terça-feira, 2 de agosto de 2011

Inscrições abertas para a 11ª edição do FETO (Belo Horizonte, MG)



FETO - Festival Estudantil de Teatro recebe inscrições de espetáculos
O Ministério da Cultura apresenta a 11ª edição do FETO. O Festival lança edital e recebe de 08 de julho a 15 de agosto inscrições de espetáculos

O FETO – Festival Estudantil de Teatro começa os preparativos para mais uma edição. A Associação No Ato Cultural, idealizadora do Festival, lança o edital de inscrições de espetáculos para a edição de 2011. Após lerem o edital, os grupos e interessados das categorias “Teatro na Escola” e “Escola de Teatro” devem inscrever-se pela internet no site do FETO (www.fetobh.art.br), do dia 08 de julho a 15 de agosto.  A programação do Festival, além de apresentações de artes cênicas, inclui oficinas, análise de espetáculos, encontros e debates, aproximando o diálogo entre estudantes, educadores, grupos e produtores culturais.
Os espetáculos do FETO podem ser inscritos em duas categorias: a categoria Teatro na Escola, destinada a estudantes de qualquer nível nas redes de ensino fundamental, médio e superior; ou Escola de Teatro, voltada para estudantes de Teatro e Artes Cênicas em qualquer nível de formação. Os espetáculos selecionados das duas categorias serão divulgados até o dia 09 de setembro, e comporão a programação do Festival que acontecerá em outubro deste ano.
O FETO é um projeto que nasceu no ano de 1999 em Belo Horizonte e já recebeu milhares de estudantes, grupos, educadores e agentes culturais de todo o Brasil. Durante as dez edições passadas, o projeto foi porta de entrada para o diálogo, produção de conhecimento e estreitamento de redes entre pessoas interessadas no teatro em ambiente escolar. O Festival, ao longo dos anos, foi essencial também para o enriquecimento das produções acadêmicas nas artes cênicas, bem como para a profissionalização de estudantes em processo de formação artística.
O Festival também acredita que grandes ações são feitas com o diálogo e troca de conhecimentos entre pessoas, e em ambiente de redes, estas ações são otimizadas, por isso os usos de tecnologias e suportes digitais nos auxiliam na manutenção desses laços. É possível acompanhar as novidades do FETO no twitter (@fetobh), facebook (FETO Teatro) e youtube (centralfeto).
O FETO é uma realização da Associação No Ato Cultural, focado no trabalho com educação e cultura. O Festival conta com os benefícios da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura, possui apoio institucional do Instituto Unimed BH e patrocínio da Cemig, através do Programa Cemig Cultural, realizado em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura de Minas Gerais.

 SERVIÇOS
Inscrições: de 08 de julho a 15 de agosto pelo site www.fetobh.art.br
TELEFONES ÚTEIS
No Ato Cultural: (31) 2555-8575
Assessoria de imprensa: Sosti Reis (31) 8447-4188

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

atriz: Renata Novaes

Duas atrizes confirmadas no musical Cabaret, com Claudia Raia (RJ)

Atelier de Cultura confirma duas atrizes no musical Cabaret
Kátia Barros e Fabi Bang integram o elenco do musical que estréia em outubro

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Kátia Barros (créditos: Lion Melo) e Fabi Bang (créditos: Cassiano Grandi)

