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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Besame Mucho, de Mário Prata, retorna ao Teatro Leblon (Rio de Janeiro)

Mário Prata

De volta aos anos dourados

Texto de Mário Prata, com direção de Bomtempo, atravessa duas décadas

BESAME MUCHO

Encenado pela última vez há quase 25 anos, o espetáculo “Besame Mucho”, de Mário Prata, retorna à cena a partir do dia 15 de março, no Teatro Leblon – Sala Marília Pêra, após uma temporada de sucesso no Espaço Sesc Copacabana. A produção marca o desfecho do ciclo de comemorações dos 25 anos de carreira de Roberto Bomtempo, responsável pela direção, após a indicação ao Prêmio Shell 2010 de Melhor Ator pela montagem “Tomo suas mãos nas minhas”.

A comédia romântica, escrita em 1982, contextualiza o comportamento social de quatro amigos - Xico, Olga, Tuca e Dina - de uma cidade do interior paulista, num período marcado não só pela revolução de 64, pelo AI-5 e pelas lutas políticas de 1968, mas principalmente pelas relações humanas vivenciadas em meio à repressão sexual, os bailes de debutantes, colégio de freiras, machismo e feminismo, namoros nas noites interioranas de domingo e tudo o que foi importante na história desses amigos. Através de projeções de vídeo, retratamos esses 20 anos (1982 a 1962) que o texto percorre, numa importante época para o país e o mundo, tanto política quanto culturalmente.

Reviver o texto, após quase 25 anos desde sua última montagem profissional, retrata através do irresistível e arrebatador senso de humor de Mário Prata, um pouco do caráter que nos forma hoje, após os anos de repressão política, social, religiosa e sexual, vividas depois dos Anos Dourados. Lançar diversos olhares sobre nossa trajetória, ao longo de um passado recente, é atitude necessária e fundamental para entendermos o que somos.

A dramaturgia sempre teve um caráter formador da maturidade de uma sociedade e da consciência cidadã de seu povo. No Brasil dos anos 60 a 80, época da censura federal e da ditadura militar, Mário Prata, entre outros tantos, representou a voz de uma crítica, sutil e inteligente, contra a repressão comportamental e ideológica imposta por uma sociedade hipócrita.

BESAME MUCHO revive, para a realidade atual brasileira, a consciência das dificuldades sofridas por uma geração que cresceu sob a síndrome da culpa, gerada não apenas pela repressão política/social, mas também por tantas outras, que criaram conflitos entre a igreja, o sexo e o amor, pecados que podem ter sobrevivido em nosso inconsciente coletivo até hoje.

A proposta do espetáculo não é apenas retratar os destinos deste ou daquele personagem, mas, principalmente, trazer reflexões sobre uma época e suas conseqüências no momento em que vivemos agora.

SINOPSE

A peça conta a história de quatro amigos - Xico, Olga, Tuca e Dina. Começa em 1982, e termina em um baile de formatura em 1962. A trama é narrada de trás para frente, percorrendo vinte anos de suas vidas Primeiro vem o efeito e, depois, vão se descobrindo as causas. A maneira como a história é contada, proporciona ao espectador não somente relembrar fatos de uma época tão importante, mas também cria uma identificação com aquilo que está sendo dito. Tornando o espetáculo leve e muito divertido.

Xico (Leandro Baumgratz) veio do interior para São Paulo e se torna escritor de sucesso. Casa com Olga (Janaina Moura), que também veio do interior, exilou-se em Paris em 1968 e criou reputação como socióloga. Tuca (Rafael Sardão) permanece no interior e casa com Dina (Ana Paula Sant´Anna). O primeiro casal vive um drama de criatividade. Ele é o escritor, mas ela, socióloga, é quem escreve para ele. Tuca permaneceu no interior como homem de negócios realizado e se casou com Dina, que escolheu ser esposa e mãe. Dina, em virtude da repressão sexual exercida pelas freiras e uma forte síndrome de culpa, não consegue se sentir plena no casamento, atrapalhando a relação do casal que chega até a pensar em separação. Em um determinado momento, Dina fantasiando, se veste de Marilyn Monroe, e, daí para frente, o casal passa a fantasiar cada vez mais, transformando esse “jogo” numa verdadeira obsessão.

Esse retorno mágico e realista no tempo descreve a amizade entre dois homens — nascidos na mesma cidade do interior — que viveram a alegria dos anos 60, o desencanto dos anos 70 e a queda na real dos anos 80.

Mário Prata define o texto como: “Uma história de amor entre quatro pessoas, sem as quatro paredes. O jogo é aberto”.

EQUIPE DE CRIAÇÃO

Texto: Mário Prata

Direção: Roberto Bomtempo

Assistente de Direção: Elder Gatelly

Elenco: Ana Paula Sant´Anna, Janaina Moura, Leandro Baumgratz e Rafael Sardão

Preparação Corporal: Fernanda Guimarães

Iluminação: Renato Machado

Figurinos e Visagismo: Joana Seibel

Desenho Cenográfico e Trilha Sonora: Roberto Bomtempo

Direção de Arte: Alexandre Lino

Programação Visual: Luiz Avellar

Edição de vídeos: Édipo Ferraz

Operação de som: Elder Gatelly

Contra-regra: Gabriel Helleno

Direção de Produção e Assessoria de Imprensa: Ana Paula Sant´Anna

Produção Executiva: Roseane Milani

Administração: Leandro Baumgratz

Idealização: Ana Paula Sant´Anna, Fernanda Guimarães e Leandro Baumgratz

Realização: Movimento Carioca Produções Artísticas

Co-Produção: Escambaum Prods Arts e Gam Produções

SOBRE O AUTOR - MÁRIO PRATA

Mário Prata é escritor, jornalista e dramaturgo. Autor de 11 peças teatrais; escreveu 21 livros para o público adulto e 10 infanto-juvenis; para televisão escreveu 21 obras, entre novelas e especiais; 6 roteiros para cinema, além de outras obras de vídeo-ficção e jornalismo. Através desse vasto trabalho, recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais.

Escreveu Besame Mucho em 1982, depois de viver em uma época onde todas as peças falavam da vida sob o prisma político. Todo mundo - inclusive Mário - já havia escrito sobre essa

geração. E não foi só de repressão política/social que eles cresceram. Tinha as outras repressões. Era hora de tocar nelas. A Igreja, o Sexo, o Amor. Foi uma geração que cresceu sob a síndrome

da culpa. Durante os anos 70, toda essa geração continuou escrevendo o que mais tarde seria chamado de "teatro de resistência". Todo mundo tinha vergonha de escrever uma boa comédia. Mas veio a abertura no final dos 70 e a pergunta: Sobre o que escrever? Foi mais ou menos a partir dessa pergunta que foi surgindo a peça. O Grupo Mambembe encomendou a Mário um texto, e depois de dois meses ele resolveu escrever uma peça de trás pra frente, e como ele mesmo define: "para chegar às minhas raízes".

Em 1987 escreveu o roteiro do longa metragem “Besame Mucho” com Francisco Ramalho Junior, dirigido pelo mesmo. Este filme representou oficialmente o Brasil em vários festivais internacionais.

“Minha geração em teatro sempre teve a preocupação de mostrar o lado político do Brasil na década de 60. Em “Besame Mucho” eu quis mostrar as outras repressões que sofremos, de origem sexual, econômica e religiosa. A peça só resvala pelo aspecto político. Assim como os textos que falam daquele período tristemente rígido, apenas resvalam nos aspectos sexuais e religiosos".

