah e olha como podemos transformar a realidade:
http://www.sescsp.org.br/sesc/hotsites/sescverao2003/index1.html
um jogo interessante do sesc, que de acordo com a rotina que vc escolher o seu corpo será de um jeito x ou y.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

dicas de teatro (SP e BH)

DICAS DA NANDA ROVERE / 1

Maternidades



Texto e direção: André Fusko
Elenco: Amanda Acosta

Sinopse: Quatro mulheres em idades diferentes ao falarem sobre suas vidas acabam revelando as mães que são, ou virão a ser, e a realidade em que vivem. Instinto ou razão? Medo ou encantamento? Presunção ou humildade? Egoísmo ou generosidade? Ou tudo isso? Uma surpresa para quem espera um espetáculo adocicado e ameno.

Amanda Acosta


Amanda Acosta é uma atriz e cantora excelente, que consegue colocar nessa peça toda a sua sensibilidade para a criação de personagens leves e densos. A sua experiência como mãe de Vicente certamente a ajudou a criar as quatro mulheres e a entender melhor o que é ser MÃE , mas o texto transcende o cotidiano de Amanda e Fusko (casados na ¨vida real¨).

Amor, insegurança, alegria, tristeza, atos acertados e atos falhos se misturam de uma maneira inteligente e a cada novo esquete, como a sinopse diz, ¨ Uma surpresa para quem espera um espetáculo adocicado e ameno ¨. Maternidade nos traz interessantes reflexões sobre o ser humano e a conseqüência das suas ações.

André Fusko consegue costurar bem as cenas e tem um futuro promissor na direção.
Como autor, escreveu Solidores (atuou ao lado de Taís Araújo) e demonstrou talento para essa atividade. Posteriormente, estreou Simceramante!, no qual também atuava (e dirigia), ao lado de Patrícia Vilela e Marcelo Diaz.

Não poderei estar na estréia, mas desejo muito sucesso e recomendo! Já na leitura, na época dos ensaios, o espetáculo estava lindo e saí do teatro emocionada; agora estou muito curiosa para ver o crescimento da montagem!

Espaço dos Satyros 1
Sextas e sábados ás 19h
3258 6345
Trilha sonora original Kalau
Adereços Paulo Bordhin
Fotografia Vivian Abravanel
Design Gráfico Eduardo Reyes

.............

DICAS DA NANDA ROVERE / 2

Em BH



Chico Rosa
no Palácio das Artes, 4 e 5 de fevereiro de 2010
Com Daniel Maia e Luiz Rocha
Daniel está sempre em projetos legais e este musical tem feito sucesso em MG
Palácio das Artes

http://www.fcs.mg.gov.br/

......

Till, a saga de um herói torto



e também no Palácio das Artes, o excelente Till, a saga de um herói torto, com o Grupo Galpão - 25 a 28 de fevereiro de 2010
Grande Teatro
http://www.fcs.mg.gov.br/agenda/1485,till-a-saga-de-um-heroi-torto.aspx