Mais uma grande produção internacional em terras brasileiras, o musical “Cabaret” - protagonizado nos cinemas em 1972 por Liza Minnelli – já confirmou em seu elenco duas atrizes da agência Atelier de Cultura, líder dos profissionais de teatro musical no Brasil, Kátia Barros e Fabi Bang. Com estréia prevista para outubro no Teatro Procópio Ferreira, Cabaret terá no papel principal a atriz Claudia Raia.
Kátia, que atuou em grandes espetáculos como “Victor ou Victoria”, “A Bela e a Fera”, “Chicago”, Miss Saigon e “Sweet Charity”, também compôs a equipe de criativos dos musicais “Jekyll & Hyde – O Médico e o Monstro” e “Baby Musical” como diretora de movimento, sempre trabalhando ao lado de Fred Hanson, americano radicado no Brasil e diretor associado da Cameron Mackintosh.
Fabi Bang dedica-se ao teatro musical desde 2006 e atualmente segue com as últimas apresentações de “Evita, o Musical”. Antes desse, a atriz já brilhou nos espetáculos “A Bela e a Fera”, “Cats”, “O Fantasma do Teatro” (direção de Claudio Botelho e Charles Muller), “O Fantasma da Ópera” e “Miss Saigon”, onde, além de swing, também foi assistente de coreografia.
Marcello Boffat, que recentemente cumpriu temporada em “O Soldadinho de Chumbo” ao lado de Luana Piovani, foi convidado pelo próprio Gabriel Villela, um dos diretores mais talentosos e requisitados de sua geração, para integrar o elenco da tragédia grega “Hécuba” de Eurípedes. Marcello já atuou em diversas produções e graças ao seu timbre de barítono e contratenor e ao estudo da música eletroacústica, gravou inúmeras trilhas para teatro, entre elas “À Margem da Vida”, que levou o Prêmio Shell em 1999.
Além dessas novidades, mais de 10 agenciados do Atelier de Cultura estão atualmente em projetos como o musical Mamma Mia!, HAIR, a novela “Amor e Revolução”, o curta “Os Olhos da Janela”, entre outros.

Nanda Rovere indica Fragmentos do Desejo, no SESC Consolação (SP)



Se puderem ler ficarei feliz
bom final de semana
Fragmentos do Desejo é poesia através de gestos carregados e emoção e precisão
Por Nanda Rovere

As várias cenas contam histórias que não são lineares, mas que se ligam por mostrarem pessoas em busca do amor, do afeto, em buscas do próprio eu.
Sem ler a sinopse talvez não seja possível traçar com exatidão o significado das cenas, mas isso não é o essencial; o que importa são as sensações que a montagem nos proporciona.
As movimentações e expressões corporais, bem como a luz, a trilha e a mudança de cenários são de uma sensibilidade ímpar. A beleza plástica e a precisão nos gestos, muitas vezes milimétricos, se aliam para apresentar as tristezas, alegrias, ilusões e momentos de felicidade.
A temporada em São Paulo termina este final de semana, mas a companhia segue para apresentações em Salvador, Fortaleza, Recife, Natal, Florianópolis, Porto Alegre, Santa Maria e depois segue para o exterior, a partir de setembro.
Fragmentos do Desejo leva ao palco artistas experientes e que demonstram um talento especial para trabalhar com o corpo, misturam técnicas do teatro e da dança com maestria.
Artur Ribeiro e André Curti são brasileiros, mas criaram a Dos à deux em Paris, em 1997,  e, desde então, viajam pelo mundo levando poesia em forma de teatro e dança.
É gratificante ver artistas brasileiros fazendo sucesso no exterior, mas uma boa notícia é que a companhia pretende abrir uma sede no Rio de Janeiro, na Glória. Boa notícia porque será possível acompanhar mais de perto o trabalho de profissionais competentes e que conseguem cativar o público com montagens que retratam o cotidiano de pessoas comuns e que muitas vezes têm histórias parecidas com a nossa.

Para Saber mais:

http://www.dosadeux.com/spip.php?article443&lang=pt_br
 
Fragmentos do desejo - Teatro Anchieta
SESC Consolação
De sexta e sábado às 21h, a domingo, às 19h
Telefone: 11 3234-3000 / 11.3234-3000
rua Dr. Vila Nova, 245 Vila Buarque
São Paulo - SP - Brasil
Ingresso: R$ R$ 32,00; R$ R$ 16,00 (usuário matriculado, idosos e estudantes com carteirinha). R$ R$ 8,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes, aposentados e estudantes com carteirinha).