SOBRE O DIRETOR - ROBERTO BOMTEMPO

Roberto Bomtempo é um ator, diretor e produtor que desde o início de sua carreira transita constantemente entre a televisão, o teatro e o cinema, tendo sido premiado diversas vezes em festivais nacionais e internacionais.

Esse ano está completando 25 anos de carreira. As comemorações iniciaram-se com uma ocupação de três meses no Teatro Leblon com três espetáculos em que atua: “Raul fora da Lei – A história de Raul Seixas”, espetáculo que completou esse ano 10 anos de carreira; “Espia uma mulher que se mata”, que após duas temporadas de sucesso no Rio de Janeiro, foi indicado ao Prêmio Shell 2009; “Tomo suas mãos nas minhas”, que estreou em 2010 e lhe rendeu uma indicação ao Prêmio Shell 2010 como melhor ator.

Bomtempo acabou de rodar seu 2º longa metragem - “Mão na Luva”, texto de Oduvaldo Vianna Filho - como diretor ao lado de José Joffily. Para finalizar as comemorações, Bomtempo retorna aos palcos como diretor com o espetáculo “Besame Mucho”.

SERVIÇO – BESAME MUCHO

Sinopse curta: Uma história de amor e amizade entre quatro amigos do interior de São Paulo, que durante duas décadas (de 1962 a 1982) tiveram suas vidas marcadas por todo contexto social, cultural e comportamental da época, e que buscaram realizar seus sonhos, fantasias e ideais.

Texto: Mário Prata

Direção: Roberto Bomtempo

Elenco: Ana Paula Sant´Anna, Janaina Moura, Leandro Baumgratz e Rafael Sardão

Duração: 90 minutos

Classificação: 16 anos

Gênero: Comédia romântica

Temporada: 15 de março a 20 de abril de 2011 / Terça e Quarta às 21hs

Teatro Leblon – Sala Marília Pêra - Capacidade: 462 lugares

Rua Conde Bernadotte, 26 – Leblon - Tel: 2529-7700 - http://www.teatrodoleblon.com.br/ 

Horário de funcionamento da bilheteria: De terça a domingo das 15hs às 20hs.

Ingressos: R$ 50,00 inteira; R$ 25,00 estudantes, classe artística e maiores de 60 anos.

quarta-feira, 16 de março de 2011

A belíssima Bodas de Sangre de volta ao Teatro Celcit (Buenos Aires)


BODAS DE SANGRE


centro latinoamericano de creación e investigación teatral

desde 1975 al servicio del teatro argentino y latinoamericano

7º mes de éxito

Juan Carlos Gené y Verónica Oddó en

Bodas de sangre

De Federico García Lorca

(Un cuento para cuatro actores)

Con Camilo Parodi y Violeta Zorrilla

Asistente: Milagros Plaza Díaz. Escenografía y vestuario: Carlos Di Pasquo

Dramaturgia y dirección: Juan Carlos Gené

"Trabajo destacado" 13º Premios Teatro del Mundo 2009/2010: Dirección/Juan Carlos Gené; Adaptación/Juan Carlos Gené; Actriz/Verónica Oddó; Banda sonora/Camilo Parodi y Verónica Oddó; Fotografía/Soledad Ianni

7º mes de éxito

Viernes y sábados 20.30 hs.

Entrada: $ 50. Estudiantes y jubilados: $ 30.

Entradas en venta con hasta tres semanas de anticipación

CELCIT. Moreno 431. Teléfono: 4342-1026

Magistral recreación de un clásico

El amor y la muerte son intensidades ineludibles de la experiencia humana. Lo testimonian los mitos ancestrales, el arte de todos los tiempos, la crónica costumbrista, la noticia policial o las leyendas familiares. De ese constante se ocupa "Bodas de sangre (un cuento para cuatro actores)", espectáculo que se ofrece en el CELCIT y cuya meridiana belleza debe tanto a la poética lorquiana en la que se inspira como a la exquisita madurez creadora de Juan Carlos Gené. En la triple función de dramaturgo, actor y director, ratifica su profunda sintonía con el espíritu del autor granadino como su dominio de cada una de las herramientas escénicas. Desde el compromiso interpretativo que elenco hasta la pertinencia de la luz y la sombra, el color, los volúmenes o los sonidos elegidos, todo responde a una partitura dramática que lleva su sello y roza por momentos ese límite imposible que se concibe como perfección.

Claro que han sido fundamentales los climas aportados por la escenografía y el vestuario de Carlos Di Pasquo, sugeridores de la aridez andaluza que enmarca la acción. Tanto como la música de Camilo Parodi y Verónica Oddó, con hallazgos sonoros que descubren en el rasgueo de la guitarra, en el golpe rítmico de la mano contra una superficie hueca o en la sensualidad de un chamamé, la misma raíz del grito que universaliza dolores y pasiones en cualquier tiempo y geografía. Se trata de una reelaboración de la tragedia familiar escrita por García Lorca, que condensa la línea dramática y los personajes esenciales del texto: una boda que se frustra, una novia que huye con su antiguo amante, el novio que salda la injuria propia y la de su estirpe con la sangre de los traidores. Pero sobre la suma de deseo, represión, venganza y destino que se mezclan en la historia original, el espectáculo sobreimprime, como iluminadoras transparencias, algunos tramos presuntamente autobiográficos que Gené relata en entrañable primera persona. Como la devoción que su madre y su tía profesaban a Lorca o la noticia del asesinato del poeta a manos del franquismo. Todo filtrado -se subraya- por el frágil cañamazo de la memoria, que también construye identidad con los fantasmas del olvido.

Hay que decir, además, que la labor de Verónica Oddó -encarnando alternativamente a la madre del novio y a la Suegra- bordea lo prodigioso. Con la voz, el rictus, el andar, la postura y hasta el gesto seco al envolverse con su chal consigue inscribir el drama de cada una de sus criaturas en el contexto de Andalucía de principios del siglo XX. Su trabajo es el eje actoral que sostiene y dinamiza la impecable y singular estructura dramática en la que Gené anima, además, al padre de la novia. Por su parte, Violeta Zorrilla (novia, mujer de Leonardo, mendiga/muerte) y Camilo Parodi (Leonardo/novio) transitan con encanto y fluidez sus distintos roles y combinan erotismo y oscuros presagios en la escena de la danza nupcial. Olga Cosentino. Revista Noticias

quinta-feira, 10 de março de 2011

A belíssima Bodas de Sangre reestreia no Teatro Celcit (Buenos Aires,ARG)


CELCIT - centro latinoamericano de creación e investigación teatral


desde 1975 al servicio del teatro argentino y latinoamericano

Querido amigo, querida amiga:

Tengo el agrado de invitarte al reestreno de "Bodas de sangre" de Federico García Lorca, con dramaturgia y dirección de Juan Carlos Gené.

Las funciones de reestreno se realizarán el próximo viernes y sábado a las 20.30 en el CELCIT, Moreno 431.

Como de costumbre, debés hacer la reserva de localidades a correo@celcit.org.ar , indicando para qué día es.

Esperando contar con tu grata presencia, recibí un cordial saludo de

Carlos Ianni

Invitación válida para dos personas

El valor de la entrada para invitados es de $ 15 por persona

Se reestrena

Juan Carlos Gené y Verónica Oddó en

Bodas de Sangre

De Federico García Lorca

(Un cuento para cuatro actores)

Con Camilo Parodi y Violeta Zorrilla

Asistente: Milagros Plaza Díaz. Escenografía y vestuario: Carlos Di Pasquo

Dramaturgia y dirección: Juan Carlos Gené

"Trabajo destacado" 13º Premios Teatro del Mundo 2009/2010: Dirección/Juan Carlos Gené; Adaptación/Juan Carlos Gené; Actriz/Verónica Oddó; Banda sonora/Camilo Parodi y Verónica Oddó; Fotografía/Soledad Ianni

Viernes y sábados 20.30 hs.

