quarta-feira, 30 de junho de 2010

Cia. O Cidadão de Papel apresenta "Negreiros" (Itapuã, BA)

a obra de Castro Alves inspirou o espetáculo

Companhia de Teatro O Cidadão de Papel


Contatos: Leandro Rocha – (71) 8622-2519 / Marcos Oliveira – (71) 8868-9483

Donminique Azevedo/Ascom – (71) - 87052854

E-mail- azevedo.dom@gmail.com  / leocidadao@yahoo.com.br

NEGREIROS: Um grito no escuro!

ESTAMOS EM PLENO MAR...

Em cena, um monólogo de Leandro Rocha inspirado livremente na obra, “Os Escravos”, de Castro Alves propõe uma reflexão sobre racismo. De 01 a 10 de julho, todas as quintas, sextas e sábados, as 20h. A “Companhia de Teatro O Cidadão de Papel” volta a inovar ao trazer uma peça, pela segunda vez, ao Espaço Cultural Casa da Música, Parque Metropolitano do Abaeté, Itapuã. Além disso, este ano, o espetáculo é um dos concorrentes do Festival de Teatro de Ipitanga, em Lauro de Freitas, Ba.

Com “Negreiros”, Leandro Rocha (autor, ator e diretor do espetáculo) pretende questionar o mito da democracia racial. Para tanto, baseia-se na obra lírico-amorosa do poeta baiano que transita no universo do negro escravo, cativo e maltratado.

A ironia configura-se num recurso lingüístico bastante utilizado pela direção. A idéia consiste em criar paralelos que representem poeticamente causas, efeitos e conseqüências das situações delicadas às quais a população negra é diariamente exposta.

Piroco, um personagem cego, traduz através de feedback, um universo simbólico repleto de preconceitos, dor, impotência e medo. Num ato de desespero tranca-se num porão e afirma que não precisa sair daquele lugar. Propõe-se refletir criticamente sobre a existência ou não da escravidão mental.

Na primeira temporada “Negreiros” abriu as atividades artístico-culturais realizadas pela Casa da Música nos meses de maio e junho. Vinculada ao espetáculo o público pode conferir, no Foyer, a exposição de Amarildo Moreira que ressaltava a beleza e o vigor de mulheres e homens negros.

“Negreiros” é a sexta montagem realizada pela “Companhia de Teatro O Cidadão de Papel” nos últimos anos, todas abordando temáticas de cunho social como direitos humanos, fome, prostituição infantil, preconceito racial e social, homofobia, dentre outros, sempre com o objetivo de mobilizar o público para uma tomada de atitude diante dessas situações. O espetáculo marca também os 10 anos de atividade ininterrupta da Cia. Na ocasião foram sorteados exemplares do livro “O Cidadão de Papel” escrito pelo jornalista Gilberto Dimenstein, com o objetivo de premiar a platéia.

Para Leandro Rocha, “é preciso vencer a escravidão mental”. Num estado onde mais de 70% da população é negra, o autor considera ser imprescindível debater o racismo desde suas raízes históricas e se vale das poesias do “Poeta dos Escravos” como ferramenta inicial para o fomento da discussão racional acerca dos resquícios da escravidão no mundo.

A montagem mistura cinema e teatro como um recurso cênico para ambientar o tempo em que se passa a história, também com o objetivo de fundir as duas artes, que se completam, dando mais dinamismo à peça. Para tanto, conta com o ator Roberto Salles (A invasão, Solos do Brasil, etc.) convidado para atuar em um das cenas gravadas, cenas estas que compõem o espetáculo.

A ambientação cênica concebida pelo grupo Oficina Cênica (A dengue Dengosa, Sem Noção, etc.) que também desenvolveu o figurino, aproxima o público da temática discutida no trabalho, possibilitando ao mesmo um mergulho na pesquisa feita para a montagem.

A maquiagem foi elaborada por Marie Thauront (Seu Bonfim, Policarpo Quaresma, Comédia do Fim, etc.) contando com técnicas de maquiagem usadas em cinema, fortalecendo a proximidade que o público tem ao assistir o espetáculo, dando mais veracidade ao personagem.

Na preparação corporal, assistência de direção e iluminação, Marcos Oliveira (Espetáculos O Cidadão de Papel, Trama dos Arteiros, Sem Noção, etc.) que pesquisou uma iluminação que relembrassem os porões dos “Navios Negreiros” e o mar, citados nas poesias de Castro Alves.

Já a inédita trilha sonora, assinada por Leandro Rocha (As Troxâs, Fome, Sem Noção, etc.) mescla as heranças musicais vindas da Europa e da África. O objetivo é dar ênfase na musicalidade Erudita e nos tambores africanos. Como uma tradução da representatividade desta mistura na Bahia.

SERVIÇO:

O QUÊ: Espetáculo Negreiros

QUANDO: 01 A 10 DE JULHO DE 2010

QUANTO: Gratuito

ONDE: Espaço Cultural Casa da Música, Parque Metropolitano do Abaeté, Itapuã

FICHA TÉCNICA

Texto, Direção e Atuação: Leandro Rocha.

Preparação corporal, Assistência de Direção e Iluminação: Marcos Oliveira.

Cenário e Figurino: Oficina Cênica

Maquiagem: Marie Thauront

Trilha sonora: Leandro Rocha

Músicos: Danilo Santana, Atanaelson Santos e Isaac Ribeiro.

Câmera: Danilo Umbelino

Locução: Wilson Militão

Edição de Imagens: Allan Costa

Edição de Som: M.Jay

Ator convidado (imagens): Roberto Salles

Artista Plástico (pinturas em telas): Amarildo Moreira

Fotógrafo: Rafael Martins

Design Gráfico: Tarsis Melo

Assessoria de imprensa: Donminique Azevedo

Contra Regras: Suzi Nascimento, Karol Mass, Marli Sousa, Luz Falcão, Paulo Almeida.

Um comentário:

  1. Meu Deus tenho q copiar td isto para o trabalho de português

    ResponderExcluir