Edital da 6ª Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas (São Paulo, SP)

 Grupo Tá na Rua

EDITAL DE PARTICIPAÇÃO DA 6ª MOSTRA DE TEATRO DE RUA LINO ROJAS – EDIÇÃO 2011

Tema: Ocupação de espaços públicos homenageado: Ilo Krugli – Teatro
Vento Forte
Realização do Movimento de Teatro de Rua de São Paulo – MTR/SP e apoio jurídico
da Cooperativa Paulista de Teatro
Co patrocínio: Secretaria Municipal de Cultura - SMC
1 – Da Participação
1.1 – A 6ª Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas realizar-se-á de 18 a 27 de novembro
de 2011, nas regiões norte, sul, leste, oeste e centro da cidade de São Paulo;
1.2 – Os grupos selecionados participarão das seguintes ações: Cortejo artístico de
abertura, uma apresentação do espetáculo selecionado seguido de debate e cortejo de
encerramento.
2 – Da habilitação
2.1 – Poderão se inscrever na 6ª Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas, entidades de
caráter artístico cultural, cooperativas e associações com sede no Brasil, bem como
grupos de teatro sem personalidade jurídica, desde que legalmente representados e
em atividade constante nos últimos 02 (dois) anos;
2.2 – Os grupos só poderão inscrever espetáculos teatrais criados, pesquisados e
produzido para a rua;
2.3 – Não serão aceitos espetáculo que já tenham se apresentado em edições
anteriores desta Mostra;
2.4 – Serão selecionados para participar da 6ª Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas, no
máximo 14 (quatorze) espetáculos de grupos com sede no Estado de São Paulo, e no
máximo 04 (quatro) grupos com sede fora do Estado de São Paulo que serão
selecionados pelo MTR/SP.
3 - Das inscrições
3.1 – Os projetos deverão ser enviados por e-mail para o endereço
mostralinorojas@yahoo.com.br, até as 23:59 horas do dia 22 de agosto do
corrente ano. Se necessário, a mesma inscrição poderá ser enviada em até 03 (três)
e-mails com no máximo 10 (dez) megabytes cada;
3.2 – Os grupos selecionados apresentarão seus espetáculos nos pontos determinados
pela produção da Mostra (MTR/SP), conforme cronograma de apresentações,
elaborado pelo núcleo de programação da Mostra;
3.3 – Os grupos de outras cidades que forem selecionados terão transporte,
hospedagem e alimentação pagos pelo MTR/SP durante toda a Mostra;
3.4 – Os grupos deverão apresentar o projeto do espetáculo em 01 (uma) via contendo
as seguintes informações:
a) Ficha de inscrição, que se encontra na última página deste edital. (preencher todas
as informações solicitadas);
b) Nome do espetáculo, sinopse, histórico do espetáculo, histórico do grupo, ficha
técnica completa com as funções a serem exercidas por cada integrante do grupo e
necessidades técnicas do espetáculo;
c) Clipping (cópia) de jornais, revistas e outros que comprovem as atividades do grupo
nos últimos 02 (dois) anos, relacionados a apresentações e ações em espaços
abertos/ruas e parques. No mínimo 03 (três) matérias;
d) 03 (três) fotos em alta resolução;
e) LINK do endereço de postagem onde conste vídeo do espetáculo, com no mínimo,
07(sete) minutos de duração, podendo ser de qualquer parte do espetáculo, desde que
sem edição. (Não serão aceitos vídeoclips);
f) Informações complementares que o grupo julgar necessárias para a avaliação do
projeto, sem ultrapassar o disposto no item 3.1 deste edital.
4 - Da Comissão Avaliadora
4.1 – Será criada uma comissão avaliadora, formada por 03 (três) curadores indicados
pelo MTR/SP;
4.2 – Nenhum membro da comissão avaliadora poderá constar da ficha técnica dos
projetos de espetáculos a serem avaliados, como também não poderá compor nenhum
núcleo artístico dos espetáculos inscritos para avaliação.