Entrada: $ 50. Estudiantes y jubilados: $ 30.

Entradas en venta con hasta tres semanas de anticipación

CELCIT. Moreno 431. Teléfono: 4342-1026

Magistral recreación de un clásico

El amor y la muerte son intensidades ineludibles de la experiencia humana. Lo testimonian los mitos ancestrales, el arte de todos los tiempos, la crónica costumbrista, la noticia policial o las leyendas familiares. De ese constante se ocupa "Bodas de sangre (un cuento para cuatro actores)", espectáculo que se ofrece en el CELCIT y cuya meridiana belleza debe tanto a la poética lorquiana en la que se inspira como a la exquisita madurez creadora de Juan Carlos Gené. En la triple función de dramaturgo, actor y director, ratifica su profunda sintonía con el espíritu del autor granadino como su dominio de cada una de las herramientas escénicas. Desde el compromiso interpretativo que elenco hasta la pertinencia de la luz y la sombra, el color, los volúmenes o los sonidos elegidos, todo responde a una partitura dramática que lleva su sello y roza por momentos ese límite imposible que se concibe como perfección.

Claro que han sido fundamentales los climas aportados por la escenografía y el vestuario de Carlos Di Pasquo, sugeridores de la aridez andaluza que enmarca la acción. Tanto como la música de Camilo Parodi y Verónica Oddó, con hallazgos sonoros que descubren en el rasgueo de la guitarra, en el golpe rítmico de la mano contra una superficie hueca o en la sensualidad de un chamamé, la misma raíz del grito que universaliza dolores y pasiones en cualquier tiempo y geografía. Se trata de una reelaboración de la tragedia familiar escrita por García Lorca, que condensa la línea dramática y los personajes esenciales del texto: una boda que se frustra, una novia que huye con su antiguo amante, el novio que salda la injuria propia y la de su estirpe con la sangre de los traidores. Pero sobre la suma de deseo, represión, venganza y destino que se mezclan en la historia original, el espectáculo sobreimprime, como iluminadoras transparencias, algunos tramos presuntamente autobiográficos que Gené relata en entrañable primera persona. Como la devoción que su madre y su tía profesaban a Lorca o la noticia del asesinato del poeta a manos del franquismo. Todo filtrado -se subraya- por el frágil cañamazo de la memoria, que también construye identidad con los fantasmas del olvido.

Hay que decir, además, que la labor de Verónica Oddó -encarnando alternativamente a la madre del novio y a la Suegra- bordea lo prodigioso. Con la voz, el rictus, el andar, la postura y hasta el gesto seco al envolverse con su chal consigue inscribir el drama de cada una de sus criaturas en el contexto de Andalucía de principios del siglo XX. Su trabajo es el eje actoral que sostiene y dinamiza la impecable y singular estructura dramática en la que Gené anima, además, al padre de la novia. Por su parte, Violeta Zorrilla (novia, mujer de Leonardo, mendiga/muerte) y Camilo Parodi (Leonardo/novio) transitan con encanto y fluidez sus distintos roles y combinan erotismo y oscuros presagios en la escena de la danza nupcial. Olga Cosentino. Revista Noticias

Bodas de sangre y la doble tragedia

Juan Carlos Gené dirige y actúa en esta notable versión personal de la obra de Federico García Lorca.

La fatalidad juega a dos bandas: es el impulso irresistible que lleva a Leonardo y la Novia a unirse, más allá de cualquier convención social y de toda razón, y es la querella antigua entre dos familias enemigas, sembradoras de muertos en uno y otro bando. Inútil querer oponerse al destino incomprensible o pretender modificarlo: lo que ha de ser, será. "La tragedia es irreparable", enseña George Steiner en su admirable La muerte de la tragedia , y añade: "El teatro trágico es una expresión de la fase prerracional en la historia; se basa en el supuesto de que hay en la naturaleza y en la psique fuerzas incontrolables y ocultas, capaces de enloquecer o destruir a la mente". Bodas de sangre -estrenada en Madrid en 1933 por Josefina Díaz y en Buenos Aires, en ese mismo año, por Lola Membrives en el Maipo- es, en ese sentido, la última de las grandes tragedias del teatro occidental, en el nivel de los griegos, los franceses del siglo XVII o Rey Lear.

Es precisamente la ocasión del estreno porteño de Bodas de sangre la que da pretexto a Juan Carlos Gené para ofrecer esta notable versión personal de "un cuento para cuatro actores". Los cuatro se multiplican en varios personajes, conservando la titularidad de los principales -la Madre, la Novia, el Novio y Leonardo-, y la acción condensa el texto original, sin pérdida de su belleza poética ni de su vigor expresivo. Mientras tanto, Gené comenta la repercusión que tuvo aquí, en su familia porteña, la doble tragedia (la obra de teatro en sí y el asesinato de su autor, al comienzo de la Guerra Civil Española, en 1936, por obra de los franquistas), y este curioso y muy logrado recurso duplica también los atractivos del espectáculo.

En el marco austero proporcionado por el diseño escenográfico de Di Pasquo (tiene la rara virtud de sugerir, además de un interior sofocante, un afuera desértico, llagado por la sed y el polvo), los cuatro actores asumen con éxito la formidable tarea de desdoblarse en estas criaturas arrastradas por una antigua Fatalidad que no perdona, y en otras: algunas simbólicas, como la Luna, la del famoso romance, audazmente confiado en esta versión a un actor. También en la música hay transgresiones: en la fiesta de bodas los novios bailan un chamamé que no desentona en absoluto con la arcaica atmósfera campesina. Renovadas, estas Bodas aúnan la grandeza de un clásico con una bienvenida originalidad. Ernesto Schoo. La Nación

“Asiduo visitante de la poética de Lorca, Gené versionó en Bodas de Sangre (un cuento para cuatro actores) por primera vez, prácticamente íntegra, un texto destinado para teatro por el poeta granadino. Con licencias, claro, logró en escena un entramado de singular potencia solventado con fragmentos de su historia personal. Esta reescritura de Bodas de sangre es un conmovedor tejido teatral que recrea en escena la sabiduría de un artificio anudado a la memoria”. Juanjo Santillán, http://www.clarín.com.ar/

“La dramaturgia de Gené está rozada por evocaciones emotivas de su infancia; el erotismo incierto del crujir de una enagua familiar. Sobre esta falsa o verdadera evocación, el teatrista reteje la lorquiana esencia lírica y trágica del amor imposible; ideas hechas palabras con sonora visualidad y estremecedora belleza. Excelentes todos los orgánicos interpretes, todos sus desdoblamientos en varios roles, en los que la palabra prevalece, vive su hondo dramatismo sin énfasis innecesarios ni grandilocuencias vanas”. Luis Mazas, Revista XXIII

“Con licencias que le dan mayor potencia al texto y con interpretaciones de gran entrega la puesta de Gené logra en escena que se exprese la magia encerrada en la poética del gran clásico. Son fragmentos entrelazados, una reescritura de Bodas de sangre que conmueve y arroja al aire de la escena una belleza avasalladora. La calma, la calidez de la voz y el tiempo que se toma Gené para relatar las escenas que se suceden abren el alma del espectador para recibir la fuerza y densidad de la poesía con la que escribió Federico García Lorca”. Gabriela García Morales, http://www.culturar.com/