5 - Dos critérios para seleção de espetáculos
5.1 – A comissão avaliadora terá como critérios para avaliação dos espetáculos a
qualidade, o mérito artístico e cultural, a linguagem cênica, o trabalho de pesquisa
continuada de no mínimo 02 (dois) anos, em teatro de rua;
5.2 – A comissão avaliadora é soberana na escolha, não cabendo recursos contra suas
decisões;
5.3 – No caso de ocorrer desistência expressa de algum dos classificados, ou
irregularidades na documentação, automaticamente os suplentes serão notificados,
obedecendo-se rigorosamente a ordem de classificação.
6 – Da documentação
6.1 – Os selecionados, deverão enviar por correios ou pessoalmente, no prazo de cinco
dias úteis a partir da notificação, para sede do Movimento de Teatro de Rua de São
Paulo – MTR/SP, na rua Conselheiro Crispiniano – 344 – 3° andar - Sala 305 – Centro
– São Paulo – SP – CEP. 01037-000, os seguintes documentos:
a) Declarações de direitos autorais da SBAT/ECAD, (original);
b) Autorização do autor registrada em cartório (original);
c) Declaração assinada pelos integrantes do grupo autorizando o proponente a
representá-los, para fins de contratação para apresentação na 6ª Mostra de Teatro de
Rua Lino Rojas;
d) Declaração do proponente do grupo, de que conhece e aceita incondicionalmente as
regras da 6ª Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas, conforme este edital;
e) Declaração assinada por todos os integrantes do grupo, de concessão de imagem
em caráter irrevogável e irretratável, dos direitos de veiculação de imagem das ações e
apresentações realizadas na 6ª Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas, para sua
utilização em exibições sem fins comerciais, de caráter informativo, para promoção e
divulgação das atividades do MTR/SP, de seus patrocinadores e co- patrocinadores
(modelo em anexo);
f) Se o espetáculo contar com a presença de menores de 18 anos, o grupo deve
apresentar autorização (original) do juizado de menores de sua cidade;
6.2 – A ausência de quaisquer destes documentos ou a presença de irregularidades
nos mesmos, inviabilizará a apresentação do grupo nesta edição da Mostra;
6.3 – Os casos omissos serão deliberados pela comissão organizadora.
7 - Do Pagamento
7.1 – Os grupos que não pertencerem a Cooperativa Paulista de Teatro deverão emitir
fatura ou nota fiscal para recebimento do cachê, referente à apresentação na 6ª Mostra
de Teatro de Rua Lino Rojas;
7.2 – Os grupos sócios, da Cooperativa Paulista de Teatro, receberão o repasse em
cachê (sem reembolso de produção, direitos autorias etc.), referente à apresentação na
6ª Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas;
7.3 – O pagamento dos cachês dos grupos será realizado em parcela única, até 45
dias após o término da Mostra, logo após o repasse dos recursos financeiros do
patrocinador à Cooperativa Paulista de Teatro, representante legal da 6ª Mostra de
Teatro de Rua Lino Rojas.
8 - Disposições Gerais
8.1 – O MTR/SP responsabilizar-se-á pela organização, produção executiva e
divulgação da Mostra;
8.2 – A montagem e desmontagem do espetáculo são de responsabilidade do grupo;
8.3 – O núcleo de produção da Mostra acompanhará a efetiva execução dos
espetáculos, dando apoio técnico durante a apresentação;
8.4 – O MTR/SP não se responsabilizará por perdas, danos ou furtos de objetos
pessoais, figurinos, adereços e cenários, durante toda a realização da Mostra, cabendo
aos grupos zelarem pelos seus pertences;
8.5 – A realização da 6ª Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas neste formato,
dependerá do montante de verbas captado.