“Reduciendo el extenso reparto original a una partitura para dos actrices y dos actores, la versión muestra la sabiduría de Gené para abarcar el mundo de la obra en un tiempo y un espacio mínimos, condensando personajes, diálogos e información, sin dejar afuera el abanico temático (el amor desencontrado, el honor, la tierra, la sangre, la muerte), como tampoco la atmósfera lorquiana y la potencia de las imágenes, a través de un elocuente sistema de alusiones”. José Moset, Acción

“Los cuerpos de los actores van tomando las almas de los distintos personajes, y la metamorfosis se cumple mágicamente dejando de lado la anticipación que aparece en el relato del narrador. Es tan acertado el reparto, que Verónica Oddo y Camilo Parodi parecen haber salido directamente de una obra de Lorca. Sus voces, su textura y su físico corresponden al colectivo imaginario de las obras del poeta. La puesta en escena creada por Gené invita a un mundo bello, sencillo e intenso, donde los elementos vitales conviven. Una representación de Bodas de sangre que toca al corazón y vuelve a revivir el universo lorquiano”. Viviana Foschi, Casting Porteña

“A la hora de atribuir méritos, acaso haya que resaltar la genial idea de Gené de cruzar su mitología familiar y Bodas de sangre. Habrá que señalar que el alma de Federico, el duende, sigue revoloteando por los escenarios de Buenos Aires, inspirando a cuatro actores y generando bella poesía y música y haciendo con esas materias el mejor teatro, placer para todos los sentidos y temblor para el alma. Y sobre todo, habrá que señalar un fenómeno extraño: cuando Verónica Oddó pisa un escenario, todos, actores y público, somos mejores que en nuestras soledades; todos nos volvemos súbitamente capaces de acercarnos por un rato a cierta comprensión, a cierto dolor, a cierto abismo”. Christian Lange, http://www.poesisteatral.blogspot.com/

“Relato de una experiencia infantil de Gené, cuya madre y tía quedaron fascinadas al conocer al granadino en persona allá por 1933, durante su estadía porteña, sirve para que el mismo actor y director incluya sus vivencias personales sobre un autor que frecuenta hace años. El asunto tiene su atractivo, porque el actor–director hace llevadera su emotiva narración sin que interfiera sobre la acción dramática, vertida con soltura y sensibilidad y con un elenco recortado aunque eficaz”. Héctor Puyo, Télam

"Mundos que se entrecruzan, se fusionan, que chisporrotean sensaciones y amalgaman emociones. De esos elementos está compuesto este hecho teatral de excelencia que es Bodas de sangre. Tanto el drama de Lorca como las vivencias de Gené se albergan mutuamente en el austero pero potente espacio diseñado por Carlos Di Pasquo, en que las sustancias, el peso y la forma de los objetos que lo conforman, van a la esencia misma de la tragedia. De tal finura es el entramado de la dramaturgia de Gené, que la ficción y el recuerdo borran sus límites, sin que por eso ambas historias pierdan su propio peso dramático. Otro elemento que moldea el cuerpo de la obra es la música original de Camilo Parodi (hecha de sensaciones sonoras) y la musicalización de Verónica Oddó y del mismo Parodi, alternando bravura y sensualidad cada vez que se imbrican con las palabras y las acciones. El muy buen vestuario, del mismo Di Pasquo, resume en blanco y negro, lo parco y lo fantástico del drama de Lorca en texturas que van de lo agreste a la fina sensualidad. Bodas de sangre, es una obra que no merece perderse: Lorca, Gené, cuatro fantásticos actores y un estupendo diseño artístico, así lo exigen". Gabriel Peralta. http://www.críticateatral.com.ar/

"El dramaturgo, actor y director Juan Carlos Gené inventa como creador una nueva mirada sobre "Bodas de sangre" de Federico García Lorca. A partir de una autorreferencialidad propone al público la teatralidad de esta obra, donde es el propio Gené quien se transforma en narrador/guía. Gené es un profundo conocedor de la estructura dramática, por lo cual "Bodas de sangre" está sobre el escenario, pero en esta oportunidad es a través suyo y de su lectura. El espacio escénico imaginado por Carlos Di Pasquo seduce desde una sencillez notable y nada de lo que se ve es casual, todo responde a un porqué, a partir de detalles sencillos pero concretos. Casi todas las obras de García Lorca reclaman muy buenos intérpretes y este elenco los tiene. La composición de Verónica Oddó conmueve, ella es la madre tierra, la que pare hijos que son asesinados. Su voz y su cuerpo pasan por quiebres, sutilezas, nada del arte de la actuación le es ajeno. Ese imán que ella ejerce, por energía y puro talento, complejiza el compartir escenario, pero, en este caso, tanto Violeta Zorrila como Camilo Parodi consiguen acompañarla con muy buenos momentos interpretativos, en papeles tan complejos como los que imaginó García Lorca". Ana Seoane. Diario Perfil

"En este magnífico montaje la tragedia se multiplica constantemente. Desfilan ante nosotros (a un mismo tiempo) la pieza que escribió Lorca y la que nos cuenta Gené. En la segunda se unen la tragedia del tiempo, que todo lo distorsiona y lo magnifica, la del horror de la Guerra Civil Española, el asesinato de Federico –que nunca dejan de horrorizarnos– la de las consecuencias del golpe militar del ’30 en Argentina, y toda la carga de “Bodas de sangre”. La vida, el amor y la muerte desfilan por la escena engarzándose magistralmente en el cuento sin perder ninguno de los valores que imprimió el granadino en la obra original. El narrador es una omnipresencia que extrema las situaciones hasta viajar a los ojos del niño que fue y desde allí explicar (y explicarse) todo lo que no entendía entonces, todo lo que vivía a través de lo que hablaban su madre y su tía, tanto cuando García Lorca visitó Buenos Aires, como el dolor que se apoderó de ellas al conocerse la noticia de su fusilamiento. La otra línea argumental, la de la tragedia misma, la desarrollan los cuatro actores cambiando sus roles cada vez que es necesario. Verónica Oddó, despliega artesanalmente toda la dureza de esas mujeres que de tan duras se confunden con la aridez de la tierra misma, pero a la que una gota de agua puede llegar a arrancarles dulzura. Camilo Parodi, transita desde ser El Novio amante devoto, que sólo puede comprender la vida de a dos, a transformarse en el fatuo ardiente, posesivo, dominante insatisfecho que es Leonardo. Y en Violeta Zorrilla se funden la inseguridad de La Novia, con el resentimiento de La Mujer de Leonardo y la clarividencia de La Mendiga. En esta puesta, Juan Carlos Gené, ha sabido captar la profundidad del sentimiento de marginalidad y el olor a muerte, que tanto pesan en la obra original. Dos de los toques más singulares de la puesta, son: la sobria escenografía y el austero vestuario, ambos salidos de la experta creatividad de Carlos DiPasquo. "Bodas de sangre"no sólo es un nuevo esfuerzo teatral memorable de Juan Carlos Gené, sino un delicado trabajo coral que merece todas las ovaciones que recibe al finalizar cada función". Osvaldo Sabino. http://www.pressenta.com.ar/

Este espectáculo cuenta con el apoyo del Instituto Nacional del Teatro, Proteatro y el Fondo Nacional de las Artes

Más información: http://www.celcit.org.ar/

quarta-feira, 9 de março de 2011

Besame Mucho, de Mario Prata, volta ao Teatro Leblon (Rio de Janeiro,RJ)


De volta aos anos dourados


Texto de Mário Prata, com direção de Bomtempo, atravessa duas décadas

BESAME MUCHO

Encenado pela última vez há quase 25 anos, o espetáculo “Besame Mucho”, de Mário Prata, retorna à cena a partir do dia 15 de março, no Teatro Leblon – Sala Marília Pêra, após uma temporada de sucesso no Espaço Sesc Copacabana. A produção marca o desfecho do ciclo de comemorações dos 25 anos de carreira de Roberto Bomtempo, responsável pela direção, após a indicação ao Prêmio Shell 2010 de Melhor Ator pela montagem “Tomo suas mãos nas minhas”.