Catadores de Sonhos volta ao Teatro do Jockey (Rio de Janeiro, RJ)


“Catadores de Sonhos – Utopia com Atores e Alpinistas” reestreia em agosto

O espetáculo transita entre teatro, dança, vídeo, música e alpinismo

“Catadores de Sonhos – Utopia com Atores e Alpinistas” discute a possibilidade de concretizar os sonhos, o poder de ampliar a imaginação e expandir o pensamento. Transitando na fronteira de linguagens - teatro, música, dança, vídeo, e alpinismo, a peça se apropria do tema Utopia para ilustrar a busca de realizações. O espetáculo que estreou em janeiro deste ano vai estar novamente em cartaz entre os dias 5 e 28 de agosto no Teatro do Jockey. “Catadores de Sonhos” conta com a presença de dois alpinistas em cena, que conduzem os atores para a atmosfera idílica da utopia. Quebrando a gravidade, o espaço é recriado, gerando novas possibilidades que as salas de espetáculos normalmente não oferecem. A peça segue para o Oi Futuro de Brasília em setembro.

O espetáculo é dirigido e escrito por Jadranka Andjelic, diretora sérvia, que há dois anos se estabeleceu definitivamente no Brasil. Desde então, desenvolve uma parceria duradoura com a produtora e diretora de cinema Eveline Costa. No começo de 2010, o espetáculo Cidade In/Visível chegou aos vagões do Metrô Rio, transportando os passageiros para a história da cidade. E o projeto atual Catadores de Sonhos reforça uma característica forte da dupla: a necessidade de realizar o teatro que inspira a reflexão.

“O espetáculo cresceu do desejo de ver a utopia no horizonte e também como reação contra o conservadorismo e o cinismo da nossa época, do consumismo globalizado”, conta Jadranka. O roteiro foi construído usando como base textos de pessoas visionárias, sonhadores e inventores. Foi livremente inspirado em “Dicionário de Lugares Imaginários”, de Alberto Mangel e Giani Guadalupi e O “Dicionário Kazar”, de Milorad Pavitch, além de Alberto Santos Dumont, Peter Handke, Vinicius de Moraes e textos e manifestos de grupos de artistas e ativistas modernos como Reclaim the Streets, Ação Decadente, Luther Blissett, Culture Jamers).

O processo criativo conduzido pela diretora Jadranka aproveita também a experiência de cada um dos envolvidos e a expansão do espaço cênico é evidente pela utilização quase constante de imagens projetadas em grandes telas. As imagens/vídeos criam o espaço em que ator, músico e alpinista irão atuar. A trilha sonora original, composta por Thiago Trajano, dá ênfase ao clima onírico do espetáculo, mesclando a música clássica e o eletro urbano. “Catadores de Sonhos estimula as pessoas a terem uma visão mais ampla sobre o futuro, a persistirem e lutarem pelos seus sonhos, pois as mudanças são possíveis”, acrescenta Jadranka. A trilha tem tanta importância no espetáculo, que os músicos ficam o tempo todo em cena, assim como os atores e alpinistas.

"A Utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar". (Eduardo Galeano)

Sinopse:
Catadores de Sonhos - Utopia com Atores e Alpinistas é um espetáculo de teatro contemporâneo que discute o espaço da utopia nas relações humanas atuais. A busca pelo sonho é o fio condutor do espetáculo que transita na fronteira de linguagens: teatro, dança, música, vídeo e alpinismo.

Ficha técnica:
Direção e dramaturgia: Jadranka Andjelic
Atores: Andréa Maciel, Patrick Sampaio e Ander Simões
Músicos: Thiago Trajano, Levi Chaves e Luciano Corrêa
Alpinistas: Felipe Edney e Eduardo Rodrigues
Vídeo, espaço cênico e objetos: Eveline Costa
Música: Thiago Trajano
Figurinos: Lydia Quintaes
Iluminação: Daniela Sanches
Assistência de iluminação: Kadu Moratori
Fotografia: Carol Chediak
Assistência de edição: Pedro Salim
Direção de produção: Eveline Costa
Produção: Sequência f i l m e s, músicas e cênicas
Design Gráfico: Rogerio Cavalcanti

Serviço:
CATADORES DE SONHOS – UTOPIA COM ATORES E ALPINISTAS
Sextas, Sábados e Domingos, às 21h.
De 5 a 28 de agosto de 2011
Local: Teatro do Jockey
Endereço: Rua Mário Ribeiro, 410 (Entrada de automóveis) / Rua Bartolomeu Mitre, 1110 (Entrada de pedestres)
Informações: 3114-1286 
Duração: 70 minutos
Classificação etária: Livre
Teatro Contemporâneo
Ingressos: R$ 20, - inteira; R$10, - meia

 Assessoria de Imprensa:
RPM Comunicação
Érica Avelar – erica@rpmcom.com.br - (21) 3478-7437 / 8272-2337
Renata van Boekelrenata@rpmcom.com.br – (21) 3478-7406 / 8018-9977
Mariana Machadomarianamachado@rpmcom.com.br – (21) 3478-7410 / 8127-6356

Pira, Pirandello, Pira, de Mário Viana, no Parlapatões (São Paulo, SP)