A comédia romântica, escrita em 1982, contextualiza o comportamento social de quatro amigos - Xico, Olga, Tuca e Dina - de uma cidade do interior paulista, num período marcado não só pela revolução de 64, pelo AI-5 e pelas lutas políticas de 1968, mas principalmente pelas relações humanas vivenciadas em meio à repressão sexual, os bailes de debutantes, colégio de freiras, machismo e feminismo, namoros nas noites interioranas de domingo e tudo o que foi importante na história desses amigos. Através de projeções de vídeo, retratamos esses 20 anos (1982 a 1962) que o texto percorre, numa importante época para o país e o mundo, tanto política quanto culturalmente.

Reviver o texto, após quase 25 anos desde sua última montagem profissional, retrata através do irresistível e arrebatador senso de humor de Mário Prata, um pouco do caráter que nos forma hoje, após os anos de repressão política, social, religiosa e sexual, vividas depois dos Anos Dourados. Lançar diversos olhares sobre nossa trajetória, ao longo de um passado recente, é atitude necessária e fundamental para entendermos o que somos.

A dramaturgia sempre teve um caráter formador da maturidade de uma sociedade e da consciência cidadã de seu povo. No Brasil dos anos 60 a 80, época da censura federal e da ditadura militar, Mário Prata, entre outros tantos, representou a voz de uma crítica, sutil e inteligente, contra a repressão comportamental e ideológica imposta por uma sociedade hipócrita.

BESAME MUCHO revive, para a realidade atual brasileira, a consciência das dificuldades sofridas por uma geração que cresceu sob a síndrome da culpa, gerada não apenas pela repressão política/social, mas também por tantas outras, que criaram conflitos entre a igreja, o sexo e o amor, pecados que podem ter sobrevivido em nosso inconsciente coletivo até hoje.

A proposta do espetáculo não é apenas retratar os destinos deste ou daquele personagem, mas, principalmente, trazer reflexões sobre uma época e suas conseqüências no momento em que vivemos agora.

SINOPSE

A peça conta a história de quatro amigos - Xico, Olga, Tuca e Dina. Começa em 1982, e termina em um baile de formatura em 1962. A trama é narrada de trás para frente, percorrendo vinte anos de suas vidas Primeiro vem o efeito e, depois, vão se descobrindo as causas. A maneira como a história é contada, proporciona ao espectador não somente relembrar fatos de uma época tão importante, mas também cria uma identificação com aquilo que está sendo dito. Tornando o espetáculo leve e muito divertido.

Xico (Leandro Baumgratz) veio do interior para São Paulo e se torna escritor de sucesso. Casa com Olga (Janaina Moura), que também veio do interior, exilou-se em Paris em 1968 e criou reputação como socióloga. Tuca (Rafael Sardão) permanece no interior e casa com Dina (Ana Paula Sant´Anna). O primeiro casal vive um drama de criatividade. Ele é o escritor, mas ela, socióloga, é quem escreve para ele. Tuca permaneceu no interior como homem de negócios realizado e se casou com Dina, que escolheu ser esposa e mãe. Dina, em virtude da repressão sexual exercida pelas freiras e uma forte síndrome de culpa, não consegue se sentir plena no casamento, atrapalhando a relação do casal que chega até a pensar em separação. Em um determinado momento, Dina fantasiando, se veste de Marilyn Monroe, e, daí para frente, o casal passa a fantasiar cada vez mais, transformando esse “jogo” numa verdadeira obsessão.

Esse retorno mágico e realista no tempo descreve a amizade entre dois homens — nascidos na mesma cidade do interior — que viveram a alegria dos anos 60, o desencanto dos anos 70 e a queda na real dos anos 80.

Mário Prata define o texto como: “Uma história de amor entre quatro pessoas, sem as quatro paredes. O jogo é aberto”.

COMENTÁRIOS SOBRE A PEÇA

“Besame Mucho recebeu excelente versão cênica de Roberto Bomtempo, cabendo destacar a criativa dinâmica da encenação, a ótima utilização dos vídeos e a capacidade do diretor de extrair atuações irrepreensíveis do elenco.”


Lionel Fischer

“Mario Prata é um craque, sempre foi. O Bomtempo nasceu no palco. A Ana Paula tem talento e é um dínamo impulsionando sonhos. Janaína, Leandro e Rafael, completam o time. Assim, alegrias, tristezas e perplexidades do período marcados pela peça, ultrapassam a época em que foram flagradas e ganham graça e permanência. Por conta disso tudo, minha geração e a das minhas filhas têm uma boas justificativa e tema para irem juntos ao teatro e conversarem depois do espetáculo.”

José Joffily

“A idéia do Mário Prata de contar a história de Besame Mucho de trás para a frente acrescenta significados que não seriam possíveis se a história fosse contada de maneira cronológica. Besame Mucho é um grande entretenimento, com conteúdo. E é uma história que precisa de excelentes atores, e esta encenação goza também deste privilégio. Imperdível.”

Alberto Salvá

“Ótima oportunidade de revisitar o texto de Mario Prata sob a competente direção de Roberto Bomtempo. Também vale a pena conferir a entrega do elenco a este inspirado ‘rastro atrás’ na história recente do país.”

Susana Schild

Comédia inteligente e muito bem executada! É muito gostoso quando o teatro é feito com seriedade e dedicação! O público tendo ou não consciência, embarca e a magia acontece!

Miriam Freeland

“Besame Mucho é um delicioso passeio pelo passado de cada um de nós. A encenação delicada e segura de Roberto Bomtempo e o belo trabalho de todo o elenco ressaltam as melhores qualidades do texto de Mário Prata, emocionando e divertindo os espectadores.”

Moacir Chaves

EQUIPE DE CRIAÇÃO

Texto: Mário Prata

Direção: Roberto Bomtempo

Assistente de Direção: Elder Gatelly

Elenco: Ana Paula Sant´Anna, Janaina Moura, Leandro Baumgratz e Rafael Sardão

Preparação Corporal: Fernanda Guimarães

Iluminação: Renato Machado

Figurinos e Visagismo: Joana Seibel

Desenho Cenográfico e Trilha Sonora: Roberto Bomtempo

Direção de Arte: Alexandre Lino

Programação Visual: Luiz Avellar

Edição de vídeos: Édipo Ferraz

Operação de som: Elder Gatelly

Contra-regra: Gabriel Helleno

Direção de Produção e Assessoria de Imprensa: Ana Paula Sant´Anna

Produção Executiva: Roseane Milani

Administração: Leandro Baumgratz

Idealização: Ana Paula Sant´Anna, Fernanda Guimarães e Leandro Baumgratz

Realização: Movimento Carioca Produções Artísticas

Co-Produção: Escambaum Prods Arts e Gam Produções

SOBRE O AUTOR - MÁRIO PRATA

Mário Prata é escritor, jornalista e dramaturgo. Autor de 11 peças teatrais; escreveu 21 livros para o público adulto e 10 infanto-juvenis; para televisão escreveu 21 obras, entre novelas e especiais; 6 roteiros para cinema, além de outras obras de vídeo-ficção e jornalismo. Através desse vasto trabalho, recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais.