 Mário Viana

Inspirada em obra de Nobel de literatura de 1934,
Pira, Pirandello, Pira
chega ao Espaço dos Parlapatões em curtíssima temporada

Com texto de Mário Viana, direção de Bárbara Bruno, trilha sonora do Du Moreira, cenários e figurinos de Milton Fucci, livre adaptação de Uno, Nessuno e Centomila, de Luigi Pirandello – um dos maiores nomes da dramaturgia do século XX – fica em cartaz de 
 12 de agosto a 10 de setembro em São Paulo    

         O dramaturgo italiano da Sicilia Luigi Pirandello (1867-1936), agraciado com um                         Nobel de Literatura em 1934 por sua “revitalização arrojada e engenhosa da arte dramática e cênica”, apresenta em Uno, Nessuno e Centomila, romance de 1909 - em tradução livre Um, nenhum, cem mil – seu eterno e penetrante questionamento sobre o que é “a verdade”, revelando assim as falsas impressões que surgem como respostas para essa questão.  O relativismo que se evidencia vai do trágico ao cômico e arranca gargalhadas em sinal de concordância não só por conta da complexidade que se desenvolve de forma serena e natural: a coerência e contundência em questão ganha legitimidade, sobretudo pelo impacto fulminante na forma com que o dramaturgo traduz a máxima de que “as coisas nem sempre são o que parecem” (embora talvez sejam), pode ter na vida de um indivíduo.

         De 12 de agosto a 10 de setembro o público terá a oportunidade de conhecer este universo de “desconstrução (ou construção) de identidade. Produção e elenco experientes encenam Uno, Nessuno e Centomila no Espaço dos Parlapatões - Praça Franklin Roosevelt, 158 – agora sob o título Pira, Pirandello, Pira. Protagonizada pelo ator Beto Bellini – que dá vida à Vitangelo Moscarda – a livre adaptação de Mário Viana, dirigida por Bárbara Bruno, ganha vida ainda pelos atores Cláudio Curi, Eliete Cigaarini, Vanessa Goulartt, Rafael Maia e Edu Guimarães. Completam a ficha técnica a trilha sonora de Du Moreira e os cenários e figurinos de Milton Fucci, além da coreografia de Paulo Goulart Filho.

            *  abaixo da descrição da peça, leia análises assinadas por Mário Viana e Bárbara Bruno

A peça           
         O personagem protagonista Vitangelo Moscarda é emblemático: ao notar que as pessoas têm uma impressão sobre ele absolutamente diferente da forma com que ele afirma (ou supõe) ser na realidade, Moscarda cai na insanidade. Ou será na realidade? Inicia-se, então, o processo de autoconsciência – talvez o mais agressivo da carreira de Pirandello. O tom sátiro da peça surge como ponto de equilíbrio à busca dramática e até trágica do protagonista por essa verdade logo na faísca da reviravolta que ele dará em sua vida.

         Vitangelo Moscarda é um jovem herdeiro do banco de seu pai. Um dia, porém sua esposa, Dida, - interpretada por Eliete Cigaarini - lhe faz a seguinte observação: “seu nariz é ligeiramente torto”. Eis a “faísca” acima citada, que dá origem à busca do protagonista – em primeiro plano por sua identidade – e, de forma mais ampla, pela “verdade”. Moscarda, então, muda de vida: desiste de ser banqueiro, o que desaponta sua esposa - que sai de casa. Mesmo ao custo de sua ruína financeira e abandono de seu amor, Vitangelo encontra em um projeto de caridade o caminho para suas elucidações, o que também caracteriza o personagem como anti-herói – figura bastante presente no teatro da primeira metade do século XX. Sua busca chega a levá-lo a um hospital, onde os seus sentimentos se libertam. O esmagamento do ego, a mudança de atitude e postura do outro perante ao “novo ele” são algumas das percepções que permeiam a apresentação a ser vista nos Parlapatões.      

         Essa interrogação da veracidade da situação dramática ganha o tempero das provocantes rupturas do metateatro – recorrente nas peças de Pirandello – e que são contempladas em                                  Pira, Pirandello, Pira. Acrescenta-se às referências e alusões a outras de suas peças durante a encenação, entre elas, Seis personagens à procura de um autor, uma das mais famosas. Toda a construção do espetáculo traz o espectador ao universo macro e o conduz ao detalhe do pensamento instigante do dramaturgo italiano. Mas talvez a melhor definição para sua busca seja mesmo a que dá título ao texto a ser interpretado a partir do dia 12 de agosto: Um, Nenhum, Cem Mil.


Pira, Pirandello, Pira !!!

Se eu tivesse absoluta certeza que meu nariz é reto diria que Pirandello é absolutamente louco !

A dúvida existe, portanto a sanidade é relativa, já que a retidão de meu nariz depende de quem o vê.

Sei que respiro mas apenas me parece, não afirmo, que de forma alguma as linhas de meu rosto determinam minha condição de respirar melhor ou pior.

Abre-se a cortina e num instante mágico, infinitas possibilidades se apresentam o que não impede que se tenha uma única versão de determinado ponto de vista.

Que jogo fascinante da máscara teatral que respeita a liberdade absoluta da incerteza e propõe um mergulho profundo sem rede protetora.

Salve (-me ) Pirandello !!!

Abraços

Bárbara Bruno ? ! – diretora


**Piraporque

  Por Mário Viana

Quando Bárbara Bruno me propôs fazer a adaptação do romance Um, Nenhum e Cem Mil, de             Luigi Pirandello, tremi nas bases. Já tinha lido o livro anos atrás e lembrava que era uma aventura desbravar a floresta intrincada dos raciocínios do autor siciliano. Pirandello não é mole, não. Mas, ao reler o romance e as peças, descobri a América, ou seja, me apaixonei por Pirandello e sua floresta de raciocínios intrincados.

Na recriação do romance e das peças para um outro espetáculo, visto pelos olhos de um dramaturgo, uma diretora e uma equipe totalmente ligados no século XXI, tentamos mostrar que Luigi Pirandello é mais contemporâneo que muito escritor badalado que circula por aí.

Há, em Pirandello, uma atualidade impressionante – a ideia de que a verdade muda conforme a pessoa que vê é uma prévia do que temos hoje, quando temos todos os nossos passos seguidos por câmeras de segurança. Cada uma nos mostra de um ângulo, desvenda nossos gestos, delata possíveis agressões... O mundo está cada vez mais “pirandelliano”.

Mário Viana, dramaturgo.

Serviço: Pira, Pirandello, Pira

12 de agosto a 10 de setembro
Local: Espaço dos Parlapatões
Endereço: Praça Franklin Roosevelt, 158 - São Paulo
Horários: sextas e sábados – à meia-noite (uma única apresentação por noite)
Duração: 60 minutos
Ingressos: R$ 30,00
Capacidade: 96 lugares
Gênero: Comédia Enlouquecida
Fone: 3258-4449- parlapatoes@uol.com.br 
Aceita cartões: Visa / Master Card / American Express
Lanchonete no local
Bilheteria: das 16h às 22h


Ficha Técnica do espetáculo: Pira, Pirandello, Pira

Adaptação de texto: Mário Viana
Direção: Bárbara Bruno
Assistente de Direção: Samira Lochter
Elenco: Beto Bellini, Eliete Cigaarini, Cláudio Curi, Vanessa Goulartt, Edu Guimarães, Rafael Maia
Cenário e figurinos: Milton Fucci
Coreografia: Paulo Goulart Filho
Trilha Sonora: Du Moreira
Produção Marketing: Igor Guedes
Designer Gráfico: Leo Marino
Vídeo: Luís Felipe Minnicelli
Iluminação: Rodolfo García Vázquez
Fotografia: Damien Golovaty
Coordenação de Produção: Erika Barbosa
Diretora de Produção: Gisa Guttervil
Assistente de Produção e Visagista: Rafael Mendes
Núcleo de Produção: FAZ Centro de Criação
Assessoria de Comunicação: Parceria 6 Assessoria de Comunicação





Sobre Luigi Pirandello

Luigi Pirandello nasceu na Sicília em 1867 e morreu em Roma em 1936. É considerado um dos mais importantes escritores do século XX e precursor do teatro do absurdo, que seria desenvolvido nos anos 1950. Foi membro do Partido Fascista e participou ativamente da vida cultural italiana sob o domínio de Benito Mussolini, embora se recusasse a transmitir em suas obras qualquer mensagem relativa à sua posição política. Doutor em filologia pela Universidade de Bonn – Alemanha - com tese sobre o dialeto de sua cidade natal, revela grande preocupação lingüística em sua obra literária, boa parte dela escrita no dialeto siciliano.