Escreveu Besame Mucho em 1982, depois de viver em uma época onde todas as peças falavam da vida sob o prisma político. Todo mundo - inclusive Mário - já havia escrito sobre essa

geração. E não foi só de repressão política/social que eles cresceram. Tinha as outras repressões. Era hora de tocar nelas. A Igreja, o Sexo, o Amor. Foi uma geração que cresceu sob a síndrome

da culpa. Durante os anos 70, toda essa geração continuou escrevendo o que mais tarde seria chamado de "teatro de resistência". Todo mundo tinha vergonha de escrever uma boa comédia. Mas veio a abertura no final dos 70 e a pergunta: Sobre o que escrever? Foi mais ou menos a partir dessa pergunta que foi surgindo a peça. O Grupo Mambembe encomendou a Mário um texto, e depois de dois meses ele resolveu escrever uma peça de trás pra frente, e como ele mesmo define: "para chegar às minhas raízes".

Em 1987 escreveu o roteiro do longa metragem “Besame Mucho” com Francisco Ramalho Junior, dirigido pelo mesmo. Este filme representou oficialmente o Brasil em vários festivais internacionais.

“Minha geração em teatro sempre teve a preocupação de mostrar o lado político do Brasil na década de 60. Em “Besame Mucho” eu quis mostrar as outras repressões que sofremos, de origem sexual, econômica e religiosa. A peça só resvala pelo aspecto político. Assim como os textos que falam daquele período tristemente rígido, apenas resvalam nos aspectos sexuais e religiosos".

SOBRE O DIRETOR - ROBERTO BOMTEMPO

Roberto Bomtempo é um ator, diretor e produtor que desde o início de sua carreira transita constantemente entre a televisão, o teatro e o cinema, tendo sido premiado diversas vezes em festivais nacionais e internacionais.

Esse ano está completando 25 anos de carreira. As comemorações iniciaram-se com uma ocupação de três meses no Teatro Leblon com três espetáculos em que atua: “Raul fora da Lei – A história de Raul Seixas”, espetáculo que completou esse ano 10 anos de carreira; “Espia uma mulher que se mata”, que após duas temporadas de sucesso no Rio de Janeiro, foi indicado ao Prêmio Shell 2009; “Tomo suas mãos nas minhas”, que estreou em 2010 e lhe rendeu uma indicação ao Prêmio Shell 2010 como melhor ator.

Bomtempo acabou de rodar seu 2º longa metragem - “Mão na Luva”, texto de Oduvaldo Vianna Filho - como diretor ao lado de José Joffily. Para finalizar as comemorações, Bomtempo retorna aos palcos como diretor com o espetáculo “Besame Mucho”.

SERVIÇO – BESAME MUCHO

Sinopse curta: Uma história de amor e amizade entre quatro amigos do interior de São Paulo, que durante duas décadas (de 1962 a 1982) tiveram suas vidas marcadas por todo contexto social, cultural e comportamental da época, e que buscaram realizar seus sonhos, fantasias e ideais.

Texto: Mário Prata

Direção: Roberto Bomtempo

Elenco: Ana Paula Sant´Anna, Janaina Moura, Leandro Baumgratz e Rafael Sardão

Duração: 90 minutos

Classificação: 16 anos

Gênero: Comédia romântica

Temporada: 15 de março a 13 de abril de 2011 / Terça e Quarta às 21hs

Teatro Leblon – Sala Marília Pêra - Capacidade: 462 lugares

Rua Conde Bernadotte, 26 – Leblon - Tel: 2529-7700 - http://www.teatrodoleblon.com.br/

Horário de funcionamento da bilheteria: De terça a domingo das 15hs às 20hs.

Ingressos: R$ 50,00 inteira; R$ 25,00 estudantes, classe artística e maiores de 60 anos.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Doroteia, de Nelson Rodrigues, reestreia no MuBE (São Paulo, SP)


Peça de Nelson Rodrigues ganha nova versão em reestreia


Com uma linguagem contemporânea e dinâmica, o grupo Gattu reestreia hoje em São Paulo o espetáculo "Doroteia", de Nelson Rodrigues. A peça será encenada no MuBE (Museu Brasileiro da Escultura), a partir das 21h.

A obra escrita em 1949 aborda os conflitos entre desejo, moral, valor e aparências. A história retrata personagens que representam os contrastes humanos, como uma prostituta que larga a profissão depois da morte do filho.

A montagem dirigida por Eloísa Vitz inova com diálogos rápidos, movimentos cinematográficos e um narrador, que, em determinados momentos, entra em cena para conduzir a história com pitadas de humor.

"'Doroteia' é um texto muito único do Nelson, uma peça mais árida dele, muito polêmica ainda. Para nós é um desafio porque a gente consegue dar uma dinâmica ao espetáculo", comenta a diretoria.

Em 2010, o Gattu montou também "Boca de Ouro" e "Viúva Porém Honesta", sendo o grupo que mais esteve em cartaz com textos de Nelson Rodrigues no ano passado.

Além da proposta de de trabalhar com temas da cultura nacional, o grupo Gattu pretende formar um público jovem de teatro, não habituado a frequentar esta forma de expressão artística e favorecer o acesso a qualquer classe social.

Doroteia

Onde: MuBE - r. Alemanha, 221, Jardim Europa, zona oeste, São Paulo, tel.:0/xx/11/2594-2601

Quando: Qui., e sex., às 21h. Até 11/3

Quanto: R$ 60,00

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Reestreia "Brechó" no dia 13 de março na Amadododito (São Paulo, SP)

“Brechó”


Reestreia dia 13 de março na Amadododito

Para o público, um novo e desafiador jeito de assistir e participar de um espetáculo, dentro de um “reality theater”, sem nenhum improviso. Para Alan Pires, que assina a direção, esta é uma nova forma de conduzir a dramatização e concepção.

2ª TEMPORADA

O espetáculo “Brechó” é um “reality theater”. O público - denominado de “Estilista” - participa ativamente, tomando decisões, através de sorteio dos dez textos inéditos, escritos pelos próprios atores, que entram em cena, sem saber qual texto irão representar.

A peça não tem nenhum improviso e a grande surpresa para todos os atores - que já têm os 10 textos decorados - fica por conta dos personagens daquele dia.

Portanto, “Brechó” é um espetáculo que pode e deve ser visto diversas vezes. Basta criar uma torcida para experimentar uma deliciosa forma de ver o mesmo texto, sendo interpretado e conduzido por diversos atores.

O “Dono do Brechó” (apresentador), organiza “Cabides” (textos) e o público elege – através de rápida votação - ao final do espetáculo: O “Top Model” (que ganha a imunidade da semana. Somente ele saberá qual texto irá interpretar na semana seguinte) e o “Maltrapilho” (que perde o direito de participar do espetáculo).

“Acredito que esta nova forma de conduzir a dramatização e concepção, pode ser definida como “reality theater”. O público pode, explicitamente, realizar sua torcida para o ator que mais emocionou e divertiu naquela noite, mas também pode torcer pelo erro do ator em cena, que é uma grande tendência/sensação teatral do momento.”, comenta o diretor da peça, Alan Pires.