Sobre Bárbara Bruno

Bárbara Bruno estreiou no palco do teatro sob a direção de Antunes Filho no espetáculo “Tome Conta de Amelie”, ao lado de Maria Della Costa. Escolheu o teatro como ofício e atuou em diversas montagens teatrais como "Direita, Volver!" de Lauro César Muniz, direção Emílio Di Biasi, “O Martelo”, “Laços Eternos”, “Crimes Delicados”, entre outras. Ampliou suas funções trabalhando também como diretora e produtora.

Sobre Mário Viana

Nascido em São Paulo, 11 de julho de 1960, Mário Viana é um jornalista e dramaturgo brasileiro. Formado em jornalismo pela Faculdades Cásper Líbero, trabalhou no jornal Folha de São Paulo,  Veja São Paulo, atuou como editor de turismo no jornal O Estado de São Paulo, além de ter colaborado com um extenso leque de publicações.

Como dramaturgo, formou o Núcleo dos 10, sob orientação do também dramaturgo                                   Luís Alberto de Abreu. Recebeu menção honrosa no Concurso Nacional de Textos Teatrais Inéditos de 2000, promovido pelo Ministério da Cultura, com a peça Flechadas do teu Olhar. Os textos Vamos? e Vestir o Pai também receberam prêmios em duas edições do concurso de dramaturgia promovido pela Secretaria de Cultura de Porto Alegre, em 2000 e 2001.

Teve montados três espetáculos com o Grupo Parlapatões: Mistérios Gulosos, Um Chopes, Dois Pastel e uma Porção de Bobagem e Pantagruel. Também foram montadas as peças Ifigônia, com as atrizes Rosi Campos e Zezeh Barbosa, e Verdades, Canalhas, dirigida por Hugo Possolo. A comédia Vamos? ganha montagem em Fortaleza. O monólogo Natureza Morta, inspirado numa tela do norueguês Edvard Munch, é montado no Recife, em São Paulo e Rio de Janeiro.




Sobre a FAZ Produções e Erika Barbosa - Produtora


A Faz Produções é coordenada por Erika Barbosa, com Luiza Gottschalk e Beto Bellini.  Atua entre o eixo Rio/São Paulo há mais de 17 anos, produzindo diversos espetáculos. Entre as mais recentes produções de espetáculos, “O Última Stand Up” – estreia no Festival de Curitiba 2011; “19 Centímentros”, com direção Bárbara Bruno de Lauro César Muniz – Satyrianas – 25/11/2010; “Nó de Cachorro ou a Mandrágora Brasileira” , com direção de Nelson Xavier – Teatro Bibi Ferreira – Espaço dos Satyros Um e Espaço dos Satyros Dois – SP; “Hipóteses para o Amor e a Verdade”, com direção de Rodolfo García Vázquez -  Espaço dos Satyros Um – Pça Roosevelt  - e Festival de Ararquara em junho de 2010; “O Arquiteto e o Imperador da Assíria”, 2007 e 2009 no Rio de Janeiro – 2008 em São Paulo; Produção da temporada carioca no Espaço Municipal Sérgio Porto dos espetáculos paulistanos do Grupo Os Satyros: “A Filosofia na Alcova”, “120 Dias de Sodoma”, “Justine”, “Liz” e “O Monólogo da Velha Apresentadora”; “Gotas ao Dia”, de Alessandro Toller e Tatiana Passarelli, direção Sérgio Sálvia Coelho - Teatro Augusta – SP; “Uma Coisa Muito Louca”, de Flavio de Souza, direção Roberto Lage com Luiza Gottschalk e Bruno Gradim. Teatro Bibi Ferreira – SP; “Um Passeio no Bosque”, de Lee Blessing, com direção de Emilio Di Biasi; entre outros trabalhos de igual importância.


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