Ficha Técnica

Texto – Caio Barros, Caroline Diogo e Pedro Duran

Direção - Alan Pires

Assistente de direção – Priscilla Ribeiro

Elenco - Caio Barros, Carol Diogo, Cissa Lourenço, Danilo Lopes, Djalma Campos, Faby Veras, João Júnior, Pedro Duran, Ordilei Haine, Patricia Heit, Paulinha Vezani, Priscilla Ribeiro.

Assessoria de Imprensa – Sonia Kessar

Realização – Oficina Amadododito

Serviço

“Brechó”

Gênero – Comédia - Reality Theater (adulto)

Domingos às 19h

Reestreia 13 de março – temporada até 01 de maio de 2011

Amadododito Cia. Teatral

Rua Aimberé, 236 – Perdizes

Fone: (11) 5083-2218 / http://www.amadododito.com/

70 lugares / Faixa etária – Livre / Duração – 80 minutos

Ingressos: R$ 30,00 (inteira) / R$ 15,00 (meia-entrada)

Estacionamento conveniado / Acesso para deficientes / Aceita cartões e cheque

Vendas antecipadas (11) 4003-1212 / http://www.ingressorapido.com.br/

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Assurbanipal MagicClub retorna aos palcos paulistanos (São Paulo, SP)


ASSURBANIPAL MAGICLUB

VOLTA DIA 5


de FEVEREIRO, à meia-noite, no NEFERTITTI CLUB ( Rua Augusta 2077 ).

DIREÇÃO MAURÍCIO PARONI DE CASTRO

os preços para o club e peça sao : R$ 35,00 consumíveis ( mulher desacompanhada), R$ 60,00 ( casal) , R$ 120,00 consumíveis (casal), R$ 200 não consumíveis( homem desacompanhado).

(No SATYROS 1, a temporada vai de 7 de FEVEREIRO ate dia 28 de Março , as segundas as 21:00 hs.)

Assurbanipal Magiclub emprega uma gramática elementar. Começa ao apagarem-se totalmente as luzes numa casa onde - não necessariamente – pode haver troca de casais, ménage, masturbação, voyeurismo. Atores nus no fundo da área de representação vestem-se de públicas

confissões de suas vidas, personagens e fantasias. Na escuridão, mergulha-se a imaginação coletiva no possível sexo (que ocorre?) no fundo da sala dos véus do Nefertitti Club – nada é cenográfico, tudo é mente – Não há interatividade.

A tentação da liberdade nasce na mente e somente a linguagem pode concretiza-la através do uso do próprio corpo integrado a ela.

Vai valer a pena dar uma passadinha por lá...

Besitos,

Raissa Peniche

Atriz

DRT-24.606/SP

11 75151788

raissapeniche@gmail.com 

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

O Ilha do Tesouro reestreia no Teatro do Centro da Terra (São Paulo, SP)


O Ilha do Tesouro reestreia


dia 30 de janeiro, no Centro da Terra

O espetáculo de teatro-aventura O Ilha do Tesouro, de Ricardo Karman, volta ao cartaz dia 30 de janeiro, domingo, no Teatro do Centro da Terra, às 11 horas. Sucesso há mais de seis anos, a montagem é uma experiência real e emocionante que oferece ao imaginário infantil (e também aos adultos) uma vivência única e inesquecível.

O público, alçado as categorias de piratas e heróis, integra a encenação junto com os atores e percorre, durante 1h30, um grande “cenário-instalação” (de 500 metros), feito de madeira, lona e barro, em busca do tesouro. Muito mais do que um baú cenográfico cheio de ouro, balas ou doces, este tesouro é bastante verdadeiro e absolutamente surpreendente.

Em cartaz desde 2005, o espetáculo, itinerante e participativo, integra adultos e crianças em jogos lúdicos de aventura e de teatro. Por suas características particulares e originais, O Ilha do Tesouro tem um formato inédito no Brasil. Neste gênero, o espectador não fica assistindo ao que se passa. Ele é próprio herói, o ator da aventura e envolve-se fisicamente com a história. A missão das crianças é superar os obstáculos, fugir do inimigo, achar o tesouro e enfrentar os "terríveis" piratas. Depois de muita aventura, elas encontram o tesouro: o carinho e a segurança oferecido por aqueles que às acompanharam durante toda a viagem-aventura (pais, avós, tios, amigos, etc).

O Ilha do Tesouro foi agraciado, em 2005, com os Prêmios APCA (Melhor Direção de Teatro Infantil) e Coca-Cola Femsa (Melhor Produção), além ser citado como um dos três melhores infantis do ano pelo Guia da Folha e cotado com quatro estrelas pela Revista Veja S. Paulo..

Ficha Técnica

Espetáculo: O Ilha do Tesouro

Texto, criação, direção Ricardo Karman

Elenco: Mário De La Rosa, Xande Mello, Ellen Regina, Renato Souza, Anésio Clementino e Bruna Aragão.

Cenografia geral das instalações: José Anchieta e Ricardo Karman

Figurinos/cenografia da estalagem: José Anchieta

Adereços e cenotécnica: Fernando Brettas

Dramaturgia: Mário De La Rosa

Assistente de direção: Bernardo Galegale

Contra-regra: William Souza e Antonio Lima

Operador de som e luz: Antonio Lima

Trilha sonora estúdio: Fine Tuning

Produção e realização: Kompanhia do Centro da Terra

Serviço

Reestreia: 30 de janeiro - domingo - às 11 horas

Local: Teatro do Centro da Terra

Rua Piracuama, 19 - Vila Pompeia/SP

Temporada indeterminada: domingos - às 11 horas

Ingressos: R$ 70,00 (adulto acompanhado de uma criança); R$ 70,00 (adulto individual); R$ 35,00 (criança individual) – Bilheteira: seg. a sex. (10h às 17h) ou 2h antes das sessões.

Recomendado somente para crianças entre 7 e 12 anos

Reservas/informações: (11) 3675-1595 ou (11) 9424-4593 - Lotação: 25 duplas

Duração: 1h45 min – Gênero: Teatro-aventura - Estreia oficial: 14/05/2005

Acesso universal. Serviço de bar e café. Aceita cheque e dinheiro. Não aceita cartões. Estacionamento grátis (vagas limitadas). Ingressos antecipados: www.bilheteria.com , tel: 3030-9544.

Observações e recomendações:

· Não recomendado para grávidas, pessoas com dificuldades de locomoção, claustofóbicas ou criança que tem medo de ficar sozinha (participam da aventura, separadas dos adultos).

· Pede-se que os adultos usem camiseta preta (serão “transformados” em Piratas);

· Recomenda-se roupas de caminhada: tênis, jeans e camiseta;

· Pede-se às crianças que levem lanterna pequena no bolso;

· Criança fora da faixa de 7 a 12 anos pode comprometer as atividades e a diversão;

· Sugere-se que a criança esteja acompanhada do pai, mãe, parente ou pessoa com quem tenha um relacionamento afetivo;

· Adulto ou criança desacompanhada não terá acesso a todos os ambientes do espetáculo;

· Crianças e alguns adultos percorrerão caminhos escuros e com terra, barro, água e cordas;

· Evitar bolsas, brincos, pulseiras, sapato de salto alto e outros objetos que possam atrapalhar os movimentos e a caminhada;

Assessoria de imprensa: VERBENA COMUNICAÇÃO

Tel. (11) 3079-4915 / 9373-0181 – eliane@verbena.com.br

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

"Adélia" volta ao Espaço II do Solar de Botafogo (Rio de Janeiro, RJ)


Cinco anos da Cia. de Teatro Íntimo


“Adélia”

Espetáculo leva a poesia de volta ao Espaço II do Solar de Botafogo de sexta a domingo

“Adélia”, peça da Cia. de Teatro Íntimo - que nos últimos dois anos se dedica exclusivamente a trabalhar com grandes nomes da poesia brasileira – está de volta ao Espaço II do Solar de Botafogo, no Rio, a partir de sexta-feira, 14 de janeiro. O desempenho das atrizes "Almodovarianas", ou "as mais belas cenas poéticas dos últimos tempos"... são alguns dos elogios feitos à peça, em cartaz desde 22 de outubro de 2010.

Além de Adélia Prado, que resultou no espetáculo em cartaz, a Companhia já se dedicou também a nomes como Drummond, Quintana, Cecília Meireles, Manoel Bandeira, Manuel de Barros, Vinícius de Moraes e João C. de Melo.

“Adélia” traduz, nas palavras da mineira de Divinópolis, desejo e devoção espiritual. Num constante diálogo entre o sagrado e o profano, o espetáculo transforma o dia a dia da mulher e dona de casa em poesia. Às atrizes Bellatrix, Fernanda Boechat e Gabriela Haviaras, coube a pesquisa do texto, que resulta um espetáculo lírico e intimista ao qual se somam sensações como o cheiro e os sabor de um bolo de especiarias - preparado no desenrolar dos 50 minutos da peça – e goles de cachaça... O insinuante figurino do ator Thiago Mendonça, a luz de Paulo César Medeiros e o cenário de Melissa Parro, além da impactante trilha sonora do maestro Rafael de Barros Castro, exalam mais poesia ainda.

Segunda montagem da ocupação de seis meses do Espaço II do Solar, “Adélia” coroa os cinco anos da Companhia dirigida por Renato Farias, que realizou montagens como, por exemplo, "Veridiana e eu", "Cuidado com o Cão" e "Carolina". A temporada é dedicada aos muitos atores (são 11, com múltiplas funções - administradores, produtores, sonoplastas...), colaboradores e demais profissionais que ajudaram a construir a sua história.

No hall do Espaço II o público pode conferir a exposição “A trajetória da Companhia em fotografia”, de Carol Beiriz.

Créditos:

Elenco: Bellatrix, Fernanda Boechat e Gabriela Haviaras

Figurino e assistência de direção: Thiago Mendonça

Cenário: Melissa Paro

Iluminação: Paulo César Medeiros

Trilha Original: Rafael de Barros de Castro

Preparação Vocal: Jorge Luiz Cardozo

Produção assistente: Caetano O'mahilan

Fotos: Carol Beiriz

Direção: Renato Farias.

Serviço:

Adélia - com a Cia. de Teatro de Íntimo

De 14 de janeiro a 27de fevereiro de 2011

Sextas e sábados, 21h. Domingos, 20h30.

Teatro Solar de Botafogo – Espaço II.

Rua General Polidoro, 180, Botafogo, Rio de Janeiro.

Tel: 2543-5411. Preço: R$30,00 e R$ 15,00 (meia). Capacidade: 25 lugares.

Classificação: 16 anos

Duração: 50 min.

Montagens no Solar de Botafogo:

ADÉLIA - de 22/10/10 a 27/02/11 (recesso de 19/12/10 a 14/01/11)

CUIDADO COM O CÃO – estreia prevista para março/2011

OS DRAGÕES – encerrada em 17/10/10.

Mais informações:

Adriana Sanglard Assessoria de imprensa

(21) 2256-2514 / 8864-8616

adrisanglard@gmail.com

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Weigel volta a SP na Sala Jardel Filho, no CCSP (São Paulo, SP)


Esther Góes leva peça sobre vida e obra de Heléne Weigel ao palco do Centro Cultural

A montagem Determinadas Pessoas - Weigel, interpretada por Esther Góes, cumpre temporada na Sala Jardel Filho do Centro Cultural São Paulo até 15 de agosto. Escrita pela própria atris e por Ariel Borghi, também diretor da montagem, a peça trata da vida e obra de Heléne Weigel - atriz, militante política na Alemanha dos anos 20 do século passado, mulher do dramaturgo Bertold Brecht e uma das fundadoras do Berliner Ensemble.

O espetáculo conta com participação especial em vídeo dos atores Renato Borghi e Henrique Schafer (ambos como Bertold Brecht) e Eucir de Souza (como Emigrado), além do próprio diretor Ariel Borghi, este atuando ao vivo.

Determinadas Pessoas - Weigel narra a trajetória de Heléne, a partir de sua juventude, durante a República de Weimar (1919-1933), época em que atua ao lado de segmentos da esquerda, como o Teatro Proletário de Erwin Piscator e o Partido Comunista Alemão. Nesse ambiente de criação política e estética ela encontra seu parceiro de toda a vida: Bertold Brecht. Com a chegada de Adolf Hitler ao poder, em 1933, o casal se exila em vários países da Europa e nos EUA, onde Brecht acaba realizando trabalhos para Hollywood. Em 1948, eles retornam à Europa e se estabelecem definitivamente na República Democrática Alemã, onde fundam, em 1949, a companhia Berliner Ensemble.

A encenação é apresentada sob forma de recortes na vida de Heléne Weigel. Uma cena retrata seu encontro, aos 24 anos, com Brecht, na Itália, para decidirem se ela terá o filho que espera dele. Nessa época, já era uma mulher independente, liberada e comunista. Outra se passa no camarim, após a encenação da peça A Mãe, quando Weigel já está engajada no teatro épico e assume postura contra o nazismo. O exílio, passando pela Dinamarca, aparece junto com a crise conjugal do casal, antes de chegarem aos Estados Unidos, quando estão sem dinheiro, vivendo com muita dificuldade à base de uma pensão. Esther também retrata a faceta debochada da atriz, interpretando Hitler na peça Schweik na Segunda Guerra Mundial, e revive seu retorno à Alemanha, quando foi convidada para fazer Mãe Coragem e Seus Filhos; na sequência aborda a fundação do Berliner Ensemble. A parte final do espetáculo traz Weigel aos 70 anos. Brecht já está morto, e fica claro o esforço que ela fez para levar, incólume, à Alemanha Ocidental a obra do dramaturgo.

Espetáculo: Determinadas Pessoas - Weigel

Texto e concepção geral: Esther Góes e Ariel Borghi

Direção: Ariel Borghi

Interpretação: Esther Góes

Participação especial: Ariel Borghi

Part. especial/cenas gravadas: Renato Borghi, Henrique Schafer e Eucir de Souza

Figurinos: Beth Filipecki

Música original: Lincoln Antonio

Desenho de luz: Lúcia Chedieck

Cenografia: Ulisses Cohn

Local: Centro Cultural São Paulo – Sala Jardel Filho

Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso/SP – Tel: (11) 3397-4002

Temporada: 25 de junho a 15 de agosto – sexta e sábados (21h) e domingos (20h)

Ingressos: R$ 20,00 (¹/2 entrada: R$ 10,00) – Capacidade: 324 lugares

Duração: 80 min – Classificação etária: 16 anos – Gênero: Drama

Bilheteria: 2 horas antes das sessões. Ar condicionado e acesso universal.

Assessoria de imprensa: ELIANE VERBENA

Tel: (11) 3079-4915 / 9373-0181 – verbena@verbena.com.br